domingo, 30 de setembro de 2007

"Se é amigo da Clarinha, então é gente boa!"

"Que puxa...!"


Não, caríssimos blogueiros de plantão: apesar do título, não tecerei homenagens à minha dileta amizade virtual com a adorável "Mainha" Márcia Clarinha ("vício meu"... Parabéns pelos 3 anos!), nem falarei sobre as qualidades e os talentos dessa adorável carioca da gema... Na verdade, trata-se da citação literal de um esdrúxulo comentário deixado no hoje extinto (temporária ou definitivamente?!) Miscelânea, no 'post' do último dia 23, onde publiquei o poema Preto e Branco, de meu livro ainda inédito À beira do derradeiro solstício...

O curioso é que a autora do comentário (com todo respeito; seu blog inteligente não deixa dúvida de tudo se tratou de pressa mesmo...) só teve esta brilhante idéia graças à opinião de minutos antes de minha amada Clarinha, que elogiava meu poema e comentava sobre o jogo de sensações e de palavras sobre minha paixão pelo Cinema: assim é que surgiu a pérola "Se é amigo da Clarinha, então é gente boa!", e só, sem mais uma menção sequer ao que acabara de ler (ou não)! Como o poema é inspirado diretamente nos clássicos em P&B do Cinema 'noir' (inclusive com uma bela foto do eterno casal Bogart/Bacall) e nada falava da amiga virtual (que, pelo visto, deve ser sua amiga, também), meditei sobre aquelas divertidas palavras e terminei por inspirar-me para esta pequena crônica metalingüística...

Longe de mim definir uma "cartilha" da arte de como comentar (até que seria bom algo do tipo "Os 10 Mandamentos do Bom Comentário", como "1. Não farás comentários inoportunos que em nada relacionem-se com o 'post' comentado" ou "2. Não farás propaganda gratuita de teu 'blog' se for tua primeira visita" ou ainda "3. Não terás pressa ao comentar; tampouco serás leviano" etc....), não, mesmo, viva a liberdade de dizer o que vier à cabeça... Mas creio dever existir um limite de bom tom para que se mantenham as relações virtuais! E nem é necessário elogio, mas só e tão somente uma observação construtiva, uma troca de idéias, enfim, um alento para a "alma artística" de alguém que criou um texto, procurou a melhor imagem do Google e pensou com carinho e respeito na inteligência do leitor... Bem, pelo menos eu faço isso! Ah, e a Clarinha também!


CPMF?! Tataritatá!!!


É, meus caros blogueiros de plantão: o Brasil é mesmo isso aí! E o Renan e a CPMF que o digam! Falando nisso, meu amigo porreta Luiz Alberto Machado escreveu um baita texto que só vendo sobre o assunto (até o Planalto comentou, vixe!)... Mas aqui vai só um trechinho, que é para o povo querer saber mais e visitar o cabra da peste multifacetado!

QUANDO O TROÇO DA CPMF ENTRA NO OBA-OBA DO ORA VEJA!

No meio de uma tuia de coisa que faz este país o mais paradoxal no vórtice do universo, a questão tributária é uma delas. Só para dar um esquento na sua idéia, quando entrei na Faculdade de Direito, fiquei sabendo o significado da palavra tributo. Pois foi: ela é oriunda do latim e contém a idéia de dar, conceder, atribuir. Hein?! Além disso, carrega outros sinônimos: doação, contribuição, benefício. Vixe! A quem será que a gente está dando, concedendo, atribuindo, doando, contribuindo, beneficiando? Alguém tem alguma idéia? Pergunto isso porque toda tributação nasceu da necessidade de os vencedores cobrarem seus prejuízos aos vencidos. Se é isso, olhem só de que lado nós contribuintes estamos, né? Tradução: devemos presentear os privilegiados da vida que sonegam e alegrar os coniventes sob a coação dos impostos... É isso mesmo que a gente quer?

Lembro muito bem quando lá pros antanhos da memória, o ilustre ministro de então, um certo doutor Adib Jatene, fez um alarido da peste: saiu vociferando aos quatro ventos da necessidade de se conter a lepra e a tuberculose, diminuir a mortalidade infantil e a malária, erradicar o sarampo e o tétano em recém-nascidos, melhorar o atendimento na saúde pública, enfim, um zoadeiro que tocou todo mundo. Até eu disse nessa hora: tô dentro! Tanto lembro desse fato como também tô tinindo do juízo por saber que foi exatamente por causa disso que nasceu um certo famigerado IPMF que, depois de muita lengalenga e provisoriedade, virou CPMF com cara de defintivo.

Vôte! Apois, foi! Tenho também no quengo que logo depois de criada, o próprio Adib Jatene disse em artigo publicado em veículo de grande circulação: "Sugeri a criação da CPMF, vinculada ao Fundo Nacional de Saúde, para complementar o financiamento do setor enquanto o governo reorganizava suas contas, fazendo inclusive a reforma tributária. Foi o que fiz pelejando sozinho, pois até os colegas meus do ministério se diziam céticos quanto à proposta. Conversei com parlamentares, empresários, comerciantes, médicos e, finalmente, após dezesseis meses de luta, conseguimos a aprovação. Infelizmente, constato hoje que a CPMF ajudou muito mais o
governo no equilíbrio de suas contas do que a saúde dos brasileiros ". Êpa! U-la-lá! Como é que é, hein? Minha orelha tá agarrando a pulga! E a sua?

Como não tenho memória curta, tô remoendo as catracas da cachola e me certificando que foi exatamente sob a vigência dessa nada alvissareira contribuição que surgiram fraudes que arrepiaram o meu cabelo e de um montão de gente, como as do Banco Rural, outras tantas pelas autuações da Receita Federal sobre entidades bancárias a respeito, sem contar com aquelas das internações hospitalares de 6 mil e 500 hospitais que, desconhecendo o que é ação social e até a ética, em 1996, fizeram submeter à cirurgia situações insólitas como a de operar uma mulher de fimose ou um caminhoneiro paciente de parto cesariano. Isso que a gente sabe, né? Pois existe mais falcatrua entre Brasília e o resto do país do que possa adivinhar nossa leseira cotidiana.

Pois é, dizem os entendidos que a desgraçada da CPMF representa 1,5% do PIB e agora terá vigência até 2011. Os caras brincam mesmo com a gente. E brincam mesmo, pois quando ouço falar na desgraçada, logo encarco nas reminiscências e tenho arrepio a cada menção de tributo, é cada calafrio medonho, quase tenho troço. E pra gente que
parece mais uma nave levada à deriva ninguém sabe pra onde, nem mesmo um milagre será possível vez que nos crucificam cada vez mais com os pregos da ineficiência. Por isso digo: vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! Xô CPMF já! Bié, bié, glup, glup!

(Luiz Alberto Machado)

domingo, 23 de setembro de 2007

BABACAS...



Noutro dia recebi um espirituoso 'e-mail' intitulado "Você é um babaca quando...", no que segue uma lista de itens onde um bom babaca pode se reconhecer através de brincadeiras lugar-comum pra lá de ultrapassadas, como a famosíssima "É 'p'a vê' ou p'a 'comê'?", sobre o enjoativo doce feito à base de biscoito maria. Confesso achar algumas menções até divertidas, como a que explicita os "turnos" do dia: ao darem doze horas no relógio já é "boa tarde" ("Ah, mas eu ainda não almocei..." – isso é babaca!), ao soarem dezoito badaladas não são "seis da tarde", mas, sim, noite e, após a meia-noite, já é dia seguinte, e não a detestável "madrugada de um dia para o outro", como reforçam nossos idiotas âncoras de telejornal quando vão falar sobre os ajustes de relógios no horário de verão ou para anunciar alguma corrida de Fórmula 1 no Japão! Gosto de evidenciar esses turnos, no que coincide com uma das alíneas da tal "lista para babacas" do espirituoso 'e-mail': "todos saindo de uma festa que varou a madrugada e alguém do grupo anuncia "A gente se fala amanhã", ao que você responde "amanhã, não; mais tarde!!!"...

Algumas dessas "babaquices" sempre me pareceram necessárias. Lembro-me, por acaso, do tempo do videocassete – ou, melhor dizendo, aparelho de videocassete ou gravador de videocassete (para coincidir direitinho com o nome em Inglês, 'videocassette recorder', ou 'VCR'). Isso para não confundir com o videocassete propriamente dito, a famosa "fita" – "Comprei um videocassete", algum metidinho afirmava em meados da década de 80, ao que outro, mais esnobe, arrotava "Só um? Pois eu tenho uma pequena coleção de 130 vídeos!"... Mas creio que, além de mim e de uns poucos amigos, quase ninguém seguia esta estreita linha de raciocínio, danando-se a gravar "fitas" no "videocassete", assim mesmo! Tudo para depois perder para o mofo e trocar pelos atuais DVDs!

Mas qual o quê – e "qual o quê", por si, já é antigo pra dedéu ("pra dedéu", então, nem se fala!) –, parece que me esqueço de que falo para uma platéia que, em sua ampla maioria, nunca usufruiu um babaca trocadilho, o famoso "O mofo deu!" sobre a perda de dezenas de VHS para o implacável fungo, desconhecendo por completo algo que não seja DVD, MP3 ou algo ainda mais novo, como o tal 'blue ray'... Mesmo assim é interessante mencionar tudo isso para explicar uma babaquice ainda constante e muito divertida para quem viveu aquela época: "Já devolveste o filme para a locadora?" "Ainda não; falta rebobinar...", numa época em que não mais se corre o risco de ter um filme preso ou comido pelo aparelho, bastando tirar o disquinho de dentro do aparelho de DVD e entregar o vídeo à locadora – sim, você não é ultrapassado se chamar DVD de vídeo, porque não é o formato, mas a mídia que conta; da mesma forma que um CD continua sendo um disco: no caso, é o formato que conta...

O certo é que babaca mesmo é deixar a graça das coisas morrer ou ficar defasada... O vinil, por exemplo, nunca ficou ultrapassado para os admiradores da boa música: quem ouvia, antes das remasterizações dos CDs, um LP ('long play'... Uma longa história...) de Chico Buarque ou de Jazz, sabe do que estou falando e, com certeza, não se desfez dessas preciosidades em "bolachão"... E ainda poderá facilmente brincar com os novos compradores, advertindo-os que "poderão tocar esses CDs até furar, de tão bons que são"... "Mas, hein? Como assim furar? Não é leitura óptica?!" Dã...


Enquanto Isso, na Miscelânea...

Selos da Miscelânea S/A: a antiga versão e a atual, em cuja formação me incluo


Aproveitando o gancho da "babaquice", talvez soe tolo o divertido saudosismo quase 'nerd' que domina muitos adultos de hoje que tiveram suas infâncias entre os anos 70 e 80, como eu, onde uma frase de um desenho da Hanna-Barbera (no caso, o clássico Super-Amigos, em suas diferentes temporadas: "Enquanto isso, na Sala de Justiça...") pode significar tanto... Mas o que é chato mesmo é deixar a ótima idéia de Jackie, a de juntar talentos diversos num 'blog' coletivo e diário (para cada um dos envolvidos), sem o devido destaque! Por isso é que hoje, mais uma vez, reforço o convite para que todos conheçam (ou redescubram ou revejam) a MISCELÂNEA S/A, onde, tal como aqui, semanalmente, aos domingos, publico um novo texto. Enquanto por aqui seguem os mais diversos ensaios sobre as Artes em Geral, lá sigo a expor os poemas de meu livro inédito À beira do derradeiro solstício. E, nessa "ponte virtual", deixei cair o poema seguinte...

Preto no Branco

Página em branco
Vida vazia
Eterno desafio
De transformar
Minhas tintas
Em poesia

(Dilberto L. Rosa, primeiro poema da "Trilogia em Preto e Branco", em À beira do derradeiro solstício, 2006)


E a Poesia segue por neste domingo...

domingo, 16 de setembro de 2007

Animação, Minha Gente!


Não é de hoje que Animação é gênero independente do rótulo Infantil, há muito já não sendo mais "coisa de criança": não só grandes nomes japoneses, ao longo de décadas, inovaram em animações adultas, como Hayao Miyazaki (Porco Rosso e As Viagens de Chihiro) e Katsuhiro Otomo (Akira), como a norte-americana Pixar trouxe um novo universo para o Cinema desde que criou obras-primas em 3D adultas com "caras infantis", como Toy Story e Procurando Nemo.

Não por acaso que considero o melhor filme do ano, dentre os filmes a que assisti nos cinemas, o ótimo Ratatouille, do sempre preciso Brad Bird (O Gigante de Ferro e Os Incríveis), também da Pixar! Menos por acaso ainda que esse gênero esteja arrastando multidões às salas de exibição, catapultando o engraçadíssimo Os Simpsons – O Filme (com um roteiro bem amarrado nos personagens da louca família de Springfield, que já resistiu a temporadas bem mais fracas nos últimos anos de TV) à posição de filme mais visto no Brasil em 2007, à frente de 'blockbusters' sem nenhuma novidade como Duro de Matar 4.0!

E o Brasil só tem crescido nesta matéria! Desde os feitos heróicos de bons trabalhos voltados para o público infantil, como os antigos desenhos da Turma da Mônica, do Maurício de Sousa, e O Grilo Feliz, de Walbercy Ribas, o veterano gaúcho Otto Guerra, além de sempre ter honrado a tradição dos ótimos curtas de sua terra (em "clássicos" como Treiler e Novela), tem-se mantido firme na condução de grandes adaptações de nossos famosos quadrinhos adultos, como no curta As Cobras, das tiras do Veríssimo, e Rock e Hudson, do Adão, atualmente com a transposição literal das tiras ácidas da revistinha oitentista Chiclete com Banana: Wood e Stock – Rock, Orégano e Rock'n Roll, mesmo com alguns 'déficits' no roteiro ou na animação, é delicioso ao trazer Rita Lee como Rê Bordosa, Tom Zé como Raul Seixas (num delírio de Wood), uma ótima trilha sonora e uma estória que une todos os personagens do genial Angeli (Rhalah Rikota, os Escrotinhos, Mara Tara e os revolucionários-utópicos Meiaoito e Nanico) numa colorida produção!

Para terminar, mais uma animada novidade: o pessoal da Animaking, responsável pelo clássico comercial das Tortuguitas (aquele em que a tartaruguinha de chocolate preto come a cabeça da de chocolate branco – "Estúpida...") e por outros ótimos curtas animados publicitários, vai lançar um longa baseado no seu excelente curta Minhocas, a que tive o prazer de assistir no Curta Criança das manhãs de domingo da TVE – temas adultos e inteligentes numa divertida embalagem "infantil" em 'stop-motion'! É torcer pela animação cada vez maior de nossos produtores!

A Bunda e O Ralo...


Nem só de bunda vive o Cinema Nacional, mas de boas idéias, ótimas interpretações e grandes filmes! Tudo isso pode ser facilmente encontrado no "segundo melhor" filme do ano, O Cheiro do Ralo, ainda em exibição em algumas salas. Adaptado do livro homônimo do quadrinhista/romancista Lourenço Mutarelli (que faz uma divertida participação como um segurança) pelo diretor pernambucano Heitor Dhalia (do bom Nina, também no 'pop' com um pé nos Quadrinhos, com arte de Mutarelli), o filme oscila entre o realismo, o humor negro, o 'nonsense' (impagável o "olho" do "Pai Frankenstein"), o grotesco e a sátira bem à brasileira! É Selton Mello brilhante num personagem loucamente engraçado, "grande e complexo, próximo de Gary Oldman, Irmãos Cohen; é pop, mas é maldito, é patético, é solitário, meio mafioso; um filme a que eu gostaria de assistir", nas palavras do próprio ator (e aqui, também co-produtor), o melhor de sua geração.

É, acima de tudo, inteligência em película reta, porém com as devidas nuances de pequenos curtas, que permeiam tudo através: do ralo, como uma metáfora para o "cheiro" que vem do próprio personagem, sem sentimentos e sem vida ao viver da compra de objetos usados por pessoas desesperadas por qualquer trocado; da "coisificação do poder", através da exploração das tais "pessoas desesperadas" e do dinheiro que "magicamente" sai de sua gaveta (ironicamente, não é mostrada nenhuma venda dos objetos comprados e só há um breve, porém ótimo, 'take' do galpão de coisas acumuladas); e de uma perfeita bunda, no caso, de uma garçonete (a bela e competente Paula Braun, legítima "alemã no corpo de brasileira"), início e fim de uma espécie de "redenção", que, se não se completa, aparenta libertar através da personificação do próprio ralo...

Parece Cinema bruto em muitos momentos; parece com algumas concessões, em outros... É Cinema Brasileiro premiado (no Rio e em São Paulo) de ótima qualidade: com bunda, roteiro, Selton Mello, Tiazinha e... Ralo – para o bem e para o mal!

sábado, 8 de setembro de 2007

... Em cismar sozinho à noite,
Mais prazer encontro eu lá...

Gonçalves Dias


"Pois só por cima de teus telhados eu respiro
A brisa de saudade que não sei explicar
De onde vem, para onde vou, minha cabeça em giro
Por sobre a cidade-sonho suspensa no ar"
(Dilberto L. Rosa)


O dileto poeta vanguardista de tempos idos (e eterno poeta de alma e questão, semiologicamente visual!), pioneiro e estudioso de nossos Quadrinhos, professor (sempre), "quase-advogado" (poema-processo sem processo na Justiça...) da natal bela região do Seridó (lar vizinho do Cerro Corá potiguar de minha amiga Glória), o multi-"primeiro e único" Moacy Cirne é alguém que sempre pensa o Brasil e o mundo (cujo Cinema ele adora): e pensando nisso que ele sempre margeia 7 maravilhas de vários recantos deste Brasil de meu Deus! Eis que a "brincadeira" chegou a mim e por e por aqui teço sobre os meus "melhores cantos" de minha São Luís! A propósito, o seu ótimo Balaio Vermelho e minha terna cidade eterna fazem aniversário hoje, em ponte virtual!

Felizes 21 Anos, Balaio!

Felizes 395 Anos, São Luís!

Confesso ter sido difícil "estabelecer" 7 maravilhas: há tanta beleza espalhada pela cidade, como o Estádio Castelão, o Sítio do Físico, a Lagoa da Jansen, as Fontes do Bispo e das Pedras, o Museu Histórico-Artístico etc. Mas como estes andam precisando de melhorias, concentrei-me mais no Centro Histórico, onde há mais conservação! Aqui vão:



1. Praia de São Marcos (a começar pela Pedra da Memória, com dois canhões, assinalando onde um dia foi o Forte de São Marcos: início da Avenida Litorânea. Um dos melhores pontos para se verem os recuos da maré da Baía de São Marcos... Areia batida e firme, boa para jogar bola);

2. Teatro Arthur Azevedo (na Rua do Sol, um bom exemplo das ladeiras de São Luís, no Centro);

3. Avenida e Praça Dom Pedro II (com os belíssimos prédios Palácio dos Leões, Tribunal de Justiça, Palácio La Ravardiére e Catedral da Sé);

4. Rua Portugal (de paralelepípedos, com os sobradões de azulejos e os telhados históricos, como em toda a área conservada do Projeto Reviver, e seus museus e casas de artesanato);

5. Rua da Estrela (cheia de casarões seculares, que desemboca no Convento das Mercês: lindo, mas de propriedade do José Sarney, que o tomou de assalto para ser sua "Fundação Republicana" só com coisas dele, quando no poder no Maranhão! Bela vista do fim do Rio Bacanga ao encontro da Baía de São Marcos)

6. Largo dos Amores (Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e Praça Gonçalves Dias, com vista para a Beira-Mar e o fim do Rio Anil)

7. Fonte do Ribeirão (donde se vê, por pequenas aberturas, parte das Galerias Subterrâneas, túneis escuros ainda não totalmente descobertos, que ligam igrejas seculares e onde estaria a Serpente que, se acordada, afundaria a Ilha: lenda local)

Colocaria ainda como "8ª maravilha" a vista do bairro onde cresci, o Maranhão Novo (nasci no Centro), donde, do alto de sua ribanceira para a Avenida Daniel de La Touche, é possível ver, ao longe, o fim do rio Anil com a Ponte Bandeira Tribuzzi, várias torres de igrejas do Centro Hitórico, vários outros bairros e uma das melhores vistas do pôr-do-sol da linda Upaon-Açu ("ilha grande", nome original da Ilha, na linguagem dos índios tupinambás), Atenas Brasileira (epíteto do século XIX, que hoje anda esquecido...), Ilha do Amor (por causa do mestre maranhense do Romantismo, Gonçalves Dias), Jamaica Brasileira (influência do 'reggae', desde o fim dos anos 70)... De minha São Luís do Maranhão!

domingo, 2 de setembro de 2007


As igrejas de New Orleans dobraram seus sinos em memória das vítimaspara as quais foi inaugurado um memorial, com os corpos de mais de 100 vítimas não identificadas.


O tempo passa, mas muitas coisas não conseguem ficar para trás: já se vão dois anos da "tragédia anunciada" do furacão Katrina, que atingiu as costas da Louisiana e do Mississippi, onde quase 1.500 morreram e danos materiais foram avaliados em bilhões de dólares... Na época, ainda no Weblogger, muitos blogueiros de plantão estranharam meu silêncio por um mês inteiro sobre o assunto, até eu vir com um poema em forma de canção (post de 21 de setembro de 2005), numa mescla de elementos tradicionais do Blues (como a essência das 'work songs' dos campos de algodão escravos, na repetição do refrão, e na religiosidade de suas dores pessoais), com uma melodia entre Delta Blues e Hillbilly e que remonta ao ritmo clássico de Blowin' in the Wind, do mestre Bob Dylan, que toca ao fundo.

Outrora uma das cidades mais animadas dos EUA, uma triste Nova Orleans recordou na última quarta-feira o segundo aniversário de uma das maiores tragédias naturais mundiais: Bush ainda é acusado de não cumprir suas promessas quanto à reconstrução (inesquecível a sua imagem acompanhando o desastre a partir de seu rancho do Texas e demorando a interromper suas férias...), enquanto usa o Estado Federal para culpar as autoridades locais pela lentidão da reconstrução... Enquanto isso, os mais afetados continuam sendo os pobres, que dependem da ajuda pública.

Para um povo, cuja alegria e criatividade sempre admirei (seja pela história de sofrimento, seja pela beleza de uma cultura preservada através dos 'spirituals' e principalmente do 'blues'), 'Nu Orlins', como na pronúncia arrastada dos locais, ainda luta e compõe, da tristeza, a alegria de um renascer, a minha singela homenagem em forma de canção no poema de meu livro À beira do derradeiro solstício, que pode ser conferido no 'blog' Miscelânea S/A.



"Então... Algo se move oculto... Algo que respira o ar viciado... E sibila..."


E já se foi o tempo em que o "tempo" não passava para os heróis! Recentemente li, a respeito da saga Guerra Civil, que o maior sonho do Capitão América sempre foi envelhecer normalmente ao invés de ser poderosa e eternamente jovem... E não é de hoje que super-heróis são "remodelados" para novos tempos e novas gerações – nem sempre com acerto... O que não se pode dizer de um dos mais completos trabalhos em HQ de todos os tempos: Batman: Cavaleiro das Trevas não só revolucionou os Quadrinhos há exatos 20 anos, como também abriu em definitivo as portas para uma nova geração de "quadrinhos adultos" dentro das próprias linhas de clássicos personagens (no caso, da DC Comics pós-Crise nas Infinitas Terras).

E Frank Miller foi mesmo decisivo para este "renascimento" do Homem-Morcego: um ano depois de lançar Batman: Ano Um, o consagrado artista de Sin City e 300 escreveu e desenhou com traços precisos (às vezes maneiristas; outras, grandioso em ilustrações de página inteira, com enquadramentos cinematográficos), ao lado das cores inovadoras de Linn Varley e da arte-finalização de Klaus Janson, pela primeira vez na história, um super-herói fora do seu tempo de concepção, com cinqüenta e cinco anos, cabelos brancos e já sem o vigor físico de outrora, vendo-se obrigado a voltar à ativa diante de uma Gotham City caótica, dominada pela violência, pelo medo, por uma Imprensa sensacionalista e por um Presidente (de aparência decadente, mas macaqueado nas TVs com a cara do Reagan!) que proibiu a ação dos super-heróis – à exceção do Super-Homem, que segue como uma espécie de fantoche contra a URSS, de uma ainda existente (e perigosa) Guerra Fria.

O problema cresce para maiores dimensões quando antigos arqui-inimigos (o Duas-Caras e o Coringa) passam a organizar matanças em massa para satisfazerem suas loucuras... E o próprio Homem-de-Aço é convocado para deter Batman, o Arqueiro Verde e um novo Robin (agora, uma adolescente), que ainda têm que enfrentar uma horda de gangues fanáticas, a fim de convertê-los em aliados num exército para conter o caos de Gotham!

A despeito da injustiça de reduzir o Super a um "meio-vilão", espécie de interventor pragmático em nome do Imperialismo Norte-Americano, e da desnecessária e infinitamente inferior (tanto em estória como nos traços bem mais preguiçosos de Miller) continuação Cavaleiro das Trevas 2, de 2002 (para que mexer naquele final "em aberto" da primeira saga?), Frank Miller criou um "universo paralelo" fantástico e que, injustamente, até hoje, não foi adaptado para o Cinema (apesar do título homônimo do novo filme com Chris Bale, não se trata dessa estória)... Sem dúvida, uma obra-prima que resiste ao tempo: Batman não morre (literalmente)! E ainda dá um pau no Super-Homem!
 

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