Na primeira sessão: Tapete Vermelho, encantador trabalho do diretor Luiz Alberto Pereira, homenagem ao antigo campeão de bilheteria do cinema brasileiro, Amacio Mazzaropi. Matheus Nastchergaele vive Quinzinho (ótima composição que emula o falecido comediante paulista) que, desejoso de cumprir antiga promessa a seu pai, leva esposa (Gorete Milagres, com nova caipira sem repetir sua Filó) e filho para a primeira cidade que encontrar exibindo um filme de Mazzaropi, partindo numa espécie de road movie com comédia gostosa e leve, baseada no quiproquó dos personagens, algo como visto em A Marvada Carne. Entretanto, ao contrário desse pequeno clássico do recente Cinema Nacional, Tapete Vermelho é irregular tanto na técnica quanto no enredo, pecando em enveredar por desvios de narrativa envolvendo temas diversos (como os sem-terra e o drama do sumiço do filho), perdendo-se na metade final. Entretanto, diante do sentimentalismo presente em algumas produções de Mazzaropi, a homenagem parece ter ficado mesmo completa: mesmo com seus baixos, é diversão garantida para toda a família!Segunda sessão: X-Men - O Confronto Final, terceira e temporariamente última adaptação dos famosos mutantes da Marvel. Dirigido pelo competente Bret Rattner (Dragão Vermelho), que pouco mudou das duas outras tramas conduzidas com precisão cirúrgica por Bryan Singer (responsável hoje por outro super-herói, que em breve voará nas telas do mundo inteiro...), o novo X-Men tem mais ação, mais mutantes e até mais ritmo que os anteriores, mas falha ao cobrir ainda mais períodos dos quadrinhos: dada como falecida no último filme, Jean Grey ressurge como a Fênix, com poderes incalculáveis e segredos só agora revelados (diferindo um pouco da origem da personagem nas HQs) e se alia a Magneto na guerra contra "a cura", alardeada por uma empresa como uma possibilidade de transformar mutantes em pessoas comuns. Assim, mutantes morrem, outros perdem poderes e uma intensa reformulação é feita... Falando nisso, atenção ao fim dos créditos, onde uma grande revelação sugere uma ponte para uma nova leva de filmes!
E, quase que sem querer, aproveitando a oportunidade e o horário da sessão, o último filme do dia (já à noite): Missão Impossível 3, terceiro filme de uma franquia já cansada e sem identidade (cada filme foi dirigido por um diretor diferente, devendo ser considerado como de crédito unicamente o primeiro, do mestre Brian dePalma), cujo personagem "de ligação" ainda é vivido pelo produtor Tom Cruise, o Ethan Hunt da série original (sem esquecer do personagem vivido pelo sempre bom Ving Rhames, presente em todas as produções). Com muita correria e muitas sequências de ação, a "trama" quase não dá espaço para o tão alardeado vilão vivido pelo excelente Philip Seymour Hoffmann (oscarizado neste ano por Capote) e termina por enterrar a série como apenas um filme ligeiro de ação. Nada de mais! Somente filmes demais para um dia só...











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