quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Molduras


Cansei-me dos amores emoldurados
Cansei-me das amizades cansativas
Cansei-me do mais antigo cansaço
Cansei-me antes mesmo que me digas
Que estás cansado

Cansei-me da repetição, feito cantiga
Cansei-me dos poemas mais amargos
Cansei-me mesmo da vida e deste poema antes mesmo de ele ter começado

Mas, à morte, a poesia é mesmo assim:
Por mais cansado que eu esteja
Um poema, não me cabe guardá-lo...

(Dilberto L. Rosa, 1999)

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10 comentários:

Игорь on 31 de agosto de 2012 15:53 disse...

Olá!

vejo que atendeste teus leitores.

Não lhe( me) cabe guardar os comentários . Tá, desculpe trocadilho infame.

gostei especialmente da segunda estrofe.

agora vamos ao Batman :

fui ver e foi tudo o que eu esperava. Muito bom.

abraços

Ruby on 1 de setembro de 2012 19:06 disse...

Pois é, poeta Dilberto!
Às vezes tudo se torna enfado e canseira, mas quando se poetiza tem de se falar de tudo, até daquilo que se cansa, só não pode cansar das palavras.
Poema curto, mas que fala bastante, especialmente das repetições, se não são agradáveis podem causar muita canseira.
Obrigada por me visitar e deixar sempre as mais inteligentes palavras.

Celo Silva on 1 de setembro de 2012 19:49 disse...

Gostei da poesia. Parabéns!

http://espectadorvoraz.blogspot.com.br/

Emmanuela on 2 de setembro de 2012 12:20 disse...

Você não imagina a felicidade que sinto quando vejo um comentário seu no cinema pela arte. Nada melhor que a sinceridade, que a divergência de opiniões.

Hoje pretendo atualizar o blog e deixo uma dica...... Ingmar Bergman em uma aventura insólita! Espero ansiosa sua opinião!!

Parabéns pelo retorno, definitivamente, é muito bom saber disso.

Jota Effe Esse on 2 de setembro de 2012 13:53 disse...

E que bom, Dilberto, que você voltou, e não guarda suas belas poesias e demais escritos pra si, nos presenteia com os mesmos. Meu abraço.

Marina Queiroz on 2 de setembro de 2012 14:39 disse...

Lindo poema amigo!
Fiquei emocionada!
Publique-os..
Ah, passei pela Biblioteca Central e procurei informar-se sobre os registros mas o mesmo só pode ser feito presencialmente, a não ser que passes procuração.
Abraços

on 2 de setembro de 2012 19:01 disse...

Também às vezes me sinto cansada de muitas coisas. Belo deboche poético metalinguístico!
Abraços!

Claudinha ੴ on 2 de setembro de 2012 20:19 disse...

Um poema é sempre urgente, mesmo que se esteja cansado e a música, me deixou aqui a sonhar...
Hoje encontrei uma mensagem sua, em junho de 2006. Um comentário em um post sobre minha filhinha, com 8 anos na época... Dizia que não era pai, mas que gostaria muito de ser... E olhe só, como o tempo lhe trouxe realizações...
Hoje estou emotiva demais e esta música me emocionou muito. Vai se meu tema de 11 anos. Sim, Dil, fazem 11 anos que eu sofri o AVC, a cirurgia cerebral e mesmo tudo estando ali parado no Fractais, é como se a ferida reabrisse. Hoje vejo com olhos mais sorridentes, mas ainda corre um frio na espinha, ainda não consigo aplicar injeções...
Ando cansada, cansada da ironia dos homens, da falsidade política e dos interesses mórbidos, mas não me cansam a leitura de bons textos, os amigos "Sheldons" que tenho, aliás, tive vontade de chegar aqui e bater assim:
toc, toc, toc Dil!
toc, toc, toc Dil!
toc, toc, toc Dil!
rsrsrsrs.
Um beijão procê, pra coisa fofa e moreninha de olhos de jabuticabas e pra Jandira!

Claudinha ੴ on 2 de setembro de 2012 20:20 disse...

"ser" meu tema

Arco-Íris de Frida on 1 de maio de 2013 22:13 disse...

Cansei-me de tantas coisas tbm...

Obrigada pela visita e o comentario agradavel, e sim, a foto é de Dita Von Teese...

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