terça-feira, 1 de agosto de 2006

Agosto: Mês do Desgosto, do Cachorro Louco...

E dos Morcegos em Debandada!


É isso mesmo, caríssimos e confusos blogueiros de plantão: os Morcegos estão partindo em revoada neste mês de agosto! Se voltam, não sei... Quanto à migração da Poesia, acho que se deve a motivos dos mais diversos: falta de tempo, numa nova etapa da vida, com afazeres que ocuparão quase tudo; desilusão com muita coisa (e/ou muita gente) deste louco mundo virtual; quase esgotamento de energia para escrever para tão poucos (porém fiéis, agradeço sempre)... O certo é que, a qualquer momento de agosto, os Morcegos partem sem deixar aviso prévio ou demais considerações, como costumeiramente tive ao longo desses mais de dois anos de humanidade virtual com muitos que não devolveriam nem se lhes fosse pedido nada de volta... Mais certo ainda é que a Poesia não morre, nem tampouco os textos (a imensa maioria escrita especialmente para este 'blog') aqui expostos hão de apagar-se: são memórias vivas, como minhas impressões digitais de uma era que, apesar de tudo, já me deixa saudade... E não parto apenas deste humilde espaço virtual, como também da 'internet' como um todo: por isso, ilha de mim mesmo, sigo a ermo e a esmo, a repensar e a refazer coisas que deixei pra trás... A 'internet' à frente, o tempo que não me espera e Deus por todos nós!

Assim, sem data para ir, nem para retornar, eis que, até a debandada definitiva, seguem os "últimos posts": a "última homenagem", a "última crítica de Cinema", a "última crônica"... Hoje, com muito carinho, dedico o "último poema" a Jandira, que tão pouco comentou neste 'blog' por não vivenciar a realidade virtual (ou, como no seu bom dizer, "por dizer tudo que pensa" pra mim diretamente, sem intermediários), mas que ama de verdade cada letra que lanço ao branco de qualquer tela...

O Último Poema

À beira

Concluí-me, nesta noite
À beira de meu início

O sol, o dia,
A porta que se abre
Ao me saber recomeçar
À beira do precipício...

Finalizo, solenemente, meus remorsos
À beira de meus próprios artifícios

Tenho as mãos abertas
E a mente fechada
(Do coração, nem falo mais nada)
À beira do meu sacrifício...

O escuro do tempo da chuva à tarde
À beira do derradeiro solstício...

- À beira de onde começa o vento
Termina o vício de me fazer eterno:
Encerra-se mais um poema vazio
Bem onde a poesia tem seu início...

(Dilberto Lima Rosa, À beira do derradeiro soltício...)
 

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