domingo, 21 de outubro de 2007


Manacá - Tarsila do Amaral (1927)


Sartre celebrizou: "O inferno são os outros"... E me chateio em pensar que o Miscelânea, 'blog' coletivo de reunião de vários estilos e talentos do qual fazia parte com prazer, publicando todo domingo um poema de meu livro ainda inédito "À beira do derradeiro solstício", tenha acabado sem aviso prévio e sem anúncio público... Justamente esse livro que, dentre outras características, mais reunia "poemas-homenagens" na minha obra, um tema recorrente na Poesia, especialmente em gênios que admiro tanto, como Drummond, Bandeira e Vinícius... Mas Sartre se enganou quanto a um sem número de pessoas que, por inúmeras razões, fazem nossas vidas melhores: e neste outubro, em que o Miscelânea foi apagado e, coincidentemente, 4 pessoas especiais fazem aniversário, dedico este 'post' a uma rapaziada que segue em frente e segura o rojão com maestria e garbo! Em ordem de homenagem por "ordem de nascimento", os meus parabéns em forma de Poesia, especialmente ao meu pai, S. Carlito, e a minha mãe, D. Dilena, aniversariantes de hoje e do próximo 23, respectivamente! E vamos à luta!

Mais leve que o ar

Lígia Calina França Brito
Mulher de nome bonito
Que não gosta de samba, não gosta de sol
Nem tem um poema pra cantar...

Abre teus braços
Pra ver o filme começar
Abre-te ao resto do mundo
Pra ver se o mundo
Passa a melhorar...

Eu que nunca quis saber de cinema
E tenho medo de amar
Abro o programa e te anuncio
Te mato e te ressuscito
Mulher do coração bonito
De alma mais leve que o ar...


Canção do Velho
Para Carlos Humberto G. Rosa

O velho
Segue nas pontas dos pés
Com os braços abertos
Querendo voar...

O velho
Na ponta do ar
Com a mente a descoberto
Segue a sumir...

O velho
Como nem fosse cair
Cresce ao léu
Na contramão da via...

Ao velho,
Hoje, nem dei bom dia...
Não perguntei como ia
Nem pra onde vai...

No incerto dos dias
Segue calado
Ao largo da poesia
– Segue, meu pai...


Em Homenagem a D. Dilena (trecho)

(...)
Eu, que de ti herdei
Os olhos, a boca e o cabelo
Sigo como um espelho
A te imitar a arte passional
Da perfeição
De teus valores corretos
Diante do incerto
De minha vida.

A bênção, senhora,
Tu que acompanhas ao longe
Os meus versos infantis,
Releva a tosca lembrancinha
Que fiz e que a ti oferto,
Eterna fonte em meio ao deserto
De meus pensamentos juvenis...
(...)

(Dilberto L. Rosa, À beira do derradeiro solstício, 2005/2006)


Vestibular
Para Lelinha Pimentel

Sim, minha menininha,
Existe a metástase
A metáfase,
A perífrase
E a paráfrase:
O irascível
Do amor
A certas células de nossa língua
Soçobram
Recalcitrantes
No ocaso
Renitente
De meu poema remoçado

(Dilberto L. Rosa, Por trás de minha face lilás, 2007)

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