sexta-feira, 14 de abril de 2006



Florbela

A flor, à beira do precipício,
À mercê da tempestade
A flor é fina, a flor tem bossa,
A flor tem charme

Simplicidade à beça
Em volta, a flor é calma
Em sua lucidez há revolta
Na inteligência de sua pétalas

Ri alto, que a flor é alegre
Quem vem depressa quase nem vê
No salto para o infinito
Que a flor permanece ali

À tarde, a chuva murmura
À noite, o demônio espreita
À flor nada é preciso
Do alto de sua melancolia

A flor é frágil
Na redoma que nem percebo
A flor vive uma doce infância
Perdida na terra presa

A flor agride que nem percebe
Espinho agudo, duro chão, veio aberto no céu
A flor é bela, a flor é incauta,
Minha doce Adriana, és verdadeira prosopopéia

(Ainda que não saiba ela
Da flor de meu poema
Que cresce ao léu
Em meu pobre solilóquio)

O sol e a lua no alto
A natureza bela do vale em volta da morte
A flor, entregue, absorve o veneno da vida
E fotosintetiza a dor da eternidade

A flor, à beira do precipício
A flor, à beira da tempestade
A flor tem vida eterna
No fundo da retina de quem a viu só de passagem...

(Dilberto L. Rosa, À beira do derradeiro solstício)

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