domingo, 30 de setembro de 2007

"Se é amigo da Clarinha, então é gente boa!"

"Que puxa...!"


Não, caríssimos blogueiros de plantão: apesar do título, não tecerei homenagens à minha dileta amizade virtual com a adorável "Mainha" Márcia Clarinha ("vício meu"... Parabéns pelos 3 anos!), nem falarei sobre as qualidades e os talentos dessa adorável carioca da gema... Na verdade, trata-se da citação literal de um esdrúxulo comentário deixado no hoje extinto (temporária ou definitivamente?!) Miscelânea, no 'post' do último dia 23, onde publiquei o poema Preto e Branco, de meu livro ainda inédito À beira do derradeiro solstício...

O curioso é que a autora do comentário (com todo respeito; seu blog inteligente não deixa dúvida de tudo se tratou de pressa mesmo...) só teve esta brilhante idéia graças à opinião de minutos antes de minha amada Clarinha, que elogiava meu poema e comentava sobre o jogo de sensações e de palavras sobre minha paixão pelo Cinema: assim é que surgiu a pérola "Se é amigo da Clarinha, então é gente boa!", e só, sem mais uma menção sequer ao que acabara de ler (ou não)! Como o poema é inspirado diretamente nos clássicos em P&B do Cinema 'noir' (inclusive com uma bela foto do eterno casal Bogart/Bacall) e nada falava da amiga virtual (que, pelo visto, deve ser sua amiga, também), meditei sobre aquelas divertidas palavras e terminei por inspirar-me para esta pequena crônica metalingüística...

Longe de mim definir uma "cartilha" da arte de como comentar (até que seria bom algo do tipo "Os 10 Mandamentos do Bom Comentário", como "1. Não farás comentários inoportunos que em nada relacionem-se com o 'post' comentado" ou "2. Não farás propaganda gratuita de teu 'blog' se for tua primeira visita" ou ainda "3. Não terás pressa ao comentar; tampouco serás leviano" etc....), não, mesmo, viva a liberdade de dizer o que vier à cabeça... Mas creio dever existir um limite de bom tom para que se mantenham as relações virtuais! E nem é necessário elogio, mas só e tão somente uma observação construtiva, uma troca de idéias, enfim, um alento para a "alma artística" de alguém que criou um texto, procurou a melhor imagem do Google e pensou com carinho e respeito na inteligência do leitor... Bem, pelo menos eu faço isso! Ah, e a Clarinha também!


CPMF?! Tataritatá!!!


É, meus caros blogueiros de plantão: o Brasil é mesmo isso aí! E o Renan e a CPMF que o digam! Falando nisso, meu amigo porreta Luiz Alberto Machado escreveu um baita texto que só vendo sobre o assunto (até o Planalto comentou, vixe!)... Mas aqui vai só um trechinho, que é para o povo querer saber mais e visitar o cabra da peste multifacetado!

QUANDO O TROÇO DA CPMF ENTRA NO OBA-OBA DO ORA VEJA!

No meio de uma tuia de coisa que faz este país o mais paradoxal no vórtice do universo, a questão tributária é uma delas. Só para dar um esquento na sua idéia, quando entrei na Faculdade de Direito, fiquei sabendo o significado da palavra tributo. Pois foi: ela é oriunda do latim e contém a idéia de dar, conceder, atribuir. Hein?! Além disso, carrega outros sinônimos: doação, contribuição, benefício. Vixe! A quem será que a gente está dando, concedendo, atribuindo, doando, contribuindo, beneficiando? Alguém tem alguma idéia? Pergunto isso porque toda tributação nasceu da necessidade de os vencedores cobrarem seus prejuízos aos vencidos. Se é isso, olhem só de que lado nós contribuintes estamos, né? Tradução: devemos presentear os privilegiados da vida que sonegam e alegrar os coniventes sob a coação dos impostos... É isso mesmo que a gente quer?

Lembro muito bem quando lá pros antanhos da memória, o ilustre ministro de então, um certo doutor Adib Jatene, fez um alarido da peste: saiu vociferando aos quatro ventos da necessidade de se conter a lepra e a tuberculose, diminuir a mortalidade infantil e a malária, erradicar o sarampo e o tétano em recém-nascidos, melhorar o atendimento na saúde pública, enfim, um zoadeiro que tocou todo mundo. Até eu disse nessa hora: tô dentro! Tanto lembro desse fato como também tô tinindo do juízo por saber que foi exatamente por causa disso que nasceu um certo famigerado IPMF que, depois de muita lengalenga e provisoriedade, virou CPMF com cara de defintivo.

Vôte! Apois, foi! Tenho também no quengo que logo depois de criada, o próprio Adib Jatene disse em artigo publicado em veículo de grande circulação: "Sugeri a criação da CPMF, vinculada ao Fundo Nacional de Saúde, para complementar o financiamento do setor enquanto o governo reorganizava suas contas, fazendo inclusive a reforma tributária. Foi o que fiz pelejando sozinho, pois até os colegas meus do ministério se diziam céticos quanto à proposta. Conversei com parlamentares, empresários, comerciantes, médicos e, finalmente, após dezesseis meses de luta, conseguimos a aprovação. Infelizmente, constato hoje que a CPMF ajudou muito mais o
governo no equilíbrio de suas contas do que a saúde dos brasileiros ". Êpa! U-la-lá! Como é que é, hein? Minha orelha tá agarrando a pulga! E a sua?

Como não tenho memória curta, tô remoendo as catracas da cachola e me certificando que foi exatamente sob a vigência dessa nada alvissareira contribuição que surgiram fraudes que arrepiaram o meu cabelo e de um montão de gente, como as do Banco Rural, outras tantas pelas autuações da Receita Federal sobre entidades bancárias a respeito, sem contar com aquelas das internações hospitalares de 6 mil e 500 hospitais que, desconhecendo o que é ação social e até a ética, em 1996, fizeram submeter à cirurgia situações insólitas como a de operar uma mulher de fimose ou um caminhoneiro paciente de parto cesariano. Isso que a gente sabe, né? Pois existe mais falcatrua entre Brasília e o resto do país do que possa adivinhar nossa leseira cotidiana.

Pois é, dizem os entendidos que a desgraçada da CPMF representa 1,5% do PIB e agora terá vigência até 2011. Os caras brincam mesmo com a gente. E brincam mesmo, pois quando ouço falar na desgraçada, logo encarco nas reminiscências e tenho arrepio a cada menção de tributo, é cada calafrio medonho, quase tenho troço. E pra gente que
parece mais uma nave levada à deriva ninguém sabe pra onde, nem mesmo um milagre será possível vez que nos crucificam cada vez mais com os pregos da ineficiência. Por isso digo: vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! Xô CPMF já! Bié, bié, glup, glup!

(Luiz Alberto Machado)

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