sábado, 25 de dezembro de 2010

Fé de Fim de Ano



Essa Igreja Católica sempre foi muito safadinha mesmo... Não só se consagrou como uma Religião cristã mesmo tendo sido praticamente pagã em tantos momentos de sua longa história ou politeísta enrustida até hoje (com seus santos-deuses não oficiais), instituiu a ferro e fogo no Mundo Ocidental uma legítima deusa, tal qual nas mitologias pagãs orientais (Maria, em substituição a Shiva e Vishnu, por exemplo, em oposição a Eva, a “Musa do Pecado Original”: assim os pobres padres castos eram “mantidos longe” do pecado da fornicação – ou a mulher era algo divino ou algo profano!), como também estabeleceu estruturas das quais o mundo nunca mais se desvencilharia, já tendo mesmo se incorporado ao nosso conceito de cotidiano: o próprio calendário, que ora nos ocupamos em reverenciar em seu final, é a obra-prima do Papa Gregório XIII – sem esquecer os inúmeros feriados dedicados a santos e festividades católicas, como o próprio Natal, hoje celebrado entre ateus e religiosos do mundo todo!

Mas uma coisa ninguém pode negar, mesmo o mais chato e radical pentecostal: o Natal é uma festa útil, mesmo não sendo a legítima data de aniversário do menino aguardado pelos cristãos como o Messias (sim, porque os judeus estão esperando pelo tal até hoje...)! Afinal, graças a pelo menos um dia em especial no ano, famílias e amigos se reúnem, trocam presentes, cartões e juras de amor e fraternidade, lembram-se dos necessitados em campanhas homéricas de arrecadação e se emocionam com a estória do Deus-menino que nasceu num repositário de alimento para animais... Pode ser que Ele tenha nascido entre setembro e outubro, como garantem os especialistas, com base nas próprias escrituras; pode ser que Ele nem tenha nascido, como querem aqueles que não acreditam... O que importa é a necessidade do perdão e da união, a Noite Feliz de encantamento, de alegrias e de reforços espirituais para a longa jornada de uma semana que se seguirá até a “passagem dimensional” para o novo ano seguinte, e de Papai Noel para as crianças ainda crédulas (criação também oriunda do Catolicismo e “aperfeiçoada” nos EUA: com o padre Saint Claus ou com São Nicolau, surgiu outro quase-Deus, onisciente de todos os desejos infantis, onipresente em todas as casas do mundo numa noite só e onipotente para julgar as criancinhas, fazer voar as renas e parar o tempo)...

Pois que mais um ano gregoriano chega ao fim, com mais uma volta completa da Terra em volta do Astro-Rei (primeiro homenageado “natalino” entre os ditos pagãos, antes daquele que seria a “Luz do Mundo” chegar e ser homenageado na mesma época...) e, mais uma vez, não fizemos nem a metade de tudo aquilo que nos propusemos nas ditas resoluções de ano novo, ocupando-nos feito loucos para correr contra o tempo perdido até minutos antes das doze badaladas de 31 de dezembro... Bobagem, deixem tudo isso pra lá; tomemos a mim mesmo como exemplo: deixei São Luís alguns dias atrás com um escritório inteiro bagunçado e com uma penca de coisas para resolver depois de um semestre cheio e desci para o calor dos infernos das cidades de Codó (MA) e Teresina (PI) para passar o Natal e o ‘reveillón’, respectivamente, diametralmente oposto à noção do “White Christmas”, com aqueles Natais cobertos de neve dos filmes estadunidenses... Mas tudo bem: a vida continua e ainda terei 365 dias pela frente logo, logo, para botar tudo em dia! Especialmente depois deste mágico ano de 2010, em que outra criança maravilhosa nasceu em minha vida: Isabela é linda e sorri sempre que lhe conto estórias dos Natais passados de seu pai, sobre a Glória de um menino ainda mais especial, que ouvia da sua avó naqueles mágicos 25 de dezembros sagrados pela minha memória...

Feliz Natal e um ano novo cheio de novidades para todos! E sigamos com fé, que a fé não costuma “faiá”: vemo-nos em 2011!
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10 comentários:

Thiago Leite on 26 de dezembro de 2010 10:27 disse...

Por que é justamente o Natal que tem toda essa força e mobiliza tanta gente em torno da data, que poderia ser qualquer dia do ano?

Talvez seja uma convergência de fatores, sendo que o menos importante é o estabelecimento da data como nascimento da figura religiosa mais importante do Ocidente. O fato de estar próximo do fim do ano, que também foi estabelecido como momento importante, como renovação de um ciclo (o que por si só tem um poder arquetípico sobre nós), pode ser relevante, pois se concentram duas grandes festas, que são quase a mesma em duas partes.

Mas um fator importante pode estar relacionado à resposta da indústria à pergunta: "O que fazer com o décimo terceiro?" Veja essa mensagem natalina encontrada no Natal Shopping Center:

http://twitpic.com/3jvcdr

Boas festas para você, sua esposa, sua filha e todos ao seu redor, amigo. :)

Chris Ferreira on 26 de dezembro de 2010 17:52 disse...

Oi Dilberto,
foi muito bom ter conhecido você e seu blog nessa ano de 2010.

Espero que o seu Natal tenha sido super especial (sendo a data efetia ou não do nascimento do menino Jesus, como você disse o importante é o espírito embutido nessa comemoração) e que 2011 seja cheio de sonhos realizados.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Magui on 27 de dezembro de 2010 10:21 disse...

Natal é Natal, sem complicações ou traumas. Outras coisas são outras coisas.O texto ficou ótimo.

Helô Müller on 28 de dezembro de 2010 22:21 disse...

É amigo, o que seria de nós sem a fé, não é mesmo? Só espero ardentemente que ela não "faie" neste 2011 gregoriano que se inicia! Muita paz, saúde e amor pra vc e sua deliciosa família!
Boas entradas e saídas, é claro!
2011 bjks!
Helô

Luci on 28 de dezembro de 2010 23:21 disse...

2011 feliz pra todos ai!
bj

Por que você faz poema? on 29 de dezembro de 2010 16:02 disse...

Adeus, ano novo!

LuCordeiro: on 30 de dezembro de 2010 02:01 disse...

Querido Dil,essas festas são importantes pq precisamos de sonhos e da ilusão de recomeço.E fazemos planos que podem ser concretizados ou não,mas os fazemos,o que é o que mais importa.Na minha época de criança a grande alegria era papai noel.A figura me fascinava.Hj,o importante é a chegada de um novo ano.O natal é uma festa de família e o comemoro como o reencontro com aqueles que amo.Não sou religiosa,e minha família representa uma espécie de aniversário de todos nós.E isso me comove.Enfim,época de afeto,de alegria,de férias,de calor,de luzes.
Imagino sua alegria por ter agora a sua menina.Felicidades pra ela,pra você,pra mãezinha dela.Muitos beijos e que o próximo ano seja muito bom.Paz,saúde,amor,beijos,risos,sucesso em tudo o que fizer.Até breve,amigo!

Scorpys on 30 de dezembro de 2010 23:02 disse...

É morcego,creio de 2010 tenha sido fantástico pra vc e espero que 2011 continue assim,e vc faça muito mais descobertas com sua filhinha que ainda te trará muitas alegrias.Tudo de maravilhoso pra vc e sua família.
FELIZ 2011

MARCOS DHOTTA on 31 de dezembro de 2010 02:31 disse...

E que o Morcegão continue assim... Ardido que nem pimenta nos "zóio" daqueles que não se enxergam. Grande 2001 pra tu Kbra Bom!

Jens on 31 de dezembro de 2010 16:17 disse...

Feliz Ano Novo, Dilberto. Quanto aos ritos estabelecidos pela Igreja Católica, creio que são necessários para manter sob controle a besta-fera ancestral que habita em nós.

Um abraço.

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