quinta-feira, 18 de abril de 2013

Papel Retinto



Caçoo de meus versos
As letras soltas, feito formigas,
Ao longe,
Por sobre o papel amarelado.
Com tanta tinta gasta
Com tanta vida gasta
E o poema ali, soberano,
Sem ter o que fazer.

No copo, a noite vazia
Com suas tintas esmaecidas,
Caço o tempo e os amores perdidos
Pela vida retinta
Das mulheres abandonadas
(E lhes peço para que leiam os meus versos,
Peco por sobre os poemas
E morro novamente por cima delas).

Mas a morte é mesmo de meus versos
Sem relevo, sem alcance
Sem dimensão de meu papel...

(Dilberto L. Rosa, 2002)
|

4 comentários:

Игорь on 18 de abril de 2013 10:46 disse...

Como dizem os americanos : WOW !!

Muito interessante Gilberto. Gostei muito.

Quanto tempo e vida gasta ... me faz pensar...


abraços !

Claudinha ੴ on 21 de abril de 2013 19:10 disse...

Pois não ouse caçoar deles, meu DILeto amigo... Se o papel amarelou, se você pecou, tudo ficou entranhado nas fibras da celulose que enlaçam seus sentimentos. Continue assim, poeta como sempre!
Gostei!
Beijão procê e pras suas mininas...

Anônimo disse...

Quero uma palavra, apenas...
Certeza que um dia vais conseguir tranpassar a individualidade das tuas palavras e tocar vários corações. É uma sensibilidade comovente, tem nada que admiro mais que conseguir sentir o que leio.

:)

Sabrina

Elizabeth F. de Oliveira on 2 de maio de 2013 14:23 disse...

A poesia nada mais é do que o retrato pictórico de nossa vida, esteja ela com as tintas esmaecidas ou não.
Que sejam versos estejam sempre carregados com as cores da emoção, para que possas compor tão belos versos, sempre.
Abçs,

 

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