sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ODISSÉIA
Ao Infinito (E Além...)



Na linha das homenagens especiais de aniversários ilustres deste ano de 2008 já quase no fim, eis que o maior clássico da ficção-científica, aquele que definiu as bases deste gênero e estabeleceu patamares a ser seguidos ao infinito (e além), completa imbatíveis 40 anos de genialidade e Poesia: 2001 – Uma Odisséia no Espaço.

Fico a imaginar as mentes das platéias naquele longínquo 68 (aquele mesmo, que nunca acabou...): o primeiro momento do filme tem quase três minutos de pura banda sonora sem nenhuma imagem, com a tela escura e os sons abstratos e sombrios de uma música sem melodia, criando clima para o que vem a seguir, a imagem do espaço, demonstrando a Terra, a Lua crescente e o Sol, ao som de “Assim falou Zarathustra” de Richard Strauss... Vê-se uma imagem do nascer de um dia e se assiste ao primeiro "ato" do filme (típica divisão cinematográfica do mestre Kubrick): "A aurora do homem", com imagens de um deserto com seres antropóides (maquiagem tão perfeita de um tipo de "elo perdido" ancestral humano que fez todo mundo acreditar, na época, que se tratava de macacos reais – só assim para explicar porque 2001 não levou o Oscar nesta categoria) dividindo o espaço com antas e leopardos – são mostradas as primeiras disputas entre estes grupos hominídeos por comida, água e território; novamente um pôr do sol e a lua crescente alinhados (lua crescente=evolução...) e surge mais um enigma para o já intrincado filme que aquela incauta platéia de 68 acompanhava estupefata ("Será que entrei no cinema errado?!"): um estranho monolito, iluminado com um facho de luz e com direito a uma trilha sonora estranha, com um crescente de ruídos, vozes e sons agudos, enlouquece de curiosidade aqueles "homens-macacos"... Monótono? De forma alguma: mágica e perfeitamente intrigante...

Depois de descoberto um osso como instrumento e, jogado este ao ar por um dos hominídeos, surge nas telas o "segundo ato", agora com as imagens "do passado" sendo abrupta e secamente (como quase toda a montagem do filme, à exceção de alguns 'fades' marcadores de tempo) substituídas por outras, agora no espaço, e o osso lançado vira um nave longilínea, que se junta a outras naves e estações orbitais num lindo balé de imagens (perfeitos espeitos especiais, merecedores da única estatueta do filme), tudo permeado por "Danúbio Azul": segue-se um pequeno enredo quase documental da vida numa estação espacial, com direito à antecipação de muitas tecnologias e conjunturas atuais (videofone, russos e norte-americanos trabalhando juntos na estação etc.) e eis mais uma surpresa para os já incrédulos espectadores daquele espetáculo inovador de 68 – o misterioso monolito do início volta a aparecer com seus sons insuportáveis, depois de encontrado em escavações na Lua... Um artefato de vida extraterrena ou um marco divino de evolução?!

Sem esquecer um "ato intermediário", onde um dos maiores personagens da História ganha consciência através de um "olho vermelho que tudo vê" (outro ponto marcante: a dicotomia vermelho: ruim/ azul: bom) – HAL 9000, o predecessor de todas as máquinas inteligentes ("David, sinto minha consicência se esvaindo...") –, o último ato jogava então aquela intrépida trupe da platéia da década de 60 a uma viagem sem volta: inicia-se com uma "caçada" ao monolito (que agora vaga pelo espaço), agora com o último sobrevivente da nave da missão Júpiter... Nosso herói e os espectadores são arremetidos então por uma espécie de portal estelar, num caleidoscópio de imagens densas e multicoloridas que vão direto para nosso inconsciente, numa viagem para dentro de si mesmos, numa espécie de "hospital atemporal", em busca de "respostas": coisa que, graças a Deus (ou aos alienígenas ou aos gênios de Kubrick e do autor do conto, Arthur C. Clark, também co-roteirista), foi deixada para as mentes e corações daquela enebriada audiência de 68 (e para todos os fãs, atuais e futuros, que ainda se apaixonam por este clássico absoluto) sentirem como uma criança, que tem que renascer no espaço como um "super-homem", um "anjo celestial", um novo filho preparado para mais um passo na evolução, simplesmente para "entender" tudo em sua volta... Ou além...



ODISSÉIA
para baixo...



Paródia ao Hino do Vasco da Gama
(Dilberto L. Rosa)

Vamos todos chorar de coração
Vasco é segunda divisão...
A nossa nau agora despencou de vez:
Foi tanta lama que sua trama assim se fez...

Sua imensa torcida infeliz
Norte/ Sul, Norte/ Sul desse País
Teu futebol foi um tremendo fiasco
Até Vitória rebaixa o Vasco!


Não adianta chorar o leite derramado ou culpar "heranças malditas": cabe agora ao nosso querido Presidente e à Nação Cruzmaltina como um todo erguer novamente o Vasco da Gama à respeitabilidade de time carioca de primeira linha, tetracampeão brasileiro e, até então, um dos pouquíssimos (quatro apenas) a participar de todas as edições do Campeonato Brasileiro na Primeira Divisão...

Tal como fez o Coríntians (que, no ano passado, se não foi rebaixado pelo Vasco, teve seu "passaporte carimbado" para o "desembarque" com o Grêmio!), vindo de uma série de erros e mamatas escusas, mas que soube se estruturar para dar a volta por cima em 2008, assim nossa Nau terá que se direcionar em 2009... Que venham as gozações... A odisséia (e o sofrimento...) está só começando...
 

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