domingo, 6 de janeiro de 2008

– Shall we fly...?*


*– Vamos Voar...?


O que torna uma canção especial? Para mim, um felizardo de uma época onde se aliava perfeita Poesia a complexas melodias (ainda colhi LPs fresquinhos de Chico, Caetano, Gil, Jobim, Gonzaguinha, Djavan...), letra e música bem casadas eram o que faziam de uma canção uma obra para a posteridade... Decerto, ainda há (e sempre haverá) bons letristas em nossa eterna MPB, embora creia que nunca mais ouviremos pérolas como as contidas até Paratodos, de 1990 (e, até nisso, nosso Buarque era um sábio ao prescrever "Fume Ari, cheire Vinícius/Beba Nelson Cavaquinho/(...)/Tome Noel, Cartola, Orestes/Caetano e João Gilberto")! Entretanto, analisando-se a questão por um ponto de vista, digamos, mais “subjetivo”, canções normalmente marcam por uma situação vivida, por uma geração e suas idiossincrasias, enfim, por muitas outras razões que ultrapassam as “qualidades crítico-objetivas” – tanto que já conheci um casal cujas canções favoritas advinham de uma infame “banda de forró” intitulada Calcinha Preta!

Portanto, creio estar falando daquele sacudir de sentimentos que alguém tem quando, por exemplo, ouve “aquela canção”, independentemente do que ela tenha a dizer: como a que o Sam é terminantemente proibido de tocar em Casablanca por um amargurado Humphrey “Rick” Bogart depois do fim abrupto com Ingrid "Ilsa" Bergman ("And when two lovers woo/They still say 'I love you'/On that you can rely/No matter what the future brings/As time goes by") ou então o que o personagem de Gene Kelly sente ao dançar e cantarolar apaixonado no meio de um toró através de “Singin’ in The Rain” ("I’m singin’ in the rain/Just singin’ in the rain/What a glorious feelin'/And I’m happy again/I'm laughin' at the sky/So dark up above/The sun is in my heart/And I’m ready for love”) – embora estes clássicos norte-americanos sejam belíssimos e consagrados, bem diferente de qualquer banda pífia!

Assim, no Cinema ou na vida real, falo da “Canção” com letra maiúscula, aquela que representa algo a mais, especialmente para um casal ou para uma geração de casais – apesar de restar uma dúvida atroz: e quando o casal não ouve “aquela canção” durante seus beijos por não haver música por perto? Podem deixar que esta noite se improvisa...

Por isso, fiquei a planejar “a canção”, aquela capaz de arrebatar a todos os que ainda residem no “improviso” ou para rememorar aqueles mais saudosos: lembrei-me de uma música que, se não é a mais famosa “canção de casal” (como “Stormy Weather”, “Someone to watch over me”, “Stardust”, “Wave”, "Rosa" ou ainda... “Você não me ensinou a te esquecer”!) ou a mais conhecida, sem dúvida é uma das que mais interpretações ganhou ao longo de seus mais de 50 anos de existência – “Fly me to the Moon”, ou, traduzindo, “Leve-me voando até a Lua”, de Bart Howard (1954), além de deliciosa (com certeza uma de minhas favoritas – "Vou cantar um canção para você, meu bem!" "Qual?" "Fly me to the Moon..." "De novo?!"...), sintetiza todo o fascínio e encantamento que alguém pode causar em seu par...

Nomes como Felicia Sanders, Johnny Mathis, Joe Harnell (cuja interpretação em ritmo de Bossa Nova levou a canção ao maior topo de sucesso de sua carreira), Nat King Cole, Tony Bennett (os dois últimos com interpretações parecidas, mais lentas e com uma introdução falada que normalmente não era incluída nas demais versões) e até a brasileiríssima Paula Toller (numa interpretação mais intimista) já nos brindaram com ótimas versões deste pequeno clássico! Mas foi Frank Sinatra que imortalizou em 1964, ao lado de Count Basie, a canção que, além de explodir na década de 60, seguiu, literalmente, até a Lua: na missão lunar da nave Apollo 10 era o que se tocava para os empolgados astronautas!

Conheça, relembre, reviva, cante e dança na chuva! Letra e música no ar...


Fly Me to the Moon
By Bart Howard
(Tradução)


Fly me to the moon
And let me play among the stars
Let me see what spring is like
On Jupiter and Mars
In other words, hold my hand
In other words, darling kiss me

Fill my life with song
And let me sing forevermore
You are all I hope for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, I love you
 

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