

"Sim, papai...!"
Não sei se porque ando com os pensamentos fugidios, já bem longe e escapando, ou se a Política (ou a politicagem) já não me é mais compreensível, que não entendi o fato de, recentemente, aqui em São Luís do Maranhão, terem dispostos uns 3 ‘outdoors’, “sem autoria”, contendo o seguinte: “Senador José Sarney, Presidente do Congresso Nacional”, em letras menores, como num cabeçalho da grande placa, e, em letras gigantescas, “Orgulho para quem gosta do Maranhão!” (nalguns, há mesmo a imagem do bigodudo subindo a rampa do Senado, ladeando a Guarda da Alvorada)... Orgulho de quê, se este senhor foi o maior responsável pelo estado de abandono por que meu Estado sofre até hoje graças a seus mandos e desmandos em mais de 40 anos no poder (entre familiares e testas de ferro) – até o recente rompimento com um de seus asseclas, José Reinaldo Tavares, que fez seu sucessor, Jackson Lago, quebrando o retorno da famigerada Roseana Sarney nas últimas eleições para governador... Orgulho de quê, se nem meu Estado este senhor representa no Senado (tendo escapulido, como é sabido e notório, para o Amapá)? Tudo bem que o Dr. Jackson já reina há certo tempo pela Prefeitura da Capital e vem desenvolvendo um Governo metido em delicadas situações – tanto que tramita, em fase final, processo de cassação de seu mandato no TSE: e Roseana quer voltar! –, mas era preciso o rompimento, com a devida alternância do poder! O Senhor Jarbas bradou, o Presidente aceitou, mas o povo maranhense, acostumado que já é às acomodações do “Ladrão por Ladrão...”, fica em cima do muro... CHEGA! Alguém, por favor, avise este senhor bigodudo (a quem muito apropriadamente a revista inglesa The Economist chamou de “senhor feudal”) que, em que pese sua vaidade de ser “imortal” para as suas negas na Academia (incursão às custas, meramente, de sua força política quando Presidente, na minha modesta opinião literária), Política é algo público, e intermitente, e não mero joguete de perpetuação dos seus no Poder!

Especialmente se esse povo voltar...
Não, não me vou embora para Pasárgada – pelo menos ainda não... Porém mais uma temporada chega ao fim e dou-me as contas como encerradas e bem cumpridas de
um bom ano repleto dos assuntos mais diversos e prazerosos por aqui – sem mencionar as pessoas maravilhosas que cruzaram e se instalaram pelos caminhos destes Morcegos... Some um pouco do cansaço, das ’trocentas coisas a resolver e um pouco do mistério que qualquer escritor, por menor que seja, carrega consigo, e tome um tempo de estio para que as forças das asas voltem a se aliar às da Poesia...Seja tacitamente, seja num pedacinho de guardanapo pintado à mão, digo que volto, e cheio de novidades para pintar até a tinta escorrer, mas não marco data... Afinal, aniversários existem para ser comemorados e não combinam com o amargo gosto do afastamento... Por entre mundos distantes ainda a visitar, meu até logo e meu muito obrigado pelo amor e pelo carinho das visitas breves, sempre a deixar a pergunta: "Quando vai ser a próxima?"...

"Já vou embora, mas sei que vou voltar... Amor, não chora, se eu volto é pra ficar..."
E, diretamente da Terra da "Canção do Exílio" (Em cismar, sozinho à noite, mais prazeres encontro eu CÁ!), autoexilo-me destas paragens virtuais, sabendo que "Vou voltar, sei que ainda vou voltar para o meu lugar... E é pra ficar: sei que o amor existe, não sou mais triste e a nova vida já vai chegar" ("Não vai ser em vão que fiz tantos planos... Como fiz enganos de me encontrar..."), como diriam os Poetas Maiores MPBistas! E, falando em autoexílio, voluntário ou forçado, este 'post' é carinhosamente dedicado a todos aqueles que amam esta Terra das Palmeiras e sempre lutarão por ela e por seus bosques, flores e amores, como diria o Bardo Gonçalves Dias em suas orações poéticas eternas:
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."



Até pareceu trama de novela bestificada global: Quem quer ser um Milionário?, co-produção EUA/Inglaterra, com trama passada na Índia sobre um menino pobre que vê sua vida transformada por um programa de televisão (cujo similar no Brasil foi o Show do Milhão) e com produção envolvendo inúmeros artistas indianos, só terá estréia no Brasil em 06 de março – por isso, não dá para tecer maiores considerações pessoais, a não ser pelas já noticiadas comparações feitas, pelas imagens já mostradas, que fotografia, enquadramentos e edição de perseguições lembrariam muito o brasileiro Cidade de Deus... Nada menos que 8 prêmios para este trabalho do talentoso, porém irregular, diretor Danny Boyle (o mesmo de Trainspotting; Extermínio e A Praia; Por uma vida menos ordinária) tiraram um pouco do brilho de O curioso caso de Benjamin Button: tido como o franco-vencedor, a bela e suave fábula do grande David Fincher, injustamente taxada de "arrastada" por muitos em seus 166 minutos de suave edição, que ajudam a contar a sensível estória de um homem que nasce velho e regride em idade até sua morte como um bebê, numa interessante inversão de tempo e maturidade, foi o "segundo vencedor", com 3 prêmios técnicos.


desenhar a famosa graúna para um 'folder' de um festival cultural, mas a coisa toda acabou não dando certo por minha dificuldade de agenda... Mas cá está uma graúna que, bem montada e "articulada", sabe o que é cultura e sabe de muito mais coisas... Em seguida, segue um de seus mais expressivos 'cartoons' – pra refletir!








