sexta-feira, 7 de julho de 2006

Aos que se foram em junho...

Foi tanta Copa, porém tão pouco Futebol que, mesmo sem empolgar em nenhum dos cinco jogos de que participou, a Seleção acabou ocupando todo o espaço deste humilde e perna de pau espaço virtual! Tanto que as festas juninas ludovicenses, bem como as costumeiras homenagens póstumas passaram sem nenhuma menção... Como sempre é tempo para um merecido destaque aos que passaram e marcaram seu tempo, eis aqui um breve "obrigado"...

Àquele comediante que, se não foi um gênio, foi um precursor ao lado de um grupo de companheiros, ajudando a revolucionar o humor brasileiro: Bussunda. Tal como Graham Chapman deixou muito cedo o genial e precursor grupo inglês Monty Python, o nosso comediante surpreendeu a todos com sua partida prematura e no meio de uma Copa do Mundo sem graça (o que me lembra de outro grande nome que se foi em junho, aos 77 anos, o radialista esportivo Fiori Gigliotti, que, quis o destino, acabou por não assistir a esta total ausência de espetáculo, de verdadeiro "crepúsculo de jogo"...) deixando o grupo do Casseta e Planeta (fusão dos grupos universitários Casseta Popular e Planeta Diário) profundamente desfalcado...

Não que o humor brasileiro estivesse morto, não mesmo: uma turma do passado segurava bem as pontas até o começo da década de 80 - especialmente gente de vários talentos como o mestre Paulo Gracindo (que, se vivo, completaria neste último junho 95 anos de idade), que trazia, aliado ao seu gigantesco conhcimento de atuação no Teatro, no Cinema e na TV, a verve fantástica dos primeiros programas de humor da rádio (como o quadro "Primo Pobre e Primo Rico", exibido até então em programas televisivos como Balança, mas não cai)... Mas aquela gente jovem, misturada com gente mais experiente (como Luís Fernando Veríssimo), tinha que trazer Python, Mad, Saturday Night Live, e aportuguesar tudo no grande Besteirol brasileiro, humor que fez escola no teatro (com grupos como Asdrúbal trouxe o trombone) e na Televisão (com o genial TV Pirata, grande parceria de gente como Bussunda, LFV, Falabella, Patrícia Travassos, dentre outros).

Mas ninguém faz mais falta neste cenário mundano que alguém desconhecido do grande público, mas que marcou como um grande artista a sua família, bem como a todos que o conheceram: Sebastião Ribeiro Rosa, falecido num distante dia de Santo Antônio e que, se vivo, completaria, em 2006, 85 anos... A ele o meu saudoso e fraterno abraço, com um dedo de Poesia ao avô amigo que se foi num junho de três anos atrás...

I
Meu avô se foi...


Meu avô
se foi
não sei
só sei
que amei
cada samba
em vinil
que com ele
escutei...

(Canto I da Trilogia em Elegia ao Meu Avô)
 

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