
Nas Olimpíadas, tome patriotismo... Papamos os jogos!
E, falando em hino, quem nunca esqueceu uma rima rica, um vocábulo esdrúxulo, gaguejou ou confundiu “sonho intenso” com “amor eterno”, “raio vívido” com “seja símbolo”, da longa letra de Joaquim Osório Duque Estrada, que atire a primeira pedra... na Vanusa (coitada...)! Mas, erro por erro, cá entre nós, o que foi aquilo na Assembleia Paulista? Exagero de patriotismo à Fafá de Belém nas Diretas Já ou excesso de doses de algum outro componente químico que não a paixão pela Pátria?
Nada contra o ufanismo em doses moderadas: um pouquinho de amor à velha Pátria, mesmo que cafona ou pouco produtivo, não faz mal a ninguém! Ainda me lembro de cantar o Hino todo dia antes de subir para a classe no antigo primário do Dom Bosco! Também é interessante ver nossa linda Bandeira hasteada em algum lugar – e não precisa ser só na entrega de alguma medalha ou no final de uma Copa do Mundo. Tampouco preciso falar que dá alegria ter o Brasil/Rio sediando eventos como a Copa ou as Olimpíadas e participando do mundo... Mas ainda creio que amor à Pátria faz mais sentido quando em contato com alguma cidadania, no exercício de uma boa política pública, do que somente atida a populismos esportivos ou aos velhos Símbolos Nacionais dos livros carcomidos de EMC e OSPB!
Enfim, há o mérito do bom uso dos garotos-propaganda brasileiros – e que o Lula é popular e símbolo-maior da mídia mundial da atualidade, disso eu nunca duvidei (hoje em dia, Pelé perde). Mas, voltando ao samba do Ary: em tempos de Olimpíadas no País, com o Rio simbolizando a Nação inteira, num ufanismo rasgado de versos como “Ô, nossas praias são tão claras/ Nossas flores são tão raras/ (...)/ Ô, nossos rios, nossas ilhas e matas/ Nossos montes, nossas lindas cascatas/ Deus foi quem criou”, de choros internacionais no anúncio da conquista e de hinos atravessados a esmo, até que o samba do velho Ary Barroso soa bastante atual... "É belo, é forte... e risonho e límpido"!






7 comentários:
Grande Dilberto!
Ufanismo demais, cheira à falsidade, àquela coisa forçada, pelo menos senti isso com a grande façanha conquistada pelo no Brasil Varonil ao sediar as Olimpíadas em 2016.
Cara, vc me fez sentir saudades das aulas de EMC e OSPB. Good Times!! rsrs
E o chororô do Lula, hein? Acho que nem quando cortou o dedo ele chorou tanto! (Que maldade a minha! rsrs)
É isso, my friend!
Um abração forte!
eh adorei afoto
se a gente for pensar nas maracutaias deste governo, visto o pan o lula estah certo em chorar.....pq seria lamentavel se repetir...coisa que não duvido...Mas wanusa oh wanusa..deu dó..fazer o que..aconteceu agora é bola para frente.....mas..quem sabe cantar o hino nacional?????? Ela disse que ninguem..ninguém???? virgula, pq fui obrigado no meu tempo de quartel a decora-lo por inteiro, escrevi mais de 200 cópias do hino para ser frisado...coisa que na escola hoje em dia não se vê mais...
Mas parabens ao Rio de Janeiro essa terra maravilhosa, abençoada...E
o Rio de janeiro contiua LINDO
abraços
dr x
Amigo, falando em Cantos Exaltação e Atitudes de ufanismo, me lembrei de algo importante.
Não mais poderemos cantar aquela canção encomendada nos tempos de chumbo que dizia:
!90 milhões em ação, prá frente Brasil, do meu coração...."
Hoje já somos mais de 190 milhões, dai a letre poema ficou defasada.
Que pena né?
O hino não era para ser legendado???
Temos dois pontos a discutir sobre a Olimpíada: a desconfiaça e a certeza.
Lula disse, em Copenhague, que o Brasil tem o direito de sediar uma Olimpíada e que com essa conquista o País alcançou a sua cidadania. Direitos à parte, é preciso saber o que o presidente entende por cidadania. Ao que parece, cidadania é algo que os moradores da cidade do Rio de Janeiro desconhecem. E de outras tantas cidades brasileiras também. Não se pode falar em cidadania quando a Baía da Guanabara recebe o esgoto “in natura” da cidade que é conhecida como cartão postal tupiniquim. Não se pode falar em cidadania quando no Rio de Janeiro, a exemplo do que acontece no resto do Brasil, pessoas morrem nas filas dos hospitais públicos. Não se pode falar em cidadania quando o poder paralelo do crime fala mais alto que o poder oficial. Não se pode falar em cidadania quando balas perdidas fazem vítimas numa velocidade que nem mesmo os veículos de comunicação conseguem noticiar. Não se pode falar em cidadania quando ela inexiste.
Obviamente aparecerá alguém para me contestar e dizer que a Olimpíada do Rio trará dignidade de vida aos que moram na Cidade Maravilhosa. Esse é o risco que os cariocas correm, mas o cidadão não pode depender da realização de um importante evento esportivo para fazer valer o seu direito.
O ufanismo é para abafar as nossas mazelas sociais! Beijus,
Olá !
Acho que as Olimpiadas podem trazer beneficios , a médio e longo prazo para o país. Maracutaias à parte :P . Acho que desta vez o famigerado trem-bala sai.
abraços
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