domingo, 17 de abril de 2011

"Todos e Todas"


Ainda com o tempo escasso (e cogitando seriamente acerca de umas férias virtuais em breve...) e ainda estarrecido com a barbárie com cara de bestialismo norte-americano na escola do Realengo, no Rio (crianças, meu Deus...), cá estou, há um tempo, a ruminar com meus botões sobre este mundo cão... Seria só eu ou há mais pessoas fartas deste estado latente de mundo politicamente correto?

Explico: ‘bullying’, estrangeirismo chato e difícil de falar (e de escrever) e que é sinônimo de “provocação com ameaça”, virou a palavra da vez e o circo midiático segue o espetáculo da vitimização: estamos a criar uma sociedade de medíocres! Só assim para explicar a chatice que se tem tornado o destaque para as “pobres vítimas” da sociedade: começa-se com os menininhos e menininhas “traumatizados”, passa-se pelos pobres homossexuais que precisam de direitos e mais direitos, até se chegar aos coitadinhos dos índios inalcançáveis em suas redomas de “bons selvagens”, dos negros cotistas etc e etc.

Bom, antes que me processem e me enquadrem nalgum tipo inafiançável de crime, deixem-me ir por partes: certo mesmo estava aquele gordinho australiano que sentou o braço no coleguinha provocador! Não me entendam mal, jamais promoveria qualquer ato pró-violência, mas ocupar o espaço que vem ocupando esse tal de ‘bullying’ é o mesmo que alimentar a gestação de um monte de “indefesos” que não sabem se adaptar! Afinal, quem não sofreu algum escárnio no colégio? Eu mesmo fui “cabeção”, “CDF” e “4 Olhos” e, na adolescência, recebia 4 medalhas de melhor aluno e me saía muito bem com o público feminino, graças a Deus! Sim, havia um grandalhão que me ameaçava de “malho” no recreio, mas foi só chamar meu pai, que trocou algumas palavras com o moleque repetente, com o dedo em riste na cara do meliante (o garotão era um pouquinho maior que meu pai!) e as provocações cessaram...

O curioso é que esse mesmo mundo “protetor” dos “bullynizados” gerou uma “vítima” vingativa: arvorando-se na figura do coitadinho, do “Olha o que vocês fizeram comigo” em sua mente insana, um imbecil psicopata chacina crianças e adolescentes que jamais viu na vida! Absurdo! E, mais curioso ainda, o louco-social ainda se arvorou na figura “heróica” do gordinho australiano! Ou seja, tem cartucho pra todo mundo e pra todo gosto! Sentasse um catiripapo nos moleques provocadores de sua época, chamasse o pai, como eu, ou a professora, a diretora... Mas, não: encalacrou-se na confortável desculpa do casulo dos “esquisitos” das “minorias” e acabou matando inocentes e sendo morto...

Quantos índios seqüestram funcionários da FUNAI, traficam drogas em suas reservas, têm celular enfiado em seus calções Nike e permanecem em sua doce e romântica realidade de silvícolas intocáveis, sem produzir para a mesma sociedade que os protege de forma infantil... 'Nerds’, ‘gays’, “vítimas” de ‘bulying’, negros... Quantas minorias! O mundo não precisa se setorizar tanto, porque, aos poucos, o que se criam são nichos de mais rancor, ódio e contra-violência! Discutamos direitos e deveres de todos, num todo, mas chega dessa idéia tacanha de levar as leis ao casuísmo infinito de cada vez maiores minorias...

Sim, porque ainda mais chato é ver um “Ex-BBB pensante” (e isso existe?), na Câmara, criar mais norma penal para punir “discriminação”: já não há leis suficientes no Brasil?! No máximo, acrescentasse um inciso ao artigo de injúria no capítulo dos Crimes contra A Honra, por exemplo (Arts. 141 a 148, Código Penal Brasileiro, como já acontece com grosserias verbais preconceituosas contra negros)! Mas, não: criemos mais leis e mais tipos penais! Piada de "bichinha"? Até se pode contar, contanto que, logo em seguida ao final, aponha-se um "nada contra"...

Jamais considerei muito “natural” o homossexualismo, jamais o entendi, mas nunca proferiria isso aos quatro ventos, a promover uma caça às bruxas sem intenção e desnecessária! Até porque meu “não entender” nunca me impediu de aceitar e conviver tranqüilamente com vários deles em qualquer meio social, sem nenhum problema – isso sem falar em grandes personalidades e gênios artísticos que são ‘gays’! Mas, detalhe, admiro-os pelo que eles produziram, não por qualquer outra "bandeira" defendida, situação que parece ser levantada hoje pelo tal "orgulho 'gay'" tal como a fama pela fama: orgulho simplesmente por ser homossexual ou pelo que se é capaz de produzir?! Porque eu não tenho "orgulho" de ser heterossexual: gosto de o ser e pronto! Se fosse 'gay' correria atrás dos meus direitos: e viva os "casais homo" que vão à luta e vêem reconhecidos direitos previdenciários por união estável, sem necessidade de lei! E homofobia não é isso tudo que pregam por aí, não, senão chegaremos à punição pelo grito, uma ditadura às avessas! E "parada 'gay'", pra mim, é mais carnaval de bibas e bibos que querem aparecer do que qualquer outra coisa!

Violência contra 'gays'? Que se puna exemplarmente! Tal como a violência contra qualquer um, por motivo fútil ou torpe! Nossas leis penais são bem abrangentes neste aspecto... Que se puna com mais rigor, com penas mais duras? De acordo! Mas só para o segmento A, B ou C? Por quê? Eles não são melhores que uma grávida que morra no trânsito por causa de um assalto ou do que um pai de família vascaíno morto num bar depois de uma discussão com um flamenguista? Ou agora os vascaínos precisarão de leis próprias? Ou ainda as mortes e perseguições a um homossexual, um negro ou uma prostituta são equivalentes ao holocausto nazista na Segunda Guerra? Acho que não...

Defenderia até a morte a causa de um homossexual despedido ou violentado devido à sua opção sexual e jamais me colocaria contra o estilo de vida de qualquer um, na sua intimidade! Mas me incomodam trocas de beijos e carícias entre ‘gays’ em público, do mesmo jeito que me enchem o saco aqueles casaizinhos héteros que se esqueceram de que o banco de uma praça ou de um cinema não é um motel! E, sim, tal como o reacionário do Bolsonaro, de quem discordo veementemente pelo pútrido perfil virulento de extrema direita, eu prefiro que um filho meu não seja ‘gay’... Mas, claro, se tal acontecesse, com certeza não seria com “educação” que “reverteria” quadro algum, né, ilustre Deputado? Apenas conversaria muito com meu filho, não necessariamente para “entender”, mas, principalmente, para que ele fosse o melhor ‘gay’ do mundo!

Mas e o Bolsonaro, hein? Virou notícia de babaca que é, incapaz de aparecer na mídia por qualquer feito político, a não ser por suas querelas absurdas preconceituosas e de bandeiras pró-Ditadura Militar dos sofríveis anos de chumbo brasileiros... Mas foi brigar logo com quem, com outra imbecil cujo único talento é ser filha de Gil: chata, burra e feia, mas “sexualmente na moda” (vide o endeusamento à Bruna Surfistinha...), Preta conseguiu “arrancar” do deputado idiota algumas “verdades”, como os fatos de considerar o homossexualismo e o envolvimento com negros um "problema de educação" (que se resolve com umas "porradas"!) e ser contra “cotistas”! Tirantes os seus redondos absurdos, também sou contra cotas para negros (ou seria melhor "afro-descendentes"? Que medo de errar...) e, nem por isso, sou preconceituoso: viva a meritocracia! Num País de "pardos", fica mesmo muito difícil separar por "castas" raciais... Não será com tais políticas tolas e vazias de argumentação que emendaremos chagas sócio-raciais de séculos, mas sim com educação para todos – o que demanda mais alguns séculos... Eu, por exemplo, tinha uma amiga negra na minha turma de Direito na UFMA, vinda de escola pública... Mérito! Minha mulher é mulata (outro nome preconceituoso...), que também é contra cotas de qualquer espécie, e acho linda a cor que traz minha filha – e viva o mérito!

Ah, façam-me um favor: quanto blá-blá-blá! Somos todos iguais, da raça humana, honestamente vejo assim: todos queremos nosso lugar ao sol, e, quanto mais fogo se acender por sobre querelas ditas minoritárias, mais fumaça haverá por sobre os tolos rótulos dos quais se quer fugir! Todos têm o dever de respeitar o direito de todos, independente de credo, sexo ou cor, mas também têm o direito de não se sentirem pressionados pelo dedo acusador de “minoria” alguma: quero rir de piadas politicamente incorretas, porque censurá-las será muito mais temerário e violento do que qualquer violência – até porque a "minoria ruiva" já está a bater as portas do politicamente correto e a querer sua fatia de cotas e proteções legais, vide o genial "videoclipe" estrelado por Marcelo Adnet, no ótimo Comédia MTV, postado ao lado!

No fim, há Oscar Wildes, Cole Porters e Clodovis; Jurunas, Galdinos e Paiakans; Kings, Jens, Grande Othelos e Netinhos; Dilmas e Roseanas... Do trigo sempre se poderá separar o joio! Já há leis suficientes para todos neste Brasil de processos mil e de Justiça de menos... ou “todos e todas”, como num cretino dizer (e que parece já estar virando moda) de outro cretino durante as últimas eleições, num claro temor desesperado de ser descortês diante do público feminino (especialmente quando se tem uma PresidentA no poder...) – se já tenho o todo, pra que a complementação no feminino? Inexplicável... Tanto quanto desgarrar do todo cada vez mais subgrupos intermináveis de "vítimas do preconceito e da perseguição"... Viva a Educação! E viva a liberdade de expressão!
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17 comentários:

Claudinha ੴ on 17 de abril de 2011 17:16 disse...

Olá Dilberto!
Eu penso como você, viva a liberdade de expressão, de ir e vir. Mas abaixo os excessos, a falta de modos de homo e heteros. Me incomodam todas as atitudes exacerbadas, até mesmo de carinho quanto mais de violência e de discriminação...
Eu nem sabia que tinha sofrido Bulling no colégio até os dias de hoje. No meu caso, final dos anos 70, não houve mídia, nem se falava no assunto> Teve uma conversa com minha mãe e ela me mandou reagir ou eu era uma barata... (isso porque sempre foi contra a violência). O resultado foi que de tanto levar beliscões de uma prima no colégio e aguentar calada na fila para que a madre superiora não me levasse de castigo eu me fortaleci e num belo dia esperei a hora certa e me ajoelhei em cima da grandona e dei-lhe muitos sopapos> Quando saí da diretoria com meu pai, ele me olhou como se eu tivesse finalmente vencido uma guerra. Já minha prima distante e a família dela nunca mais falaram comigo. Adorei o video do garotinho gordinho, mais ainda da pancada do calcanhar do bobinho no degrau, foi o máximo! Um beijo procê e pras suas meninas!

Jota Effe Esse on 17 de abril de 2011 19:02 disse...

Monumental o seu texto, Dilberto. Que coisa mais absurda essa história de casal gay! Casal tem que ter um macho e uma fêmea, não dois machos ou duas fêmeas. Presidenta é demais. Será que foi a presidente Dilma quem aprovou essa ideia? Ou algum energúmeno dos muitos que há na política e na mídia? Sou amigo dos índios realmente índios, que defendem a natureza,não dos falsos, que defendem o falso progresso. Viva sim, a Eduação, a Justiça, a vergonha, que estão em falta. Meu abraço.

Dilberto L. Rosa on 17 de abril de 2011 20:23 disse...

Obrigado, Jota Effe, mas jamais me opus a casal 'gay' algum, mesmo não achando natural, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", como diria o Poeta... Quanto à forma feminina "presidenta", está perfeitamente correta e é admitida em muitos dicionários e gramáticas da Língua. Meu abraço de volta!

Jota Effe Esse disse...

Caro Dilberto, volto a meter o bedelho em teu texto, porque o achei muito interessante. Acho imprópria a expressão "casal", poderia ser união gay, junção gay, ou qualquer outra mais adequada, a que não me oponho. Presidenta, mesmo perfeitamente correta me parece uma forçação de barra desnecessária. Orgulho gay? Por que algúem deve orgulhar-se de ser gay? Não vejo razão nem para orgulhar-se de ser rei, quanto mais de ser gay, gago, ou o que quer que seja. Cotas para negros? (melhor é chamar afrodescendente pra não ser acusado de racista; que coisa mais idiota, o negro não quer que o chamem de negro!) Então que se criem cotas para índios, cafusos, sararás, brancos... Não há brancos sem acesso ao ensino superior? O que precisamos é ensino de qualidade para todos os que quiserem assimilar. Meu abraço.

Loba on 18 de abril de 2011 12:02 disse...

PQP! vc me chamou pra polemizar... cara, preciso de tempo pra começar a falar qq coisa. em princípio, vi um monte de coisas das quais não gosto e algumas opiniões com as quais discordo. mas agora tou com pressa. prometo que volto e tento ser didática nas minhas discordâncias, tá? é que realmente precisa-se de tempo pra esmiuçar um texto loooooongo e polêmico destes! rs...

Loba on 18 de abril de 2011 13:16 disse...

Voltei. Ainda sem tempo, mas tem uma coisa me incomodando terrivelmente. Vc diz que nunca considerou muito natural o homossexualismo e jamais o entendeu. Isso pra mim pode evidenciar um olhar pouco propenso a aceitar as diferenças. E isso pode ter vários desdobramentos, né?
Quer saber? O que eu teria a dizer é grande demais pra caber neste espaço de comentarios. Vamos fazer o seguinte: assim que eu tiver tempo vou elaborar um texto sobre o assunto e dou a vc os créditos por me fazer mostrar as unhas, combinado? rs...
Agora preciso trabalhar, garoto!
Beijo!

Dilberto L. Rosa on 18 de abril de 2011 14:08 disse...

Eta, Loba, não precisa ser tão dura ou me tratar como uma Bolsonarinho: o fato de não entender direito ou não achar natural o homossexualismo não quer dizer que não o aceite como uma realidade ou o rejeite, mas só e tão somente encaro o mundo de um jeito mais, digamos, tradicional - o que não exclui nenhuma diferença!

Não acho bonito homem usando brinco, mas quem quiser que use, oras! O barato é que cada um encontre seu jeito de ser feliz... O fato de eu não gostar de doce não quer dizer que eu farei campanha contra os chocolates: não gosto deste "oba-oba" em torno do tema - há uma grande diferença entre marginalizar e incitar o preconceito e não entender ou não achar natural! O mundo é diverso e as opiniões devem ser respeitadas, tal como qualquer homossexual deseja para si, não é mesmo?

Meu comportamento aparentemente mais rígido contra as ditas "minorias" passa, principalmente, contra esse protecionismo! Sou um democrata e admiro a livre iniciativa do capitalismo: assim, se você é "diferente", assuma-se como tal e vá à luta, sem esperar pelos Governos, nem viver de nhén-nhén-nhén!

Meu abração!

Thiago Leite on 18 de abril de 2011 14:09 disse...

O bullying é uma instituição cujos papéis não são fixos. Lembremo-nos bem da escola e de como as crianças se encontravam numa certa hierarquia de violência. De modo geral, quase todas as crianças praticam bullying, alguns mais violentos do que outros, mesmo os "perdedores", que se aproveitam de certas situações em que têm vantagem.

O fato é que não há culpados. Todos participam dessa corrente de espinhos. Seria preciso uma reeducação geral da comunidade escolar, junto com as famílias dos alunos, para acabar com isso.

Quanto ao assassino de Realengo, ele é um exemplo inverso de muitos dos "perdedores", que se diferenciam justamente por não se deixarem levar pela violência. Muitos deles acabam se tornando pessoas bem-sucedidas na vida.

Quanto à "setorização" da sociedade em tantas minorias, é preciso relativizar isso. Muitas dessas minorias já existem como tais, e as políticas de ação afirmativa aparecem para reconhecer os grupos que sofrem discriminação por algum motivo. Mas, como você disse, reconhecer pode ter o efeito de reforçar a divisão de uma sociedade na qual somos todos diferentes e ao mesmo tempo iguais. Mas, se ocorrer mais violência por causa desse reforço, não será tão maior do que a que já existe.

As leis contra a homofobia, por exemplo, são necessárias para evitar que certos crimes sejam abrandados (ou agravados pela própria polícia preconceituosa). O fato é que temos leis universais, mas elas dificilmente são aplicadas devidamente. Leis contra homofobia e racismo põem em evidência essas realidades que precisam ser reconhecidas, antes que se possam criar mecanismos para realmente erradicá-las.

Embora haja alguns problemas nos projetos de lei desse tipo, a reação da mídia hegemônica é exagerada e faz pensar que são propostas estapafúrdias. Mas é preciso ler essas propostas para se ter uma ideia do que realmente são. Muitas vezes nem são leis novas, mas revisões de leis universais, para incluir termos que não havia antes e contemplar de modo mais explícito certos tipos de discriminação.

O "orgulho" das minorias é, em essência, um ato político na luta por direitos iguais. Não ignoro os muitos abusos (maus usos) que se fazem dele, como esse efeito de discriminação inversa a que se pode chegar.

Mas o "orgulho" deve (eu acho) ser entendido como uma provocação. A maioria dos heterossexuais têm orgulho de sê-lo e morre de medo da homossexualidade. A maioria dos brancos, mesmo que inconscientemente, dão "graças a Deus" por não ser negros, não ter nariz chato nem cabelo "ruim". Quando uma artista negra diz "meu cabelo é crespo, graças a Deus", ela está respondendo de forma provocativa a ideia corrente entre a maioria das mulheres de que o ideal, o bonito, é o cabelo liso. Quando os homossexuais dizem que têm orgulho de ser gays, estão respondendo a afirmações do tipo "eu sou espada!" ou "Deus me livre se meu filho for gay".

Também sou contra as cotas, mas já escrevi tanto sobre isso que não vou me delongar nesse assunto.

http://teianeuronial.com/tag/serie-cotas-raciais/

Só vou dizer que o fato de esse tema ter vindo à tona em audiências públicas foi importante para refletirmos sobre os melhores meios de se perceber e erradicar o racismo.

Enfim, parabéns pelo texto. :)

Morena on 18 de abril de 2011 21:17 disse...

Ai Tio eu evito o sr tanto quanto a tia Luma pq sei que ao ler vossos posts tenho que refletir e me posicionar e como boa aluna do mestrado já reflito bastante nos milhões de textos a ler! rs

Eu tenho que concordar plenamenteee eu tbm já fui mtooo zuada, e cada vez mais chego a conclusão que toda criança e adolescente já o foi. Porém temos que aprender a lidar com isso seja chamando o pai seja descendo o braço! Mas no momento certo e com as pessoas certas! As crianças que nada tinham haver com isso, e pior ainda as famílias, não mereciam esse triste fim...

Qualquer violência e preconceito tem que ser punido, e adorei a forma como colocou o uso da lei.

Enfim, deixa eu me liberar desta reflexão e passar a próxima!

Beijos saltitantes
Boa semana

Luciana Vannucchi de Farias on 19 de abril de 2011 17:03 disse...

Dilberto, seu texto precisa de mais reflexão para poder comentar, depois eu volto para conversar com calma sobre ele.

Beijocas!!!

Canto da Boca on 19 de abril de 2011 22:09 disse...

Lá venho também com algumas discordâncias: "jamais considerei muito natural o homossexualismo", até porque a opção sexual é cultural e não se trata de uma verdade estabelecida a partir da tradição, ou do fato de que o animal racional do sexo masculino ter o sistema genital masculino composto pelos testículos, epidídimo, ductos seminais intra e extratesticulares, glândulas anexas e pênis; e animal racional do sexo feminino ter ovários, trompas de Falópio, útero, cérvix uterino e vagina. Ter aparelho reprodutor masculino ou feminino não significa dizer que o indivíduo terá que ser hetero, também sabes disso eu sei! Li em algum lugar que "A homossexualidade foi encontrada em mais de 450 espécies. A homofobia só em uma. Qual é a antinatural"?

Eu sou a favor das cotas para os afro-descendentes, deixaste bem claro que o problema é estrutural e todos sabemos disto também, mas enquanto não se elimina essa distorção e essa injustiça nacional eu sou pelas cotas!

Com relação ao bulying eu penso parecido contigo... Até porque desculpabilizar o psciopata da hora por causa de rejeição e humilhação sofrida na escola, é abrir um precedente perigoso num país onde as leis não funcionam, imaginaste sairmos por aí acabando com todos e com tudo com a desculpa do bulying? Tenham a santa paciência! No meu tempo resolvia era ali na hora!
E de resto "felicidade urgente para todos"!

E olha, fiquei muito honrada com a sua análise acerca do meu poema despretensioso em homenagem às crianças massacradas de realengo, obrigada, viu?

Abração!

MARCOS DHOTTA on 20 de abril de 2011 02:39 disse...

Não me anima polemizar – aqui – o fato de quem sabe ou de quem deixa de saber para que servem as serpentinas multicoloridas que enfeitam o mundo gay. Pois cada um faz da sua vida a folia que achar mais interessante. Habilitem-se a falar “disso ou daquilo” quem tem propriedade e vivência o suficiente para tal. Seja hetero, homo, bi, tri e/ou pansexual. Mesmo sendo de uma época em que Maria amava Pedro que amava Carmem que amava Dilberto que amava Raimunda que amava Marcos que amava Fernando Pessoa. E daí? Pouco importa! O bonito disso tudo é sermos felizes! Quem precisa de rótulos é garrafa de cerveja meu bem? Eu não! Amo quem eu quero e quem eu acho que mereça ser amado por mim. Orgulho? Claro que tenho... Mas para amar quem me chama de meu amor e que, assumidamente, dorme comigo na minha cama. Respeito e admiro quem dança no compasso de uma folia glamourosa, como se estivesse num revolucionário Moulin Rouge. Contudo, entrar num folguedo e desejar a medalha de ouro na categoria originalidade nessa altura do baile não me agrada. Prefiro a vivência do que sou com as cores do meu tempo. Sem letreiros e títulos sinalizando para mim. Certo de que integro a velha guarda dos confetes e serpentinas, me comporto como tal. Mas aplaudo incondicionalmente as “Dorothys Gales” que vão em busca do Arco Íris... Tempo de plantar, tempo de colher.

Dilberto L. Rosa on 20 de abril de 2011 08:52 disse...

No meu despretensioso ensaio eu vejo que pouca gente entendeu o fato de que a palavra natural encontra-se entre aspas: lógico, cara Boca, que, no sentido de "ser da natureza", o homossexualismo é parte integrante da evolução das espécies (eu mesmo já presenciei dois cachorros sendo "ativos e passivos" ao mesmo tempo!); a intenção aqui empregada é simplesmente de dizer que, mesmo aqueles que não são muito acostumados com o universo homossexual (por serem mais tradicionais, por exemplo), jamais terão o direito de serem distantes ao ponto de condenar o mundo 'gay'!

Quanto às cotas, reitero que a cor da pele não me é suficiente critério de busca por atenuar condições histórico-sociais: cotas sociais até têm fundamento como curativos enquanto a "revolução da educação" não chega, mas "Cotas para negros" não me parecem a melhor opção!

A intenção do texto é justamente colocar a igualdade acima de tudo e discutir que, mesmo sendo contrário a uma ou a outra política protecionista, tal fato não deveria selar ninguém com a pecha de preconceituoso! E viva a diversidade!

Um abraço a todos (e "a todas", como quer o boboca do Serra!)!

Игорь on 24 de abril de 2011 09:24 disse...

Olá Dilberto .

Um texto politizado para hoje ( no caso, meu hoje rss). É bom ouvir um texto emocional e que não guarda medo ou reservas quanto a ditadura do politicamente correcto. Bully quer dizer também tirano , então bullyng é o acto de tiranizar. Termo de criminologia que se tornou popular. Parece-me que é alimentado pela crise de autoridade , tanto dentro de casa , como nas escolas.

abração !

Duarte on 24 de abril de 2011 14:45 disse...

A ilustração acertada para este extenso texto...

Igualdade, que bom!

Quem não passou por uma situação análoga. Tive alguma que superei bem, pois o meu pai era da opinião que me tinha que saber defender. E defendi-me! Mas não lhe agradou que fosse suspendido cinco dias, bom, porque o Director não me quis entender. Só quis ver o que eu fiz...
Mais tarde com o meu filho mais velho. Era um aluno destacado e as invejas deram para que lhe pegassem partidas, desprestigiando-o. Aqui sim tive que intervir numa conversa com o Director, e tudo acabou.

Quanto ao resto, que tão bem expões, concordo em quase tudo. Aceito certas coisas mas não as aprovo. Pode que sempre tenham existido. Tudo bem, Mas ver certas cenas publicamente revoltam-me.

Um grande abraço

Sarah Soares disse...

Ótimo texto!
Dil, estás de parabéns! haha

=***
beijosss

RenatalR disse...

Oi Dilberto,

Muito bom seu texto! Até que ponto o caminho é setorizar as dicussões ou os direitos? Se por um lado, os nichos buscam direitos mais segmentados e específicos, por outro, esquecem de lutar pelos direitos do homem (em sentido amplo) que é o que realmente importa. Se o ser humano é respeitado, independente de classe social, raça, sexo, religião todos os nichos o serão e assim, um homossexual não deve ser respeitado só por que tem "opção sexual" diversa e sim pq é ser humano.
Quanto ao "bullying", é fato que todos, pelo menos uma vez na vida, já o sentiram, faz parte do cotidiano e principalmente, da vida escolar. Mas, e daí? É chato sim, entretanto, deve ser motivo de força e superação, pois na vida nem sempre, ou quase nunca(rsrsr) iremos ouvir o que queremos ouvir e já pensou se por isso nos sentissemos no direitos de cometer barbaridades e acabar com a vida de inocentes?

Boa reflexão... Abraços!

Renata.

 

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