domingo, 18 de setembro de 2011

"Na eterna insatisfação de mim mesmo,
Vejo meus poemas vivos
Independentes mesmo de mim"
(Dilberto L. Rosa, 2006)

Vôo

A roda gigante
E acéfala
Da moenda pulsante
De meus dias perdidos
Avança
E me alcança
E atropela o meu próprio tempo

E destrói
E rói
A borda de meu destino

Vôo

E em desalinho
Tento salvar-me
Equilibrando-me na beirada
Por sobre o mais alto de meus pensamentos dispersos
Antes de meu céu desabar sobre mim

(Dilberto L. Rosa, 2001/2011)
|

13 comentários:

Игорь on 18 de setembro de 2011 18:22 disse...

Belo poema.

As rodas ...

Sansara e Maya .

Bom Domingo !!

Canto da Boca on 18 de setembro de 2011 18:54 disse...

Não sei qual Dilberto aprecio mais, se o cronista profundo e desmistificador do insondável, ou o surpreendente poeta que nos desafia em suas metáforas...
Seja qual linha escolhes, é sempre um gol de placa!

Abraço!

Souza disse...

O título já é um poema em si mesmo?! Gostei. Além de belos,se interagem. Abraço

Camille on 19 de setembro de 2011 10:54 disse...

Legal, o que gosto do poema é aqui que brota, sem querer a pessoa ja foi escervendo e quando viu ta pronto. Demonstração do inconsciente pulsante, na roda-gigante.
Boa semana! Agora encanou ne peste? Nao vai mais no meu blog, ehehehehe, teu link esta la..

Érica on 19 de setembro de 2011 17:17 disse...

Acho que o tempo do teu poema não precisa do tempo que corre lá fora para passar: assiste as paisagens dentro da velocidade em que se estende a estrada da vida, independente, assim como teus poemas vivos que voam sem precisar de ti, como no poema que deu início a este belo post. No caminho da leitura (a quinta até conseguir delinear algumas palavras) sentimentos diferentes foram se misturando, entre coragem, inquietação e resignação, mas sem deixar de transmitir luz para o mundo. Beijos

Por que você faz poema? on 20 de setembro de 2011 19:41 disse...

"Leve
como
leve pluma..."

Ruby on 20 de setembro de 2011 21:23 disse...

Roda-gigante, moenda pulsante, borda, equilíbrio, tudo remeta temor pra mim. Belo poema, cada dia admiro sua sensibilidade e habilidade com as palavras. Mestre!

Rossana Masiero on 22 de setembro de 2011 15:42 disse...

Oi Dilberto!

Achei triste, querido. Lindo, mas triste.

Agradeço muito a presença no meu novo blog. Eu sempre gostei de escrever crônicas e tenho um livro praticamente pronto só com crônica de músicos, mas isso é outra história.
Quanto ao músico, não é o Chico, não...
Ele é só sortudo, não acha?
rsss...

Bjs saudosos
Rossana

Claudinha ੴ on 22 de setembro de 2011 22:38 disse...

Gostei demais Dil e acho que deve se aventurar mais nesta estrada... Linda mesmo!

E olha , eu respondi lá, mas eu gosto demais de toda a série Star Wars, porém, meu luxo são os últimos episódios, ou seja, os mais antigos. É a magia que só o cinema pode nos proporcionar... Adorei saber da história de Anakin pequeno, a origem de tudo, mas minha paixão Darth Vader, tudo o que mais marcou minha adolescência aconteceu nestes últimos episódios, assim como com você! Um beijão procê e pras suas meninas!

layla lauar on 22 de setembro de 2011 22:59 disse...

um poema para ser degustado - lindo por demais!

beijo Dilberto

Jandira Rosa disse...

Tua poesia cresce como numa sinfonia: acordes tristes e 'allegros' vão crescendo até um desfecho retumbante! Te amo! E amo tua poesia!

Jota Effe Esse on 27 de setembro de 2011 21:11 disse...

O poema deslumbra por si só, e Amy e Tony estão também deslumbrantes. Meu abraço.

Ilaine on 28 de setembro de 2011 11:19 disse...

Um voo pelo tempo e por ti mesmo.
Temos estas coisas em comum: a procura, o encontro, o pensamento.

Um poema, um voo em desalinho...
Um poema e a leitura deliciosa.
Bonito, bonito!

Grande beijo

 

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