domingo, 26 de agosto de 2007

Os Erros do Mago
E Os 109 Anos do Time Mágico!




Li O Alquimista, de Paulo Coelho, quando adolescente, e, mesmo naquela época, já havia percebido o quão mal escrito e pueril era... Mesmo assim, confesso que ainda houve certo encantamento com a idéia toda sobre "lenda pessoal" e demais assuntos esotéricos e de auto-ajuda, entre amigos que curtiam o livro até bem mais que eu... Recentemente encontrei uma formidável página na internet, o 'site' Por trás das letras, onde encontrei muito com que me identificasse, eu, um apaixonado da Língua como todos bem o sabem! E, em tempos de novelas globais sobre magia e afins (inclusive assessorada pelo "mago-mor" supradescrito), nada melhor que se divertir com os absurdos cometidos naquele "clássico" de nossa Literatura, adorado mundialmente por celebridades do "calibre" de Madonna (!), e que aqui são avaliados com maestria pelo professor e Membro da Academia de Letras do Brasil J. Milton Gonçalves (autor dos livros Gafes Esportivas e Tira-Teimas de Português). E digo "divertir-se" não no sentido de tripudiar, longe disso: afinal, um autor que compôs com o mestre Raul alguns dos maiores 'hits' do 'rock' nacional, faz sucesso mundialmente com suas estórias e que é membro da Academia Brasileira de Letras (será que ele usou magia?) deve ter seu caminho respeitado... Mas não há como não corar diante de erros crassos, passados sem revisão e sem respeito a uma legião de leitores, tudo levado com muito bom humor pelo professor Milton. E, por ocasião do aniversário do escritor e mago (último dia 24), clique Por trás das letras e conheça essas "pérolas", esperando pela "magia" de alguém que faz chover – água ou milhões, não se sabe... –, mas que ainda não apresentou algo de concreto para as Letras Nacionais...



E o que Paulo Coelho, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca, Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, João Goulart, Martinho da Vila, Araci de Almeida, Aldir Blanc, Luiz Melodia, Fernandinha Abreu, Jamelão, Raul Seixas, Roberto e Erasmo Carlos, Chico Anysio, Renato Aragão, Camila Pitanga, Chacrinha e Nelson Piquet e Pelé (na infância) têm (ou tinham) em comum? Todos torcedores do eterno "Expresso da Vitória", do "Time da Virada", do glorioso escrete cruz-maltino (apesar de a cruz símbolo do time carioca ser, de fato, a Cruz Pátea, e não a Cruz de Malta, com as pontas bifurcadas) – todos vascaínos, em comemoração aos 109 anos do clube carioca: 21/08/2007, dia do Clube de Regatas do Vasco da Gama!

A despeito dos anos de desmandos do fascista Eurico Miranda (6 anos sem patrocínio? Larguem essa bomba; votem em Dinamite!), o "Gigante da Colina" tem muitos motivos para orgulhar-se, numa verdadeira história de glórias: lutou muitos anos por ter sido o primeiro clube a aceitar negros no elenco profissional; maior campeão estadual de remo da história (45 títulos); único clube carioca a ser campeão internacional de Basquete (bicampeão sul-americano e da Liga Sul-Americana); único carioca campeão da Liga Nacional de futsal (2000); 116 títulos de futebol; primeiro clube brasileiro a vencer uma competição internacional (Sul-Americano de 1948), primeiro título no Maracanã (Carioca de 1950), primeiro carioca a vencer o Campeonato Brasileiro (1974) e a Taça Guanabara (1965) e vencedor do dificílimo "Super-supercampeonato" Carioca de 58; com o maior número de artilheiros na história dos Brasileiros (e com o maior artilheiro da História: Roberto Dinamite, 190 gols); clube que mais cedeu atletas para uma edição dos Jogos Olímpicos (Sydney/2000 – 83 atletas, incluindo o grande medalhista Gustavo Borges e a dupla Adriana Behar/Shelda), a "fábrica de goleiros", o tetra-campeão brasileiro (2000) e dono do maior estádio de futebol da América do Sul até 1930 – e, até hoje o maior e melhor estádio particular do Rio de Janeiro...

Difícil evidenciar uma única razão para ser vascaíno, mas, com certeza, posso dizer as duas primeiras: as influências dos últimos gols de Roberto Dinamite que a minha infância ainda acompanhou pela TV, ao lado de meu pai, segunda maior influência, jogador amador do Ferroviário F.C. em sua juventude aqui na Ilha... Mais difícil ainda seria escolher o "escrete ideal", tamanhos os fenômenos de craques nascidos (ou que vestiram a camisa) no Vasco, mas meu pai e eu tentamos formular uma, que segue na seção dos comentários! E atenção, detratores de plantão: a homenagem aqui é unicamente a um time único; não há cunho provocativo – em querendo, façam as suas ao seus times do coração! A este clube e a seus craques eternos, só os nossos parabéns!

sábado, 18 de agosto de 2007

Que Rei Sou Eu?




Elvis Presley morreu no ano em que nasci, 3 meses depois de minha chegada. Obviamente que, àquela época, eu não tinha muita noção de quem era Elvis, mas Raul Seixas me contou muita coisa até sua morte anunciada, em 1989, em meus áureos 12 anos... Assim, neste mês de agosto, em que se lembram as mortes destes dois genuínos ídolos do Rock, nada mais justo que falar sobre "majestades"...

Elvis não inventou o rock'n' roll: a maioria das grandes canções que lhe deram projeção eram versões de artistas negros, com a velocidade alterada sobre a música 'gospel' misturada com 'rithm e blues' (Little Richard, genial pianista negro e homossexual que, por várias vezes, largaria tudo em nome da igreja evangélica, por exemplo, é hoje reconhecido como um dos pais do rock)... Mas foi Elvis que o tornou acessível a todos os brancos, que se assombravam com seus requebrados censurados na TV norte-americana, sinônimo de promiscuidade pela forma como o cantou, com luxúria, sensualidade e o próprio rock na alma!

Por isso, não é de se estranhar que o rock sempre tenha sido tomado como a música do Diabo – como o inesquecível "Rock do Diabo", de Raulzito, este mesmo um fã ardoroso de Elvis (de carteirinha, do Elvis Rock Clube)... Mas, enquanto este era amado por tantos, verdadeiro fenômeno de massa, incapaz de abandonar um estilo que ficou um tanto quanto "antiquado" num determinado período de sua carreira (especialmente os anos 60, onde o rock evoluía para os Beatles e Elvis insistia no visual de topete e costeletas em filmes pífios, com canções mais esquecíveis ainda), aquele rapidamente abandonava o estilo "Jovem Guarda" do início da carreira (Raulzito e Os Panteras, um ótimo disco por sinal) para revolucionar o rock nacional em Música e em Poesia, que envolvia desde as influências da Rádio dos anos 50 (Emilinha Borba e Música Cubana) até o Tropicalismo de Mosca na Sopa!

Longe de mim, comparar dois revolucionários, duas pérolas da Música mundial... Mas não há como evitar acreditar que, se Raul fosse norte-americano, teria ele levado o rock a patamares não alcançados por Elvis em sua carreira de altos e baixos (especialmente com seu final, que a maioria de seus 'covers' insiste em relembrar) e acabaria com uma bela "coroa" de "rei de alguma coisa"... Longe também de achar que Raul não teve seus baixos, especialmente por causa de seu vício da bebida, que o levou a um "final sem fígado e sem pâncreas, mas ainda cantando com alma", como relembra Marcelo Nova (que alavancou Raulzito num momento difícil, com o outonal LP "A Panela do Diabo", disco de ouro póstumo)!

Mas é inegável que Elvis, depois da sua volta do "alistamento de propaganda" (1958/60), nunca mais foi o mesmo: piegas e romântico, tinha perdido a rebeldia e o inconformismo, nunca mais sabendo escolher o melhor caminho para um "retorno" (a não ser por It's now or never e pelo especial "Elvis Comeback Special", de 68)... Daí para as crepusculares apresentações com seus ternos de Capitão Marvel de lantejoulas em Las Vegas, gordo e entupido de anfetaminas e barbitúricos para viúvas e donas de casa complexadas (a partir de 74), Elvis, mesmo ainda com sua voz poderosa, nunca mais se entenderia com sua "cria"... Enquanto isso, Raul vociferava verdades que incomodavam a Ditadura com sua genialidade e se aproximava mais do espírito contestador do ritmo que nunca abandonaria...

Raul é rei para seus fãs, e Elvis, um fenômeno mundial... O que vale mesmo é dizer que o Rock não pode ter "reis", mas, sim, contestadores – arte em que os dois tiraram de letra... Afinal, não é à toa que Lennon certa vez disse que, "antes de Elvis, nada existia", tendo se encantado tanto com o 'swing' de 'The King' (na sua visita a Gracieland, como um Beatle), como com as idéias da Sociedade Alternativa de Raulzito, quando do exílio deste em NY – pelo menos, assim Lennon me contou...

O Poeta Que Sabia Rir...


E um dos maiores Poetas de todos os tempos também nos deixou em agosto: há 20 anos morria no Rio de Janeiro, onde eternizou-se como estátua popular, Carlos Drummond de Andrade, um gênio que, apesar da imagem sisuda, sabia da ironia da vida e sabia rir-se dela como poucos, ainda que isso não aparentasse do alto do porte melancólico e de seus oprimidos óculos... Prova disso inúmeras obras-primas, como Cota Zero e Quadrilha e outros tantos momentos "pornográficos" (como no antigo "poema-piada" Era manhã de setembro/e ela me beijava o membro). E hoje, aproveitando o "espírito rock", relembro o devaneio do Mestre quanto à... Bunda!

A bunda que engraçada

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
rebunda.

(Carlos Drummond de Andrade)

E a morte ainda abunda como guitarras de rock na Miscelânea S/A

sábado, 11 de agosto de 2007

De Pai para Filho

Conversa nos bastidores: "– E o programa de humor, Chico?" "– A Globo não quer mais, acha que não serve... Só na Globo Internacional farei alguma coisa... Ainda queria voltar com a Escolinha..." (...) "O nome do goleiro do Vasco: Sílvio Luiz Oliveira de Paula, tem alguma coisa aí..." (...) "São Luís cresceu desde a última vez que vim aqui, é..." (...) "– Mais uma foto, Chico!" "Rápido, gente, que eu tenho que ir para Teresina!!!"


Confesso que esperava mais, especialmente pela normal expectativa causada por um ídolo de longas datas, mas o espetáculo De Pai para Filho, que Chico Anysio apresentou ao lado de seu filho André Lucas (que vivia o S. Aranha na Escolinha, o famoso "Puliça!" – relembrado num engraçado quadro de situações) aqui em São Luís, na última quinta 09, num teatro de uma faculdade particular local, foi muito mais uma coletânea de piadas (algumas já bem conhecidas do universo virtual dos 'e-mails') que uma aguardada sucessão de 'sketches' de humor, tal como fazia o Mestre nos seus mais de 40 anos de genialidade na televisão (apenas 3 quadros com o Mestre, um deles, o hilariante da "velha puta", já famoso no YouTube depois de uma apresentação no Programa do Jô)...

De qualquer forma, sempre uma aula de humor cênico, mesmo sem os adereços tão famosos dos mais de 200 tipos que o humorista cearense criou em tantos anos (somente o Silva dá as caras, sem caracterização, só a voz, num divertido bate-bola com André)! Para terminar, o ator, pintor, escritor e "pai de 9 filhos" Chico (como bem gosta de lembrar – a ele, um merecido feliz dia dos pais!) ocupou sozinho o palco e emocionou a todos com uma de suas crônicas poéticas no estilo que apresentou no Fantástico por um certo período): e se nascêssemos velhos e fôssemos regredindo até a infância, quando, então, depois de na mais tenra idade esquecermos de tudo, teríamos levado uma vida muito mais plena em termos de sabedoria? Eu acrescentaria: e se juntamente com este "envelhecimento ao contrário", pudéssemos também voltar no tempo, posso dizer que morreria feliz, assistindo novamente, em minha "maturidade", aos inesquecíveis Salomé, Azambuja, Alberto Roberto, Popó, Bozó, S. Pantaleão, Painho, Justo Veríssimo, Nazareno, Apolo, Haroldo, Professor Raimundo...

La Paloma

Sensualidade latina exacerbada: são dois pra lá, dois pra cá e 32 compassos divididos em duas partes...


O bolero é um dos estilos musicais românticos mais famosos do mundo, especialmente para a geração de meus avós, aproveitando a de meus pais: adaptado de baladas clássicas e de raízes afro-espanholas, desenvolvido em Cuba, Porto Rico, República Dominicana e México desde o final do século XIX, o bolero se imortalizou com nomes como o do cubano Oswaldo Farrés (Acércate más, Quizás, quizás e Três palabras), do mexicano Agustín Lara (grande definidor do gênero – Solamente uma vez e Pecadora) e do norte-americano Nat King Cole, que regravou vários clássicos com sotaque "macarrônico". Um desses clássicos eternos já rendeu até versão em Inglês, em balada do Rei Elvis (No more): La Paloma, canção espanhola do ritmo ‘habanera’, de onde nasceria o bolero mexicano, até hoje representa um símbolo para inúmeros pais (o meu, por exemplo), que ainda colecionam coletâneas de maestros como Billy Vaughn só para ter o gostinho de ouvir o que toca ao fundo (aqui com uma levada um pouco mais diferente que o cadenciamento tradicional dos bolerões) – nada mais justo nestes Morcegos em tom paterno: "si a tu ventana llega una paloma/ tratala con cariño que es mi persona/ (...) ay! chinita que si, ay! que dame tu amor/ ay! que vente conmigo chinita adonde vivo yo". Falando em boleros...

"Aqueles ojos verdes..."

Carlos Humberto Guilhon Rosa, em 1967


Pelos olhos verdes dele minha mãe se apaixonou: o meu forte abraço ao meu pai, o S. Carlito Rosa, e a todos os pais que, neste domingo familiar, aproveitarão o calor de seus filhos, seus maiores legados! A ele, "la paloma", a minha homenagem, que segue em forma de poema no Miscelânea S/A ('post' de domingo, dia 12/08)...

domingo, 5 de agosto de 2007



Infelizmente, encerraram suas trajetórias dois dos maiores gênios da Cultura mundial, ultrapassando mesmo o universo da Sétima Arte – e no mesmo dia, como que num acerto de cavalheiros existencialistas ("com toda a razão"...) com a tão aguerrida Senhora Morte: o sueco Ingmar Bergman e o italiano Michelangelo Antonioni, que tanto amaram as mulheres e, ao mesmo tempo, tanto discutiram a impossibilidade do amor, que sofreram e nos fizeram sofrer ao refletir sobre a falível condição humana, acabaram longe das câmeras (diferentemente de outro gênio, Kubrick, que morreu editando seu último trabalho, o instigante De olhos bem fechados) – Bergman, devotado de volta ao teatro, que tanto amava, desde sua última obra-prima cinematográfica, o oprimidamente assustador Fanni e Alexander (1982), e Antonioni, vítima de um derrame que o oprimiu a uma difícil paralisia que o limitou em sua arte desde 1983 (o que não o impediu de trazer ao mundo ainda alguns trabalhos, como o "winwenderiano" Além das Nuvens, co-dirigido pelo mestre alemão Wenders)... Mas nunca longe de uma legião de amantes de suas artes de contar histórias densas e repletas de riqueza filosófica: como esquecer O Sétimo Selo (com a já onipresente e imortal imagem da Morte num infindável jogo de xadrez com um cavaleiro medieval), Da Vida das Marionetes ou Morangos Silvestres (onírico e pungente retrato sobre a velhice e a morte) ou ainda Blow Up - Depois daquele beijo (espécie de "thriller de arte": insuperável final com o jogo de tênis de mímicos), A Noite e Profissão Repórter (incomunicabilidade e angústia acima de tudo, num inesquecivelmente distante Jack Nicholson, indecifrável em 'zooms' de longo alcance: como é mesmo que a câmera adentrou aquele portão fechado, hein, hein?)... Cinema com alma: sincero, autobiográfico ("para ser sincero, precisa ser auto-biográfico", já diria Antonioni) e genial, belos sonhadores na arte das grandemente simples narrativas (e das ainda mais imensas interpretações), daqui para toda a eternidade...



E, acabando-se o mês de julho, finalmente parece que nos libertaremos da praga dos "filmes de férias", onde uma enxurrada de bobagens norte-americanas amontoa os 'multiplexes' da vida, impedindo que títulos de maior relevância alcancem o grande público... E tome coisas como Quarteto Fantástico e O Surfista Prateado (talvez a maior bobagem do ano: nunca foi tão fácil destruir Galactus, reduzido a um tufão de poeira cósmica, num filme adolescente metido a engraçadinho sem estória nenhuma, que só vi por gostar de Quadrinhos) e Transformers (apesar do diretor Michael Bay, com suas câmeras nervosas em cima de tudo, sua patriotada e seus efeitos visuais e sonoros à exaustão, Spielberg deu a tudo a devida cara de anos 80 e ainda deu pra "salvar" o filme: divertidinho), a que se termina assistindo por absoluta falta de opções... A salvação parece ainda residir na animação: a sempre brilhante Pixar com seu Ratatouille (adorável comédia de animação) e a Dreamworks com seu Shreck Terceiro (mesmo com algumas piadas desgastadas, o ogro ainda tem fôlego criativo e "fecha" uma trilogia inteligente) salvaram o mês de julho da mesmice idiota da maioria... Correram por fora ainda dois trabalhos que valem uma conferida: 13 Homens e Outro Segredo (terceira e mais cômica parte da série inspirada em Ocean’s Eleven, com Frank Sinatra) e Harry Potter e A Ordem da Fênix (mais um subproduto literário adaptado para as telas e que se baseia unicamente na mídia exacerbada sobre um personagem sem graça em uma série longa e de filmes fracos – esse, talvez, seja o melhorzinho, com alguma estória...) conseguiram divertir com uma certa dose de qualidade. Deu para sobreviver...




E a Poesia continua lá na Miscelânea S/A...
 

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