sexta-feira, 14 de julho de 2006

O Filho do Super-Homem



Não sei se os meus queridos blogueiros de plantão sabem, mas O Poderoso Chefão Parte II foi o primeiro filme da história do Cinema a usar um número como indicador de uma continuação. Até então, os filmes que se valiam de seqüências (intermináveis, por sinal) costumavam ser os antigos clássicos de Terror, que normalmente apresentavam títulos como A Noiva de Frankenstein ou O Filho do Lobisomem para dar continuidade às tramas então populares nos cinemas do mundo todo... Começo o segundo 'post' da Semana Especial Super-Homem com esta curiosidade cinematográfica para celebrar a beleza da paternidade, presente com grandiosidade na estréia mais aguardada do ano de 2006: Superman - O Retorno - que bem que poderia ter este parentesco no título...

Afinal, só se considerarmos o diretor Bryan Singer como filho do mestre Richard Donner para podermos explicar, com um mínimo de consistência, tamanha homenagem feita a uma produção cinematográfica, a ponto de quase ter sido criada uma espécie de "'remake' atualizado" da adaptação do maior super-herói dos quadrinhos para as telas: ao repetir, através de referências diretas, diálogos e cenas do clássico absoluto de 1978 (como os quase idênticos abertura e final, bem como ao relembrar frases inesquecíveis como "estatisticamente, voar é a forma mais segura de se viajar"), Singer não só emociona uma platéia formada em sua maioria absoluta por fãs ardorosos dos primeiros dois filmes com Cristopher Reeve (a quem a atual produção é merecidamente dedicada), como também, tal como Donner (que, além de ter dirigido Superman - O Filme e de ter deixado praticamente pronto Superman II, fez ainda, dentre outros, os pequenos clássicos A Profecia, Os Goonies e O Feitiço de Áquila), consegue se firmar atualmente como o criativo diretor de um consistente "cinema de autor e de magia", com dois X-Men no currículo, além dos ótimos O Aprendiz e Os Suspeitos.

E como esquecer a paternidade guardada em segredo por tanto tempo e finalmente revelada neste Retorno (reconhecida "continuação" dos Superman I e II) e que, sem dúvida, gerará muita polêmica entre os fãs mais ardorosos das histórias em quadrinhos? Calma, não estou entregando nada da trama do filme, não: falo de Brandon Routh, o "filho do Super-Homem"! Além de lembrar a aparência do inesquecível Reeve em muitas cenas (em ângulos propositadamente colocados para aumentar a semelhança, apesar do "rosto de boneco", mais comprido), Routh (com o nome estreante surpreendentemente abrindo os créditos) praticamente "imita" em muitas cenas alguns trejeitos da já clássica concepção Clark Kent/Super-Homem das produções de 78/87, o que dificulta ainda mais a vida do novo ator, sujeito às inevitáveis e terríveis comparações com o "pai", personagem desenvolvido com maestria pelo imortal Cristopher - guardando-se, é claro, a maior seriedade conduzida por Brandon em sua interpretação mais contida, mais fiel aos quadrinhos e menos "charmosa" e "engraçadinha" que a da concepção antiga.

Mas, sem sombra de dúvida, a mais importante analogia que se pode fazer com relação à questão "pai e filho" do Escoteiro Azul é com o Messias em pessoa! Se as inevitáveis comparações com Jesus Cristo, o "Filho do Homem", sempre acompanharam este mito da Cultura Pop do século XX ao longo das inúmeras versões deste super-herói, nada poderia ser mais colocado em destaque em Superman - O Retorno: desta vez, além do 'revival' das falas do finado Marlon Brando como Jor-El, a relembrar que Kal-El seria a "luz" que inspiraria a bondade dos homens da Terra, e de uma passagem em que este confidencia a Lois Lane que, do alto dos céus, ouve de todos lá embaixo "o quanto todos precisam de um salvador", nunca o Super-Homem se sacrificou tanto por nosso mundo, a ponto de lembrar passagens de revistas em quadrinhos como as séries A Morte e O Retorno do Super-Homem, tudo com direito a metáforas bem explícitas (como a posição da cruz, formada depois do maior esforço do personagem no filme, e como a passagem do "leito abandonado")...

É por essas e por outras que eu, como um legítimo "filho" da magia dos anos 70/80 do Cinema, do qual personagens adaptados para a telona como Super-Homem e Batman (89) são alguns dos maiores nomes, só pude aplaudir e festejar esta gostosa "sessão nostalgia" que tive hoje na primeira sessão de Superman - O Retorno, mesmo a despeito de algumas modificações (como a roupa, o clima mais sombrio e um Lex Luthor mais assustador) e de alguns exageros e furos da trama, tão nababescos quanto a grandiosidade do último filho de Krypton... Vida longa ao Super-Homem!

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