terça-feira, 30 de maio de 2006

Dando continuidade à SEMANA ESPECIAL "Rumo ao Hexa", hoje, na ROTATÓRIA, o jornalista esportivo Tiago Peçanha, do site Zona Esportiva, tece um interessante panorama sobre uma gostosa polêmica: o "Quadrado Mágico" - que técnico não gostaria de ter à sua disposição tantos astros para jogar na sua Seleção, hein?! E você: é contra ou a favor de ver Gaúcho, Adriano, Ronaldo (ou Robinho) e Kaká? É "ofensivo" demais para você ou dá para agüentar?...


ROTATÓRIA

E nem todos querem o quadrado mágico!
Escrito por Tiago Peçanha de Oliveira (02-05-2006)

Há alguns meses atrás, o povo clamava para que Parreira fosse ofensivo pela primeira vez na vida e colocasse Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano. Diziam que o Brasil tinha que jogar pra frente, procurando sempre o gol, se possível fazendo vários gols, ou seja, independente do adversário, o que interessava era jogar com uma formação super ofensiva.

Para a alegria e espanto de todos, o nosso comandante comprou a idéia e resolveu testar os quatro craques jogando juntos no time titular. No primeiro teste de verdade, o quarteto negou fogo. A partida contra a Argentina, em Buenos Aires, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, parecia ser a derrocada desse sistema que parecia perfeito na teoria, mas na prática não tinha funcionado. O placar de 3x1 para os nossos hermanos foi traumático e por pouco a nossa "tática perfeita" não teve um fim melancólico.

A Copa das Confederações seria o teste decisivo. Nesse contexto, nem todos os brasileiros confiavam tanto mais na tática das quatro estrelas. A derrota para os nossos rivais deixou marcas profundas nos admiradores do futebol pentacampeão mundial. A competição entre nações de todo o mundo começou e o Brasil não jogou bem na primeira fase. Conseguimos uma classificação suada, depois de um empate igualmente suado diante do Japão de Zico. A primeira fase foi superada e a tática não empolgava. Nas semi-finais, contra a Alemanha, o time mostrou-se mais uma vez desequilibrado defensivamente e tomou dois gols do fraco ataque germânico. Mas mesmo assim a tática prosseguia sem sofrer grandes alterações. Talvez Parreira quisesse provar para todos que jogar com 4 atacantes é impossível no futebol atual, em que os atletas cada vez mais são exigidos para marcar. Porém, quando pouca gente ainda defendia o quadrado, ele finalmente funcionou.

E não podia ter funcionado em uma circunstância melhor. Final Brasil e Argentina: de um lado a equipe pentacampeã mundial, com um elenco cheio de estrelas, mas que não conseguiam jogar entre si; de outro, a Argentina, também com muitas estrelas, só que estrelas teoricamente mais entrosadas e acostumadas com o esquema tático do treinador José Pekerman. Por essa diferença, sob o aspecto tático, poderíamos dizer que os argentinos largavam na frente nesse embate, mas o que se viu, em terras germânicas, foi um grande massacre. Com grandes atuações de Adriano, Cicinho, Kaká e cia, o Brasil goleou por 4 a 1 o esquadrão da Argentina e sagrou-se campeão da Copa das Confederações. Além do placar elástico, o que se viu na partida final foi um show de futebol da seleção canarinho. Talvez tenha sido a melhor partida da seleção, desde a conquista do penta, em 2002. Como resultado, a tática foi aclamada por torcedores e jornalistas, os mesmo que andavam com dúvidas a respeito da mesma, e o técnico Parreira foi obrigado a permanecer até hoje com o quarteto fantástico.

Passou-se um ano, desde a conquista na Alemanha e parece que novamente o brasileiro não está totalmente confiante com a tática da seleção. Não bastasse o show dado contra a Argentina, na final da Copa das Confederações, a formação vencedora deu à nossa seleção o primeiro lugar nas Eliminatórias da América do Sul. Entretanto, talvez por falta de assunto, ou até mesmo por mania de ser "do contra", começamos a colocar deeitos na possível presença do quarteto para a Copa do Mundo. A questão, mais abordada do que nunca na última edição da revista Placar, era: "Quem rouba a bola nesse time?"

A presença de apenas um volante de ofício e a recuperação de Edmílson, no Barcelona, fizeram alguns refletirem mais sobre o quarteto e sobre a possível retirada de um dos vértices desse quadrado para a entrada do volante do Barça. Será que de fato essa seria a melhor solução? O jogador que provavelmente seria sacado para a entrada de mais um volante seria Adriano. Assim o Brasil jogaria com dois volantes, três meias (não se esqueçam de Zé Roberto!) e um atacante. Teoricamente o time estaria mais equilibrado, no entanto já vimos que no futebol nem sempre a teoria funciona na prática. Será que Ronaldo conseguiria jogar sem um outro jogador do seu lado? Ronaldinho Gaúcho conseguiria jogar como um segundo atacante? Os volantes Edmílson e Émerson seriam eficazes no apoio? Penso, sinceramente, que usando o quarteto poderíamos arranjar algum esquema de marcação, no qual Adriano e Ronaldo pudessem auxiliar, mesmo que dicretamente, nessa tarefa. O craque milanês Kaká também pode ajudar muito o sistema defensivo. O meia exerce essa função no Milan e não seria demais também exercer no time de Parreira. Zé Roberto é outro que sabe e pode marcar muito bem. Com as estrelas ajudando na marcação, nas horas em que o Brasil roubasse a bola, todos esses poderiam servir muito mais pra seleção do que outro marcador.

Pra finalizar, lanço mão de uma frase muito correta do futebol: "Em time que tá ganhando não se mexe". Acorda Parreira!

(Fonte: Zona Esportiva)

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