quarta-feira, 18 de junho de 2008



Há quatro anos, meu querido avô paterno deixou esta vida para trás... Não costumo abordar minha vida pessoal neste espaço, mas, curiosamente, nenhum desses anos passou em branco quanto a uma lembrança ao amado Seu Sebastião, que, mais ou menos como o mártir católico e padroeiro do Rio de Janeiro, teve seus últimos momentos na Terra vividos com intenso sofrimento...

Escrevi há alguns anos o poema Se foi santo, onde lembrava que ele, com o nome de santo (nascido em 20/01), morrera no dia de outro, Santo Antônio... Por isso, estas mal traçadas linhas terão o peso de homenagear sua memória nestes dias de festejo junino...

Mas não há como falar do Seu Sebastião sem mencionar o fascínio da nostalgia que ele em mim eternizou para todo o sempre – não que ele fosse melancólico, de forma alguma. Mas as estórias e histórias que sempre tinha pra contar da vida boêmia maranhense de outrora, de seus amores e aventuras, sempre permearam nossas conversas... E o que dizer das primeiras sensações musicais em sua casa experimentadas? Lá conheci e aprendi a amar Moreira da Silva, Martinho da Vila, Lupicínio Rodrigues, Ary Barroso, Ismael Silva, Jamelão, Paulinho da Viola e, acima de todos os outros, Nelson Gonçalves, um dos mais importantes cantores da música brasileira de todos os tempos, cuja coleção reunia inúmeros LPs na casa de vovô...

Saudade do cheiro daquele tempo e de coisas que não voltam mais (quem ouviu aqueles “bolachões” sabe muito bem que o compacto som dos CDs, mesmo apurando os chiados, nunca substituirá a grandiosidade daquelas antigas gravações, especialmente nas tais “remasterizações”) – “herdei” alguns LPs, as fotos, pouquíssimas, estão aí, mas nada mais é como antes... Nelson se foi em abril de 1998 (apesar de ter prometido, numa entrevista, cantar até o ano 2000... Quase...), com um disco então recém-lançado, com gosto de “despedida com passar de cetro” para as novas gerações; S. Sebastião, em 2004 e, no último sábado, o bom ranzinza Jamelão, grande intérprete (“puxador” nunca!) do bom samba, deixou a Mangueira e seus fãs mais tristes...

Mas, como diria o poeta (no caso, dois brilhantes, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), “Em Mangueira, quando morre um poeta, todos choram”, Jamelão ficará entre os desfiles, com suas ligas de mão, na eterna liga entre o passado das belas canções de intérpretes magistrais de outrora e os saudosos de hoje que, como eu, relembram seus grandes mestres... Pelo menos em minha mente nunca se encerra o ciclo de ouro daqueles cantores de grandes vozes, interpretações dramáticas e de grande apelo popular, iniciado nos idos de 1940, onde meu coração sempre respirará a “boemia” de Jamelão, de Nelson e, principalmente, de meu amigo Sebastião...





Adeus ainda a Cyd Charisse, cujas pernas e gingado encantaram uma legião de fãs da época de ouro dos musicais norte-americanos...
 

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