terça-feira, 27 de maio de 2008

E eu ainda pago por isso... Com tudo em Inglês!



Há certo tempo, havia comentado por aqui sobre o requentado de nossa TV aberta e levantei a questão da falta de qualidade, como um todo, de nossa televisão... O engraçado é que, sobre a tão propalada "TV paga" (canais nacionais e internacionais, a cabo ou por satélite), nunca consegui entender, por exemplo, como alguns "seriados" chatos e sem imaginação são tão benquistos, especialmente pelo público brasileiro...

Mas eis que uma olhada mais atenta me trouxe uma rápida conclusão: os antigos modelos de 'soap opera' (a novela dos ianques, tal como o antigo Dallas) foram substituídos por "episódios inéditos" e intermináveis "temporadas" de Ugly Betty (e esta merece destaque: os norte-americanos vieram buscar a colombiana "Betty, A Feia"!), Grey's Anatomy, Desperate Housewives e até mesmo o apelo 'teen' de Smallville (que simplesmente destrói e desrespeita um dos maiores ícones dos Quadrinhos, o Super-Homem, em roteiros e atuações chinfrins, tudo devidamente "atualizado" para a geração 'net'/'x-cube'!) nada mais são que... Novelas! E ruins, diga-se de passagem!

Além de não gostar de "reviravoltas" prontinhas e no capricho para "explicar" não sei quantos capítulos do mesmo "levado ao ar de segunda a sábado", sempre achei novelas longas e arrastadas demais para acompanhar, um verdadeiro ópio popular brasileiro! O engraçado é que alguns jovens que hoje detonam nosso "legítimo produto artístico nacional" não perdem um "episódio" (só que lá normalmente é só uma vez por semana...) de suas "séries" favoritas e enlatadas! Cansativo? Não! Afinal, há quase noventa canais nesse pacote que acabei de instalar! Eles inventarão alguma coisa para entreter você!

E o que dizer dos tais 'reality shows'? Mais novela, e da pior monta! Noutro dia quase surtei ao ver um anúncio de uma nova "série" no E! Entertainment (cujo um dos raros programas que se salvam da total futilidade é o Chelsea Handler Show): que tal você acompanhar uma "novela real" sobre as dificuldades que enfrenta uma família de anões (!) em nosso mundo? É, meus caros: quem pensou que as baixarias de um carcomido Ozzy Osbourne e sua família seriam o supra-sumo do ridículo na televisão, estava redondamente enganado!

E o mais legal de tudo é que você está fadado a ver tudo isso várias vezes por dia! É incrível o número de reprises de um mesmo programa ao longo da semana, o que traz economia aos canais (como o Warner Channel, que, ao contrário de seu par, o canal da MGM, passa e "repassa" séries intermináveis em vez de melhor aproveitar o tempo com alguns de seus grandes filmes) e diminui ainda mais a tal "qualidade" de tanto tempo gasto de transmissão...

Tudo bem que ainda existam séries que se salvem (como algumas cômicas, já encerradas na TV – Seinfeld, Mad about you, Alf e Friends – ou ainda em exibição – Two and a half men, Simpsons e o "novo" Pushing Daisies, espécie de Amélie Poulan sobrenatural norte-americano), justamente por cada estória apresentar um final por episódio, juntamente com outros canais de documentários, filmes ou jornalísticos. Mas é por isso mesmo que a idéia dos "200 canais" existe (como bem nos lembra o inteligente Daily Show em seu final irônico): ao contrário das poucas opções brasileiras, os EUA são uma novela à parte – e com várias partes ao longo dos anos e da programação...


Uma vez que o seriado era tão legal, nada melhor que recordar aquela gostosa canção que você ouve ao fundo...

I'll Be There For You - THE REMBRANDTS
Estarei Ao Seu Lado

So no one told you life was gonna be this way [four claps]
Então ninguém te disse que a vida seria assim [quatro aplausos]
Your job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A.
Seu emprego é uma piada, você está duro, sua vida amorosa vai de mal a pior
It's like you're always stuck in second gear
É como se você sempre estivesse em segundo plano
When it hasn't been your day, your week, your month, or even your year, but
Quando não é seu dia, sua semana, seu mês, ou até mesmo seu ano, mas

CHORUS (Refrão)
I'll be there for you
Eu estarei ao seu lado
(When the rain starts to pour)
(Quando a chuva começar a cair)
I'll be there for you
Eu estarei ao seu lado
(Like I've been there before)
(Como já estive antes)
I'll be there for you
Eu estarei ao seu lado
('Cause you're there for me too)
(Pois você já esteve ao meu também)

You're still in bed at ten and work began at eight
Você ainda está na cama às dez e seu trabalho começou às oito
You've burned your breakfast so far, things are going great
Você queimou seu café da manhã, as coisas estão indo muito bem
Your mother warned you there'd be days like these
Sua mãe te avisou que haveria dias como esses
But she didn't tell you when the world has brought you down to your knees
Mas ela nunca te disse quando o mundo te faria ficar de joelhos

CHORUS (Refrão)
No one could ever know me, no one could ever see me
Ninguém jamais me conheceria, ninguém jamais me veria
Seems you're the only one who knows what it's like to be me
Parece que você é o único que sabe exatamente como é seu eu
Someone to face the day with, make it through all the rest with
Alguém com quem enfrentar o dia, fazer as coisas darem certo
Someone I'll always laugh with
Alguém com quem sempre irei rir
Even at my worst, I'm best with you
Até no meu pior momento, sou melhor com você

It's like you're always stuck in second gear
É como se você sempre estivesse em segundo plano
When it hasn't been your day, your week, your month, or even your year, but
Quando não é seu dia, sua semana, seu mês, ou até mesmo seu ano, mas

CHORUS (Refrão)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Leve-me voando para a Lua...



10 anos sem "A Voz"...


Já escrevi que tinha “Vontade de matar um rinoceronte/ Vontade de rasgar poemas de 10 anos"... Hoje, já ando mais "Indolente", de "Alma poeta, coração vagabundo, mente doentia/ Que me permitam a paz de continuar a escrever/ E a esconder-me sabiamente por trás de minha poesia"... Porque sei que os anos são implacáveis, mas, que pelas entrelinhas de alguns meses, ou alguns anos, tanta coisa pode mudar – e rejuvenescer e se re-inventar...

Feliz Desaniversário...


De uma semana pra cá, pouca coisa mudou... Mas crer e amar são verbos transtivos, sempre precisando de complemento: por isso peço perdão e sigo a achar que posso, apesar de tudo em volta dizer que não...

Lembro-me de como comemorava o Chapeleiro Maluco de Alice no País das Maravilhas: "Feliz desaniversário pra mim... Pra ti...", e cantarolava em alto e bom som o "todo dia" que não era seu aniversário! Então hoje acho que é especial: porque, além de meu desaniversário, deve ser o aniversário de alguém! Felicidades para todos nós!

Perdão

Perdão
Pela certeza
Do desencanto

Teu choro que eu não mais sei ouvir

Sentir o tempo
A chamar
A carne a queimar
No tempo incerto

Decerto que o santo morreu e a obra se partiu...

Teu cerne pio
No tempo das graças
Rechaça
A morta sereia

A veia, solta, tateia, e volta a sossegar...

Teu navegar
Pelo meu rio
Segue o fio
Da navalha

E a alma canalha, enfim, ainda quer se santificar...

(Dilberto L. Rosa, 2005)

Do alto de meus doze andares de altura, sigo a passear a mente por entre as nuvens e a observar que "Quando você ri, o sol vem brilhar junto/ Mas quando você chora, você traz abaixo toda a chuva”... Por isso, “deixe-me brincar entre as estrelas” por todo o sempre...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Todo Errado...



Como hoje é diferente, a música pode ser vista e ouvida... "Todo Errado": Jorge Mautner e Caetano Veloso


“Na eterna insatisfação de mim mesmo, vejo meus poemas vivos, independentes mesmos de mim”... Sei que ando mesmo lento, levando uma década para resolver um segundo (“Explodiu meu mundo/Antes de ter começado”)... Mas sou o mesmo quem escreveu que “com um pouco de esforço e de pena por sobre o lodo, a coisa toda pode até virar um poema...” e que “o negócio mesmo é ser diplomata, apor ao novo livro umas erratas, sentir-se livre numa casamata, e amar... Que por amor se vive, que por amor se morre e se mata”...

Então acho que hoje é especial, porque comemoro exatos 31 anos e algumas horas indefinidas, bem e mal vividas – o que sobrou, juro que pago mais tarde... Mas já duvido mesmo de minhas palavras...


Um Herói sem Caráter...


Bem mais para Macunaíma que para Super-Homem, sigo torto, enviesado, numa fase meio egoísta, meio progressiva, ou meio pepperoni, meio calabreza, não sei ao certo... Ainda não derrubei meu Piaimã e ainda corro atrás dos moinhos, lutando em vão para combatê-los, seja como um grande amor que ainda se vai achar em algum tempo de cólera, seja como um bandoleiro perdido no São Francisco... Nem mesmo sei mais para onde que vou... Mas vou até o fim, com quem amar a loucura de me seguir! A todos o meu obrigado...



Nada mais concreto

A tinta que escorre na parede
Não desce à cor do poema
Mais concreto
(Fechada seja a mente
Posta a descoberto)

Ser do sol, sal da terra
E o chapéu se foi com o vento
Chega gesso, falta cimento e se espalham as cinzas

Escrever é meu contentamento
Ao desabar
Em desatino...

(Dilberto L. Rosa, 2005)



E como hoje é um dia como outro qualquer, pode-se marcar como sua uma canção sentida... "Timoneiro": Paulinho da Viola

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O Tempo Não Pára...

E porque o tempo não pára, nem deu tempo (ou espaço) para falar que, do final da última temporada e o começo desta por aqui (28 de fevereiro/30 de abril), algumas coisas não mudaram nem um pouco: as supervelocidades da "arte do créu", o sensacionalismo mortal de nossos telejornais, uma quase medieval peste (só que agora devida a um mosquito...) e a pachorra televisiva de chamar de "qualidade" modelos fascistas de televisão ainda continuam a retirar os poderes de qualquer um... Mas antes de discutir por que o mundo precisa de um super-homem, de bom alvitre lembrar o óbvio ululante de que sempre haverá esperança e que tudo de que o mundo precisa é amor (amor, amor...) – e esse, não importa o que aconteça, não muda nunca...

E, ainda falando de heróis, quase não disse que este será o ano deles no Cinema ianque (Indiana Jones, Hellboy, Batman, Hulk, dentre outros, vêm aí pelas continuações...), ou comentei sobre os “heróis da democracia” de carne e osso (“muito mais carne do que osso”, nas belas narrações de Antonio Abujamra, de um garotinho – voz mais identificável com os heróis de “capa e de identidade secreta” – e, hoje em dia, de Laura Cardoso) devidamente homenageados no preciso e belo comercial do TRE (pena que as novas gerações desconheçam a maioria daquele pessoal...)! Sem esquecer que quase também passou batido o cinqüentenário de Cazuza, no último abril...


“Agora fica comigo/ E vê se não desgruda de mim/ Vê se ao menos me engole/ Mas não me mastiga assim/ Canibais de nós mesmos/ Antes que a terra nos coma/ Cem gramas, sem dramas/ Por que que a gente é assim?/ Mais uma dose?/ É claro que eu tô a fim/ A noite nunca tem fim/ Baby, por que a gente é assim?/ Você tem exatamente/ Três mil horas pra parar de me beijar/ Hum, meu bem, você tem tudo/ Pra me conquistar“
(Por que a gente é assim? Cazuza, Frejat, Ezequiel Neves)


Burguês (“porém artista”, como assinou em Burguesia) por parte de pai e “vespa” por parte de avô (de quem herdou o nome e o apelido pernambucano, Agenor de Miranda Araújo, o velho “Cazuza”), foi, com o perdão do lugar-comum, um exagerado: em sua louca vida (“vida breve...”), foi homo, foi bi, fumou, cheirou, depravou-se e se auto-vitimou nos hipocritamente inocentes anos 80 – do lançamento de Barão Vermelho (primeiro LP da banda de mesmo nome, até então liderada por Frejat, parceiro de brigas e de obras-primas) até Burguesia (89), e, um ano depois, sua morte prematura em decorrência da AIDS, passaram-se pouco mais de 8 anos...

E essa é a costumeira visão de gente que, nunca suportando tal “estilo de vida”, pregava o cantor-ator na cruz, por sobre pérolas como Todo amor que houver nessa vida, Maior Abandonado, Exagerado, Preciso dizer que te amo, Pro dia nascer feliz, O tempo não pára, Faz parte do meu show, Nosso amor a gente inventa, Blues da Piedade e Codinome Beija-flor, sempre preferindo a imagem do artista em seus últimos dias, de bandana sobre pele e ossos, como que “castigado por seus pecados”, a morrer como mais um ídolo do rock “que nunca foi exemplo para ninguém”... Vamos pedir piedade... Senhor, piedade, pra essa gente careta e covarde: dê-lhes grandeza e um pouco de coragem...

Mas quem viu Raul beber até desintegrar o fígado, sumindo quase como que abduzido por um disco-voador, pode perfeitamente entender que Cazuza foi muito mais que isso que querem seus “algozes”: foi um amante com poemas inteligentemente irônicos (puxou o humor a Raul) em forma de letra e um artista à frente de seu tempo, assumindo sua burguesia, sua bissexualidade e sua imunodeficiência adquirida antes de qualquer um e, como poucos, polemizou em sua arte na MPB, unindo as fronteiras entre este “gênero” e o Rock que amadurecia no Brasil pós-Ditadura... Tanto que cantar Cartola e Caetano, pra ele, também podia ser ‘rock’n roll’, mesmo contra a corrente!

Solidão? Só se for a dois – esse veio mesmo com tudo... E, definitivamente, não cansou! O tempo não pára e a poesia de Cazuza segue em frente...

Porque elas sabem de tudo antes mesmo de pensarmos em contar (talvez por terem sido os nossos primeiros contatos com este mundo louco para o qual ela s nos trouxeram...) e por elas terem a certeza de que ainda podemos ser tudo aquilo que já esquecemos que poderáimos ser, um abraço carinhoso para todas as mães que acompanham este humilde espaço virtual – em especial, à minha, D. Dilena, que tudo me ensinou... E ainda continua bonita!

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