tag:blogger.com,1999:blog-166795422022-01-04T18:24:04.716-03:00MorcegosDilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.comBlogger577125tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-85592327742925674242021-05-01T17:28:00.007-03:002021-08-01T16:16:17.823-03:00Oscar, Aniversários e Muita Arte:São 17 Anos...E eu simplesmente não sei o que dizer...<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://i.gifer.com/4jo.gif" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="168" data-original-width="245" height="202" src="https://i.gifer.com/4jo.gif" width="294" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Esta boca barbuda e envelhecida bem poderia ser a minha...</td></tr></tbody></table><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Acho que era para me despedir: última postagem, no <b>dia do aniversário do blogue (que foi ontem</b>), fechar portas e janelas de um lugar há tanto abandonado... Mas ainda havia alguns capítulos (inacabados) do romance </span><i style="font-family: inherit;">Você ainda vai me amar amanhã...?</i><span style="font-family: inherit;">, que queria deixar registrados... </span><b style="font-family: inherit;">Os Morcegos, por alguma razão, não querem mais conversar...</b><span style="font-family: inherit;"> No entanto, pareço sempre ter uma eternidade (e além...) de coisas pra dizer... O </span><i style="font-family: inherit;">Oscar</i><span style="font-family: inherit;">, por exemplo,</span><i style="font-family: inherit;">&nbsp;</i><span style="font-family: inherit;">aconteceu no último domingo - e, à exceção de uns poucos anos de ausência, sempre comentei sobre as premiações e os indicados vistos por aqui... Neste ano, porém, mesmo tendo assistido a todos os concorrentes a "Melhor Filme" (além de vários participantes de outras categorias), nem sei bem por onde começar qualquer linha de qualquer crítica de qualquer análise de qualquer arte...</span></p><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Logo eu, que venho lutando com o esteio da enunciação e do </span><b style="font-family: inherit;">diálogo</b><span style="font-family: inherit;">... Hoje é um daqueles dias em que se precisa dizer algo, mas, talvez mesmo por isso, fica difícil cobrir toda uma era da vida - qual seja a deste espaço virtual de vida plural, ativa e artisticamente literária - ou, pior, dizer algo para se despedir em seguida... Como abordar a ideia de um legado, quando, no fundo, não se queria parar - nem morrer, tampouco se despedir...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-TBeo-rVdDK4/YI3DrQPviiI/AAAAAAAAdE4/2b7f_ahvjzUnOSZBPP01ryeKuIQoYwppACLcBGAsYHQ/image.png" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="" data-original-height="458" data-original-width="1008" height="179" src="https://lh3.googleusercontent.com/-TBeo-rVdDK4/YI3DrQPviiI/AAAAAAAAdE4/2b7f_ahvjzUnOSZBPP01ryeKuIQoYwppACLcBGAsYHQ/w335-h179/image.png" width="335" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">E o vilão é... Orson Welles?!<br /><i>Mank</i>: faltou emoção e... Justiça!</td></tr></tbody></table>Mas com a vista cansada de tanta coisa finalmente vista, e com o corpo exaurido de tantas batalhas vãs, só consigo me lembrar de uma das cenas iniciais de <b style="font-style: italic;">Cidadão Kane</b>&nbsp;(1941)<i>, </i>com a boca de Orson Welles - ou melhor, Charles Forster Kane - a sussurrar, em close, a longínqua e afetiva palavra <i>Rosebud</i>&nbsp;diante de uma vida inteira no fim... O que me remonta ao recentemente oscarizado filme <i><b>Mank</b></i>, 80 anos depois e com técnicas cinematográficas similares (edição, fotografia com enquadramentos profundos e até o som, a emular o antigo monoáudio), justamente abordando o período em que o lendário roteirista&nbsp;<span style="background-color: white;">Herman J. Mankiewicz (co)escreveu (com Welles?), em meio a problemas com a consciência, o álcool e as apostas, o também oscarizado roteiro original de <i>Cidadão Kane</i>&nbsp;- único prêmio de um dos maiores filmes, em técnica e emoção, de todos os tempos (enquanto <i>Mank</i>, por sua vez, muito mais técnico que emocional, levou <b>2 <i>Oscars</i></b>: Fotografia e Direção de Arte). A arte imitando a vida, com o futuro repetindo o passado: definitivamente, tudo está interligado...</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><span style="background-color: white;"><br /></span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;">Acabo muito mais para o escapismo de <i><b>Nomadland</b></i>&nbsp;(3 <i>Oscars</i>) e <b><i>Druk </i><i>- Mais uma rodada</i></b>&nbsp;(1 <i>Oscar</i>), prêmios, respectivamente, de <b>Melhor Filme</b> e <b>Melhor Filme Internacional</b> da noite: as emoções mexidas com a nômade solitária a perambular pelos EUA na sua van depois da perda do amado e do emprego, bem como com o time de professores dinamarqueses a fugir das crises dos 40 anos, diariamente, com grandes doses de bebida alcóolica compensaram as falsas promessas de <i><b>Bela Vingança</b></i>&nbsp;(<i>Oscar </i>de Roteiro Original somente pela atualidade do tema feminista, porém com resultado forçado e mal conduzido na tela), <i><b>Minari</b></i>&nbsp;(decepcionante história de uma família coreana nos EUA dos anos 80: <b><i>Oscar </i>de Melhor Atrriz Coadjuvante</b> e um monte de outras indicações graças ao modismo carreado pelo também coreano&nbsp;<i>Parasita</i>, do ano passado), e os politizados&nbsp;<i><b>Judas e O Messias Negro</b></i>&nbsp;(<b><i>Oscars </i>de Ator Coadjuvante e Canção Original</b> num filme pouco impactante para o rico tema do Partido dos Panteras Negras) e <i><b>Os 7 de Chicago</b> </i>(sem prêmios para um simplório filme de tribunal também em torno das ondas de protesto nos EUA nos anos 70).</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-oU2ZgXHR9dI/YI3IOvgtLmI/AAAAAAAAdFA/7-_-jYcjAjAx2YHjNZSB5KtnxocnFxqnACLcBGAsYHQ/image.png" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="" data-original-height="1138" data-original-width="2048" height="162" src="https://lh3.googleusercontent.com/-oU2ZgXHR9dI/YI3IOvgtLmI/AAAAAAAAdFA/7-_-jYcjAjAx2YHjNZSB5KtnxocnFxqnACLcBGAsYHQ/w291-h162/image.png" width="291" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">O assombro capitalista diante da estupidez&nbsp;<br />da moda do cancelamento pareceu forçar a&nbsp;<br />Academia a indicar mais filmes de temática&nbsp;<br />negra - ainda que nem todos com qualidade...</td></tr></tbody></table><span style="background-color: white;">Em tempo de coisas ruins, perda de tempo, igualmente, não faltou: nem consegui terminar o perdidamente fraco e teatral&nbsp;<b><i>Uma Noite em Miami</i>&nbsp;</b>(supervalorizado libelo ficcional à consciência negra e indicado a Melhores Roteiro Adaptado, Canção e Ator Coadjuvante, mas nenhum prêmio) e me arrastei pela edição sensacionalista e sentimentaloide de <i style="font-weight: bold;">Professor Polvo</i>&nbsp;(<b>Melhor Documentário</b>). Isso sem falar dos politizados, porém intragavelmente esvaziados e equivocados documentários&nbsp;<i>Uma Canção para Latasha </i>(<i style="font-weight: bold;">Netflix</i>) e <i>Time </i>(<b style="font-style: italic;">Amazon Prime</b>).&nbsp;</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;">Mas nem tudo foi perdido: dentre as premiações, salvaram-se os política e poeticamente duros e inteligentes <i style="font-weight: bold;">Dois Estranhos</i>&nbsp;(<b><i>Oscar</i> de Melhor Curta-Metragem</b>), <i style="font-weight: bold;">Collette </i>(<b>Melhor Documentário em Curta-Metragem</b>) e <i style="font-weight: bold;">Se algo acontecer, eu te amo</i>&nbsp;(<b><i>Oscar</i> de Melhor Curta-Metragem de Animação</b>) - sem esquecer o entretenimento consciente e bem amarrado de <i style="font-weight: bold;">A Voz Suprema do Blues</i>&nbsp;(<b><i>Oscar </i>de Melhor Figurino e Melhor Cabelo e Maquiagem</b>, perdendo-se a oportunidade, porém, de premiar a melhor <i>performance</i>&nbsp;femininia do ano, a <i>Mama Blues</i>&nbsp;realíssima de <b>Viola Davis</b>).&nbsp;</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><i style="font-weight: bold;"><br /></i></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><span>Ainda pude ver outros títulos, do final do ano passado pra cá, que amealharam algumas indicações, mas saíram de mãos abanando da "noite dourada" sem maiores <i>shows, glamour</i>&nbsp;nem piadinhas chatas (devido à pandemia, a cerimônia ficou mais restrita, lembrando suas origens de quase 100 anos atrás, com mesas e sem muitos convidados): o abobalhadamente inteligente <i style="font-weight: bold;">Borat - A Fita Seguinte </i>(indicado a Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante); o abobalhadamente infantil <i style="font-weight: bold;">O Grande Iavn</i>&nbsp;(indicado a Melhores Efeitos Visuais pelos seus insuportáveis "bichinhos falantes Disney"); o redondinho discurso social de&nbsp;</span><i style="font-weight: bold;">O Tigre Branco</i>&nbsp;(indicado a Melhor Roteiro Adaptado); o bom <i style="font-weight: bold;">Destacamento Blood</i>&nbsp;(Spike Lee sempre renegado pela Academia: apenas uma indicação, a Melhor Trilha Sonora); o interessante Ron Howard de <i style="font-weight: bold;">Era uma vez um sonho</i>&nbsp;(indicado a Melhor Cabelo e Maquiagem e Melhor Atriz Coadjuvante); o sensível Paul Greengrass de <i style="font-weight: bold;">Relatos do Mundo</i>&nbsp;(4 indicações: Fotografia, <i>Design</i>&nbsp;de Produção, Som e Trilha Sonora); e a mais nova produção do Casal Obama sobre inclusão social, o ótimo&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Crip Camp - Revolução pela Inclusão </i>(indicado a Melhor Documentário).</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-W5mXLg_bDig/YI3NGG4vffI/AAAAAAAAdFI/sBCsDalhe7kAdj1ElHa0v7i1YEqk3cHegCLcBGAsYHQ/image.png" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="" data-original-height="720" data-original-width="480" height="386" src="https://lh3.googleusercontent.com/-W5mXLg_bDig/YI3NGG4vffI/AAAAAAAAdFI/sBCsDalhe7kAdj1ElHa0v7i1YEqk3cHegCLcBGAsYHQ/w257-h386/image.png" width="257" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Um idoso perdido a ouvir&nbsp;velhos&nbsp;discos <br />e&nbsp;tentando&nbsp;encontrar-se&nbsp;no tempo...&nbsp;<br />Lembrei-me de&nbsp;certo&nbsp;romance inacabado...<br /><br /></td></tr></tbody></table>Mas dentre tantos títulos em "disputa" assistidos, somente três realmente me arrebataram como lindos exemplos de Cinema com letra maiúscula, aproveitando meu precioso tempo com arte e atividade - porque Arte (assim como a vida) jamais pode ser algo passivo, ainda mais em tempos tão difíceis: assim, se se pode dizer que houve um "Melhor Filme" em 2020 (porque fico com o querido Sabadin: "</span><span style="background-color: #fefefe; font-family: inherit; text-align: center;"><a href="https://vermelho.org.br/2017/02/28/competicao-no-mundo-artistico-e-uma-simplificacao-patetica/" target="_blank">competição no mundo artístico é uma simplificação patética</a>")</span><span style="font-family: inherit;">, </span><span style="background-color: white;">este foi </span><i style="font-weight: bold;">Meu Pai</i><span style="background-color: white;">, belíssimo trabalho que marca na memória a dolorosa jornada de perdição humana pelo Mal de Alzheimer: da composição dos cenários à edição, da adaptação do roteiro (originalmente uma peça, porém magistralmente incorporado à tela, rendendo um justo </span><b><i>Oscar</i>&nbsp;de Melhor Roteiro Adaptado</b><span style="background-color: white;">) ao elenco excepcional - com destaque para um "novo Hopkins velho" (e, portanto, despido da maioria dos maneirismos do seu Hannibal Lecter: merecido </span><b><i>Oscar</i>&nbsp;de Melhor Ator</b><span style="background-color: white;">)&nbsp;e as sutilezas de uma sempre boa Olivia Colman, uma obra perfeita!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;">Em segundo lugar, a beleza surda e sufocante, porém transformadora, de <i style="font-weight: bold;">O Som do Silêncio</i>: a também intimista história de um ex-viciado baterista de <i>trash metal</i>&nbsp;que, do dia para a noite, vê sua vida se perder completamente por causa de uma repentina surdez quase total, e é obrigado a se adaptar aos duros aprendizados, é daqueles filmes que marcam - especialmente ao conseguir o que <i>Mank</i>&nbsp;não soube apresentar: a façanha de aliar o melhor da técnica (merecidos <i>Oscars</i>&nbsp;de <b>Melhor Som </b>e <b>Melhor Edição</b>) à emoção de transpor o expectador a uma imersão na surdez e na consequente angústia do protagonista, a se achar sem amor... É correr para o <i>Amazon Prime</i>&nbsp;e assitir, fingindo-se estar numa antiga sessão do <b>Cine Praia Grande</b>!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-Iv1GHY-2OUU/YI8BvrP-LzI/AAAAAAAAdFs/yNK4aPM8qtcWjktXWyF-acQOVE5Exc1hQCLcBGAsYHQ/image.png" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="" data-original-height="800" data-original-width="1300" height="174" src="https://lh3.googleusercontent.com/-Iv1GHY-2OUU/YI8BvrP-LzI/AAAAAAAAdFs/yNK4aPM8qtcWjktXWyF-acQOVE5Exc1hQCLcBGAsYHQ/w261-h174/image.png" width="261" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Não era a sua hora de partir... <br />Nem a hora de a "22"&nbsp;nascer...<br />Melhor descobrir um jeito de ajudar<br />&nbsp;almas atormentadas...</td></tr></tbody></table><span style="background-color: white;">Por fim, mas nada menos importante (até porque simplesmente amo esse subgênero), chegamos à nossa terceira colocação pessoal de melhor filme, destacando-se que assisti, com meus filhos, a todos os 5 indicados à&nbsp;</span><span style="background-color: white;">Melhor Animação ainda no ano passado: se a bobagem multicolorida e cheia de irritantes canções com belo apuro técnico de <i><b>A Caminho da Lua</b></i>&nbsp;decepcionou,&nbsp;</span><span style="background-color: white;">o infantilmente divertido&nbsp;</span><i style="font-weight: bold;">Shaun, O Carneiro - O Filme: A Fazenda Contra-Ataca</i><span style="background-color: white;">, cheio de referências a clássicos como&nbsp;</span><i>E.T. - O Extraterrestre</i><span style="background-color: white;">&nbsp;e&nbsp;</span><i>Contatos Imediatos do Terceiro Grau</i>&nbsp;fez bonito, ambos concorrentes pela<span style="background-color: white;">&nbsp;</span><i style="font-weight: bold;">Netflix</i><span>;</span><i style="font-weight: bold;">&nbsp;</i><span style="background-color: white;">o belo e ambientalista </span><i style="font-weight: bold;">Wolfwalkers</i><span style="background-color: white;">&nbsp;estabeleceu um novo padrão de animação ao misturar belas técnicas com lendas medievais; a </span><i style="font-weight: bold;">Disney</i><span style="background-color: white;">&nbsp;acabou surpreendendo com seu </span><i><b>Dois Irmãos</b></i><span style="background-color: white;">, espécie de conto familiar mesclado com </span><i>RPG</i><span style="background-color: white;">&nbsp;repleto de elfos e seres mágicos num mundo cotidiano...&nbsp;</span><span style="background-color: white;">Mas a Casa do Mickey surpreenderia ainda mais ao lançar, diretamente em seu <i>streaming</i>, o melhor, e mais do que merecido </span><b><i>Oscar</i>&nbsp;de Melhor Animação</b>:<span style="background-color: white;">&nbsp;sem dúvida o mais adulto filme da </span><i>Pixar</i><span style="background-color: white;">, </span><i style="font-weight: bold;">Soul</i><span style="background-color: white;">&nbsp;combina, à perfeição, o </span><i>jazz</i><span style="background-color: white;">&nbsp;autêntico a uma bela jornada existencialista para crianças - simplesmente, imperdível ver o primeiro protagonista negro das grandes animações 3D hollywoodianas a explicar o que é viver (e morrer) ao lado da <b>Melhor Trilha Sonora</b>&nbsp;(segundo prêmio desta pequena obra-prima que tanto agradou meu filho)...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><i><br /></i></span></div><div style="text-align: justify;">E era isso o que eu tinha pra falar do <i>Oscar</i>: decididamente, Cinema sempre foi uma das marcas dos Morcegos e acabou sendo sua última temática... Mas, no tema original do cabeçalho do blogue, constava "MORCEGOS: Cinema, Música, Literatura e Artes em Geral", posteriormente encurtado numa das muitas atualizações aqui no <i style="font-weight: bold;">Blogspot</i>... Assim, para considerar como "encerrado", ainda se haveria de fazer um <b><i>post</i>&nbsp;final</b>&nbsp;sobre <b>Música</b>, sobre&nbsp;<b>Literatura </b>- tanto minha como dos grandes nomes aqui já homenageados... E, a se considerar a categoria reticente das "Artes em Geral", de se imaginarem ainda várias postagens derradeiras acerca de outras linhas aqui já demarcadas, como Quadrinhos, Artes Plásticas e até Política... Como acabar, então?</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><br /></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><br /></td></tr></tbody></table>Não sei... Tudo o que sei é que nada soube e ainda fui perdendo o conhecimento ao longo do caminho... E, mesmo sem saber direito o que dizer inicialmente, sempre sai muito sentimento falado pela ponta dos dedos! Mas, se é para terminar, ainda havia o que dizer quanto às minhas últimas letras no meu primeiro romance, com a publicação dos capítulos já escritos para se encerrar a Primeira Parte deste projeto tão ambicioso que, talvez, um dia, ainda tome forma como um livro a ser lançado - e cantado e chorado e assinado embaixo de uma vida de dedicação e perdição... O que dizer de um mês que encerra tanta coisa ruim como o abril de ontem, mas, ao mesmo tempo, reforça e revive tantos aniversários - à beira de novos aniversários a surgir neste mês que inicia hoje... E pensar que, no ano passado, sequer foi publicado o&nbsp;<i>post</i>&nbsp;especial de 16 anos de blogue naquele horrível abril...&nbsp;Difícil demais dizer adeus: ainda mais quando, parece que ainda havia tanto a se dizer... Sobre Cinema, os Morcegos, que já falaram de Fellini a Tarantino, bem mereciam um belo <i>Oscar</i>&nbsp;pelo "conjunto da obra" de todos esses 17 anos de múltiplas vertentes e emoções, dedicação à Arte. à Vida e ao Amor Incondicional, que acabou por ressignificar este espaço para todo o sempre... Mas desisto: este é mesmo o último <i>post, season finale</i>, <i>the end</i>: não há mais nada a ser dito aqui... Espero que a jornada tenha valido a pena... Boa noite: já podem apagar as luzes e fechar as cortinas...</div><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-fsW7_Pklxd0/YI8Kogj2EjI/AAAAAAAAdF8/-ZXEC6Fcsyojr0W-jFTUvJ0p1UCXcrtMwCLcBGAsYHQ/s633/Morcegos%2BOscar.png" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="383" data-original-width="633" height="237" src="https://1.bp.blogspot.com/-fsW7_Pklxd0/YI8Kogj2EjI/AAAAAAAAdF8/-ZXEC6Fcsyojr0W-jFTUvJ0p1UCXcrtMwCLcBGAsYHQ/w392-h237/Morcegos%2BOscar.png" width="392" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Morcegos: <i>Oscars</i>&nbsp;de Melhor Blogue, Melhor Jornada e Melhor Dedicação<br />a Tantas Artes Ressignificadas...</td></tr></tbody></table><br /><div style="text-align: center;"><br /></div><p></p>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-69230714370487503762020-12-31T17:28:00.000-03:002020-12-31T17:28:04.994-03:00Tempo de voltar...<p style="text-align: center;"></p><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">Ora, e o que sei eu do tempo para tergiversar a respeito...? Sei do tempo horrível que tive ao longo desse ano ruim, em que até os Morcegos pediram vênia sem maiores explicações e saíram de cena... Igualmente, não sei se é tempo de permanecer, mas quis mostrar os Morcegos uma última vez pra esse ano, talvez como alguma luz que se precise sentir antes de essa areia escoar por derradeiro... Só sei, no momento, que esta singela trilogia quis se oferecer ao tempo que permanece acima dos calendários, por sobre todas as dores e anseios sem precisão...</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="separator" style="clear: both; font-weight: bold; text-align: center;"><i><span style="font-family: courier; font-size: x-large;">Canções ao Tempo</span></i></div><div class="separator" style="clear: both; font-weight: bold; text-align: center;"><i><span style="font-family: courier; font-size: x-large;">(e à hora...)</span></i></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; font-family: inherit; font-weight: bold; text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-NYPfJZM-I0w/X-3hM5Y05HI/AAAAAAAAbsk/S3EuWaNdapYvyMtjoqFefMS19qQtiSBjgCLcBGAsYHQ/image.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img alt="" data-original-height="680" data-original-width="1024" height="266" src="https://lh3.googleusercontent.com/-NYPfJZM-I0w/X-3hM5Y05HI/AAAAAAAAbsk/S3EuWaNdapYvyMtjoqFefMS19qQtiSBjgCLcBGAsYHQ/w400-h266/image.png" width="400" /></a></div><br /><div style="text-align: left;"><b style="font-family: inherit; text-align: justify;">Poema que não para</b></div></div><p></p><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Atravessa</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Poema que não cessa</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Como essas lágrimas</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Dessa conversa</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Que não acaba</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">- Porque sempre viaja</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Pra trás dos olhos</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Molhados</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Que acessam</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Os sorrisos</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">De surpresa</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Daquele dia sem fim</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Na foto que regressa</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Daquele canto de pôr-de-sol</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Posto a salvo</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Da destruição</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Do tempo que não para</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Atravessa</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Essas lágrimas</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Que não cessam</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Esse poema sem fim</span></div><div class="adL" dir="auto"><br /></div><div class="adL" dir="auto"><span style="font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, novembro de 2020)</span></div><div class="adL" dir="auto"><span style="font-size: x-small;"><br /></span></div><p style="text-align: justify;"></p><div class="separator" style="clear: both; font-family: inherit; font-weight: bold; text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-h38ICc_oyPc/X-3dBLKr-uI/AAAAAAAAbsM/qaUZrsStNKMPv6iarmIJ5DB13FRcPldpwCLcBGAsYHQ/image.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img alt="" data-original-height="412" data-original-width="550" height="300" src="https://lh3.googleusercontent.com/-h38ICc_oyPc/X-3dBLKr-uI/AAAAAAAAbsM/qaUZrsStNKMPv6iarmIJ5DB13FRcPldpwCLcBGAsYHQ/w400-h300/image.png" width="400" /></a></div><b><span style="font-family: inherit;">Conversa</span></b><p></p><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Naquele tempo, o tempo fechava</span><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Em mim, em ciclos, no firmamento</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Contra a parede, em mil pequenos&nbsp; pedaços</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Nas horas em que não o suportava</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">O tempo que me sustentava</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Desabou naquele tempo escuro</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">No quase se jogar da sacada</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">No quando o tempo eu vomitava</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Para evitar morte certa ou coisa pior</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">De cama de tempo perdido</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Mas antes daquele tempo tinha outro</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Tempo que se brincava e se ria</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">No tempo de sol de quintal</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">E se fotografava</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">O tempo em que se ficava</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Parado, abraçado, em preto-e-branco</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">sentindo o tempo</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Caindo de leve sobre os ombros relaxados</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Tempo cúmplice do tempo</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Que conversava</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Com o céu aberto e pleno</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">- Aquele tempo jamais despencava!</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Agora esse tempo lá fora</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Algo fechado, abafado, nublado</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Conversa com meu tempo</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Perdido, parado, suspenso,</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Cá dentro desse quarto</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">(Esse mesmo tempo evasivo</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Que fugia até outro dia)</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Tempo de conversar com o tempo</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Atrás do bom tempo que se guardava</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;">Por trás do que o tempo ruim escondia</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, novembro de 2020)</span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><br /></span></div><div dir="auto"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://miro.medium.com/max/700/1*Xo8YHJlVl_U1eyVfwtXgRA.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="466" data-original-width="700" height="266" src="https://miro.medium.com/max/700/1*Xo8YHJlVl_U1eyVfwtXgRA.jpeg" width="400" /></a></div><br /><div style="text-align: left;"><b><span style="font-family: inherit;">Pressa</span></b></div></div><div dir="auto"><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">No meu pesadelo</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Os freios não funcionavam...</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Assim despencava</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">O carro</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">E na ribanceira</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Vinham velozmente</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Aquela mesa</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Onde te rias,</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Aquelas fotos</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Escondidas,</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Cada dor tua</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Fingida</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">E o outro a te esperar</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Na linha ao lado...</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Cada pó que cai</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Incessantemente</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">E se acumula</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Ao tempo inclemente,</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Segue misturado</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Sem mais chance</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">De se o repor...</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">E sobram só&nbsp;</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Essas camadas</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Onde o tempo já&nbsp;</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Não é quase nada</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Na carreira</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">De minha dor...</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, novembro de 2020)</span></div><div dir="auto" style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><br /></span></div><div dir="auto" style="background-color: white; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-tJTrTxZOw7w/X-3givEqQ5I/AAAAAAAAbsc/0Tuzu2W4v7olR79RSkr6oSotJ_y2uZfSwCLcBGAsYHQ/image.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img alt="" data-original-height="900" data-original-width="1600" height="225" src="https://lh3.googleusercontent.com/-tJTrTxZOw7w/X-3givEqQ5I/AAAAAAAAbsc/0Tuzu2W4v7olR79RSkr6oSotJ_y2uZfSwCLcBGAsYHQ/w400-h225/image.png" width="400" /></a></div></span></div></div></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-59293766166091640042020-04-22T23:14:00.000-03:002020-04-30T13:18:40.706-03:00MEU PRIMEIRO ROMANCE(Sexto Mês)<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b><i>Você ainda vai me amar amanhã...?</i></b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: medium;"><b><i><br /></i></b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><b>(<a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2019/11/meu-primeiro-romance.html">capítulos I e II</a>)</b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><b>(<a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/12/meu-primeiro-romance-segundo-mes.html">capítulos III, IV e V</a>)</b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><b>(<a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/01/meu-primeiro-romance-terceiro-mes.html">capítulos VI, VII e VIII</a>)</b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><b>(<span style="font-family: inherit;"><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/02/meu-primeiro-romance-quarto-mes.html">capítulo IX</a></span>)</b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><b>(<a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/03/eu-queria-viver-os-morcegos-sorrir.html">capítulo X</a>)</b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><b><br /></b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;"><img height="126" src="https://1.bp.blogspot.com/-IDVMqC8qwA0/Xn7mqN1zAzI/AAAAAAAAX18/6LhnsYvSRW4o4xbneLdEpE-UfP5AaZ2-gCLcBGAsYHQ/s200/000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000aaaaaaaaaFitacas.jpg" width="200" /></b><br /><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">CAPÍTULO XI</b><br /><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b>"<i>Dos meus braços tu não sairás</i>"</b></span><br /><br /><div style="text-align: justify;">Não consigo sequer me olhar no espelho depois daquele pesadelo da "ligação do Além"... Viajei no tempo para uma época que não tinha nada dessas rugas e marcas indeléveis por sob minha barba branca? Por que ela me ligaria? O que ela teria pra me dizer que não o fez quando teve oportunidade - eu lhe dei tantas (ou foi ela que me deu?)... E teria ela morrido realmente ou seria somente um delírio de alguém beirando a senilidade como eu? Não sei nem o que pensar - especialmente diante dos tantos porta-retratos em minha volta, cujas fotos nada me dizem dela... Vejo minha falecida esposa (que Deus a tenha...), meus três filhos em diferentes fases da vida, eu envelhecendo ao lado deles... No entanto, não a vejo em lugar algum, perdida que ficou eternamente jovem na minha mente confusa! Salta aos olhos, enfim, algo familiar: um grande painel formado pela minha antiga coleção de fitas <i>K-7</i> e <i>VHS</i>: um agradável e belo mosaico de antigas <i>Basf </i>e <i>TDK</i>, todas hoje imprestáveis mesmo para essas vitrolas modernas com seus antigos <i>tape decks</i>&nbsp;e atualíssimas entradas <i>HDMI&nbsp;</i>(embora eu sinceramente creia, atualmente, não existir mais fita alguma daquela época não dominada pelo mofo ou pelas traças!).&nbsp;</div><div style="text-align: justify;"><br />Só que esse painel foi ideia dela, ao ver minha desilusão quando encontrei, numa antiga caixa de papelão que trouxe da casa de mamãe depois de seu falecimento, todas as minhas antigas fitas de vídeo e áudio encaixotadas na minha adolescência para, "num futuro", eu limpá-las ou comprar alguma traquitana moderna que viesse a ser capaz de rodar de novo tais nostalgias do jeito em que se encontravam e retomar o carinho melancólico de idos tempos... Só que esse aparelho jamais foi criado ou relançado (<i>VCRs</i>&nbsp;se tornaram obsoletos diante dos discos digitais - hoje também obsoletos) e restava&nbsp; então a tristeza de ter que me livrar de toda aquela viva memória afetiva - situação que ela jamais permitiu que se desse: "<i>- Ah, isso não! Lindas demais essas histórias que você tem com esses filmes e canções gravados por você... E que já renderam tantos&nbsp;</i><i>roteiros,</i><i>&nbsp;crônicas&nbsp; e contos teus tão fascinantes que nunca me canso de ler... Vou arrumar um jeito de preservar isso como elas merecem pra você!</i>... E arrumou mesmo, nessa peça decorativa incrível que ela bolou e mandou fazer! Mas como isso veio parar aqui?</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Curiosamente, é mesmo numa vitrola dessas modernas em estilo retrô, que tocam de&nbsp;<i>LPs, CDs </i>e<i> k-7</i>&nbsp;a&nbsp;<i>pen-drives -&nbsp;</i>porém apenas emulam o formato antigo em charme <i>vintage&nbsp;</i>sem sequer chegar perto dos modelos originais em genuinidade e potência de som -, que agora começa a tocar Nelson Gonçalves. Percebo o som vindo do final do amplo espaço em que me encontro e me achego, apreciando a capa da fita <i>k-7&nbsp;</i>original, meu avô tinha um disco igual - com o qual gravei uma fita caseira e ouvia muito em casa... Eu já tenho a idade que o meu avô tinha na época em que ouvíamos isso juntos? Ah...&nbsp;<i>Dos meus braços tu não sairás</i>! Cheguei a cantar para ela, chorando, numa noite fria... "<span style="background-color: white; text-align: left;"><span style="font-family: inherit;">Meu amor,&nbsp;</span></span><span style="background-color: white; text-align: left;"><span style="font-family: inherit;">Pensa bem no que tu vais fazer,&nbsp;</span></span><span style="background-color: white; text-align: left;"><span style="font-family: inherit;">Um amor sincero igual ao meu&nbsp;</span></span><span style="background-color: white; text-align: left;"><span style="font-family: inherit;">Hoje não se encontra mais</span></span>"... "Não, não, não, não, amor Dos meus braços tu não sairás"... Talvez eu devesse ter tido mais dessa firmeza e autoconfiança naquele momento... Mas o que se há de fazer quando a Música da mulher que se ama muda de tom e de ritmo, passando ela a crer que a melodia antes composta em parceria simplesmente "não dá mais" para embalá-la e fazê-la sorrir...? É como essa velha canção tocando nessa vitrola nova querendo se passar por coisa antiga!<br /><br />E as canções que se sucedem vão me levando de volta para o passado, quase na mesma velocidade que a minha mão passa a me tocar como um dia ela tocou... E, de repente, minha mão coberta de veias grossas, pelos esbranquiçados e manchas dos mais variados matizes se torna novamente a minha jovem mão da sua época - e ela, como que a vir tomar posse do que é seu, agarra minha mão, impedindo-me de me tocar, passando a segurar toda a minha virilidade, tomando-a em sua boca e em seguida, de pequenina em estatura, crescendo para cima de todo o meu corpo como uma Tigresa de unhas vermelhas e íris cor de mel (não a de Caetano; mas&nbsp;a minha própria): e sou jovem outra vez, homem outra vez, e, suspendendo-a firme com meus braços e mãos fortes, tiro-a de cima de mim para alcançar nosso gritado gozo de almas virando-a de costas contra mim, eu o tigre nela montado, mordendo-a nos ombros e indo até o fundo de nós dois nesse amálgama que alcançava as estrelas... E mais uma vez não sei onde estou - coisa nada difícil de acontecer quando fazíamos amor, uma vez que simplesmente viajávamos sempre para muito longe de onde estávamos e só voltávamos quando nossas coxas descansavam... Tudo muito vivo e forte... Mas sigo velho - e sua juventude desaparece com sua boca mais linda... Ao menos já sei ser possível trazê-la para esta realidade absurda em que pareço estar preso por enquanto: basta amá-la, sabendo e vivendo do seu ser...<br /><br />Sempre relutei em ter uma dessas vitrolas, mas essa foi presente... Mas eu lembro ter falado tão mal com minha ranzinzice que ela desistira de ma comprar... E quem é essa moça tão bonita sorrindo ao meu lado que surge jogada agora na foto desse porta-retratos por cima das velhas caixa de fitas, que também brotam nesse imenso e branco espaço vazio? Como se parece com ela...</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-pq-lhWfDtZ0/Xn9z-FSLQqI/AAAAAAAAX2Q/hDC0bhNY0FEYUuP0TFsXtsS_mt3-m7PCQCLcBGAsYHQ/s1600/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><span style="color: black;"><img border="0" data-original-height="360" data-original-width="552" height="130" src="https://1.bp.blogspot.com/-pq-lhWfDtZ0/Xn9z-FSLQqI/AAAAAAAAX2Q/hDC0bhNY0FEYUuP0TFsXtsS_mt3-m7PCQCLcBGAsYHQ/s200/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.png" width="200" /></span></a></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">CAPÍTULO XII</b></div><div style="text-align: center;"><i><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">"Por toda a minha vida..."</span></b></i></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;"><i><br /></i></b></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Eu consigo carreá-la para qualquer ponto da minha existência, com a força e a pressa de um pensamento ou de uma canção... Porque já é parte de mim a essência de que éramos um do outro antes mesmo de acontecer... Vejo-a tranquilamente coexistindo em todos os meus mundos perdidos da memória: ela brinca comigo de ludo nas férias escolares de vez em quando enquanto minha mãe prepara o almoço e seus pais, ainda sem babá, não voltam do trabalho; ela conversa comigo por horas ao telefone sobre o quanto me adora enquanto briga com seus pais, que a forçam a desistir de Sociologia que prestaria comigo ao final do Ensino Médio para abraçar Medicina, porque o irmão já fazia esse curso e estava com o "futuro garantido"; a gente combina rachar o restinho das mesadas num lanche no <i>shopping </i>e fica certo que, no final de semana, depois de terminarmos de estudar para o vestibular simulado, ela vai me ajudar com o armazenamento das minhas fitas emboloradas nas caixas que ela mesma arrumou com aquele seu tio dono de armazém; a gente passeia a pé sem um tostão no bolso e para no meio da ponte, ao entardecer, e se beija ao pôr-do-sol, como o casal mais feliz do mundo com a vida inteira da fase adulta pela frente... E sempre fomos felizes... Em qualquer época...</span></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Viajar assim por entre as eras até me apascenta a espera, porém me agita na certeza dela e de querê-la como nunca antes quis! Porque então eu como com ela aquela pizza carregada no alho e nas alcaparras de que tanto gostávamos, cantamos no karaokê enquanto saboreamos o risoto de camarão daquele bistrô e passeamos com nossos copinhos de caldos de ovos da cantina a equilibrar, no outro braço, provas e artigos para revisar pelos longos gramados da Federal - que essas coisas todas vivemos realmente, nas delícias das mais simples às mais complexas de nossa vida real e cheia de sabores. Nossa vida é uma delícia... Mas toda essa poesia gastronômica é interrompida por uma cegamente clara e branca liturgia - e, imerso como num sonho cheio de sinestesias, eu ouço <i>Por toda a minha vida</i>, do velho Tom, entoado por um pequeno coro de 3 vozes femininas e passo a me ver numa igreja, onde, depois de muito procurar em volta, digo "sim", mesmo sabendo não se tratar dela por baixo do véu... E o que se lhe sucede é uma vida aparentemente boa e pragmática, bem orquestrada num mundo em cinza com alguns toques coloridos... E, mesmo sem ter a menor noção da sua marca no universo, sei que ainda vou encontrá-la em algum lugar do meu caminho...&nbsp;</span></div><div style="text-align: justify;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-QDZqJbUSAZk/XoH-Ed8j95I/AAAAAAAAX3c/ntFlX_H9i1kbzm7hN2QgSgM5OV-3R9K3ACLcBGAsYHQ/s1600/5e35a275f3ad7653aea5bbb13590a1f6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><span style="color: black;"><img border="0" data-original-height="470" data-original-width="500" height="187" src="https://1.bp.blogspot.com/-QDZqJbUSAZk/XoH-Ed8j95I/AAAAAAAAX3c/ntFlX_H9i1kbzm7hN2QgSgM5OV-3R9K3ACLcBGAsYHQ/s200/5e35a275f3ad7653aea5bbb13590a1f6.jpg" width="200" /></span></a></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">CAPÍTULO XIII</b></div></div></div><div style="text-align: justify;"><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;"><i>Recapitulando...</i></b><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;"><i><br /></i></b><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Havia sempre o "um, dois, três - testando" a inaugurar os "trabalhos" diante de um gravador quando eu era criança, ocasião em que eu podia ser locutor de rádio, apresentador esportivo... Depois, adolescente, algumas fitas bem podiam servir para rememorar estudos para as provas mais difíceis: nem sei por que me lembro disso agora... Talvez seja por causa do celular na mão trêmula e sangrando, a tentar gravar e deixar alguma coisa de relato do acidente que acabei de sofrer capotando com o <i>Corolla</i>&nbsp;prateado... Mas não consigo sequer erguer o braço e deixo o telefone quicar no asfalto seco... Preciso de qualquer registro, nem que seja somente pra mim: deixe-me recapitular... Tenho 36; ela, 34; lecionamos Sociologia na mesma universidade pública, mas nos conhecemos numa particular... Somos casados - não, moramos juntos, que eu sempre tive medo de casamento... Mas não, não moramos mais: nós nos separamos - agora há pouco... Na verdade, ela se separou de mim... É, foi isso: ela gritou que não dava mais e eu gritei que ela esconde algo de mim (talvez alguma coisa com aquele nosso ex-aluno - como é mesmo o nome dele, meu Deus?)... Sem pensar, peguei o carro e saí em alta velocidade... Sempre dirigi bem, nem sei o que foi... Ah, sim: foi naquela hora em que fui tentar arrancar o <i>pen-drive</i>&nbsp;quando, em meio a toda aquela correria desenfreada, notei que começou a tocar <i>You got it</i>, de Roy Orbison... Roy Orbison só me lembra a ela... Capotei... E tudo começa a ficar uma grande imensidão branca, sem som nem forma...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Preciso me lembrar mesmo de tudo isso nesse momento, que já enveredei demais por tantas e vindas no tempo em meio a tantos personagens e possibilidades, senão posso até me perder na continuação do escrever os próximos capítulos deste meu primeiro e já tão difícil romance...</span><br /><div style="text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-lKQeSfa_JGA/XqD4bkB_PAI/AAAAAAAAYGQ/JXDZ0YIOkX8xxVMp287_mjiBDtYDhbHhwCLcBGAsYHQ/s1600/sem%2Bt%25C3%25ADtulo%2B-%2B24%2Bde%2Bdezembro%2Bde%2B2019%2B-17....jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><span style="color: black;"><img border="0" data-original-height="1066" data-original-width="1600" height="133" src="https://1.bp.blogspot.com/-lKQeSfa_JGA/XqD4bkB_PAI/AAAAAAAAYGQ/JXDZ0YIOkX8xxVMp287_mjiBDtYDhbHhwCLcBGAsYHQ/s200/sem%2Bt%25C3%25ADtulo%2B-%2B24%2Bde%2Bdezembro%2Bde%2B2019%2B-17....jpg" width="200" /></span></a></div><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">CAPÍTULO XIV</b></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"></span></div><div style="text-align: center;"><div style="background-color: white; margin-bottom: 1.6em; padding: 0px; text-align: center;"><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">"<i>E eu trilhando os últimos espaços</i></span></b><br /><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><i>Pra ficar no conforto dos teus braços</i></span></b><br /><b style="background-color: transparent;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><i>Qualquer coisa no mundo eu enfrento</i>"<i>...</i></span></b><br /><br /><div style="text-align: justify;">Mesmo ainda sem saber de onde eu vinha ou em qual momento eu estava (ou de que época eu era), a escuridão em branco surdo que a tudo tomava começou a se dissipar e me mostrar um caminho - assim como um som, ao fundo, que se evidenciava como sendo<i> Claire de Lune</i>, de Debussy. E o caminho, revelando-se aos poucos como numa fotografia esmaecida, jeito onírico, como que passando de um fim de madrugada para uma manhã, era a curva que fazia aquele trecho do passeio público que mais gostávamos de percorrer juntos quando ela e eu nos púnhamos a caminhar, por baixo de uma alameda que a tudo sombreava com suas folhas coloridas, por entre pequenos montes de terra e vegetação crescida a esmo, e que passava bem em frente à antiga casa da minha finada "tia rica" (assim a chamávamos, sovina que só ela), de quando morava ali, em frente à lagoa quando nem havia ainda o Parque da Lagoa. Agora eu tinha um chão pra pisar para além daquela escuridão branca sem começo nem fim - e uma direção... E passava então por ali, naqueles mesmos montinhos de terra que à minha infância pareciam grandes morros, onde minha Tia Rica enterrava seus cachorros falecidos - ao menos foi assim que me contaram, um dia, meus "primos ricos", filhos dela, o que me deixou sem dormir naquela noite porque ou eu vira ou eu pensava que vira, condicionado pelas conversas de se enterrarem ali "cadáveres caninos", uma carcaça de mandíbula de um cachorro pequeno (poderia ser um dos pequineses que criavam) e, assim, passei a noite toda gritando por minha mãe imaginando um lobisomem vindo do escuro para me assombrar...<br /><br />Gostava de contar essa história a ela, sempre que passávamos por aqui... Agora me parece que estou sozinho, sem mais mundo sequer... O mais curioso era o quanto esse lugar me trazia tanto dela, numa sensação boa de vida a toda vez que por esse trecho passava com ela, ou quando por aqui acabei passando sozinho: era como se fôssemos nós dois, a vagar pelo tempo neste corredor de árvores tão velhas e de ela ir comigo para onde jamais esteve, nos meus tempos de criança... Ou será que ela esteve? De repente, vejo crianças brincando na ladeira do morrinho e, ei: são meus primos mais velhos (os "primos ricos" eram 4: os dois mais jovens regulavam minha idade), eu com uns 8 anos e... ela?! Como ela podia estar aqui?!<br /><br />- Venha, meu cavaleiro! Venha me salvar desse monstro! - no que aparecia o pequinês mais rabugento da Tia, nunca suportei aquele cão, desde que me arranhara a perna certa feita!<br />- Estou aqui por você, princesa Leia! - sim, vivíamos o fervilhar do lançamento de&nbsp;<i>Guerra nas Estrelas</i>... No que eu, apesar do medo inquieto do cachorro, batia o pé no chão, expulsando o chato de perto do "castelo", que saiu rosnando e derrubando algumas caixas de papelão perfiladas que a separavam de mim, como muralhas onde estaria presa, e eu, mesmo criança, sabia que sempre poderia ajudá-la.<br /><br />Ao fundo da cena, meio sem graça com o abraço efusivo que nos demos ao final do "salvamento" de brincadeira (como era bom o cheiro dela) na nossa pequena ilha desenhada de giz no chão, meus primos, ricos e chatos toda vida, passam a provocar cantarolando alguns versos de Raul: <i>- Viva, viva, viva a sociedade alternativa</i><i>...</i>, a caçoar daquelas pequenas loucuras infantis. E assim, ao som das gargalhadas daqueles dois moleques inconsequentes e da pura visão do que já nem sei se vivi ao lado dela ou não, eu vou me sentindo impelido a seguir pelo caminho, dando as costas para aquele quadro que, muito ao contrário do que desejavam me humilhar as picardias de meus parentes adolescentes, acabou por me fazer viver, viver, viver - como há muito não fazia...<br /><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;"><img alt="Ficheiro:Queen - Love of my Life - 1979.jpg – Wikipédia, a ..." height="198" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/0/03/Queen_-_Love_of_my_Life_-_1979.jpg" width="200" /></b></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">CAPÍTULO XV</b></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;"><i>Love of my life</i></b></div><br /><div style="text-align: center;"><span style="text-align: start;"><span style="font-family: inherit;"><i>Aí ela disse: - Deixa assim, amanhã a gente resolve'. E eu logo respondi: - Até amanhã...</i></span></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i><br /></i></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i>Sentei no sofá, só me restando o copo de vinho e a solidão, aquela que mais doía: a solidão a dois.&nbsp;</i></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i>Olhei o celular e ela continuava online. Fiquei olhando e não apareceu a palavra 'digitando'. E eu não ia dar o braço a torcer; afinal, a culpa nunca é minha!&nbsp;</i></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i><br /></i></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i>Vinte minutos depois, ela não estava mais lá.&nbsp;</i></span><i style="font-family: inherit;">Uma voz lá no fundo me trouxe uma sensação estranha, era como se ela dissesse: - E aí, está satisfeito? Curtindo saber que ela está mal? E eu respondia: tentei conversar, ela não quis. No que a voz retrucava: tentou o bastante? Fez o suficiente? Quantas vezes você estava assim e ela tentou conversar? E os esforços para sempre acertar? E as coisas que ela fez por você?&nbsp;</i><i style="font-family: inherit;">Será que ela não merece nada mais que o seu estouro?&nbsp;</i></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i><br /></i></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i>Percebi então que tudo aquilo era só eu conversando mais comigo mesmo do que com a pessoa que eu tanto gostava - e que, provavelmente, nem estava conseguindo dormir justamente porque não tentei de verdade resolver a situação!</i></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i><br /></i></span></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i>Peguei o celular e liguei: - Me perdoa, amor, você não merece dormir mal por essa situação... Se quiser resolver amanhã, a gente resolve, mas hoje, é tudo o que eu tenho! Quero muito que saiba o quanto gosto de você e a admiro... E a</i></span><i style="font-family: inherit;">cabo descontando em você por ser a única em que eu confio.</i></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><i style="font-family: inherit;"><br /></i></div><div dir="auto" style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i>A voz dela mudou e eu senti que aquela situação teria sido desfeita se eu fosse outra pessoa - ela era tão simples..</i></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div>Terminei de ler aquela folha impressa por ela às pressas, antes de sair do trabalho hoje - vi pela impressão que saiu mais tarde do que seu horário para poder produzir aquela narrativa que não só parecia debochar com raiva dos meus personagens e estilo, como também esfregava na minha cara o quanto meu protagonista e tudo em sua volta deveriam mudar na narrativa a fim de serem mais verdadeiros, de acordo com ela... Simplesmente lhe enviara mais alguns capítulos, mesmo em meio a essa nossa crise, para que desse uma olhada como sempre fazia - só que jamais imaginei que, ao contrário de como costumava fazer, chegar me dando boas críticas construtivas ou mesmo dizendo que se emocionara com tais e tais partes, hoje ela simplesmente chegou com essa folha meio amassada e até um pouco molhada talvez respingada por lágrimas, dizendo pra mim assim na lata: - <i>Já me calei demais aqui, quero ter vez e voz agora! Eis aqui um capítulo que o grande escritor deveria colocar nesse romance!.&nbsp;</i>E terminei chorando, sem conseguir dizer qualquer coisa... E, ao cabo de alguns instantes de silêncio entre nós dois, improvisei:<br /><br />- Não me faz chorar mais...<br /><br />No que ela irrompeu, logo se defendendo que eu jamais a enxergara nem o quanto ela chorara, somente a pintando como uma bruxa tanto no meu início de romance como na nossa vida como um todo, quando logo continuei, mostrando-lhe que aquele não era o início de uma conversa em que mais uma vez não conseguiríamos nos entender, mas, sim, o título de um pretenso poema...<br /><br />Repeti o título: -&nbsp;<i>Não me faz chorar mais... </i>E prossegui:<br /><br />Este poema que te choro agora,<br />Aqui mesmo na nossa sala<br />Onde tanto cansamos de gastar as solas<br />Dos nosso leves pés de danças e de sonhos<br />Como se aqui fosse um imenso salão<br />Que criamos maior e diferente<br />Para cada canção tocada e vivida,<br />É uma coisa bem simples,<br />Arremedo de poema até...<br />Mas essa coisa tola que te canto agora<br />É para guardar, lembrar e ser vivida<br />Como uma das nossas músicas<br />Mais sentidas, amadas e curtidas<br />Como só tu tens aquele jeito lindo<br />De viver cada canção...<br />É para lembrar que o amor<br />Ainda é o maior motor de todas<br />As melhores canções já feitas<br />E por nós tão vivenciadas<br />Em cada passo da caminhada<br />De nós dois.<br />E o amor que te grito agora<br />Nesse poema que te pede paz<br />Nos canta a nos eternizar<br />E nos fazer crescer e viver<br />Ainda e sempre mais...<br />Então por favor, eu te rogo,<br />Agora e em cada canção que nos seguir:<br />- Não precisa de nada disso...<br />Não me faz chorar mais...<br /><br />Mal eu disse o último verso e ela, aos prantos e como que sabendo exatamente onde o poema acabaria, subiu em mim com a chama antes aparentemente apagada com o fechamento e a falta de diálogo, agora novamente acesa com todo o ardor da canção que começou a tocar na vitrola: nem nos déramos conta de que o jantar que eu fizera esfriava na mesa nem que meu clássico <i>compact disc</i>&nbsp;do <i>Queen</i>&nbsp;já tocara o lado B quando, enfim, foi mudado automaticamente de lado e passamos a ouvir&nbsp;<i>Love of my life </i>- e, tal como se traduzíssemos não-intencionalmente cada verso, nós começamos a tirar as roupas nos pedindo e prometendo quase que cada passagem do que entregava tão apaixonadamente Freddie Mercury ao piano enquanto fazíamos amor ao longo de toda a madrugada, mesmo muito tempo depois de o <i>LP </i>ter acabado e a agulha, antes tão ativa, ter finalmente parado e repousado... <i>Bring it back, bring it back, don't take that away from me because you don't know what it means to me...</i><br /><i><br /></i><br /><div style="text-align: center;"><i><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b>CONTINUA...</b></span></i></div></div></div></div></div></div></div></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-33506318072950376772020-04-18T23:15:00.000-03:002020-04-19T21:32:53.297-03:00Rubem Fonseca desde os 14...<div style="background-color: white; text-align: center;"><img alt="Rubem Fonseca: veja repercussão da morte do escritor | Pop &amp; Arte | G1" height="262" src="data:image/jpeg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wCEAAkGBxISEhUTEhIVFhUXGBcVFRUXFRUVFxUXFRoYGBcWFxUYHSggGBolGxcVITEhJSkrLi4uFx8zODMtNygtLisBCgoKDg0OGhAQGi0lICU1LS0tLS0tLS0vLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLS0tLf/AABEIALYBFQMBIgACEQEDEQH/xAAcAAABBQEBAQAAAAAAAAAAAAAAAQIDBAYFBwj/xABAEAABAwIEAwUGBAQEBgMAAAABAAIRAyEEEjFBBVFhBiJxgZEHEzKhsfBCUsHhI2LR8RSCkqIzcnN0k7IVJUP/xAAZAQEAAwEBAAAAAAAAAAAAAAAAAQIDBAX/xAAmEQEBAAICAgEEAQUAAAAAAAAAAQIRAyESMTIEEyJBUWFxgZHw/9oADAMBAAIRAxEAPwDw1CEILTBYJUjNAnKVSJoKWUigPCnaoGKYFA+UZkiY1BIEsqIuT2lA8FKCmwiUF2gV1ME6D8lxaD4K6eGfdVrTFp8IQW6w6Z9dF1+HNLnFpMi0zoJsf1XBwg+Y+g+/RdXh7e9I2tFt/wBly8nTs4+3RrAtqQdJBsfvkbK067mhokGw5XtpzmEgYHFzgLhxO/5RPincLohgJqHQ22t+iyaOrwmnzPeFhpe+oP69V3nUfhNrXH35Lk4Aw+diPG8xPNdvIZBgX3CRGRWEAxpKmpsIMl1tII08990x7AbkfYlWGAHbnPip0rtMx2m9k19MPDmuAIILS03BBsQRyIJEJzGAaaclN9ytJGdfL/tC7LHh2LdSAPunj3lB38h/CT+Zpt4Qd1mCvo32ycCGJ4c6oB/Ew/8AGad8gtVbPLLLvFgXzkV1YXccuc1SISlEKyhCkKUpEChPdoUxPOhUwU0IQoWCEIQWmaBOISM0CVSqRIlKaFAkYntTGJ4QOKaChIUClKHJkpZQSSkaU0FKCgmpm66uBN5Alcqibrq4Ew63393UVfFoaD4LTNt41+4Xb4cwy1zdru087eErNNMkXuQtT2dOVpJMlzXADw3+a5uR18XpocMGnMQ0z8I8IE38QoIl7JDrOA8AQTz109FWwmJ+KfhaNRrpqfv6qxhsz3BxH5Z11MmPrfqsb6ayNPh2MDRAgR00km3qLrovcIbEiL/I/wBAufhGSTplAAjw7x+f0C6OHbIveD9L/oVaM7Uz768jFv6qWlRkBMfUIyxeSR6qxT/ofp+6vJ2ruyHsaZ8NFLCSmfNSALSRlarYnDNex1NwlrgWkc2vEEehXyDj8IaNWpSdc03vpna7HFpt5L7EeYXy37TcMKfFcY0b1A//AMjGvPzcVfD3pTP0y6EpQtGRrkkIKEAnu08kxPOnkgqIQhFghCEFlhsE8JrNAnBSqRIAlSKA5ieE1iVA5IhIgEIRKBZUgCjCkYiUlJht4rp4IEn99VFhmZhpfwTw4sMiQRdRUxosI9heMw0HnOo8NR81oOHMYGh8WnLBnU7Sdr/Tmsnh3B1x8UE7eUrs4TEOAjZsEE+I9LfUrDOOnjrQ8FwGd5Lg7LMA94Zo1J+fqrrmhrjAkCHc7ZjA8TA8PNWuz72ubGUac+htpzkq9xDCksn3YzA3HPLmP5brndM9rmEeG0i50WiCOZifquhgnjMIJvB+X9/RcjDvim0OiC4NMjkCefgr2EcAWxp8I8gTr6qZVbj7dKu8NLRzJ39fvop6NXp9wCudxWse7AFrje+v0U/DqjnzOUbctY6q3l3pTx/HbqZrBTBV29QphZa41jYVwXzX7aaBbxasT+NlJw/0Bv1aV9Jkr539uo/+zH/b0v8A2qK+PyZ5ennaCgoJWrIxCEIAJ02KaEp3QVkIQiwQhCC0zQJU2nolKKgIKAhAoKcmBOIQOQkCWUCFCJQEDxZS0lFKtYNgJAn9o3RK5hiWwQuhUo526CYlRUqJkgxYEkmQIbBcekSBeLkCxU/DXF7wWscWjaInqT+6rVpYj4fhXMcc20a78l2zWbEE3MDqZ2/VV+KOeX+9IDW2aAHMENaImdJN7nc77Vq1SmILSc4JkOgy6J1GltLmbiZiYuO1sc9Nx2Wxoa65jKIkxHU+q1vB8b7xgc4WvcbZr5fEzF+YXlvDK493l/E8xPLmfSfVavgPFDSqtpOH8OR1k3jN9/RcuWOnZMpk1XaDCnK2DlLP4jo0Obuif92nJRNrnIxx0Gp5OBbHyJ+aixHFBUr1GAy0NYCdYIEkdTc+nNTYajmZVpzeM19nD4THKQFSzvppLqTf/bdHiTmmi54MWgHkSLfN3yXRwNo6ifMf3XCo4tr6TeTgMw5QQR8wAVe4ZxBozUz+B5b/AJdj/pLSrT3tnl1NO4517DWfv75p4es5W7SUmtHevMWINpM9dL6K5g+MNqSLgx8Mgk9bX1WsYXXp13eC8F9v+DLcdRq7VKAb/mpvdPye1e7UcQD5fY/Ree+3nhIrYBtcDvYeoHH/AKdWGOH+o0z5K+Gts8vT58QUFI4rZiahCEAnEWTUuyCshCEWCEIQWaYsE6ExhsE8IgjQlyHklNSLBK2sd0DAnlPkFMcgJQ1IUoRAKJSOSEoHsM2+a6eAi4nLuTEkAQRfbcxpbouXRtfl+ngrPvyZMWILRF4nmPCdY1lBoi4FlKm0ZWuBc/nla51yeeUEzz6CF0eHUHAwGg5mwJIaymzUlz3al0CLGwM6rM4LiTab2kC1MOAdIvmaZAEXOZxIvvyVihxLEYmpkoMGcgwxgcXEC8NI71gJtcx0CIX+PVsPQ7lKPe2nKakt5yc0Dwueets9UxUkEknqpOK8LfRcG1aTqLyMzZMteNJa7xVDNsUTHfwnFxLZsG+v7fsF3sJ2hYbzH1O4vsvPcykp1CFW4yrzOx672Qxud4E3JnxJN/qVvsNhche8tkOGUgE3bGsb7ryTsHDnAzpB0uvd8E3+GC47ToR9VyZT8tO3z3jKynDsO5rTlOZsGTIDgXR3usjU8772onEsZUD3npUGxy2DhB5QI8Ji6j4v2jpS5lIwGnvABtydu8RO9haTdYvj3HzGVjoI1dIhv6ZimONvS2WX7rucT45QY0Bl3AGSRYjUGCNel9T1UPBOOxGd7i0ET8JaOjgZiY6eK8+bXoE/xHzzMEx5+a13ZvgdKr3sPWaXRBAcA6LEyw/E2eh2W+vFzfJ67gcWHNBAAkQ1sHlMTEjQ+HooO2tP3vDcTTnWm5okTDrERefK/RZPs/jamHqNovsGvyNu4hwjN1y6ti82PJdT2kccGG4e46ve5tJhkC5BdmidgNOanrfSt3rt86x59dvmkKdEAJpK1YEQkSoBEoSFBAhCEWCEIQWGGwTmprNEoRBEJE4BEFplOlRhK1A8pU3dOQKVGVJKY5A5xtHqooQU5rZQS+6OsGOa63ZdlRldtSk5zXNJIeLZZBEz5qlg8W9lgbK4ziLoj9Am03HcdHtnjTVIBdmjKOZhogfU/YWTdO6v4jEZlSqFEa10ZCkppgClaEGs7E4nJVB5RZfQPDsUytQLWn4mFvqF8z8ErllQEL1nslxJ7C0E93WZ9evJcnNPG7dvD+eOv4Z3tTwSrhCXEF4JJAH4eYcdYAi4G/iVj8XS94QSRlIgRYA/1XvfaHCh7W1mkQS0OtIANs3OIMeMLHYnB5W5vctqt7xc2ASIOWQdtjHiowzs/TfPj+5j7YrsDw6q3FA0rmHNJIBgOsXEbCF6P2l7FsdTdicO33Vem2RkgGqRtAgZtgVR4D2gw1GzcO5h2AAi9tY8brW0eNisYax1j+OGtaI1jc3V8vqMbNMuP6Pkxy8rOmS7SYN/uqNZzCHMcwVWtsYeSxwt/N7vnpuuV7ZceW0sHRa83FSoYsXA5AC4de9pqV6VxXAteAwzleAHFpMj8pB27wavDfazxMV+JVA27aLW0Ab6skv1/nc4eSz+nl8/7H1GU8JGNcUhSuSFdrgCEIQCQoQ5BAhCEWCEIQWGiwSpGaJ0Ig1PcmAXSkog1xT2NTFMzRAxyJSShA5LlTQU5pQKKaaBCs4Z1+atii102/T9NESqUj89U50QpamDI0VWoESZUeoYlOITw1EBgTgEBAKISU3kGRZbvsZxogta8ZrjxuYWCAXS4TWLHArPkx8o24cvHJ9EcHrsrU6lF5mBlcSY1Egt+V+iyTaz6LnU6gnK4h3MZjIIvEERG1uqXsfxYVHQ95BhoDY1A+wtT2j4G14D2HvEBpPMaAnS4mVw3y/09PDKY3V9VzOFMpOqZwNjaAYvI2nYrr4bDibCL/1/ceELj4TDFlRs/it1BPd+pHoVoMFUaAHa99zOcRYD/aL9eqje/ac7r4uhQo776eWy+YO3JB4jjcogf4mt6h5B+cr6noN6L5Y7X4SoMXiqppvFN2JrxULHBhmq78UQuvgmtvN5rtwykQULoc4QhIgEFKkdoiUCEIRIQhCCw3ROBTG6BORASEIJQHIgikYU0NQAgClYE0FOlBaoOaDoD4rrVGUnM+EAi828x0WeDlap4jukc0SdXwpYMwu36J+GxJtdXMKZZBvI9VyarcjrIOs6rzVSs1Mp1zopi4KEqppphCsVCq7nKUUAICaDKe1qCxhwCbrS8OwIIa5o3gjWeZgLKtfC73A8dBAlUz3rprxa329D4Lwo06lN43OhA7pERfz+4Xp1FmYPa7YkQLWImPQrE9j8QK4APXK6N23FvWfFb7CAMbJMkjwnyjVc/Hjve3dy5akjOYvC6mZLbzzcIBd0MAEiIIlXsBRYYIMEOedZEkzp5/Rcntpx6lQYQYz5TA3NiL+RPyXmeG4ria/xPcKWuWSM8ANvuRAHiuezXbXHG5zXp7RU4nLSyjBfducf8NhEiZ0JHIecKxhKOWmGRIAgg3noRvKz/Z5jgGscO6WZmOA5RLTyIstRhRaJV8Lcu3Nyax6j509qnYv/AOPrtfS/4Fcucwb03CC6nyyg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width="400" /></div><div style="background-color: white; text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Além do meu divisor de águas na Poesia com <i style="font-weight: bold;">Morcegos</i>, tive outro divisor naquele mesmo ano de 1991, só que&nbsp;</span>na Prosa<span style="font-family: inherit;">: graças a um antigo livro de Redação da 8.ª série, passei a usar muito dos meandros narrativos que me acompanhariam o resto da vida de escritor depois de ter lido (e feito os devidos exercícios de interpretação de texto passados pelo professor Sidney depois da leitura) </span><i style="font-family: inherit; font-weight: bold;">Passeio Noturno</i><span style="font-family: inherit;">, de Rubem Fonseca. Aquela Literatura me impactou não só pelo final inesperado como pela linguagem irônica por trás de sutis análises dos personagens num texto curto e conciso - que depois ficaria sabendo tratar-se de um&nbsp;</span><b style="font-family: inherit;">conto&nbsp;</b><span style="font-family: inherit;">(ou seria <b>c</b></span><b style="font-family: inherit;">rônica</b><span style="font-family: inherit;">?)</span><span style="font-family: inherit;">&nbsp;-, porém perfeito na incrível narrativa de crescente suspense hitchcockiano (aquele de construção em cima de precisos detalhes: adorava, por exemplo, ler e reler a retirada dos carros de toda a família da garagem pelo ansioso protagonista/antagonista) sobre um entediado "cidadão de bem", que, depois de um estafante dia no escritório e do vazio diante de uma família alienada e desunida, tudo o que mais queria para espantar qualquer mal da alma era uma boa voltinha com seu carrão turbinado pela cidade vazia à noite e mostrar a sua verdadeira face...</span></div><div style="background-color: white; text-align: justify;"><br /></div><div style="background-color: white; text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">E, com o tempo, veria muitas outras facetas naquele que se tornaria um dos meus autores favoritos... Do lado mais efervescente e policialesco dos submundos, dos personagens duros e amorais e das narrativas mais em tom épico de muitos dos seus romances eu li somente o brilhante <i style="font-weight: bold;">Agosto </i>(mescla de ficção e fatos históricos sobre tramas policiais e políticas&nbsp;</span>em torno dos bastidores da morte de Getúlio Vargas, na mesma época em que foi lançada a minissérie homônima na <i>Globo</i>), o bom&nbsp;<i style="font-weight: bold;">A Grande Arte</i>&nbsp;(que apresenta um dos seus mais famosos personagens, <b>Mandrake</b>, espécie de advogado e detetive, também em razão de sua adaptação, desta vez para o Cinema, com o sucesso do filme homônimo de Walter Sales em vídeo) e o excepcional <i style="font-weight: bold;">O Selvagem da Ópera</i>&nbsp;(espécie de "cinebiografia literária" sobre a vida do compositor Carlos Gomes). Mas foi mesmo na prosa do Mestre Fonseca que me debrucei e afinei muito das minhas letras, devendo a ele - bem como a gentes do calibre de Machado de Assis, Lygia Fagundes Telles, Luiz Fernando Veríssimo e <b>Rubem Braga</b>- muito da minha narrativa contista e cronista que jamais me abandona até hoje (a propósito: não deixe, caríssimo e fiel blogueiro de plantão, de ler minha postagem especial de aniversário de 9 anos sobre esses dois meus diletos influenciadores: <i><b><a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2013/04/os-rubens-e-osmorcegos.html">Os Rubens e Os Morcegos</a></b></i>)</div><div style="background-color: white; text-align: justify;"><br /></div><div style="background-color: white; text-align: justify;">Porém, infelizmente, foi o "Zé Rubem" que nos abandonou essa semana... Viveu bem, 93 anos e muita força visceral na vida e nos seus papéis... Mas dá aquela sensação de perda no mundo cá das letras, que vai calando e cada vez mais caçando com uma lanterna um novo prodígio dessa envergadura literária e de emoções - especialmente um com todos aqueles arroubos entre a violência presente em cada esquina urbana, nas lutas entre ricos e pobres, e as paixões mais latentes e carnais... Rubem Fonseca resta presente em muito da minha obra - especialmente na minha <b>crônica </b>(ou seria <b>conto</b>?) mais voltada para sua influência/homenagem, escrita dois anos depois daquela descoberta rubenfonsequiana de escola:&nbsp;<a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2009/07/amanha-e-outro-dia.html"><i style="font-weight: bold;">Amanhã é outro dia</i>,</a> com a amoralidade fria de um rico protagonista sem nome diante da vida e da morte numa quente noite dentro de um apartamento sofisticado olhando o mundo de dentro de sua seca redoma - tal como muitas características do sádico sujeito ao volante do extraordinário texto que tanto me marcou, encabeça este <i>post</i>&nbsp;e aprece em sua integridade logo abaixo.&nbsp;</div><div style="background-color: white; text-align: justify;"><br /></div><div style="background-color: white; text-align: justify;">Curiosamente, tempos depois, pude ler <i style="font-weight: bold;">Feliz Ano Novo</i>, um dos seus mais célebres livros de contos - e em que originariamente fora publicado <i>Passeio Noturno</i>, em 1975 -, e descobri que aquele conto (crônica?!) era, na verdade, uma "Parte I", informação suprida no tal livro de Redação de minhas reminiscências... E, apesar da alegria ao descobrir que a <i>Parte II</i>&nbsp;constava do mesmo livro, qual não foi a minha decepção com a "continuação" daquela trama que tanto me marcara no início da adolescência...&nbsp;Tanto quanto me decepcionou nem tanto a <b>segunda parte</b> (de que gosto muito, a propósito), mas a <b><a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2019/05/ontem-hoje-e-amanha.html">terceira e última parte</a></b>&nbsp;que eu mesmo escrevi para meu mais querido conto-crônica (na dúvida, vão os dois gêneros irmãos!): na verdade, não fiquei muito satisfeito com <b><a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2019/05/como-que-ainda-maravilhado-por-recentes.html">nenhuma das duas versões feitas</a></b> para o encerramento de <i>Amanhã é outro dia</i> - e me pergunto, até hoje, se deveria ter havido um "desfecho" de encontro desses dois personagens infelizes que eu criara nas duas partes anteriores (assim como, de certa forma, de vez em quando elucubro se o velho e já saudoso Rubem se questionava sobre a desnecessidade da sua boa, porém fraca se comparada com a original "Parte II" de <i>Passeio Noturno</i>)... Por isso, na dúvida, fiquemos com o <i>Passeio </i>original... Boa viagem, Rubem...</div><div style="background-color: white; text-align: justify;"><br /></div><div style="background-color: white; text-align: center;"><img alt="Clube da Leitura » Post Topic » “Passeio noturno”, por Rubem Fonseca" src="https://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura/wp-content/stock-footage-car-driving-on-night-city-street-with-railroad-view-on-wheel-and-mirror.jpg" /></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;"><b><i>Passeio Noturno (Parte I)&nbsp;</i></b></span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;"><br /></span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;">Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, um copo de uísque na mesa-de-cabeceira, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um ar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando empostação de voz, a música quadrafônica do quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala? Perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uisquinho, você precisa aprender a relaxar.</span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><br /></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;">Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou a minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar?</span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;"><br /></span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;">A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescidos, eu e a minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer. Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tínhamos conta bancária conjunta.</span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;"><br /></span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;">Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu.</span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;"><br /></span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;">Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem, impedindo que eu tirasse o meu carro. Tirei o carro dos dois, botei na rua, tirei o meu e botei na rua, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixaram levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capô aerodinâmico, Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na Avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher?, realmente não fazia grande diferênça, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era maior. Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mail fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou quitanda, estava de saia e blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som das borrachas dos pneus batendo no meio-fio. Pequei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em onze segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de vermelho, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.</span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;"><br /></span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;">Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.</span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;"><br /></span></div><div style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: medium;">A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia.</span></div><span style="background-color: white; color: #666666; font-family: &quot;georgia&quot; , &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 13px;"><br /><br />Rubem Fonseca<br /><i>Feliz Ano Novo</i>, 1975</span>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-26647766578331731332020-04-13T20:55:00.005-03:002021-09-05T11:16:00.428-03:00Acabou Chorare<br /><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/WuFkq0oBhT4" width="560"></iframe><br /><span style="font-size: x-small;">Para <b>Moraes Moreira</b>, que se foi alegre e cantou brasilidades boas de ouvir - aqui, à João Gilberto, ele canta e toca a gostosa bossa do amor simples, bonito e quase pueril, música que ele mesmo compôs sobre o que havia escrito seu parceiro Luiz Galvão (todos muito novos e baianos)...</span><br /><span style="font-size: x-small;">Para acompanhar esses poemas, para ouvir lendo esses versos - sem chorar...</span><br /><br /></div><div class="MsoNormal"><div style="text-align: center;"><b><span style="font-family: inherit; font-size: large;"><u>Trilogia do Amor Genuíno&nbsp;</u></span></b></div><div style="text-align: center;"><b><span style="font-family: inherit;"><br /></span></b></div><b><span style="font-family: inherit;">Acabou o Chorar</span></b></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Como é que a gente diz<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Sem carregar na tinta<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Quando a gente ama<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Que a gente pinta<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Cada lágrima feliz<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Sem o exagero da saudade,<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Sem o drama da agonia?<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Como é que a gente ama<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Sem passar o dia<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Sem pensar poesia<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Ou sem dizer te amo<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Sem que o desengano<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Quase nos pegue</span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Por um triz?<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Como é que se traduz tanto sentimento <o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Se metáfora é nosso momento<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">E tanto se me diz...<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Só me resta ser o mais sincero:</span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Sim, pra sempre te quero<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Coração a se rasgar<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">- Acabou o chorar!</span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Pois que minha rima mais pobre<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">E adolescente <o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Acaba o verso mais vivo e quente<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Que posso te dar...<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">E querer viver de qualquer outro jeito<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Nem é assim direito<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">- É pior que morrer!<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Só me resta amar...<o:p></o:p></span></div><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><div class="MsoNormal"><b><span style="font-family: inherit;">Me Cria</span></b></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Ela me mostra as fotos mais lindas<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Com ela e seus ângulos, flores e poses<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Mais bonitos e pueris<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Ela me traça perfis<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">E dita trechos escritos de pura poesia</span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Coisa da gente mais rica e madura<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Ela me atura...</span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">E me brinca<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Em cheio me acerta<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">A todo instante<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Que me descreve,<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Me desenha e</span><span style="font-family: inherit;">&nbsp;me conserta</span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">E ela ainda tem a coragem de dizer<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Que não se sabe<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Minha poetisa o</span><span style="font-family: inherit;">u arquiteta</span></div><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;"><br /></span><b><span style="font-family: inherit;">Genuíno</span></b><br /><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Sabe aquele último beijo,<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">O sabor que fica pela boca,<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">O abraço que ainda falta...<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Acho que vou sentir eternamente essa necessidade derradeira em relação a ti.<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><br /></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Instantes que se bastam <o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Em dias que não se completam<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Nesse mundo derradeiro<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">(Que não se define, só se sente)<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">- O muito é o que a gente vai criando <o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">No pouco a pouco<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal"><span style="font-family: inherit;">Em torno da gente...<o:p></o:p></span></div><br /><span style="font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, 2018)</span><br /><span style="font-size: x-small;"><br /></span><br /><div style="text-align: center;"><img alt="Abraça-me com as Palavras: O ÚLTIMO ABRAÇO…" height="395" src="https://3.bp.blogspot.com/-Yo3w3Uh3M9s/XFmWcSqqqiI/AAAAAAAAE9g/AN7aUhVUNg8lTkm9ZWUIk9cUBPxR1TizQCLcBGAs/s400/6e206381dba0479fad9b5ac1c7d0aded.jpg" width="400" /></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-77920266026845102832020-04-05T15:51:00.000-03:002020-04-05T17:40:12.432-03:00MINHA DISCOTECA - Parte V<div style="text-align: justify;">Depois de encerrar a seção de <b>Trilhas Sonoras Cinematográficas</b> da minha dileta <b>Coleção Particular de CDs</b>&nbsp;<b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/12/finalizando-uma-e-comecando-outra.html">no último post lançado em dezembro</a></b> (em que os Morcegos aproveitaram para começar a mostrar também parte da nossa <b>Coleção de Pôsteres</b>&nbsp;- cuja <b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/02/mais-posteres.html">última postagem se deu em fevereiro</a></b>), passamos agora a falar de <b>Música Clássica </b>(ou <b>de Câmara, de Conserto </b>ou<b> Erudita</b>, como preferem alguns, de complexa definição, porquanto bastante abrangente), desde os gênios maiores do Classicismo propriamente dito (séculos XVIII e XIX), como Beethoven, Mozart e Bach, até os exponenciais mais voltados para o <i>Jazz </i>Clássico ou Instrumental, como Gershwin e Berlin. Nesta primeira parte, 6 exemplares antigos (1995...), alguns deles oriundos da coleção <i style="font-weight: bold;">Os Grandes Clássicos</i>, diretamente das bancas (onde tudo daqui desse escritório parece mesmo emanar...).</div><div style="text-align: justify;"><br /><div style="text-align: center;"><b><u><span style="font-family: inherit; font-size: large;">COLEÇÃO PARTICULAR DE CDs:</span></u></b></div><div style="text-align: center;"><span style="font-size: large;"><b><u>MÚSICA CLÁSSICA</u></b></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: medium;"><b><u>Parte I</u></b></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: large;"><b><u><span style="font-size: medium;"><br /></span></u></b></span></div><div style="text-align: start;"><span style="font-family: inherit;">22<em>. "</em><span style="font-style: italic;">Oh! That Cello" - Music by Charlie Chaplin</span>;</span></div><div style="text-align: start;"><span style="font-family: inherit;">23<em>. As Mais Belas Valsas</em>;</span></div><div style="text-align: start;"><span style="font-family: inherit;">24. <i>Johann Strauss - Valsas, Polcas e Marchas de Viena&nbsp;</i></span><em>-&nbsp;</em>Col. Os Grandes Clássicos;</div><div style="text-align: start;"><span style="font-family: inherit;">25. <i>Festival Clássico</i>&nbsp;</span><em>-&nbsp;</em>Col. Os Grandes Clássicos;</div><div style="text-align: start;"><span style="font-family: inherit;">26.&nbsp;<em>Ludwig Van Beethoven - Sinfonia n.º 6 "Pastoral" "As criaturas de Prometheus" "As ruínas de Athenas" - </em>Col. Os Grandes Clássicos;</span></div><div style="text-align: start;"><span style="font-family: inherit;">27.&nbsp;</span><em>Ludwig Van Beethoven - Concerto para violino e orquestra Op. 61 Romanças para violino e orquestra&nbsp;</em><em>-&nbsp;</em>Col. Os Grandes Clássicos;</div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: large;"><b><u><span style="font-size: medium;"><br /></span></u></b></span></div></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-2Oyo53uzJvo/XoeLaZwBiPI/AAAAAAAAX70/TI0KOq3dYM8-_P9nOAPWL7dTww2Hb98-QCLcBGAsYHQ/s1600/hqdefault.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="360" data-original-width="344" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-2Oyo53uzJvo/XoeLaZwBiPI/AAAAAAAAX70/TI0KOq3dYM8-_P9nOAPWL7dTww2Hb98-QCLcBGAsYHQ/s200/hqdefault.jpg" width="190" /></a><a href="https://1.bp.blogspot.com/-PvLWkd40k1g/XoeM1pqA8oI/AAAAAAAAX8E/2OnuppVMN-MG5loRp21y2wJOKIWG0Tb1ACLcBGAsYHQ/s1600/cd-as-mais-belas-valsas-D_NQ_NP_14492-MLB4446457000_062013-F.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="957" data-original-width="1076" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-PvLWkd40k1g/XoeM1pqA8oI/AAAAAAAAX8E/2OnuppVMN-MG5loRp21y2wJOKIWG0Tb1ACLcBGAsYHQ/s200/cd-as-mais-belas-valsas-D_NQ_NP_14492-MLB4446457000_062013-F.jpg" width="207" /></a></div><div style="text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-79cg0x63wgk/XoZ-Nt2NEgI/AAAAAAAAX7I/T0T6RN6WK2AFkCUOBOAUG_kpSu14_oLWACLcBGAsYHQ/s1600/cd-original-os-grandes-classicos-gcb00-johann-strauss-D_NQ_NP_967423-MLB31025814831_062019-F.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="1200" data-original-width="1178" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-79cg0x63wgk/XoZ-Nt2NEgI/AAAAAAAAX7I/T0T6RN6WK2AFkCUOBOAUG_kpSu14_oLWACLcBGAsYHQ/s200/cd-original-os-grandes-classicos-gcb00-johann-strauss-D_NQ_NP_967423-MLB31025814831_062019-F.jpg" width="196" /></a><a href="https://1.bp.blogspot.com/-9FFCaV84uB4/XoZ-kAEiuwI/AAAAAAAAX7c/3nuofVY_oDQ3lKedj6Jg4VfQkl6r96LzACLcBGAsYHQ/s1600/festival-classico-mendelssohn-sibelius-bizet-e-outros-cd-D_NQ_NP_799625-MLB25479064219_042017-F.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="941" data-original-width="941" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-9FFCaV84uB4/XoZ-kAEiuwI/AAAAAAAAX7c/3nuofVY_oDQ3lKedj6Jg4VfQkl6r96LzACLcBGAsYHQ/s200/festival-classico-mendelssohn-sibelius-bizet-e-outros-cd-D_NQ_NP_799625-MLB25479064219_042017-F.jpg" width="200" /></a></div><a href="https://1.bp.blogspot.com/-Rc-01dBtuTg/XoZ-MgMhH6I/AAAAAAAAX7A/xzfRPXrX_WAX4_oG4SFKTXO7yOHYWgVNwCLcBGAsYHQ/s1600/download.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="224" data-original-width="224" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-Rc-01dBtuTg/XoZ-MgMhH6I/AAAAAAAAX7A/xzfRPXrX_WAX4_oG4SFKTXO7yOHYWgVNwCLcBGAsYHQ/s200/download.jpg" width="200" /></a><a href="https://1.bp.blogspot.com/-2sP6QL45fwQ/XoZ-MrMk8yI/AAAAAAAAX7E/IO5NQ55DkfsE5aSvpkMp6GA6MHWgafWvQCLcBGAsYHQ/s1600/R-9274688-1478180168-8558.jpeg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="594" data-original-width="600" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-2sP6QL45fwQ/XoZ-MrMk8yI/AAAAAAAAX7E/IO5NQ55DkfsE5aSvpkMp6GA6MHWgafWvQCLcBGAsYHQ/s200/R-9274688-1478180168-8558.jpeg.jpg" width="200" /></a></div><br /><div style="text-align: justify;">Primeiramente, fazendo uma espécie de passagem das trilhas instrumentais para os clássicos (gosto de organizar minhas prateleiras por gênero), começo esta parte da discoteca com um disco de alguém que imortalizou sua imagem como um ícone do Cinema, mas que também compôs inúmeras músicas para seus filmes - embora este disco não contenha somente tais composições (e, por isso, acabou "catalogado" na seção <i>Clássicos</i>). Falo do brilhante ator, escritor, produtor, diretor - e também excelente compositor e musicista -&nbsp;<b>Charles Chaplin</b>: em <i style="font-weight: bold;">Oh, That Cello</i>&nbsp;podemos ouvir interpretações ao piano e ao violoncelo feitas por Johanne Cernota e Thomas Beckman de alguns inesquecíveis temas de filmes do genial comediante inglês, como <i>Limelight</i>&nbsp;("Luzes da Ribalta") e <i>Falling Star</i>&nbsp;(de "O Grande Ditador"), além de belíssimas composições jamais usadas na tela e mais desconhecidas do grande público, <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xWfdCBRkj7o">como a faixa-título do disco</a></b>, primeira composição sua lançada em 1916, numa empreitada não muito bem sucedida de ter sua própria gravadora.</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Segue-se do <i>Jazz Clássico</i>, então, para o lado "popular" do Clássico - popular, ao menos, em parte da Europa: as valsas acabaram formando um capítulo à parte dentro do formalismo concreto do Classicismo. Afinal, eram "músicas de dança" e, à exceção de algumas operetas, acabavam feitas para os salões e longe dos concertos de câmara. É desse período mais popular que se sobressai o inegável talento de Johann Strauss II, o sujeito por trás de <i>O Danúbio Azul</i>&nbsp;tão conhecido das moçoilas de 15 anos, terceira geração de uma família de compositores, que marcou época tanto na tradição da Música austríaca ligeira quanto em <i>ballets</i>&nbsp;e operetas. Assim, ambos os discos&nbsp;<span style="font-family: inherit;"><b style="font-style: italic;">As Mais Belas Valsas </b>(que também conta com excertos de grandes obras de outros Mestres, como Tchaikovski e Puccini) e&nbsp;</span><span style="font-family: inherit;"><b style="font-style: italic;">Johann Strauss - Valsas, Polcas e Marchas de Viena</b>&nbsp;são prenhes das composições do famoso vienense e de seu estilo. Valsas me acalmam; marchas e operetas muitas vezes me irritam com seus excessos de pompa e circunstância... Mas os Morcegos têm predileção pelo moço de Viena: afinal, quem mais escreveria uma opereta chamada&nbsp;<i><b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fxuZ5uj13E0">O Morcego</a></b></i>?!</span></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Meu segundo disco da coleção <i>Os Grandes Clássicos </i>é uma "coletânea de luxo", com trechos selecionados mais populares de óperas famosas - como é o caso de <i>Carmen</i>, de Bizet, aqui com suas famosas duas suítes completas, arranjadas após a morte do seu compositor - ou mesmo peças famosas individualmente - como são os casos da <i>Marcha Nupcial</i>, de Mendelssohn (composta originariamente como abertura para uma suíte de <i>Sonho de uma noite de verão</i>) e do <i>Intermezzo </i>da ópera&nbsp;<i>Cavalleria Rusticana</i>&nbsp;(aqui, somente instrumental), de Pietro Mascagni, trecho bastante famoso por ter brilhantemente <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t50QSG-XKNA">encerrado o filme <i>O Poderoso Chefão III</i></a></b>, bem como, aqui no Brasil, por sua execução na novela global&nbsp;<i>Terra Nostra - </i>e que se ouve, ao final deste <i>post, </i>lindamente executado pela Filarmônica Weiner, capaz de nos fazer viajar...</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Por fim, os dois últimos discos que tenho desta coleção interessante reúnem expressões mais românticas e leves de <b>Ludwig Van Beethoven</b>, em andamentos mais longos que os dramáticos motivos mais breves e pungentes da sua sinfonia anterior, a 5.ª (e seus solenes e pungentes "tan-tan-tantaaaan") e bem distanciados de seus trabalhos mais maduros e completos (como a sua 9.ª Sinfonia), tanto no primeiro CD, contendo a sua <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6yc7W-OhD04&amp;t=1505s">6.ª Sinfonia</a></b>,&nbsp;quanto nos seus concertos para violinos e orquestras e romanças (composições instrumentais mais sentimentais) do segundo. Um belo apanhado pra começar nesse tão rico universo da Música Clássica e dos seus grandes compositores, que muito antes do mundo das canções populares que hoje nos marcam, já enveredavam por viagens de emoções e sentimentos dos mais profundos simplesmente com as notas exatas e os instrumentos mais alinhados com o restante da orquestra...<br /><br /></div><div style="text-align: justify;"><div style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9sw9efeUJng&amp;list=RD7OvsVSWB4TI&amp;index=11"><iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/9sw9efeUJng" width="560"></iframe></a></div></div><div style="text-align: justify;"><div style="text-align: center;"><br /></div></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-66028361359913268542020-03-31T23:55:00.001-03:002021-09-05T11:11:18.176-03:00Em tempos amargos..."Algodão doce pra você"!<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-UGtc3UOE0iY/XoPNQ-YSIXI/AAAAAAAAX4s/__40LvJeBzoSQF40vNaS9ZMm9rRaB7x8gCLcBGAsYHQ/s1600/326541-600x600-1.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="512" data-original-width="850" height="300" src="https://1.bp.blogspot.com/-UGtc3UOE0iY/XoPNQ-YSIXI/AAAAAAAAX4s/__40LvJeBzoSQF40vNaS9ZMm9rRaB7x8gCLcBGAsYHQ/s640/326541-600x600-1.jpeg" width="540" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">O traço inconfundível e as revistinhas de atividades e quadrinhos foram algumas <br />das marcas da minha infância - eu&nbsp;adorava seguir suas dicas de desenho pela TV <br />e até ganhei lembranças de festinhas com seus personagens...</td></tr></tbody></table><div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"><br /></div><div style="text-align: left;"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://instafamosos.ig.com.br/wp-content/uploads/2020/03/dan-730x438.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Morre o apresentador e artista plástico Daniel Azulay" border="0" height="192" src="https://instafamosos.ig.com.br/wp-content/uploads/2020/03/dan-730x438.jpg" style="text-align: left;" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Carreira longeva e sempre jovem!</td></tr></tbody></table><div style="text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;">Havia esse rapaz prenhe de talentos e sem idade na televisão da minha infância e seu nome era visualmente muito fácil de lembrar, por sempre estar com sua cara de menino de grandes óculos redondos, gravatinha borboleta e suspensórios, tudo com um dentuço sorriso indefectível e um pincel atômico na mão direita - bastava se dizer <b><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/03/27/daniel-azulay-ficou-conhecido-como-desenhista-e-criador-da-turma-do-lambe-lambe.ghtml">Daniel Azulay</a></b>&nbsp;para se imaginar a figura! Confesso não me lembrar bem em qual canal, se na Bandeirantes ou se na TVE/Cultura (ou nos dois, em diferentes momentos da sua carreira, talvez), mas me lembro de alguns formatos que ele apresentou: nalguns programas, seus personagens da <b>Turma do Lambe-Lambe</b>&nbsp;(a antiga máquina fotográfica, coisa dentre as quais ele gostava de fazer: mostrar equipamentos antigos para os pequenos e explicar pra que serviam), com atores vestidos de&nbsp;<b>Pita, Gilda, Xicória, Ritinha, Prof. Pirajá</b>,&nbsp;dentre outros, apresentavam-se interagindo com ele, em curtas historinhas divertidas ou acompanhando um momento de contamento de história ao violão ou de desenho do seu criador; noutros eu já me lembro de ver alguns deles como bonecos de mão em meio a algumas crianças no palco com o artista. O que jamais mudou, mesmo décadas depois em que o vi sozinho se apresentando em canais virtuais, foi ele mesmo: aquele amigo desenhava, cantava, brincava, falava como criança sem ser chato e nunca envelheceu em meio aos desenhos e brinquedos e brincadeiras que ensinava a fazer.</div><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://i2.wp.com/www.humorpolitico.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Carlos-Bolsonaro-Pit-Bul.jpg?w=640&amp;ssl=1" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="dedemontalvao: Post de Carlos Bolsonaro citando queixa de Moro é ..." border="0" height="211" src="https://i2.wp.com/www.humorpolitico.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Carlos-Bolsonaro-Pit-Bul.jpg?w=640&amp;ssl=1" style="text-align: left;" width="350" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">O "<i>pitbull</i>" Zero-Dois... Seu talento? Atacar!</td></tr></tbody></table><div style="text-align: justify;">Agora há esse rapaz, despreparado, com cara séria sem ser sério, filhote de miliciano armado e com discurso de ódio, mentira e confusão de desinformação: ele lembra muito a "cara-rúim" e todo o arsenal de ardilosidade e amoralidade do seu pai, porém é menos lembrado por seu prenome do que por uma numeração, tal qual um Irmão Metralha do mundo do crime das revistas em Quadrinhos - só que, infelizmente, nada inofensivo: ele é o "<b>Número 02</b>" dos três filhos maus de uma família nefasta e usurpadora do Poder (vereador eleito no Rio, "acumula funções" bem distantes de lá, tendo até <b><a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/03/com-crise-do-coronavirus-carlos-ganha-gabinete-vizinho-ao-do-presidente-no-planalto.shtml">sala no Planalto</a></b> pra despachar com o papai - que segue transformando a Coisa Pública em sua Privada e a Presidência, em seu quintal): <b>Carlos Bolsonaro</b>, o "<b>Carluxo</b>", literalmente um "filhinho de papai" sem qualquer atributo além disto! E ele resolveu, depois de tantos limites já ultrapassados, ultrapassar mais alguns derradeiros ao acusar a Família Azulay, em momento de luto, de mentir sobre a recente morte do genial artista, no último sábado, 28 de março: em mais uma desastrosa declaração numa rede social (legítimo pleonasmo, em se tratando de Bolsonaros), o sempre impunemente irresponsável afirmou ser "<span style="background-color: white; text-align: left;"><span style="font-family: inherit;">muito difícil para estes dizer a verdade em algum momento… ele tinha leucemia!", desrespeitando acintosamente a memória de um grande brasileiro e bradando contra a declaração do canal oficial do genial desenhista, onde seus familiares e amigos declaravam que Azulay "Estava&nbsp;</span></span><span style="font-family: inherit;"><span style="background-color: white; text-align: left;">tratando uma leucemia e contraiu coronavírus".</span><span style="background-color: white; text-align: left;">&nbsp;</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><span style="background-color: white; text-align: left;"><br /></span></span></div><div style="text-align: justify;"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://conteudo.imguol.com.br/c/noticias/a2/2020/03/18/18mar2020---o-presidente-jair-bolsonaro-ao-lado-de-varios-ministros-durante-coletiva-de-imprensa-para-falar-sobre-medidas-do-governo-pra-contar-a-epidemia-de-coronavirus-no-palacio-do-planalto-ao-1584568575929_v2_1920x1284.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Gripezinha&quot;: Menosprezo de Bolsonaro por coronavírus o tornou ..." border="0" height="214" src="https://conteudo.imguol.com.br/c/noticias/a2/2020/03/18/18mar2020---o-presidente-jair-bolsonaro-ao-lado-de-varios-ministros-durante-coletiva-de-imprensa-para-falar-sobre-medidas-do-governo-pra-contar-a-epidemia-de-coronavirus-no-palacio-do-planalto-ao-1584568575929_v2_1920x1284.jpg" style="background-color: transparent; text-align: justify;" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">O mito cego e a "Gripezinha"...</td></tr></tbody></table><span style="background-color: white; text-align: left;"><span style="font-family: inherit;">Pois é, meus queridos blogueiros de plantão: mais uma pessoa teve seus problemas de saúde agravados pela séria pandemia mundial pôde ser tratado por um velhaco como uma "mentira" ("esse vírus é uma histeria!") ou somente "mais um idoso" ou "pessoa com problemas prévios de saúde" - exatamente o que era o Mestre Azulay: um idoso de 72 anos com câncer, mas que jamais poderia fazer parte das sujas "estatísticas" desumanas das "gentes de bem" da abastada curriola bolsonarista (sim, porque os imundos a surrupiar Brasília contam também com a "outra ala", arrastando multidões humildes pelas suas diariamente plantadas <i>fake news</i>, a concordar cegamente com o seu líder "mito" - um mito, realmente, que a Besta-Fera Jair Bolsonaro seja um líder!). Não satisfeitos, a ideia agora é que "O Brasil não pode parar" e, isolando-se "apenas os idosos e os doentes" (hã?!), aquele que se diz Presidente da República (ainda tenho dificuldades de chamar seu nome ao lado de cargo tão nobre), como um caótico e absurdo Coringa sem graça e não satisfeito em ter trazido consigo e sua comitiva ainda mais COVID-19 pra cá, manda as precauções com seus abobalhados seguidores, com os mais humildes e com quaisquer escrúpulos às favas, contradiz o próprio Governo, que segue, por meio do seu Ministério e Secretarias da Saúde, as determinações da OMS, e quer porque quer mandar a massa de manobra para fora dos seus confinamentos prévios de quarentena! É o dizer "estamos salvando vidas, mas matando outras nã</span></span><span style="background-color: white; text-align: left;">o-oficialmente em nome da Economia"! Ou, melhor dizendo, Economia dos malafaias, cuja renda dizimal caiu sem seus cultos de exploração; ou <b><a href="https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/24/web-se-revolta-com-declaracao-de-durski-dono-do-madero-e-pede-boicote.htm">dos Durskis, Justus e Hangs</a></b>, para os quais as mortes de algumas dezenas de milhares de pessoas ("só velho" e "favelado" seria "justificável"?!) não seria motivo para histeria...</span></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://s04.video.glbimg.com/x720/8440867.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Morre no Rio, aos 72 anos, o desenhista, pintor e cartunista ..." border="0" height="200" src="https://s04.video.glbimg.com/x720/8440867.jpg" width="350" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Ainda na ativa e com tanto pra oferecer, Daniel vai fazer falta...<br />Especialmente nesse País doente em todos os sentidos...</td></tr></tbody></table>Eu olho para os meus filhos e me preocupo com as recentes mutações desta praga viral, que, mesmo com todos os cuidados quanto aos fechamentos de escolas, parques e escritórios, tem alcançado, adoecido e <a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/03/31/menina-de-12-anos-morre-vitima-do-coronavirus-na-belgica.ghtml" style="font-weight: bold;">até matado as faixas etárias mais jovens</a>... E, não só por isso, lamento que eles cresçam numa época tão perigosa e acéfala, em que pestes assolam a saúde, a vida de bilhões e o Executivo Federal brasileiro (além dos EUA, da Espanha, da Inglaterra...)... Lamento também vê-los crescer em meio a tantas opções de canais e jogos <i>online</i>, mas sem atrações do calibre de um Daniel Azulay... Esse artista plástico de renome que se despedia, desde a TV em preto-e-branco, puxando a orelha, assobiando e ofertando "um algodão-doce pra vocês",&nbsp;compositor e musicista de muitos discos e precursor de programas educativos conscientes e estimuladores da criatividade por sobre o lixo doméstico muito antes das ondas ambientalistas e dos desenfreados <i>Mister Makers</i>&nbsp;dos canais pagos de hoje em dia... Por fim, creio lamentar por mim mesmo, um aprendiz daquele rapaz sem idade (e, assim como ele, um artista ex-advogado), há tanto tempo sem encontrar motivação para criar carrinhos a partir de caixas de pasta de dentes ou fazer mil desenhos inventivos com as mais diversas técnicas para os meus filhos como cresci fazendo diante de um televisor, na infância de meus anos 80... Talvez porque todos realmente nos acomodamos com "males de saúde prévios" e nada fizemos para colorir a vida com criatividade ou recriar as sucatas em lúdico, subestimando os verdadeiros males em volta... Ainda bem que existiram Azulays para nos lembrar o que fazer: pintar o 7, acreditar... E persistir!</div><div style="text-align: center;"><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><img alt="Geuvar (@GeuvarGeuvar) | Twitter" height="300" src="https://pbs.twimg.com/media/ETqYY3aWkAEAJIj.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="580" /></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Da série "Quadrinhos que não gostaríamos de ler" ou "Seria cômico se não fosse trágico"...<br />Obra do artista "nascido na Esquerda" <b><a href="https://twitter.com/geuvargeuvar">Geuvar Oliveira</a></b>.</td></tr></tbody></table></div></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-18748591999049862582020-03-24T21:57:00.002-03:002020-04-22T23:36:32.106-03:00Meu Primeiro Romance(Quinto Mês)<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><b><i><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Você ainda vai me amar amanhã...?</span></i></b></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b>(</b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/11/meu-primeiro-romance.html"><b>capítulos I e II</b></a><b>)</b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">(<a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/12/meu-primeiro-romance-segundo-mes.html" style="font-weight: bold;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">capítulos III, IV e V</span></a>)</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">(<a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/01/meu-primeiro-romance-terceiro-mes.html" style="font-weight: bold;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">capítulos VI, VII e VIII</span></a>)</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">(<b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/02/meu-primeiro-romance-quarto-mes.html">capítulo IX</a></span></b>)</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-rZ-oyNiUHCE/XnqoM8zuI8I/AAAAAAAAXy8/qJKjpK3eiesPGU1K9mRQYEgC6yvYfjfZACLcBGAsYHQ/s1600/peso%2Bgolfinhos.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="332" data-original-width="358" height="185" src="https://1.bp.blogspot.com/-rZ-oyNiUHCE/XnqoM8zuI8I/AAAAAAAAXy8/qJKjpK3eiesPGU1K9mRQYEgC6yvYfjfZACLcBGAsYHQ/s200/peso%2Bgolfinhos.png" width="200" /></a></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b>CAPÍTULO X</b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b>Aniversários...</b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><br /></span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">– Hoje é dia 24...<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Silêncio na pequena sala de jantar. A não ser por um Chico Buarque rodando <i>Olhos nos Olhos&nbsp;</i>baixinho e ao longe, numa fita k-7, no <i>microsystem </i>que colocara na entrada do quintal enquanto mexia nalgumas ferramentas pra fazer pequenos consertos em coisas da casa –&nbsp;era como eu não enlouquecia (e botava do lado de fora da sala para não enlouquecê-la). Eu continuo:<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">– Mas nesse dia 24, em particular, não sei realmente se temos algo a comemorar... Tantos os 24 que nos escaparam nos últimos meses e anos...<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Como o silêncio persistisse e eu nem demonstrava exatamente o que esperava ouvir naquela situação esdrúxula, mantive o tom pesaroso:<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">– Mas o amor é algo que não desaparece; ele simplesmente não deixa de existir! E uma parte de mim, senão eu todo, permanece em nossos antigos dias 24... Ainda que, até hoje, eu jamais tenha entendido direito o que aconteceu para que perdêssemos essa essência tão cara de nós dois...<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Definitivamente sabendo que o silêncio permaneceria sem qualquer resposta, eu, enfim, fiz uma pausa... Após alguns minutos, respirei fundo e segui falando, agora mais firme:<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">– Tudo o que eu mais queria, neste momento, era que você me dissesse alguma coisa, em nome de todos os dias que tornamos especiais na nossa vida a dois! Que você estendesse suas mãos pequenas e me desse um relicário cheio de significados, como esta caneta aqui, por exemplo: tanto que eu assinei com ela e agora, mesmo sem tinta, ela compõe esse mosaico de coisas abandonadas, mas que jamais perderão seu valor original, porque sempre fomos assim! Cheios de simbologias um com o outro!<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A janela se abriu lentamente e iluminou bem a mesinha onde fazíamos nossas refeições e conversávamos sobre tudo cada segundo que nos era permitido&nbsp;</span><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 16px;">–</span><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 16px;">&nbsp;f</span><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12pt;">oi o vento...</span></div><div style="text-align: center;"></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Voltei-me para os objetos por sobre a mesa e percebi que o peso de papel em forma de globo, aquele que tanto estranhei quando dela recebi nu já longínquo 24 justamente porque não continha nada em simbolismo para nenhum de nós dois além de uns corais e uns golfinhos que aparentemente brilhavam no escuro (pelo menos era o que ela afirmava...), estava quase caindo, na beira do móvel.&nbsp;</span></div><div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">Coloquei-o protegidamente mais próximo do lado dela da mesa, quase colado aos intocados pires e caneca e talheres, que pareciam ainda esperar pelo café da manhã... Nem percebi, mas havia tempos que não havia mais ninguém ali... E, ao fundo, não havia mais música, mas somente o estridente ruído de</span><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12pt;">&nbsp;a fita se enroscando no </span><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12pt;"><i>tapedeck</i>:</span><span style="font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12pt;">&nbsp;muito dificilmente ela poderia tocar outra vez...</span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-IDVMqC8qwA0/Xn7mqN1zAzI/AAAAAAAAX18/6LhnsYvSRW4o4xbneLdEpE-UfP5AaZ2-gCLcBGAsYHQ/s1600/000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000aaaaaaaaaFitacas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="507" data-original-width="800" height="126" src="https://1.bp.blogspot.com/-IDVMqC8qwA0/Xn7mqN1zAzI/AAAAAAAAX18/6LhnsYvSRW4o4xbneLdEpE-UfP5AaZ2-gCLcBGAsYHQ/s200/000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000aaaaaaaaaFitacas.jpg" width="200" /></a></div><br /><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b><i><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/04/um-amor-incondicional-que-supera-tudo.html">CONTINUA...</a></i></b></span><br /><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b><br /></b></span></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-1402631587234847352020-03-15T12:00:00.000-03:002020-03-25T12:16:15.947-03:00O que nos devora...<div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para esfinge decifra-me ou te devoro" height="236" src="https://outraspalavras.net/ojoioeotrigo/wp-content/uploads/2019/07/esfinge-ind%C3%BAstria-de-alimentos.png" width="400" /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><b><br /></b></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><b>Daquela coisa de nos devorarmos sem saber por onde começar...<o:p></o:p></b></div><br /><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;">Enquanto sigo a te decifrar, costumas me dizer de tuas peregrinações em choro nos teus dias mais tristes, quando nos buscas sem par ao seguires para o lugar onde, pela primeira vez, nossos olhos se cruzaram e se nos alimentaram de nós dois...<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;">Já eu sigo pleno a te devorar e sempre digo nem saber por onde começar quando diante do banquete de maravilhosas sensações a mim exposto toda vez que nos deitamos e nos deleitamos com nossos corpos nus sinceros e em paz entregues no infinito de depois...<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;">(Coisa que tu, convenhamos, passaste a copiar descaradamente, ao mo repetir, ar de inocente, tão logo nossas coxas se descansam umas nas outras de cada um de nossos gozos infinitos desde então: “Teu corpo, vida... nem sei por onde começar”!)<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;">Agora, de repente, deste para chorar em tormenta, como que perdida em meio a algo que nos teria devorado de forma tão violenta que nada de nós mais restaria a não ser o chorar&nbsp;&nbsp;– e me devoras e me destróis, no que eu brado: - Dói! E isso não há como sequer se visualizar!<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;">– Porque, se não se gritar a plenos pulmões, temo ser capaz de tal absurdo de um nosso silêncio se alimentar e, crescido e enveredado por entre esses muros cobertos de medo e isolamento ainda a nos circundar, possa mesmo te levar um dia...<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;">E, te digo mais: jamais alimenta tal heresia! Posto ser impossível, minha menina, vez que tudo o que nos cerca nos torna tão indissociáveis no genuíno de nossa união, que infinito sempre foi (e será) o nosso chão a nos alimentar de nossa própria Poesia!</div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, março de 2020)</span><br /><br /></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-24201430855019445862020-03-06T11:57:00.000-03:002020-03-25T12:15:42.578-03:00Eu queria viverOs Morcegos, sorrir,Então resolvemos escrever...<div style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><br /></span><span style="font-size: x-small;"><img alt="Resultado de imagem para O MAR" height="214" src="https://imagens.ebc.com.br/y_DhRwbptBTIkb6PHkvhXvHnhvg=/1100x370/smart/http://www.ebc.com.br/sites/_portalebc2014/files/atoms_image/6245528107_9ce5894f05_b.jpg" width="640" /></span></div><div style="text-align: left;"><span style="font-size: xx-small;"></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><b><br /></b></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-size: xx-small;"><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><br /></span></b></span><span style="font-size: xx-small;"><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Canção das Certezas<o:p></o:p></span></b></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-size: xx-small;"><br /></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-size: xx-small;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Tu me dizes, arrependida,<o:p></o:p></span></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-size: xx-small;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Que o nosso amor<o:p></o:p></span></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Nunca vai nos faltar<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">E que, aos poucos,<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Tudo o que nos pertencia<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Há de nos voltar<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Eu grito por pressa, irrompo acabado com nosso verso ferido, de dor engasgada<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Tu choras baixo,<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Manténs a mão estendida<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">E me mostras o mar...<o:p></o:p></span></div><div style="text-align: left;"><br /></div><div style="text-align: center;"></div><span style="font-size: xx-small; text-align: center;"></span><br /><div style="text-align: left;"><span style="font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, 2017)</span></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-64404214323065717882020-02-20T13:09:00.000-03:002020-04-23T00:08:48.481-03:00MEU PRIMEIRO ROMANCE(Quarto Mês)<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b><i>Você ainda vai me amar amanhã...?</i></b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">(<b><a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2019/11/meu-primeiro-romance.html">capítulos I e II</a></b>)</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">(<b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/12/meu-primeiro-romance-segundo-mes.html">capítulos III, IV e V</a></b>)</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">(<b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/01/meu-primeiro-romance-terceiro-mes.html">capítulos VI, VII e VIII</a></b>)</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><br /></span></b><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-JmuQ7KNho_k/XqEAB3hSTII/AAAAAAAAYGc/FMYxFrzXoQU8JHrA047dR4_dISbvDQehACLcBGAsYHQ/s1600/cprsa.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="360" data-original-width="695" height="103" src="https://1.bp.blogspot.com/-JmuQ7KNho_k/XqEAB3hSTII/AAAAAAAAYGc/FMYxFrzXoQU8JHrA047dR4_dISbvDQehACLcBGAsYHQ/s200/cprsa.png" width="200" /></a></div><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">CAPÍTULO IX</span></b></div><div style="text-align: center;"><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">"Eu dirigi a noite toda para chegar até você..."</span></b></div><div style="text-align: center;"><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><br /></span></b></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Ela me contaria, tempos depois, como me admirara desde o primeiro minuto em que "parei" diante dela - no que eu sempre lhe perguntava, tentando corrigir visualmente a cena, até mesmo para que eu pudesse entender: "- 'Desde a hora que eu adentrei a sala dos professores e tu me viste pela primeira vez?', você quer dizer?"... E ela sempre rebatia, com precisão: "- Sim, mas depois, quando você <u>parou</u>: você para de um jeito incrível, marca da tua personalidade, do teu charme!". E eu, louco pra me situar, brincava fazendo poses como se fosse um supermodelo da moda naquelas paradinhas dos desfiles e lhe questionava se fora esse lado meu metrossexual que mais a arrebatara: "- Você não tem nada de metrossexual, seu palhaço: você é homem pra mais de metro, isso, sim!", ela sempre arrematava...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Teu homem... Só teu...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Para! Não começa: sabes que temos aquele jantar com os pesquisadores daquela 'facul' de Belém dentro de 45 minutos... Não dá tempo, delícia...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Eles que nos esperem...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Sabes que, se começarmos, não sairemos mais de casa, amor...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Jeito então é parar... É assim que eu paro estonteantemente? - e tomei força pra largar sua cintura forçando uma molecagem, imitando o Caco Antibes do Falabella em <i>Sai de Baixo,</i>&nbsp;quando fazia sua costumeira entrada no&nbsp;</span>antigo&nbsp;<span style="font-family: inherit;">humorístico semanal e fazia suas pausas, como se posasse para fotos dos fãs aplaudindo.</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Claro que não! Você não entende... Mas você para incrivelmente lindo...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Linda eras tu naquela primeira vez que te vi naquela sala: nem acreditei naqueles teus olhos... O olhar mais lindo que já vi...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Mentira: você olhava através de mim, como que para o fundo do recinto - fui invisível pra você, professor veterano!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Timidez, meu bem... Como aquela sala vivia lotada, da nossa Sociologia bem como de professores de todos os outros cursos, eu sempre adentrava assim: rapidamente e aparentemente olhando para ninguém... Mas naquele dia não teve como não ver aquele teu olhar antes de qualquer coisa...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Olhar de admiração...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Que exagero: você nem ligou pra mim... Só nos falaríamos duas semanas depois! E isso porque o coordenador veio e nos apresentou pra uma ideia de grupo de pesquisa...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Pior foi você! Levou ainda mais um mês pra me fazer convite de amizade e puxar assunto no <i>Face</i>!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- A timidez...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Sei... Nem quis aceitar: você ali, rodeado de aluninhas a suspirar por cada foto postada e cada "textão" político...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Pelo que me lembre, não era eu que era de foto... Meu negócio era só polemizar nos meus "textões", como tu falas. Nunca fui de licute com aluna, sabes muito bem disso!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Sei... E meu negócio nem eram essas discussões politizadas que mais segregavam do que realmente geravam boas ideias: eu amei quando me pediste opinião sobre qual poema colocarias no teu primeiro <i>post</i>&nbsp;de <i>blog</i>... Achei tão bonitinho, adolescente, rá, rá, rá...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Valeu!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Sério: jamais imaginaria você escrevendo num <i>blog</i>! Você, o mais sério e reservado da instituição...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Uma coisa não tem nada a ver com a outra... E você, depois de escolher o poema, que acabou virando o nome do espaço virtual, nunca mais ligaria muito pra nada que eu publicasse ali...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Não é verdade: sempre admirei tua Literatura! "Espaço virtual", ai, ai... Tudo isso pra não falar BLO-GUE?!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Nunca apreciei esse nome: parecia coisa de perdedor virtual, a fazer diarinho na <i>internet</i>!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Olha o preconceito...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Já estou pronto! E tu, todo tempo demoras... Enquanto eu converso, não paro de ir me arrumando, não!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Grosseiro... Não sabes que as mulheres têm o tempo a seu favor?</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Mais ou menos como quando marcamos nosso primeiro encontro: aquele "<i>'Tou saindo</i>" teu eu vi logo que era da boca pra fora... E assim se repetiriam todas as nossas saídas seguintes, porque na época estavas sem carro...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Sim, fruto do divórcio...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Sabes que não suporto nem lembrar isso...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Desculpa... Pronto, nem me demorei, viu só?</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Saímos de mãos dadas, corredor afora. Nem ligamos para as câmeras do elevador, tampouco do <i>hall</i>&nbsp;de entrada do prédio, e seguimos beijo atrás de beijo (que beijos...) até o carro na garagem. Nesse instante, ela parou e ficou contemplando internamente o veículo, como que o inspecionando ou procurando alguma coisa no escuro... Quando, finalmente, ligo o carro e o som de uma estação de rádio qualquer passa a tocar um antigo clássico <i>pop-rock</i>&nbsp;dos anos 80, <i>I drove all night to get to you</i>, de Roy Orbison, que em tradução livre seria "</span><span style="font-family: inherit;">Eu dirigi a noite toda para chegar até voê", e ela solta aquela gargalhada deliciosa que só ela podia dar.</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- O que foi?</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Eu estava justamente viajando aqui a olhar esse carro e me lembrando do nosso primeiro encontro, repassando na mente tanta coisa e tantos lugares para onde já fomos nele, vendo como teu carro se incorporou em nossas vidas, e toca essa canção! Roy Orbison: que tiro, rá, rá, rá!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Verdade: sempre fomos bons em trilhas sonoras...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Porque somos os protagonistas desse mundo, minha vida: o resto são meros coadjuvantes e nossos temas musicais são sempre precisos a contar a nossa história!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Boa... Deverias ser escritora!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Mas eu já sou: uma socióloga com três livros lançados!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Falo de Literatura...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Essa eu deixo pra você! Já tenho dificuldade demais pra pagar as contas com o que ganho como professora universitária e com os parcos direitos das minhas publicações...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Silêncio... No que ela se tocou da espécie de julgamento de diminuição e balbuciou:</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Desculpa, meu amor... Não quis te magoar...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Mesmo eu relevando (sempre fomos muito diferentes...), o "climão" se instalou e seguimos para o restaurante ouvindo apenas as canções que tocavam na rádio... Jantamos, bebemos nossos&nbsp;<i>drinks</i>&nbsp;(eu acabei bebendo os dela, por fim: ela sempre foi fraca pra álcool), trocamos algumas ideias interessantes com os 4 estudiosos de fora, mas sem jamais sermos somente professores: nunca conseguimos! Éramos sempre nós dois, em carinho e ligação o tempo todo em que encontrássemos qualquer brecha para nos despirmos dos jalecos e nos olhamos nus... Apenas na universidade mantínhamos sobriedade e distanciamento do nosso envolvimento, sabido somente por alguns professores e sequer maldado por qualquer aluno. E, falando em trabalho, lembro bem que ainda tínhamos que voltar para a faculdade para batermos nossos pontos de assalariados (nosso dileto coordenador-cupido já não mais atuava, mas, sim, um outro, caxias inarredável), quando, depois das despedidas sociais da grande mesa e a volta para o universo do nosso carro, acabei tendo uma ideia melhor. Ela estranhou:</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">- Ei, pra onde estamos indo? Você perdeu a saída para a 'facul'...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Eu sei...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- E posso saber para onde o rapaz mal intencionado está me levando?</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Segredo...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Ei, eu sei aonde vai dar essa avenida... Deus, olha essa chuva: tudo igualzinho ao nosso primeiro beijo!</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Acertou!</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Só faltava tocar agora na rádio Roy Orbison e seu <i>You Got It</i>: lembra, paixão, foi a nossa primeira canção, nunca vou me esquecer...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Errada! A chuva estava tão forte que mal ouvíamos o que tocava naquele meu <i>pen-drive</i>&nbsp;e, depois de rodarmos um tempão e pararmos naquele final do parque municipal, acabamos ficando lá porque tinha vista para o mar e não parávamos mesmo de conversar... Só então nos beijamos pela primeira vez...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Sim: eu ainda estava sem acreditar naquele encontro dos sonhos mesmo sem nada estar dando certo para nossa primeira saída com aquele toró, e, quando vi tua boca sorrindo pra mim, aquele sorriso de canto esquerdo, eu só conseguia pensar "Tarde demais: sou tua..."! E tudo ao som do Roy, com <i>You Got It</i>! Eu lembro de tudo que vivemos juntos como num filme!</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Não!&nbsp;</span><br /><span style="font-family: inherit;">- E tocava o quê, afinal?</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Perto desse momento acho que a chuva baixou sua intensidade e, depois de uns segundos percebendo o mar na tela do nosso para-brisa, nos viramos um para o outro e a música que tocou foi "A Última Diligência para <i>Red Rock</i>"...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Hã? Só deve ter sido os <i>drinks</i>...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Sim, trilha de "Os Oito Odiados", de Tarantino - aquela meio pesada do Morricone...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Ah, sim! Rá, rá, rá, rá, rá - que memória a tua!&nbsp;</span><br /><span style="font-family: inherit;">- E eu, no meio do beijo...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Parou e foi mudar de faixa no som do carro porque...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Aquilo não era música para ser a do nosso primeiro beijo!</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Rá, rá, rá! Isso mesmo! E falamos juntos agora... Ai, como eu te amo...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Chegamos...</span><br /><span style="font-family: inherit;">- Olha o mar...</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">Começamos a nos beijar de um jeito tão apaixonado, tão intenso, que, quase sem perceber, tirei-lhe a calcinha e levantei seu vestido tão logo ela subiu em cima de mim na minha poltrona de motorista num momento mais quente daqueles beijos sem pararmos... E as minhas mãos mais fortes passaram a acompanhar aquele ritmo intenso e... Inacreditavelmente, fizemos amor ali mesmo, dentro do carro, apesar de já morarmos juntos havia cerca de 6 meses, tal como um casal de adolescentes descobrindo o sexo em qualquer lugar! E com alguns carros parados a certa distância: pessoas caminhavam no parque e muitos ali estacionavam, no final da rua que dava para uma ribanceira com vista para o mar - fosse por causa dessa vista, fosse por causa do fim do trajeto da caminhada marcado nas calçadas... Fosse ainda por causa de algum casal mais saidinho com as nossas mesmas ideias mais íntimas...&nbsp;</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">Não creio: como nós, só nós mesmos, ali a nos devorar da forma mais linda e inimaginavelmente sem nenhum planejamento prévio! Nem mesmo sei por que a levara para ali... Talvez simplesmente quisesse amá-la depois daquela noite meio romântica (o restaurante servia comida oriental de uma forma tão agradável para casais...) e nem tinha me dado conta do fetiche inerente do carro: nunca na minha vida, nem no fusquinha de papai nem naquele corsinha,&nbsp;</span>fizera antes nada assim<span style="font-family: inherit;">... O mais curioso é que não só ficamos sem palavras um com o outro com a força daquele momento, bastando-nos em nos olharmos fundo nos olhos um do outro e respirando bem forte até recuperar o fôlego daquele encaixar perfeito no pouco espaço daquele veículo como também aquela "escapadinha no carro" se repetiria várias e várias outras vezes - mesmo com os carros adquiridos depois, o </span><i style="font-family: inherit;">QQ </i><span style="font-family: inherit;">e o </span><i style="font-family: inherit;">Corolla</i><span style="font-family: inherit;">! E parávamos não mais só e tão somente nalgum lugar mais reservado como aquele, mas qualquer lugar virava lugar em determinados momentos de maior intensidade de nós dois: de meios de ruas desertas a estacionamentos de supermercados e </span><i style="font-family: inherit;">shoppings</i><span style="font-family: inherit;">!</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">- Se me contassem de qualquer dessas nossas pequenas loucuras a respeito de outro casal, eu diria, alguns anos atrás, que esse povo era "pervertido"... - divertia-se ela, sempre que voltávamos pra casa depois de uma dessas nossas intimidades <i>outdoors</i>, protegidos apenas pelo fumê das janelas...</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span>Nem preciso dizer o quão doloroso foi vender aquele carro, alguns anos depois... E assim se sucederia com os outros dois veículos adquiridos na constância da nossa união estável (nunca nos casamos...), por razões óbvias... Claro que para além de tais inusitadas razões aludidas, é claro: ela gostava de dizer que éramos um "simbolismo vivo impregnado de canções" e eu acho que todos esses carros, em que tantas coisas passamos ao longo do nosso tempo juntos, acabaram sendo grandes símbolos exatamente daquela definição mágica que ela tão brilhantemente gostava de repetir... E assim, de cenas torridamente bem vividas num ambiente padrão para mera locomoção e conversas rotineiras, como o é um carro particular, a um relicário presentado sem maiores graciosidades, como um simples peso de papel, nada fugia do nosso toque simbolista - e, mesmo que inicialmente nem se tivesse em mente qualquer aspecto de simbologia para algo ou algum lugar, bastava que vivenciássemos aquela coisa ou dado cenário... E, instantaneamente, a tudo impregnávamos com as mais bonitas identidades do nosso amor: essa cidade ficou marcada, em mim, por ela... de um jeito hoje doído de descrever...<br /><br />Como ela faz falta, meu Deus, em cada coisa que toco, em cada lugarejo por que passo... E por onde andaria mesmo aquele peso de papel de mar e golfinhos? Sei que guardei tudo... Não guardei?<br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-Y8tacPOUzto/XnvLdhZlBvI/AAAAAAAAXzs/OekQQh5eONkNQFsiZFX0ysgvmRtgMxjewCLcBGAsYHQ/s1600/peso%2Bgolfinhos.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="332" data-original-width="358" height="185" src="https://1.bp.blogspot.com/-Y8tacPOUzto/XnvLdhZlBvI/AAAAAAAAXzs/OekQQh5eONkNQFsiZFX0ysgvmRtgMxjewCLcBGAsYHQ/s200/peso%2Bgolfinhos.png" width="200" /></a></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/03/eu-queria-viver-os-morcegos-sorrir.html"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b><i>CONTINUA...</i></b></span></a></div><br /><div style="text-align: center;"><br /></div></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-78360966452261561672020-02-14T21:42:00.000-03:002020-04-05T17:25:45.088-03:00Mais Pôsteres...<div style="text-align: center;">&nbsp;<b><u><span style="font-size: large;">COLEÇÃO PARTICULAR DE PÔSTERES DE CINEMA:</span></u></b></div><div style="text-align: center;"><b><u><span style="font-size: large;">Estojo 2</span></u></b><br /><b><u><span style="font-size: large;"><br /></span></u></b></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-cQ-q0EeIJyU/XokfPdi-j-I/AAAAAAAAX8Y/lg6fyO-SSf8omTHI3BdzIGEIIGXBhFehQCLcBGAsYHQ/s1600/download%2B%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="268" data-original-width="188" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-cQ-q0EeIJyU/XokfPdi-j-I/AAAAAAAAX8Y/lg6fyO-SSf8omTHI3BdzIGEIIGXBhFehQCLcBGAsYHQ/s320/download%2B%25281%2529.jpg" width="224" /></a><a href="https://1.bp.blogspot.com/-wP2rRdsF8sM/XokfQQtWOmI/AAAAAAAAX8c/-be75n2_QQUVsX8CI4KShq1XNqBE5ErCgCLcBGAsYHQ/s1600/unnamed.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="400" data-original-width="280" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-wP2rRdsF8sM/XokfQQtWOmI/AAAAAAAAX8c/-be75n2_QQUVsX8CI4KShq1XNqBE5ErCgCLcBGAsYHQ/s320/unnamed.jpg" width="224" /></a><a href="https://1.bp.blogspot.com/--8KokEBW41s/XokfQt7m-vI/AAAAAAAAX8g/H5fOdQmuS_Ejzy5DnE5iAoGRKAPMHocGACLcBGAsYHQ/s1600/20395674.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="1062" data-original-width="759" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/--8KokEBW41s/XokfQt7m-vI/AAAAAAAAX8g/H5fOdQmuS_Ejzy5DnE5iAoGRKAPMHocGACLcBGAsYHQ/s320/20395674.jpg" width="228" /></a><a href="https://1.bp.blogspot.com/-FNk3XlHHOD8/XokfPDeYElI/AAAAAAAAX8U/_zvsveBbq-A3uKxzf0oqCL0V0OMPeMxsgCEwYBhgLKs0DAMBZVoCyDEuX1BbVYS8gwG3O7nHQMz6WeHmkPR4Nipj76aZJIYsAtbdsC5zkE_ZgEkIaei4KOl5dSbhVESa0sot1YOQlWeVxI3Ri9FhH6PzRiTJ_loyO845JUjsTUo3o0zTYNVy3p1wWVpal0ZZdILVpWJc6MTpF4b8RVmtMEDxA7VLE8ZO5nrq7qpwKOMTGoa1uvnEMtVD0SuI8ue1YzU1_55tEBbeEZLR44usihu0PZ1B1K75JCZtPXVYjl4rVbc--7baArLnk3YRCvk70ZuTklJd4eogMIQ3jAUerT6RXJ-WMkj4xciHi1gSqIHY_Fp-hu2_afbi-ySf1nCkbUBPYFnOS6UWYJWChmOfijzJdKlF-vOJQfxEcdyibJ4kd-p6t9dFLIzR5b7xtsBONhxtw2B-0-Ky18fXMiORB6XiwdCQLaCiNoC8v_jnJvfdjxIPsr9BlhW95ufyAr8I-sioiP8_XpREjfsAZxewPPddQg-7yL8Bvmxr26lr3BIjso-htWkSkv5jBDNp1ShVdQErrmqpWFAUgkuOltbP3Fj4RAUI-U8Fi4UFVpi1btv5T5Dt65r98jizxTbmpDUmRb1K6LDinYXQDS2IQ8jswu8Ok9AU/s1600/799764-12-04-17-03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="420" data-original-width="283" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-FNk3XlHHOD8/XokfPDeYElI/AAAAAAAAX8U/_zvsveBbq-A3uKxzf0oqCL0V0OMPeMxsgCEwYBhgLKs0DAMBZVoCyDEuX1BbVYS8gwG3O7nHQMz6WeHmkPR4Nipj76aZJIYsAtbdsC5zkE_ZgEkIaei4KOl5dSbhVESa0sot1YOQlWeVxI3Ri9FhH6PzRiTJ_loyO845JUjsTUo3o0zTYNVy3p1wWVpal0ZZdILVpWJc6MTpF4b8RVmtMEDxA7VLE8ZO5nrq7qpwKOMTGoa1uvnEMtVD0SuI8ue1YzU1_55tEBbeEZLR44usihu0PZ1B1K75JCZtPXVYjl4rVbc--7baArLnk3YRCvk70ZuTklJd4eogMIQ3jAUerT6RXJ-WMkj4xciHi1gSqIHY_Fp-hu2_afbi-ySf1nCkbUBPYFnOS6UWYJWChmOfijzJdKlF-vOJQfxEcdyibJ4kd-p6t9dFLIzR5b7xtsBONhxtw2B-0-Ky18fXMiORB6XiwdCQLaCiNoC8v_jnJvfdjxIPsr9BlhW95ufyAr8I-sioiP8_XpREjfsAZxewPPddQg-7yL8Bvmxr26lr3BIjso-htWkSkv5jBDNp1ShVdQErrmqpWFAUgkuOltbP3Fj4RAUI-U8Fi4UFVpi1btv5T5Dt65r98jizxTbmpDUmRb1K6LDinYXQDS2IQ8jswu8Ok9AU/s320/799764-12-04-17-03.jpg" width="215" /></a></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">E mais um estojo de tubo foi reordenado na longa e interminável <b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/01/olha-so-o-que-eu-achei.html">arrumação do meu escritório em casa</a></b> (uma ajudinha cairia tão bem...): agora, ao contrário dos <b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/12/finalizando-uma-e-comecando-outra.html">pôsteres da última postagem</a></b>, eis que estes 4 exemplares estão tão reluzentes como se houvessem saído hoje mesmo do tradicional quadro de vidro iluminado do seu cinema de origem - no caso, o antigo <i>multiplex</i>&nbsp;do <i>Shopping </i>São Luís,&nbsp;<i><b>Box Cinemas</b></i>&nbsp;(cadeia espanhola, posteriormente comprada pela brasileira rede <i>Cinépolis</i>). No entanto, já contam todos com mais de 10 anos, uma vez que o do filme mais velho, o divertidíssimo&nbsp;<b><i>Lilo e Stich</i></b>, uma das últimas animações tradicionais da <i>Disney</i>, teve seu lançamento em 2002, e o mais derradeiro, a boa Animação de Aventura&nbsp;<i style="font-weight: bold;">As Tartarugas Ninja - O Retorno</i>, data de 2007!</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Outra curiosidade em comum: porquanto sempre tenha gostado muito de animações (os antigos "filmes infantis"), os 4 pôsteres desta leva são de filmes deste subgênero, que vi naquelas salas e me foram doados por aquele gerente amigo de quem já comentei - constam, além dos dois já citados, mais duas animações digitais, também chamadas "em 3D": o excelente&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Procurando Nemo</i>, da <i>Pixar </i>(antes da incorporação à <i>Disney</i>) e o só simpático e charmoso <b><i>O Expresso Polar</i></b> (a técnica de captura de movimento, até então insistentemente usada por Robert Zemeckis, sempre foi bela, porém artificial - vide os posteriores&nbsp;<i>Beowulf</i>&nbsp;e <i>Scrooge</i>, ambos com os mesmos problemas e do mesmo diretor).</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Belos pôsteres esses, usados muito pouco no meu antigo endereço, quarto do apartamento da minha mãe... Bem que poderiam ser emoldurados e ilustrar outro quarto atualmente, o dos meus 3 filhos -&nbsp; problema é achar lugar pra colocar... Além do quê, eles ainda nem conhecem todos esses filmes "antigos", de antes de eles terem nascido - títulos esses que vou, gradativamente, apresentando a eles...</div><div style="text-align: center;"><br /></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-2267742165565407402020-02-09T12:28:00.001-03:002020-02-14T17:56:57.266-03:00Oscarflixe os coringas e parasitas que ainda se sobressaem num Cinema cada vez mais mediano...<div style="text-align: justify;"><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-njgCBOOs_5c/Xj8NGp7g8NI/AAAAAAAAXMI/cmRrnqH2xQUcPj9ANEFiBaRK_HyhZrr1gCLcBGAsYHQ/s1600/oscar-2.gif" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="412" data-original-width="618" height="316" src="https://1.bp.blogspot.com/-njgCBOOs_5c/Xj8NGp7g8NI/AAAAAAAAXMI/cmRrnqH2xQUcPj9ANEFiBaRK_HyhZrr1gCLcBGAsYHQ/s400/oscar-2.gif" width="450" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Como a ordem, nesta montagem, dos candidatos ao <i>Oscar </i>de Melhor Filme deste ano não representa uma real "ordem de qualidade", <b>os Morcegos</b>, devidamente atualizados em seu raro dever de casa de ter visto todos eles,&nbsp;resolveram traçar o seu próprio rol, do pior para o melhor dessa lista: na categoria dos medianos,&nbsp;<b style="font-style: italic;">1917 </b>(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: inherit;"><b>/</b></span>); <i style="font-weight: bold;">Adoráveis Mulheres </i>(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span>); <i style="font-weight: bold;">História de Um Casamento</i>&nbsp;(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><b>/</b><span style="font-family: inherit;">)</span>;&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Jojo Rabbit</i>&nbsp;(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><b>/</b>); e&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Ford vs. Ferrari</i>&nbsp;(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span>); já na categoria dos muito bons para excelentes; <b><i>O Irlandês&nbsp;</i></b>(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><b>/</b>);&nbsp;<b><i>O</i></b>&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Parasita </i>(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><b>/</b>); <i style="font-weight: bold;">Era uma vez em Hollywood </i>(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span>); e o melhor do ano passado (depois de <i>Bacurau</i>, é claro!), <i style="font-weight: bold;">Coringa</i>&nbsp;(<span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><span style="font-family: &quot;wingdings&quot;;">«</span><b>/</b>).</span></td></tr></tbody></table><div style="text-align: center;"><br /></div><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://i2.wp.com/cloud.estacaonerd.com/wp-content/uploads/2019/12/16181134/a-primeira-tentacao-de-cristo-970x550-1.jpg?fit=970%2C550&amp;ssl=1" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Resultado de imagem para a primeira tentação de cristo" border="0" height="181" src="https://i2.wp.com/cloud.estacaonerd.com/wp-content/uploads/2019/12/16181134/a-primeira-tentacao-de-cristo-970x550-1.jpg?fit=970%2C550&amp;ssl=1" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Duvivier como um Jesus indeciso e Porchat como um Satanás</span><br /><span style="font-size: x-small;"><i>gay</i>: divertido, mas longe da qualidade que a trupe de&nbsp;<i>Porta<br />dos&nbsp;Fundos&nbsp;</i>costuma apresentar em&nbsp;<i>sketches</i>&nbsp;curtas na&nbsp;<i>internet</i></span><br /><span style="font-size: x-small;">(como a&nbsp;<b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oOOuU1Z3o9c">inteligentíssima "continuação"</a></b>&nbsp;em resposta a todas</span><br /><span style="font-size: x-small;">as absurdas polêmicas com seu filme natalino da&nbsp;<i>Netflix</i>)</span><span style="font-size: x-small;">.</span></td></tr></tbody></table>Nem só de polêmicas sem cabimento ou de últimos capítulos de adoradas séries vive a <i style="font-weight: bold;">Netflix</i>&nbsp;- como, respectivamente, deu-se com o só razoável <i>Especial de Natal Porta dos Fundos - A Primeira Tentação de&nbsp;</i><i>Cristo</i><b>&nbsp;</b>(mesmo pouco engraçado e sem maiores deboches que uma Maria safadinha com um Deus similar aos libertinos deuses gregos e um Jesus "se descobrindo", despertou a "ira" de alguns cristãos brasileiros desocupados) e com o bom&nbsp;<i>The Good Place</i>&nbsp;(que, se há muito perdeu a genialidade e só se esticava em temporadas sem graça e de situações repetidas, ao menos foi concluída com alguma criatividade carismática). Como parece estar se tornando tradição, o famoso canal virtual, até o final do ano passado, produziu e lançou várias superproduções próprias que vêm colecionando indicações e prêmios internacionais, inclusive o tão badalado <i>Oscar</i>: foi assim, no ano passado, com <a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/01/de-roma-wakanda-passando-pelo-aranha.html">a pequena obra-prima&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Roma</i></a><span style="font-weight: bold;">&nbsp;</span>(2018), que arrebatou nada menos que 3 prêmios importantes da Academia, e, recentemente, com vários filmes que, no mínimo, devem ser vistos!</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://br.web.img3.acsta.net/pictures/19/10/09/17/03/0582059.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Resultado de imagem para klaus" border="0" height="320" src="https://br.web.img3.acsta.net/pictures/19/10/09/17/03/0582059.jpg" width="216" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Favorito ao <i>Oscar&nbsp;</i>na categoria <b>melhor&nbsp;</b></span><br /><span style="font-size: x-small;"><b>longa de&nbsp;animação</b>, <i style="font-weight: bold;">Klaus</i>&nbsp;foi uma&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">grata surpresa no Natal&nbsp;aqui de casa,&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">com sua inteligente releitura da lenda</span><br /><span style="font-size: x-small;">de&nbsp;Papai Noel para todas as idades.</span></td></tr></tbody></table>E, assim, após colocar em dia, desde dezembro até o começo desse ano, um bom número de filmes produzidos pela maioral do <i>streamming</i>&nbsp;que acabaram passando batido por mim em 2019 (como os indicados ao <i>Oscar <b>Klaus</b>&nbsp;</i>e <i style="font-weight: bold;">Perdi meu corpo</i>, ótimas animações para fugir da <i>Pixar</i>&nbsp;de sempre e seu ainda muito bom <i style="font-weight: bold;">Toy Story 4</i>, e também&nbsp;ao Globo de Ouro, como&nbsp;<b style="font-style: italic;">Meu Nome é Dolemite</b>, com Eddie Murphy vivendo um personagem real), finalmente assisti aos "medalhões" da casa, aqueles com maior destaque de lançamento recente e inúmeras premiações importantes e indicações ao <i>Oscar</i>: um Scorsese muito bom em&nbsp;<i style="font-weight: bold;">O Irlandês</i>&nbsp;(mesmo longe dos maiores trabalhos do Mestre Novaiorquino, mereceu suas 9 indicações, especialmente nas excelentes direção, edição e efeitos visuais - o rejuvenescimento digital dos já enrugados astros do filme); um superestimado, porém fraco&nbsp;<b style="font-style: italic;">História de Um Casamento</b>&nbsp;(Adam Driver, concorrendo como Melhor Ator, é a única justiça das 6 indicações desse inexplicavelmente badalado projeto pessoal de Noah Cumbatch, também indicado como roteirista e diretor<span style="font-family: inherit;">&nbsp;–&nbsp;</span>o chato&nbsp;<i>Kramer Vs. Kramer </i>era bem melhor!); e o muito interessante <b><i>Dois Papas</i></b><i>&nbsp;</i>(o passeio de Fernando Meirelles pelo Vaticano, porém sem devassar para além dos ricos diálogos entre o reacionário renunciante Bento XVI/Hopkins e o progressista Francisco/Pryce - excepcional da interpretação à semelhança com nosso&nbsp;<i>hermano </i>Bergoglio!).<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://i2.wp.com/historiaonline.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Cartaz-do-document%C3%A1rio-Democracia-em-Vertigem-20190618.jpg?fit=1070%2C1575&amp;ssl=1" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Resultado de imagem para democracia em vertigem" border="0" height="320" src="https://i2.wp.com/historiaonline.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Cartaz-do-document%C3%A1rio-Democracia-em-Vertigem-20190618.jpg?fit=1070%2C1575&amp;ssl=1" width="216" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Assim como seu principal concorrente&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;"><i>Indústria&nbsp;Americana</i>&nbsp;(que peca por não&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">costurar bem as&nbsp;histórias pessoais mostradas&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">e tende para o óbvio&nbsp;dos "vilões capitalistas&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">chineses"),&nbsp;<i><b>Democracia em Vertigem</b></i>,</span><br /><span style="font-size: x-small;">apesar do excesso de&nbsp;"bastidores petistas"&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">e de ter desperdiçado a chance de melhor</span><br /><span style="font-size: x-small;">analisar a conjuntura para além&nbsp;da&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">"polarização",&nbsp;mostra-se um sensível retrato</span><br /><span style="font-size: x-small;">&nbsp;de um País perdido e dividido...</span></td></tr></tbody></table>Desde o pungente <i>Ícaro</i>&nbsp;(2017), que desbaratou um complexo de pesadas denúncias contra o Governo russo em relação a uma política de <i>dopping</i>&nbsp;com seus atletas, fato repercutido até hoje (a Rússia acabou banida das próximas Olimpíadas) e rendeu à <i>Netflix</i> o seu primeiro <i>Oscar</i>, mais uma vez são fortes as chances de o canal arrebatar outro careca dourado na categoria de Melhor Documentário! Afinal, além do sensivelmente impactante <i style="font-weight: bold;">A Vida em Mim</i>&nbsp;(indicado para&nbsp;Melhor Documentário em Curta-Metragem), a denunciar uma assombrosa nova doença psicológica infanto-juvenil gerada pelas desumanas políticas públicas de países europeus (no caso, a Suécia atual) contra famílias de refugiados, a <i>Netflix</i>&nbsp;ainda concorre nessa área com dois longas muito interessantes: o favorito (especialmente por ter sido produzido pelo progressista casal Obama) <i style="font-weight: bold;">Indústria Americana</i>, que levanta diversos choques culturais e impactos sociais no caso de uma fábrica automotiva estadunidense comprada por um rígido conglomerado chinês, e também seu principal "oponente sócio-político", o brasileiro <i style="font-weight: bold;">Democracia em Vertigem</i>, sensível abordagem pessoal da diretora Petra Costa (covardemente bombardeada pela censura fascista dominante no País, desde a SECOM do Planalto até os jornalistas da Grande Mídia, como o "cineasta" Pedro Bial) sobre as situações políticas nacionais que conduziram ao golpe de&nbsp;<i>impeachment</i>&nbsp;da Presidenta Dilma Roussef e à ascensão da acéfala ultradireita capitaneada com a eleição de Bolsonaro como Presidente (ainda hoje tenho sérias dificuldades de chamá-lo assim...), em meio ao microcosmo de sua família burguesa dividida entre grandes empreiteiros e militantes da Esquerda desde a luta contra a Ditadura Militar.<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-ygpiXdo56QQ/Xj8Lk0H3KWI/AAAAAAAAXL8/SscWYMeHmboiSzBrrpcBOIPUc9pYKjAMQCLcBGAsYHQ/s1600/Untitled-design-29-800x400.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="400" data-original-width="800" height="160" src="https://1.bp.blogspot.com/-ygpiXdo56QQ/Xj8Lk0H3KWI/AAAAAAAAXL8/SscWYMeHmboiSzBrrpcBOIPUc9pYKjAMQCLcBGAsYHQ/s320/Untitled-design-29-800x400.jpg" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">À exceção do bom <i style="font-weight: bold;">Toy Story 4</i>, os indicados Disney deste ano</span><br /><span style="font-size: x-small;">&nbsp;clamam por&nbsp;melhorias urgentes nas qualidades criativas de seus&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">principais <i>blockbusters</i>:&nbsp;a começar pelo sem emoção <i style="font-weight: bold;">Rei Leão</i>,&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">passando pelos cansativos&nbsp;mais-do-mesmo <i style="font-weight: bold;">Star Wars IX&nbsp;</i>e</span><br /><span style="font-size: x-small;"><i style="font-weight: bold;">Vingadores: Ultimato</i>&nbsp;até o escuro e clichê&nbsp;("elementais da</span><br /><span style="font-size: x-small;">natureza"?!)&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Frozen 2</i>, parcas indicações para a&nbsp;Casa do Mickey!</span></td></tr></tbody></table>Em decorrência de sérias razões de ordem pessoal (ainda não desceu pela garganta nem o Golpe nem as reacionárias eleições das <i>fake news...</i>), só agora em janeiro consegui ver esse ótimo documentário nacional. Tal como se deu com outros elogiados filmes de 2019, fora do eixo <i>Netflix</i>, que finalmente pude ver nas últimas semanas&nbsp;– na verdade, nem tão elogiáveis assim nas minhas retinas já fatigadas pelo mediano da maioria das produções atuais: <i style="font-weight: bold;">Dor e Glória</i>&nbsp;(indicado para Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Ator, com o excelente Banderas), fraquíssima narrativa de Almodóvar como seu autobiográfico retrato cinematográfico e metalinguístico; <i style="font-weight: bold;">Rocketman </i>(finalista em Melhor Canção), alegoria musical interessante, esquecido pela Academia, mas com potencial imenso para outras indicações (como a de Melhor Ator para Taron Egerton no papel de Elton John, que também produziu essa cinebiografia);&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Frozen 2</i>&nbsp;(concorrendo apenas como Melhor Canção) que vi recentemente com minhas filhas num cinema nitidamente entediado com a escuridão e os clichês da trama, a evidenciar que a Fórmula Disney de Franquias de Sucesso está extremamente desgastada&nbsp;– assim como já mostrado aqui no bloguinho quando tratamos de outros oscarizáveis deste ano: <i><b>Vingadores: Ultimato</b> </i>(indicado para Melhores Efeitos Visuais), <i style="font-weight: bold;">Star Wars - Episódio IX: A Ascensão Skywalker</i>&nbsp;(Efeitos Visuais, Trilha Original e Edição de Som - os antigos "efeitos sonoros"); e <i style="font-weight: bold;">O Rei Leão</i>&nbsp;(da "franquia das refilmagens de clássicos da animação", favorito para Melhores Efeitos Visuais), desnecessária "Versão <i>Animal Planet</i>" igualmente cansativa por não mudar nada do original, mas somente piorá-lo!<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-48LWqHev9IQ/XkAhTuFhLOI/AAAAAAAAXN0/ibJfymsq_ywhFP_PRv4PfPMA04i1x5vEACLcBGAsYHQ/s1600/s118581882355374300_p518_i2_w857.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="1200" data-original-width="857" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-48LWqHev9IQ/XkAhTuFhLOI/AAAAAAAAXN0/ibJfymsq_ywhFP_PRv4PfPMA04i1x5vEACLcBGAsYHQ/s320/s118581882355374300_p518_i2_w857.jpeg" width="228" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Como votado só por&nbsp;artistas da&nbsp;Animação,</span><br /><span style="font-size: x-small;"><i style="font-weight: bold;">Mémorable&nbsp;</i>tem&nbsp;chances&nbsp;de levar&nbsp;o <i>Oscar</i></span><br /><span style="font-size: x-small;">para&nbsp;a França.</span></td></tr></tbody></table>E, falando na <i>Disney/Pixar</i>&nbsp;e suas sempre oscarizadas produções (geralmente, os prêmios de Melhor Animação vão para elas), neste ano, além dos já citados longas, elas também disputam como Melhor Animação em Curta-Metragem com <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AZS5cgybKcI">o bonitinho <i style="font-weight: bold;">Kitbull</i></a>, sobre a amizade entre um doce <i>pitbull</i>&nbsp;treinado para as rinhas e um arisco gatinho de rua, disponível no <i>YouTube</i>&nbsp;– assim como seu principal concorrente, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kNw8V_Fkw28">o favorito <i style="font-weight: bold;">Hair Love</i></a>, sensível retrato de uma família negra em torno de um penteado no cabelo afro de uma linda garotinha, nascido de uma vaquinha virtual (os Morcegos andam doidos para pleitear um <i>crowdfunding</i>&nbsp;para editar o romance <i>Você ainda vai me amar amanhã</i>, desse blog...). No entanto, nosso preferido para este <i>Oscar</i>&nbsp;é <a href="https://www.youtube.com/watch?v=QK3NLUkivT0">o tocante <i style="font-weight: bold;">Memorable</i></a>, produção francesa bastante inovadora em técnicas de animação na sensível abordagem do Mal de Alzheimer na vida e na visão artística de mundo de um pintor.<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://www.correiodopovo.com.br/image/policy:1.394973:1579784977/.jpg?f=2x1&amp;$p$f=7d891a5&amp;w=720&amp;$w=3b33d2d" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Resultado de imagem para 1917" border="0" height="160" src="https://www.correiodopovo.com.br/image/policy:1.394973:1579784977/.jpg?f=2x1&amp;$p$f=7d891a5&amp;w=720&amp;$w=3b33d2d" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Escorrega daqui, cai acolá, refrega, mergulha na cachoeira&nbsp;e...&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">V<i>oilá</i>:&nbsp;sujeito sem mapa nem bússola cai certo&nbsp;no seu&nbsp;destino</span><br /><span style="font-size: x-small;">e missão cumprida na 1ª Guerra!&nbsp;Espécie de "continuação de&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;"><i>O Fugitivo"</i>,&nbsp;&nbsp;só que sem emoção e&nbsp;num cansativo&nbsp;e único&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">plano-sequência (os cortes existem, mas são&nbsp;maquiados)!</span><br /><span style="font-size: x-small;">Eis o superestimado e multipremiado <i style="font-weight: bold;">1917</i>!</span></td></tr></tbody></table>E, graças às maravilhas do <i>Torrent</i>, trouxe o <i>streaming</i>&nbsp;para dentro do meu <i>HD</i>&nbsp;portátil baixando inúmeros filmes ainda em exibição. E, economizando uma baba ao não ter que aguentar os altos preços das tais "Salas VIPs" em péssimas projeções dos multiplexes da vida somente para supervalorizar um filme oscarizável ou sua exibição legendada, pude ver em casa outros filmes igualmente medianos concorrentes nas categorias principais - como o supervalorizado "Cinema <i>Videogame</i>" <i>à lá</i> "<i>Medal of Honnor</i>" <i style="font-weight: bold;">1917</i>&nbsp;(estéril e técnico, à exceção de uma ou duas cenas mais emocionais, não passa de uma montanha russa de situações que jogam o protagonista pra lá e pra cá até cair perfeitamente na trincheira da sua missão), a "polêmica" comédia dramática sem ter muito o que contar além de algumas piadinhas com um Hitler bobão e afrescalhado como amigo imaginário de um garotinho da Juventude Nazista em&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Jojo Rabbit</i>&nbsp;(o melhor dessa imitação do estilo Wes Anderson é, sem dúvida, o personagem esquecido de Sam Rockwell) e a chatinha nova versão "atualizada" e "empoderada" de <i style="font-weight: bold;">Adoráveis Mulheres</i>, narrativa pobre, exageradamente autoexplicativa de idas e vindas no tempo, num filme que nunca engrena&nbsp;(preferível sua última versão cinematográfica, de 1994, com Wynona Ryder). Curiosamente, os três despontam como fortes candidatos a várias estatuetas douradas, o que demonstra que o comercialismo do cinemão industrial ainda prefere premiar o óbvio ululante&nbsp;– situação costumeiramente presente no <i>Oscar&nbsp;</i>em relação a filmes bem fracos como <i>O Discurso do Rei </i>ou <i>Crash - No Limite</i>! Dessa leva se sobressai somente a deliciosa <i>Sessão da Tarde</i>&nbsp;às antigas <i><b>Ford Vs. Ferrari</b>, </i>graças à inspirada dupla de protagonistas (Bale e Damon) e às excelentes edições de montagem e som, levando a audiência para dentro das ótimas cenas de corrida!<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-0BBMSVpH2SY/XkAHDMyaUSI/AAAAAAAAXNQ/ahSdfrmbtTsmb4bugl6ZLzfBuhhXaCRawCLcBGAsYHQ/s1600/parasite-french-movie-poster_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="386" data-original-width="290" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-0BBMSVpH2SY/XkAHDMyaUSI/AAAAAAAAXNQ/ahSdfrmbtTsmb4bugl6ZLzfBuhhXaCRawCLcBGAsYHQ/s320/parasite-french-movie-poster_1.jpg" width="240" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Se faltou mais "algo na veia" para suas viradas,<br />o drama cômico <i><b>Parasita</b></i>&nbsp;apresenta algo novo<br />em seu estilo farsa simbolista - enfim, um filme<br />acima da média nesse <i>Oscar</i>&nbsp;modorrento...</span></td></tr></tbody></table>Mas nem só de produções ruinzinhas vive o Cinema atual: ainda é possível surpreender no <i>mainstream</i>! E, assim, produções <a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/10/elogio-da-loucura.html">já analisadas por aqui no ano passado, <i style="font-weight: bold;">Coringa</i></a>&nbsp;(pra mim e os Morcegos, o melhor do ano passado) e <i style="font-weight: bold;"><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/08/era-uma-vez-tarantino.html">Era uma vez em... Hollywood</a></i>, consagraram-se mesmo como os melhores de 2019, tiveram seus merecidos reconhecimentos com indicações em vários festivais pelo mundo e já vêm recebendo vários prêmios, com fortes probabilidades de <i>Oscars</i>&nbsp;em várias categorias - com destaque para as já laureadas interpretações do incrível ator e ativista superconsciente Joaquín Phoenix na sua "versão adulta" do Palhaço do Crime e Brad Pitty "sendo Brad Pitty" mais uma vez, de forma competente,&nbsp; no último (e ótimo) trabalho de Tarantino. De destacar, por fim, o mais novo queridinho oriental, o diretor Bong Joon Ho (forte concorrente a Melhor Diretor), e o seu Palma de Ouro em Cannes <i style="font-weight: bold;">Parasita</i>: não é nenhum&nbsp;<i>Bacurau </i>(ou <i>O Som ao Redor</i>, trabalho de Júlio Mendonça Filho de temática mais próxima) ou qualquer outra obra de crítica social do Cinema nacional, mas quebra o galho no meio de tanta mesmice - a(s) inusitada(s) reviravolta(s) final(is) pode(m) até fazer o filme soar&nbsp;como algo forçado, uma vez que mais da primeira metade segue em tom farsesco de comédia; o fato é, porém, que tal virada é necessária para contrapor os extremos e apresentar uma fábula moderna inteligente e simbolista sobre classes sociais, suas visões e seus lugares no mundo.<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-us3BlTnzczc/XkAiBB_LM3I/AAAAAAAAXN8/1ZkKrfxhTzcLNmOjh5H43kNNKY_0nzz0wCLcBGAsYHQ/s1600/image-asset.jpeg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="300" data-original-width="300" src="https://1.bp.blogspot.com/-us3BlTnzczc/XkAiBB_LM3I/AAAAAAAAXN8/1ZkKrfxhTzcLNmOjh5H43kNNKY_0nzz0wCLcBGAsYHQ/s1600/image-asset.jpeg" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Se levasse, seria mais que merecido... Ao contrário do que<br />quer apregoar boa parte da "mídia dos <i>releases</i>", <i style="font-weight: bold;">Coringa</i><br />nada tem a ver com um "filme de vilão de Quadrinhos",<br />mas, sim, de uma bela e sensível visão político-social<br />dos excluídos, da loucura e, de quebra, uma homenagem<br />cinematográfica ao famoso personagem das HQs do<br />Batman e a filmes de temática similar dos anos 70 e 80,<br />em especial a <i>Taxi Driver</i>&nbsp;e <i>O Rei da Comédia</i>, ambos<br />do Mestre Scorsese.</td></tr></tbody></table>Em suma, o <i>Oscar </i>vai para... a <i>Netflix</i>, é claro: independentemente do resultado desta noite, o canal virtual se consolida, por meio de seus <u>8 filmes concorrendo em 24 categorias</u>,&nbsp;como a "nova revolução do Cinema e da mídia", no dizer do veterano Martin Scorsese, que, ao contrário de muitos diretores e produtores paternalistas do velho esquema das grandes salas de exibição, ficou muito feliz em poder ter feito seu filme nessa plataforma&nbsp;– com uma única ressalva: depois de causar "polêmica" ao dizer que os filmes de super-heróis da <i>Marvel</i>&nbsp;não são Cinema (no que concordo plenamente!), fez um apelo a todos os espectadores da <i>Netflix</i>&nbsp;para não verem seu <i style="font-weight: bold;">O Irlandês</i>&nbsp;nos celulares! Faz muito sentido pra mim: grandes filmes pedem uma tela grande - no mínimo, uma de 50'' em casa, nas populares <i>smartvs</i>&nbsp;de hoje em dia... A verdade é que os tempos mudaram, o <i>streaming </i>veio pra ficar&nbsp;– e para apresentar algo a mais que a mesmice autovangloriada dos grandes estúdios hollywoodianos&nbsp;– e a Academia parece estar aprendendo a equilibrar melhor essas equações neste que muito bem se poderia chamar de <i style="font-weight: bold;">Oscarflix</i>!&nbsp;Que vençam os melhores (ou os que arrecadaram maiores bilheterias...) e <i>democracia em Vertigem </i>nos redima! E, mesmo dando aquela rotineira entortada de boca e aquele dar de ombros de indiferença a essas premiações-eventos norte-americanas, eu vou dar uma olhada (no que a <i>Globo</i>&nbsp;deixar) e farei minhas apostinhas, como de praxe todo ano... Seguem abaixo as previsões dos Morcegos na seguinte legenda: <span style="color: blue;"><b>azul</b></span> para quem deve ganhar o prêmio; <b><span style="color: orange;">laranja</span></b> para quem tem grandes chances de também levar; e <span style="color: #38761d;"><b>verde</b></span> para quem, na nossa cinéfila e modesta opinião, é que faria justiça sendo oscarizado!<br /><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-7To98j1L23o/XkA6PDhv1mI/AAAAAAAAXOI/xwedKF1Zeuku3oW0qNA24iFO6RlZFrSrwCLcBGAsYHQ/s1600/democracia-em-vertigem-destaqueOSCAR.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="473" data-original-width="840" height="275" src="https://1.bp.blogspot.com/-7To98j1L23o/XkA6PDhv1mI/AAAAAAAAXOI/xwedKF1Zeuku3oW0qNA24iFO6RlZFrSrwCLcBGAsYHQ/s400/democracia-em-vertigem-destaqueOSCAR.png" width="450" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Que <i style="font-weight: bold;">Democracia em Vertigem </i>nos redima... E Temer não nos roube novamente, amém!</td></tr></tbody></table><div style="text-align: justify;"><b>(<u>ATUALIZADO</u>: após a cerimônia do último domingo, 9, os filmes vencedores foram sublinhados - independentemente da cor apresentada na legenda original da aposta - e os demais,&nbsp;<strike>riscados</strike>, sendo ainda apostos de&nbsp;<span style="color: red;">vermelho</span>&nbsp;os concorrentes originariamente não cotados nas previsões dos Morcegos)</b></div><u style="font-family: inherit; font-size: small;"></u><br /><div align="center" class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial; line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"><u style="font-family: inherit; font-size: small;"><b><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Melhor filme</span></b></u></div></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; color: #2f2f2f; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; color: #2f2f2f; padding: 0cm;">Adoráveis Mulheres</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="color: blue; font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Era Uma Vez em… Hollywood</strike></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="color: red; font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><u><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Parasita</span></i><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></u></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">História de um Casamento</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">1917</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: #38761d; padding: 0cm;">Coringa</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Ford vs Ferrari</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Jojo Rabbit</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="font-family: inherit , serif; font-size: x-small;"><u>Melhor Diretor</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><span style="color: blue;"><u>Bong Joon-Ho, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">Parasita</span></i></u></span><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike>Martin Scorsese, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Sam Mendes, por&nbsp;<i>1917</i></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Todd Phillips, por&nbsp;<i>Coringa</i></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;"><strike>Quentin Tarantino, por&nbsp;<i>Era Uma Vez em… Hollywood</i></strike></span></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Melhor Ator</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike>Antonio Banderas, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">Dor e Glória</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike>Leonardo DiCaprio, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">Era Uma Vez em… Hollywood</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Adam Driver, por&nbsp;<i>História de um Casamento</i></strike></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Joaquin Phoenix, por&nbsp;<i>Coringa</i></span></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Jonathan Pryce, por&nbsp;<i>Dois Papas</i></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="color: #2f2f2f; font-family: &quot;inherit&quot; , serif; font-size: x-small; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"><u>Melhor Atriz</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><span style="color: orange;">Saoirse Ronan, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">Adoráveis Mulheres</span></i></span></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike>Charlize Theron, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">O Escândalo</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Scarlett Johansson, por&nbsp;<i>História de um Casamento</i></strike></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Renée Zellweger, por&nbsp;<i>Judy – Muito além do Arco-Íris</i></span></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Cynthia Erivo, por&nbsp;<i>Harriet</i></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Melhor Ator Coadjuvante</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><span style="color: blue;"><u>Brad Pitt, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">Era Uma Vez em… Hollywood</span></i></u></span></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><span style="color: #38761d;">Joe Pesci, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i></span></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Al Pacino, por&nbsp;<i>O Irlandês</i></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Anthony Hopkins, por&nbsp;<i>Dois Papas</i></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Tom Hanks, por&nbsp;<i>Um Lindo Dia na Vizinhança</i></strike></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Melhor Atriz Coadjuvante</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><strike>Kathy Bates, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">O Caso Richard Jewell</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><span style="color: blue;">Laura Dern, por&nbsp;<i><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">História de um Casamento</span></i></span></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">S<strike>carlett Johansson, por&nbsp;<i>Jojo Rabbit</i></strike></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><strike><o:p></o:p></strike></span></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><strike><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Florence Pugh, por&nbsp;<i>Adoráveis Mulheres</i></span><o:p></o:p></strike></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><u><strike>Margot Robbie, por&nbsp;<i>O Escândalo</i></strike></u></span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Roteiro Adaptado</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; color: red; padding: 0cm;"><b>Jojo Rabbit</b></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">Coringa</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Adoráveis Mulheres</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Dois Papas</strike></span></i><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Roteiro original</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Entre Facas e Segredos</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">História de um Casamento</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">1917</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;"><strike>Era Uma Vez em… Hollywood</strike></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;"><u>Parasita</u></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Melhor filme internacional</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Corpus Christi</span></i>&nbsp;(Polônia)<b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Honeyland</span></i>&nbsp;(Macedônia do Norte)<b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Os Miseráveis</span></i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">&nbsp;(França)</span><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Dor e Glória</span></i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">&nbsp;(Espanha)</span></strike><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Parasita&nbsp;(Coreia do Sul)</span></i></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Animação</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Como Treinar o Seu Dragão 3</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Perdi Meu Corpo</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Klaus</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Link Perdido</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;"><u>Toy Story 4</u></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Fotografia</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">1917</span></i></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: #38761d; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">O Farol</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: #38761d; padding: 0cm;">Coringa</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: #38761d; padding: 0cm;"><strike>Era Uma Vez em… Hollywood</strike></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Figurino</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Jojo Rabbit</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Adoráveis Mulheres</span></i></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Era Uma Vez em… Hollywood</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;"><u>Coringa</u></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Trilha sonora original</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;"><u>Coringa</u></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Adoráveis Mulheres</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">História de Um Casamento</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">1917</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Star Wars: A Ascensão Skywalker</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Efeitos Visuais</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">Vingadores: Ultimato</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;"><strike>O Rei Leão</strike></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="color: red; font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">1917</span></i><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Star Wars: A Ascensão Skywalker</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Documentário</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Indústria Americana</span></i></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">The Cave</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: #38761d; padding: 0cm;">Democracia em Vertigem</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">Honeyland</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>For Sama</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="font-family: inherit , serif; font-size: x-small;"><u>Montagem</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;"><u>Ford vs Ferrari</u></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Jojo Rabbit</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Coringa</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Parasita</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Canção Original</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">I Can’t Let You Throw Yourself Away</span></i></b><b><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">, por<i>&nbsp;Toy Story 4</i></span></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">(I’m Gonna) Love Me Again</span></i></b><b><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">, por<i>&nbsp;Rocketman</i></span></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Into The Unknown, por&nbsp;Frozen 2</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">I’m Standing With You, por&nbsp;Superação – O Milagre da Fé</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Stand Up, por&nbsp;Harriet</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Direção de arte</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">1917</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">O Irlandês</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">Jojo Rabbit</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Parasita</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="color: red; font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><u><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Era Uma Vez em… Hollywood</span></i><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></u></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Mixagem de Som</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Ad Astra</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Ford Vs Ferrari</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Coringa</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">1917</span></i></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Era Uma Vez em… Hollywood</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Edição de som</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">1917</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Coringa</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Star Wars: A Ascensão Skywalker</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Era Uma Vez em… Hollywood</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">Ford Vs Ferrari</span></i></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Maquiagem e Penteado</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Malévola: Dona do Mal</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>1917</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">O Escândalo</span></i></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">Coringa</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Judy: Muito Além do Arco-Íris</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Curta-metragem</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Brotherhood</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Nefta Footbal Club</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="color: orange; font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">The Neighbors’ Window</span></i><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Saria</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>A Sister</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="font-family: inherit , serif; font-size: x-small;"><u>Animação em curta-metragem</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Dcera (Daughter)</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;"><u>Hair Love</u></span></i></b><b><o:p></o:p></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">Kitbull</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Memorable</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;"><strike>Sister</strike></span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><b style="font-family: inherit;"><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><u>Documentário de curta-metragem</u></span></b></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><i><span style="border: 1pt none; padding: 0cm;">In the Absence</span></i><b><span style="color: #2f2f2f;"><o:p></o:p></span></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><u><b><i><span style="border: 1pt none; color: blue; padding: 0cm;">Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)</span></i></b><b><o:p></o:p></b></u></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"><strike><b><i><span style="border: 1pt none; color: orange; padding: 0cm;">A Vida em Mim</span></i></b><b><o:p></o:p></b></strike></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><i><span style="border: 1pt none; font-size: x-small; padding: 0cm;"><strike>St. Louis Superman</strike></span></i></span></div><div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 4; text-align: center;"><i><span style="border: 1pt none; font-family: inherit; font-size: x-small; padding: 0cm;"><strike>Walk Run Cha-Cha</strike></span></i></div><em style="border: 0px; box-sizing: border-box; list-style: none; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px;"><span style="font-family: inherit;"><span style="border: 0px; box-sizing: border-box; list-style: none; margin: 0px; outline: 0px; padding: 0px;"></span></span></em></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-88945240733924211312020-02-02T21:50:00.001-03:002020-02-02T21:56:24.148-03:00Expressionismo ao vento<br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-6W8HHpf3s0s/Xjdovy8izsI/AAAAAAAAXA0/OjIemRvYglcUuaW7oqPQ8qmy0g1UEunpwCLcBGAsYHQ/s1600/6368688203_9b80726573.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="240" data-original-width="370" height="258" src="https://1.bp.blogspot.com/-6W8HHpf3s0s/Xjdovy8izsI/AAAAAAAAXA0/OjIemRvYglcUuaW7oqPQ8qmy0g1UEunpwCLcBGAsYHQ/s400/6368688203_9b80726573.jpg" width="400" /></a></div><div class="MsoNormal" style="text-align: left;">Como se ama a mulher amiga</div><div class="MsoNormal"><o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Se se perde pela vida<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Se desvanece o amor<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Como querer amar o vento<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Se ele em desespero<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Não se pode agarrar<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">(E dá voltas e voltas e voltas<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Como um relógio quebrado<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Num tempo perdido)<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Como num choro abafado<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">De dores sentidas das mais adiadas<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal"><a href="http://www.aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/05/cabinet-of-dr-caligari-1-1024x642.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><img alt="A fotografia de Willy Hameister em 'O Gabinete do Dr. Caligari' contrapõe, a todo tempo, luz e sombra, criando noções de dualidade" border="0" src="http://www.aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/05/cabinet-of-dr-caligari-1-1024x642.jpg" height="200" width="320" /></a>Pelos ares e na cara jogadas<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Como se fosse vento a amar<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">De não mais se aguentar<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">De se quedar pelos lamentos<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">De se armar e desamar <o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">(Como se dizer adeus</div><div class="MsoNormal">Depois de se enraizar)<br />Se se esmaga e se sufoca<br />Sem um sorriso a se mostrar</div><div class="MsoNormal">Que se acaba sem amor nem amiga<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Se é ventura perdida<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">De antes de se sonhar<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Assim se fica mesmo sem voz<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Sem se saber de nós<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">A rezar sobre as feridas<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">De se carpir até a filha perdida<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Que nem se sabe se nascerá<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">E tudo vira uma eterna partida<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">De causas perdidas, gritos<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">E despedidas no vácuo<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Do amor, da amizade – da vida<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Que jamais acordará<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Do sono perdido na madrugada<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Virada, abusivo alvorecer<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">(Cheio das promessas mais bonitas)<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Que se estende pela manhã infinita<o:p></o:p></div><div class="MsoNormal">Que teima em permanecer<o:p></o:p></div><br /><span style="font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa)</span><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-maUBP5V3Ba0/XjduITWP_XI/AAAAAAAAXBA/QhujY8_HTV0CAb-a3Ww19V4NWKQxcrKqACLcBGAsYHQ/s1600/a8d7c667a76b2b966b5c2932f5bf81e8--horror-pics-horror-movies.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="345" data-original-width="474" height="290" src="https://1.bp.blogspot.com/-maUBP5V3Ba0/XjduITWP_XI/AAAAAAAAXBA/QhujY8_HTV0CAb-a3Ww19V4NWKQxcrKqACLcBGAsYHQ/s400/a8d7c667a76b2b966b5c2932f5bf81e8--horror-pics-horror-movies.jpg" width="400" /></a></div><div style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><br /></span></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-51044339924840265612020-01-25T19:31:00.001-03:002021-09-14T14:05:07.230-03:00"Moranguinho Mallando"e a Dublagem em minha vida...(Uma postagem "totalmente excelente"!)<center style="text-align: center;"><i><iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/M4f3c4-nBbY" width="560"></iframe></i></center><center style="text-align: justify;"><i><br /></i></center><center style="text-align: justify;"><i><b>- O que EU quero? É o que eles querem! E é o que todo cara que veio pra aqui, que se arriscou e deu tudo de si quer - que nosso País nos ame assim como nós amamos ele! É isso que eu quero...</b></i></center><center style="text-align: justify;"><i><b>- Como você vai viver?</b></i></center><center style="text-align: justify;"><i><b>- Dia a dia...</b></i></center><center style="text-align: justify;"><i><br /></i></center><center style="text-align: justify;"><div class="MsoNormal"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://media.fstatic.com/zsu4xMRhFTd8KPo5pcO9ws6wEvE=/full-fit-in/640x480/media/artists/avatar/2013/11/andre-filho_a216553.jpg" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Resultado de imagem para andré filho" border="0" height="400" src="https://media.fstatic.com/zsu4xMRhFTd8KPo5pcO9ws6wEvE=/full-fit-in/640x480/media/artists/avatar/2013/11/andre-filho_a216553.jpg" width="267" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Vozes da minha infância...</td></tr></tbody></table>Calma, querido blogueiro de plantão: o excerto acima não deve ser parâmetro sobre este pobre escriba que vos fala, que ainda não se bandeou para as fileiras dos acéfalos bolsonaristas do lado negro do <i>front</i>! Na verdade, o trecho supracitado faz parte do final do igualmente acéfalo <b><i>Rambo II - A Missão</i></b> (acompanhe o original a partir de 9’43’’ no vídeo acima), escrito e estrelado pelo musculoso adorador de símbolos de guerra estadunidense <b>Sylvester Stallone:</b>&nbsp;na última cena do filme em questão – que, apesar de unidimensional e ufanista, ainda é divertido e bem melhor que o absurdo <i>Rambo Até O Fim</i>, o pior título do ano passado –&nbsp;, John J. Rambo tem o referido diálogo com o amigo Cel. Trautmann (vivido pelo finado Richard Crenna). E o faz, na versão brasileira, com a bela e inesquecível voz de um dos maiores dubladores do Brasil de todos os tempos (sendo o meu favorito), <b><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Filho_(dublador)">André Filho</a></b> – que, além de Stallone, também emprestou sua voz a ou outros astros e personagens famosos dos anos 70 e 80, como <b>Christopher Reeve </b>(ele foi, até sua morte em 1997, a “<b>Voz do Super-Homem</b>” original, em <b><i>Superman</i>&nbsp;I, II, III </b>e<b> IV</b>), <b style="font-style: italic;">O Homem Biônico </b>(Lee Majors), <b>Burt Reynolds</b>&nbsp;e <b>Sean Connery </b>(neste caso, o timbre similar e o famoso chiado carioca caíam como uma luva para emular e adaptar o sotaque do astro escocês)!<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://www.dublagembrasileira.com.br/wp-content/uploads/2019/09/goonies_capa.jpg" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Resultado de imagem para selton mello oberdan jr dubladores mirins" border="0" height="281" src="https://www.dublagembrasileira.com.br/wp-content/uploads/2019/09/goonies_capa.jpg" width="400" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Como eles cresceram...</td></tr></tbody></table>E esse diálogo, em particular, assim como inúmeros outros - como as hilárias passagens, que sabia de cor, de <b>Gene Hackman/Lex Luthor&nbsp;</b>em&nbsp;<b><i>Superman II</i></b>, dubladas pelo grande <b>Darcy Pedrosa</b>&nbsp;(famoso por ter sido, além de Hackman, a voz oficial de <b>Jack Nicholson</b> e <b>Anthony Hopkins</b> até seu falecimento, em 1999) -, eu adorava reproduzir quando das milhares de reprises exibidas na TV ou no meu <i>VCR</i>, diminuindo o som do televisor e brincando com os amigos, que adoravam ver e ouvir minhas imitações e tentativas de sincronizar minha fala às das bocas dos atores na tela do 14 polegadas de mamãe... E, completando o quadro ao acompanhar então atores mirins globais, como <b><u>Oberdan Jr.</u></b> e<b>&nbsp;Danton Mello</b>&nbsp;(assim como seu irmão, <b><u><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k6am-kPaKtA">Selton Mello</a></u></b>), ambos apresentados na novela&nbsp;<i style="font-weight: bold;">A Gata Comeu</i>, cobrindo as vozes de filmes incríveis como<i style="font-weight: bold;">&nbsp;Karatê Kid</i><i>,&nbsp;</i><i style="font-weight: bold;">Os Goonies</i>&nbsp;e&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Viagem ao mundo dos sonhos</i>, já ficava fácil dizer o que eu gostaria de ser quando crescer: se não desse certo o lance de desenhar casas (sempre que eu as desenhava, diziam que eu seria arquiteto...), eu seria dublador! Afinal, tinha facilidade em criar vozes, adorava Cinema, decorava longas falas com facilidade e já "treinava" brincando disso nas horas vagas, fosse nos repetecos em casa, fosse no colégio, com o amigo <b>Henrique Spencer</b>, tirando sarro de gentes ao longe, que nem faziam ideia das besteiras que inventávamos "ao vivo", de improviso, por sobre suas falas inaudíveis...<br /><br /><div style="text-align: center;"><iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/H5O0ctRFZBM" width="560"></iframe><br /><span style="font-size: x-small;">O falecido Gugu oferece um aparelho de som a quem dos seus convidados (entre eles, Angélica) descobrir os dubladores de Chaves e Chiquinha: mais anos 80, impossível!</span><br /><br /></div></div>Como já dito inúmeras vezes aqui neste humilde espaço virtual, por ter descoberto o universo da Sétima Arte graças ao videocassete no final dos anos 80, muito daquela diversão passava necessariamente pelas gravações caseiras, nas fitas em VHS, dos clássicos da <i>Tela Quente, Temperatura Máxima </i>e da <i>Sessão da Tarde</i>&nbsp;para rever milhões de vezes depois: assim, tome versões dubladas nos Estúdios da <b><i>Herberth Richards</i></b><i>, <b>BKS</b>, <b>VTI-Rio</b>, <b>AIC-São Paulo, Delart</b></i> e, em alguns casos mais esporádicos de produções exibidas no <i>SBT</i>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maga"><b><i>Estúdios Marshmallow</i></b> (posteriormente, <i><b>MAGA</b></i></a>, abreviatura de <b><u>Marcelo Gastaldi</u></b>, proprietário e diretor artístico, a grande voz por trás de <i style="font-weight: bold;">Charlie Brown</i>&nbsp;e <i style="font-weight: bold;">Chaves/Chapolin</i>)... Era o auge do dito “Cinema em Casa” (não por acaso, nome de conhecida sessão de filmes no canal do Silvio Santos) e a maioria das pessoas não abria a mão da preguiça mental do lar nem mesmo para ler legendas! Por tal razão, muito tempo antes de independentes faixas digitais de áudio darem escolha ao espectador entre a versão dublada e o idioma original com legendas na atualidade, as locadoras costumavam encher suas prateleiras com cópias dubladas dos títulos mais populares uma vez que nem só crianças preferiam acompanhar os seus filmes favoritos sem legendas...<o:p></o:p><br /><br /><div class="MsoNormal"><a href="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRTTMCs_NWmqT6Jni3B8-VXHhZuDSrEy6PR42Jmnb8iYyNwAJ3QkA&amp;s" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img alt="Resultado de imagem para josé santa cruz dublagem" border="0" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRTTMCs_NWmqT6Jni3B8-VXHhZuDSrEy6PR42Jmnb8iYyNwAJ3QkA&amp;s" /></a>Mesmo sem muita opção na época, já me inclinava para o som original quando havia oportunidade, como numa sessão legendada de cinema (além de se vivenciar melhor a interpretação dos atores, o som e os efeitos sonoros eram melhores e menos artificiais do que nas dublagens)... No entanto, acabávamos nós, os aprendizes de cinéfilos daquela geração, a termos nossos dubladores favoritos. Porque, chegando à adolescência, já sentíamos saudade do dizer "Versão Brasileira: Herberth Richers..." feito por&nbsp;<b>Márcio Seixas</b>&nbsp;(<i style="font-weight: bold;">Batman - A Série Animada; Leslie Nielsen </i>etc.);&nbsp;não havia a mesma emoção, na Televisão ou nalgum aluguel desavisado de fitas quando <b>Harrisson Ford </b>surgisse na telinha com outra voz que não fosse a de <b>Garcia Júnior </b>(a “Voz do He-Man”); ou não era tão engraçado quando <b>Eddie Murphy</b> era feito pelo&nbsp;<b>Mário Jorge,&nbsp;</b>por mais talentoso que este seja até hoje, no lugar do saudoso&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=r4K6eYGjgnI">Waldyr Santanna, o HommerSimpson original e o Terêncio, da novela Roque Santeiro</a>! Como, para ser dublador, sempre foi necessário ser ator profissional (ou locutor de rádio, como se dava antigamente, em que um jovem <b>Lima Duarte</b>&nbsp;deixava as rádios diretamente para dar voz ao <b>Manda-Chuva</b>), muitos atuavam na TV além das dublagens e acabavam reconhecidos por suas vozes marcantes no meio de alguma novela&nbsp;–&nbsp;casos de <b>Isaac Bardavid</b> (a eterna “<b>Voz do Wolverine</b>”, do <b>Esqueleto</b> e de tantos outros personagens icônicos: hoje, com a voz mais embargada, já atua bem pouco...), da eterna "empregada doméstica das 8h" <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UJIQkHFl4h0"><b>Maria Helena Pader </b>(<b>Glenn Close como Cruella Cruel</b>,<b>&nbsp;Angelica Houston</b>,&nbsp;<b>Fran de <i>A Família Dinossauro</i> </b>etc.)</a>, <b>Nizo Neto</b>&nbsp;(filho do Chico Anysio que dominava os anos 80 personificando&nbsp;<b>Tom Hanks&nbsp;</b>e<b> Mathew Broderick</b>),<b>&nbsp;</b>do comediante <b><u>José Santa Cruz</u></b>&nbsp;(facilmente reconhecível por vozes mais caricatas, como o <b>Dino</b>&nbsp;da <i style="font-weight: bold;">Família Dinossauro</i>,&nbsp;e cômicas, como a de <b>Danny DeVitto</b>, embora interpretações mais sérias de gentes como <b>Ian McKellen</b>&nbsp;também marcassem sua carreira) e de&nbsp;<b>Hélio Ribeiro</b>(famoso por normalmente interpretar advogados em participações na Globo e por ser a “<b>Voz de Steve Martin</b>” e de <b>Robert DeNiro</b>).<br /><br /><o:p></o:p></div><div class="MsoNormal"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://i2.wp.com/cloud.estacaonerd.com/wp-content/uploads/2020/01/03101909/briggs.jpg?fit=984%2C616&amp;ssl=1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Resultado de imagem para guilherme briggs dublador" border="0" height="200" src="https://i2.wp.com/cloud.estacaonerd.com/wp-content/uploads/2020/01/03101909/briggs.jpg?fit=984%2C616&amp;ssl=1" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">"Para o infinito e além...": símbolo de infância...</td></tr></tbody></table>E não havia como não ser igualmente fã das mil e uma vozes muito antes feitas para os desenhos animados dos anos 60 e 70 que já fazia com maestria o pessoal da geração anterior àquela com quem eu descobria a dublagem – como não se lembrar, por exemplo, do <b>Marinheiro Popeye</b>, <b>Gato Guerreiro</b> (da animação <b><i>He-Man</i></b>), <b><i>ALF O E.T.eimoso</i></b><i>,<b> Scooby-Doo </b></i>ou<b><i> O Vingador</i></b> (de <b><i>Caverna do Dragão</i></b>),<b> todos na icônica voz do hoje centenário Orlando Drummond</b> (o eterno <b>Seu Peru</b>da <i>Escolinha do Professor Raimundo</i>, aposentado desde 2014) ou <b>Mário Monjardim </b>e as eternas caracterizações de seus "Ô, diabos!" para personagens como <b>Salsicha (<i>Scooby-Doo</i>), Pernalonga </b>e o ator<b> Gene Wilder</b>&nbsp;- artistas que, com certeza, influenciaram diretamente não só a mim como também grandes dubladores que os seguiram, como os grandes&nbsp;<b>Miriam Ficher</b>&nbsp;(voz de <b>Nicole Kidman, Jodie Foster, Wynona Ryder, Meg Ryan</b> e <b>Angelina Jolie</b>), <b>Nelson Machado</b>&nbsp;(cultuado por seus trabalhos como o <b>Quico do </b><i style="font-weight: bold;">Chaves</i>&nbsp;e <b>Chucky</b>, o<b> <i>Brinquedo Assasssino</i></b>), <b>Márcio Simões</b>&nbsp;(<b>Coringa de Heath Ledger</b>, Kevin Spacey, Samuel L Jackson), <b>Manolo Rey</b>&nbsp;(a eterna "voz de adolescente" por trás de <b>Tobey Macguire </b>e <b>Michael J. Fox</b>),&nbsp;<b>Marcio Ribeiro</b> (<b>Robert Downey Jr., Tom Hanks Jim Carrey</b>), <b>Ricardo Schnetzer</b>&nbsp;(dos "marrentos" <b>Nicholas Cage, Al Pacino</b> e <b>Tom Cruise</b>) e, por último, mas nada menos importante, <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6IQrhSAUdgo">Guilherme Briggs</a></b>, espécie de ídolo <i>nerd</i>&nbsp;de milhões de internautas em decorrência do imenso apreço das novas gerações pelos seus trabalhos mais recentes na telinha, como <i style="font-weight: bold;">Buzz Lightyear</i>&nbsp;da franquia <b><i>Toy Story</i></b>, e graças ao seu <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zjZUNY_taKs&amp;list=PLt9w70o4BwA45AIh2O9YuTro1xCaHH9IN&amp;index=2">canal de bonecos e vozes no <i>YouTube</i></a>&nbsp;</b>(em que se vale, com humor adolescente em seu apartamento, para fazer rir com suas coleções de bonecos de personagens dublados por ele mesmo, como o <i>transformer</i>&nbsp;<b style="font-style: italic;">Optimus Prime</b>),&nbsp;tornando-se, com isso, o maior e mais popular representante moderno daquela Velha Guarda cheia de maneirismos vocais diferentes...<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://static.wixstatic.com/media/7f22c1_d1696a6f6d30413689dbff546c547a2e~mv2.png/v1/fill/w_290,h_180,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01/7f22c1_d1696a6f6d30413689dbff546c547a2e~mv2.webp" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" height="198" src="https://static.wixstatic.com/media/7f22c1_d1696a6f6d30413689dbff546c547a2e~mv2.png/v1/fill/w_290,h_180,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01/7f22c1_d1696a6f6d30413689dbff546c547a2e~mv2.webp" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Muito do charme de Willys veio com a voz de Newton da Matta</td></tr></tbody></table>Porque não há como negar que esta profissão carregue algo de muito lúdico e especial para todos que acompanham aquele filme ou seriado marcado pela voz de outro artista que não o intérprete original&nbsp;–&nbsp;ainda mais para aqueles que cresceram com essas sendo "as vozes" dos seus tipos favoritos! Só é de se lamentar que, apesar de toda a preferência voltada para as exibições legendadas, eu ainda me compadeça ao perceber, nalguma exibição na TV aberta ou mesmo paga, algum filme da minha infância ou adolescência tendo sido redublado... Só para citar um exemplo: os astros que antes "pertenciam" ao saudoso André Filho, como Stallone ou Christopher Reeve, passaram para&nbsp;<span style="background-color: white; color: #1d2129;"><span style="font-family: inherit;"><b>Luiz Feier Motta</b></span></span>&nbsp;– que, por mais talentoso que seja (ele, por exemplo, fez a voz do <b>Narrador das </b><i style="font-weight: bold;">Meninas SuperPoderosas</i>), tem poucas inflexões se comparado ao mestre anterior... Afora o "choque" que tenho a cada vez que o ouço nalguma cena antes interpretada pelo André! De concluir que, tal como se dá com aquela "interpretação definitiva" na nossa canção preferida, sempre teremos nosso dublador ideal para determinado ator&nbsp;– não consigo ver, de jeito algum, <b>Bruce Willys</b>&nbsp;desde que sua "voz oficial", <b>Newton da Matta</b>&nbsp;(<b>Lyon, dos </b><i><b>Thundercats</b>; </i><b>Terence Hill</b> etc.), faleceu e levou consigo toda a malandragem do eterno "John McLane"... Logo, por mais informativo que esta postagem tenha sido, a grande maioria das vozes aqui citadas já nem são mais ouvidas nas atuais versões brasileiras, a não ser que a dublagem original não se tenha deteriorado ou envelhecido tanto ou ainda que tal cópia passe somente naquelas sessões <i>Corujão</i>, ocasião em que só os mais velhos e saudosistas restarão insones em frente à TV para se deliciar com alguma voz antiga do seu passado afetivo...<br /><br />Justamente por isso que, nesses tempos de saudosistas cultos virtuais, os dubladores acabaram se tornando pequenas celebridades festejadas nos mais diversos eventos de cultura <i>geek</i>&nbsp;pelo Brasil inteiro! Como também ocorre de, até hoje, gerações inteiras a partir dos anos 80 se divertirem de forma quase infantil com uma boa molecagem em torno de locuções e dublagens –&nbsp;vide os sucessos televisivos de dois fenômenos culturais da antiga <i style="font-weight: bold;">MTV</i>&nbsp;(anos 90 e 2000): as narrações esportivas feitas pelos comediantes <b>Marco Bianchi e Paulo Bonfá</b>&nbsp;nas disputas de Futebol <i>Society</i>&nbsp;entre famosas bandas brasileiras no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zit5ClZruxo">campeonato <i style="font-weight: bold;">RockGol</i></a>&nbsp;–&nbsp;em que pululavam apelidos aos roqueiros e regueiros na disputa ("Wolverine Valadão" para Nazi; "Chiliquenta" para Tony Garrido etc.), pérolas como "Totalmente excelente", "Tirem as crianças da sala" e "Maravilha, Alberto!" emulavam bordões futebolísticos antigos e interrupções das partidas mais modorrentas ao cantarem "clássicos" infantis em Inglês como <i>Swimmingpool</i>&nbsp;e <i>I love the flowers</i>&nbsp;no meio das locuções... E a sessão <i>cult</i>&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Tela Class</i>, última criação do genial grupo <i style="font-weight: bold;">Hermes e Renato</i>&nbsp;naquele canal (a trupe se acabaria, literalmente, na <i>TV Record</i>&nbsp;no programa <i>Legendários</i>, alguns anos depois), em que os despirocados paulistas de boca suja escolhiam a dedo filmes Z desconhecidos e lascavam-lhes dublagens toscas e, justamente por isso, hilárias...<br /><br /></div><div class="MsoNormal"><o:p></o:p></div><center><iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/Rs8hZ8270wU" width="560"></iframe></center><center style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Sempre que eu posso, compro morangos e tento fazer esta sobremesa exótica&nbsp;em casa<span style="text-align: justify;">, </span><b style="text-align: justify;">moranguinho mallando</b><span style="text-align: justify;">, (embora tenha conhecimento de que só o original era "uma diliça", a ser colhido somente por alguém com a bravura de um Hércules de quinta categoria por entre assombrosos perigos bem <i>trash</i>...&nbsp;Inesquecível deboche da trupe do </span><i style="font-weight: bold; text-align: justify;">Hermes e Renato</i><span style="text-align: justify;"><span style="font-size: xx-small;">, num dos mais lembrados&nbsp;episódios do seu </span></span><i style="font-weight: bold; text-align: justify;">Tela Class da MTV</i><span style="text-align: justify;">, homenagem a todos aqueles com paladares únicos - e acabam gostando de "javali com </span><i style="text-align: justify;">cheddar</i><span style="text-align: justify;">" - ou que, simplesmente, sempre adoraram uma divertida dublagem...</span></span></center></center>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-62380936948940229262020-01-18T12:57:00.000-03:002020-04-05T17:24:30.327-03:00Olha só o que eu achei...Já estava sendo contaminado por fungos, dado que havia ficado numa caixa na varanda - com todas essas chuvas e esse meu parar no tempo, com tanto pra fazer... Mas nunca é tarde para absolutamente nada e eis que, em meios às tristezas de ver como perda total alguns escritos e desenhos originais das décadas de 80 e 90, consegui salvar este exemplar muito caro (especialmente para os quirópteros amigos que mantêm este espaço virtual diretamente de por cima da minha cabeça) numa arrumação deste domingo: <b>o escrito original do meu primeiro poema, <i>Morcegos</i>&nbsp;</b><b>e marcado como tendo sido feito às 2h da manhã&nbsp;</b>(uma pontinha rasgada não permitiu que se visse o dia ou o mês... embora eu creia ter sido outubro) - <b>acrescido de desenhos em Quadrinhos que começaria a fazer sobre um super-herói criação minha, </b><i style="font-weight: bold;">Bracelete Azul</i>&nbsp;(mas que, pelo visto, foi interrompido completamente pela Poesia e tomou um novo e inesperado rumo: passei a escrever mais que desenhar... Até virar escritor!).<br /><br />A Poesia tem mesmo vida própria por intermédio dos seus poemas - a Poesia ama, segue, é viva, nunca para... E ainda cai, por sua noção maior de pertencimento, mansamente, sempre em nossas mãos, na lembrança etérea de um papel rabiscado de mais de 25 anos atrás...<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-tLcetpfeF88/Xoo9iQI90aI/AAAAAAAAX88/D9b2G1gUacc4PrAh7NqegopvoVUdWOFVwCLcBGAsYHQ/s1600/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo%2B2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="564" data-original-width="428" height="400" src="https://1.bp.blogspot.com/-tLcetpfeF88/Xoo9iQI90aI/AAAAAAAAX88/D9b2G1gUacc4PrAh7NqegopvoVUdWOFVwCLcBGAsYHQ/s400/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo%2B2.png" width="301" /></a></div><div style="text-align: center;"><br /></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-73475423702535241342020-01-12T15:30:00.000-03:002020-04-22T23:37:25.021-03:00Meu Primeiro Romance(Terceiro Mês)<div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b><i>Você ainda vai me amar amanhã...?</i></b></span></div><div style="text-align: center;"><b><span style="font-family: inherit;"><a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2019/11/meu-primeiro-romance.html">(capítulos I e II)</a></span></b></div><div style="text-align: center;"><b><span style="font-family: inherit;"><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/12/meu-primeiro-romance-segundo-mes.html">(capítulos III, IV e V)</a></span></b></div><div style="text-align: center;"><img src="https://1.bp.blogspot.com/-a3VaGchbCPg/XgqfCS42PqI/AAAAAAAAWmo/1WURy-nCcGMsBs7LnoxSfSoU7xofN_X7gCLcBGAsYHQ/s200/1376066.jpg" /></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b>CAPÍTULO VI</b></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b><i>Símbolos, símbolos são...</i></b></span></div><div style="text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Há muito dispensei o uso de qualquer aparelho fonográfico em casa. Curiosamente, fiz isso bem antes de desistir de comprar CDs e DVDs diante do volume ofertado pelos arquivos <i>torrent</i>&nbsp;e em <i>streaming</i>&nbsp;por essa imensa <i>internet</i>&nbsp;de meu Deus... Até ganhei, há muitos anos, um <i>home theater</i>&nbsp;meia boca - à época, ele já era ultrapassado - e ensaiei ouvir música por ele, mas não fui adiante. E, dada a frustração dela quando, indiretamente, recusei uma vontade sua de me presentear com um desses modernos aparelhos de som que emulam modelos clássicos de vitrolas feitas de madeira, que leem várias mídias digitais além de tocar LPs e fitas K-7 - "Nem pensar: só são bonitos; na prática, muito fracos em potência...", teria dito eu com minha sutil deferência de costume -, acomodei-me, em definitivo, com minha <i>smartv</i>&nbsp;e seus recursos virtuais e físicos (valho-me ainda de <i>pen-drives</i>&nbsp;e HDs cheios de canções em suas várias entradas USB).&nbsp;</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Porém, mais definitiva é a minha certeza de que tal situação não perdurará: inúmeras são as vezes que me surge um vinil nas mãos e, diante de mim, o prazer visual de ter o velho Gradiente 3 em 1 para tocar meu bolachão... O que, simplesmente, não entendo é o que me ocorre nesse exato momento: o equipamento de som se converte em outro e pelejo para alcançar o compartimento onde se tocam os discos - que idade teria eu agora, deste tamaninho, que não alcanço aquele grande móvel de madeira da sala da casa de mamãe na minha infância: 3 anos? 5? E com essa consciência de velho viúvo combalido, que nem sei quem é, sobrevivente de tantas vidas amargas que nem sei quais são? O que diabos está acontecendo aqui?!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Incrível como os símbolos se mantêm vivos - não respirantes, mas vivos, mesmo, no sentido de devolver a vida sentida à sua época de existência! Tanto que sou pequeno novamente, menor que esta radiola que já foi de meu tio-avô e que tanto admiro ingenuamente em sua bela composição: parece uma comprida mesa, como esses aparadores atuais, porém surpreendente ao revelar-se rádio - painel com controles de volume e sintonia num receptáculo embutido disposto frontalmente em seu centro - e vitrola - igualmente embutido, escavado na parte superior também no centro do móvel, coberto por uma tampa acoplada - com as caixas de som guarnecidas por fasquias, que, à altura dos meus ouvidos então infantis, toca <i>Amada Amante</i>, de Roberto Carlos (concordo: música nada infantil - culpe os meus pais!). E inesperadamente a vejo criança como eu, a brincar com as capas dos discos, equilibrando-os como num gigante castelo de cartas... Mas eu só a conhecera adulta!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Sensação ímpar, ser criança maravilhada com os primeiros sons e imagens... Prefiro, no entanto, ter de novo o Gradiente à minha frente: com ele surgem todos os cheiros, sabores, imagens e texturas dela e do tanto que ela já realmente preenchia a minha vida naquele apartamento em que começamos e onde fomos tão felizes quanto infelizes na descoberta do amor da minha vida... Como noutro dia, em que a vi chorar outra vez ao escutar toda a fita que lhe gravei de Natal - simplesmente esquecera de comprar qualquer presente convencional e, no último minuto, corri para a casa de um amigo cuja discoteca é bem maior que a minha: juntei o antigo&nbsp;Belchior&nbsp;e a então novidade do&nbsp;<i>Cold Play</i>, que ela gostava tanto,&nbsp;num só pacote!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Amo esse aparelho de som... Somente com ele eu chego a tocar o som (juro) ao sentir sua pele quente e macia junto à minha em qualquer das canções que dançamos por sobre aquele tapete gasto de tantos de nossos passos cheios de paixão e alegria... E toco, por mais uma vez, a única mulher que realmente amei nessa vida...</span></div><div style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-3lOYVsmdmsE/XhpRONZtnrI/AAAAAAAAWyM/NywKgNMn-qUGJVMyPmf5V2jRg-pSCPkugCLcBGAsYHQ/s1600/unic%25C3%25B3rnio.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="264" data-original-width="296" height="178" src="https://1.bp.blogspot.com/-3lOYVsmdmsE/XhpRONZtnrI/AAAAAAAAWyM/NywKgNMn-qUGJVMyPmf5V2jRg-pSCPkugCLcBGAsYHQ/s200/unic%25C3%25B3rnio.png" width="200" /></a></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;Courier New&quot;, Courier, monospace;"><br /></b></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;Courier New&quot;, Courier, monospace;">CAPÍTULO VII</b></div><div style="text-align: center;"><b><i><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">Ninguém vive para sempre...</span></i></b></div><div style="text-align: center;"><b><i><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><br /></span></i></b></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Depois de muito tempo com a cara fechada, gradativamente aumentando o franzir dos cenhos a um limite de rugas antes desconhecido por mim, meu editor finalmente abre um sorriso ao ler o título deste capítulo: fã incondicional de ficção científica assim como eu, ele adorava tanto o livro <i>Androides sonham com ovelhas elétricas?,&nbsp;</i>de Philip K. Dick, quanto sua versão cinematográfica <i>Blade Runner - O Caçador de Androides</i>, de Riddley Scott, e imediatamente reconheceu, nesse título, a referência àquelas adoráveis reflexões metafísicas de ambas as obras cheias de analogias entre a efêmera existência dos androides da obra e a vida humana em si. Contudo, logo a aura do conforto que me passou com aquele lampejo de simpatia se converteu em rosto raivoso e inquieto novamente e, não me contendo, questiono acerca daquelas irritadiças caras e bocas:</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- O que foi, cara... Não estás gostando?!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Não é isso: nem preciso dizer o quanto, pra muito além de seu empresário desde o sucesso do <i>blog </i>e atual editor, sou seu fã incondicional - você é sempre genial e prende o leitor com qualquer coisa que escreva! Mas... O que é isso tudo? Não 'tou entendendo: são crônicas independentes que se fundirão? É sonho?!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Um pouco dos dois, cara... Sabes que sou um cronista por natureza...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Isso mesmo! E por que, então, não te manténs na tua zona de conforto, lugar em que és mestre?! Sei que querias te perpetuar, que achas que poemas e crônicas acabam esquecidos e não se vive para sempre, realmente... Não, isso não me parece um romance: não há sequer nomes para os personagens: "ela", "mãe"... Eu seria quem, "o editor"?!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Não precisa haver nomes! São as vivências de um homem que perdeu o grande amor e agora a busca por todas as suas existências naquilo que mais simboliza a mulher amada, a Música - mesmo em lembranças de tempos em que ela sequer existia...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Sim, sim: tem mais isso, essa obsessão com Música! Cada capítulo tem uma "canção-tema", é? Poderia ser uma boa ideia, vender um disco com a trilha sonora junto, para acompanhar a leitura...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Não alopra: a Música é ela, de forma etérea na vida dele... E tu não estás ouvindo agora mesmo teu <i>Pink Floyd, Wish you were here</i>?! Qual o absurdo disso: muita gente só lê ouvindo Música e isso acaba por gerar, por sua vez, simbolismos vivos de memória...</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- 'Tá, 'tá bom... Poético! Não sei: como profissional, posso te falar do mercado e me parece que, para um primeiro romance, situação que, automaticamente, vai atrair inúmeros novos leitores, essa tua obra me parece complexa até para os teus já iniciados seguidores!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Será...? Amor é universal e a ideia de vários amores num só, de várias vidas numa só, a que foi, a que poderia ter sido e a criada pelo autor sob o manto de um protagonista que, em metalinguagem, prepara-se para o primeiro romance, talvez cative! Agora, por exemplo, nesses próximos capítulos, saberemos mais da intimidade e do tamanho do amor do casal central: sexo sempre é chamariz e o deles... Além de intenso, parece bem bonito!</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Pode ser... Até viajei com esse aqui: as divagações do escritor em torno do amor que ele quer passar para o papel, como você, a vida das memórias em torno dos símbolos revisitados&nbsp;</span>e as finas comparações com<span style="font-family: inherit;">&nbsp;o existencialismo da ficção científica, gênero com o qual tua escrita sempre flerta... Mas, pô, já estamos no sétimo capítulo e nenhuma trama surge completa?! Tudo muito fragmentado! Caramba...</span></div><div style="text-align: justify;">- Já eu não gostei desse, até pensei em reescrevê-lo, criando alguma figura de linguagem metalinguística, sei lá... Vamos combinar uma coisa: o que tu achas de continuar lendo...? E eu fico aqui só esperando quieto, curtindo mentalmente <i>Blade Runner Blues</i>, como se fosse o próprio Deckard esperando alguma coisa acontecer! - terminei abruptamente, fingindo irritação. Ele gostava mesmo de uma cena: de longe, parecia sempre que estávamos brigando ou éramos velhos inimigos.</div><div style="text-align: justify;">- E eu tenho escolha?! - debochou, virando a página para o capítulo VIII...</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-nvMIXJ6UdeE/XhpI1JWbdUI/AAAAAAAAWyA/wpyZJrvZH0gAkwrlMtsuCe7uJHw3n3KXwCLcBGAsYHQ/s1600/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="1500" data-original-width="1500" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-nvMIXJ6UdeE/XhpI1JWbdUI/AAAAAAAAWyA/wpyZJrvZH0gAkwrlMtsuCe7uJHw3n3KXwCLcBGAsYHQ/s200/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.jpg" width="200" /></a></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b>CAPÍTULO VIII</b></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><i><b>"- Eu me sinto um origâmi nas tuas mãos..."</b></i></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- O que foi? Não gostou? - perguntei assustado com o seu levantar de sobrancelhas e o arregalar de espanto, levantando a vista para me encarar.</span></div><div style="text-align: justify;">- Sério?</div><div style="text-align: justify;">- O quê?</div><div style="text-align: justify;">- Tu vais usar essa frase como título de um capítulo?</div><div style="text-align: justify;">- Qual o problema? É o capítulo em que mostra o quanto eles eram felizes na cama...</div><div style="text-align: justify;">- Justamente: muita exposição! Até porque não era só cama, né: falas de vários lugares inusitados onde fizemos amor! Sei lá... Me sinto invadida... Te falei isso num momento de intimidade, de como tu me descobrias e me fazias me descobrir como mulher, me moldando em tuas mãos como um origâmi... Não queria que as pessoas soubessem disso!</div><div style="text-align: justify;">- E quem é que vai saber? O livro não é autobiográfico! São personagens fictícios!</div><div style="text-align: justify;">- Pode não ser explicitamente, agora diz isso para um leitor cheio de imaginação: "Ah, ele viveu isso... E foi com a mulher dele..."! Basta ligar o carro narrado naquele capítulo e o teu primeiro <i>Corsa Windy</i>&nbsp;azulzinho&nbsp;pra saber que as loucuras dos estacionamentos foram nossas!</div><div style="text-align: justify;">- Não creio: nem todos pensam assim ou confundem autor e obra...</div><div style="text-align: justify;">- Eu sempre pensei quando lia um romance - especialmente aqueles românticos, mesmo: isso foi vivência do escritor ou foi inventado?</div><div style="text-align: justify;">- A gente sempre carrega algo da gente, é fato...</div><div style="text-align: justify;">- Então todas essas passagens desse teu romance...</div><div style="text-align: justify;">- Se são verdadeiras? Não, juro que não vivi nem a metade disso com ninguém!</div><div style="text-align: justify;">- Graças a Deus, porque não foi comigo nem a metade dessas situações...</div><div style="text-align: justify;">- A ciumenta de sempre...</div><div style="text-align: justify;">- Só porque não sei separar o homem do artista?! Lembre que, pra mim, ainda és o cientista querendo dar uma escapadela na Literatura! Sabe-se lá quantos recados para tuas "ex" já não foram dados imiscuídos pelos versos de teus poemas! E quantas não foram as recordações de antigas paixões vividas intensamente camufladas pelas peles dos protagonistas dos teus contos e crônicas?!</div><div style="text-align: justify;">- Não seja tola... Esse romance é teu!</div><div style="text-align: justify;">- Tu o dizes...&nbsp;</div><div style="text-align: justify;">- Com quem mais eu viveria esse desdobrar de corpo e de alma senão contigo, amor...?!</div><div style="text-align: justify;">- Sempre rápido com as palavras... E com as mãos! Ei, assenta o facho: "não te dei ousadia"...</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">E rimos muito da sua imitação daquele sotaque de Débora Falabella em&nbsp;<i>Lisbela e O Prisioneiro</i>&nbsp;- não por acaso, era a trilha que começava a tocar em nosso Gradiente, com a faixa <i>Você não me ensinou a te esquecer</i>, linda releitura de Caetano para um obscuro clássico brega no CD novinho que lhe dera dois anos antes, logo após sairmos do cinema e encostarmos nas <i>Americanas</i>&nbsp;- passatempo que ela dizia adorar fazer ao meu lado, mas que, por muitas vezes, apressava minhas demoras com a desculpa de que ainda iríamos jantar, nunca admitindo seu real enfado! Em seguida, risos, entre nós e algumas taças de <i>carmenére</i>, eram certeza de muitos beijos, toques e delícias intermináveis de combustão instantânea nos nossos corpos sempre quentes... E assim, naquela noite, nós nos amamos e gozamos e fomos muito felizes em mais uma noite inesquecível, em que a dedilhei, abracei, apertei e a desdobrei tal como a peça de origâmi mais cheia de recônditos e dobraduras, beijando-a e tocando em cada ponto de seu lindo corpo pequeno... Mal sabia eu que, muito em breve, estaríamos discutindo se só fôramos felizes nesses momentos de amor e sexo - tanto fazendo se era em nosso minúsculo primeiro carro, na praia, numa sala da faculdade, no chão da cozinha ou em nossa cama! Era janeiro, comecinho de 2005. E era também o começo do nosso último ano juntos...<br /><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-TPBrKvUBlvs/XnuBafI_atI/AAAAAAAAXzY/9bQ2bxufcfoS0UC6fO9TTudhAspV2pG-ACLcBGAsYHQ/s1600/cprsa.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="360" data-original-width="695" height="103" src="https://1.bp.blogspot.com/-TPBrKvUBlvs/XnuBafI_atI/AAAAAAAAXzY/9bQ2bxufcfoS0UC6fO9TTudhAspV2pG-ACLcBGAsYHQ/s200/cprsa.png" width="200" /></a></div><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b><i><br /></i></b></span><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b><i><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/02/meu-primeiro-romance-quarto-mes.html">CONTINUA...</a></i></b></span></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-34432410559080478292020-01-05T21:59:00.001-03:002021-04-14T09:27:38.543-03:00Passando só pra desejar um poema autoindulgente...<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para quase&quot;" height="193" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQH--_ByKpegqIIUnoJAT7M58xAaEMDOp1roNFBt8PRUv-JC-6u" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="400" /></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Equilíbrio para os novos dias: que se irrompa o novo no ano, mas nunca se rompa a corda...</td></tr></tbody></table><br />Foi um ano imbatível em postagens: por entre poemas, crônicas, ensaios, críticas e até o início de um romance literário (6 capítulos), os&nbsp;<b>53 <i>posts</i>&nbsp;de 2019&nbsp;</b>(um número para não esquecer!) só não conseguiram superar os 79 de um 2006 aparentemente desocupado (tenho esses borrões sobre o meu tempo...)! Por outro lado, os Morcegos e eu fomos batidos em tantos ringues inclementes... A Vida é mesmo esse grito que não chega antes de aprendermos com as dores e os prazeres de uma tarde perdida no tempo - e, assim, cada ano passa como as batidas de asas de meus amigos quirópteros, num farfalhar festivo e melancólico que nos cobra coragem a cada segundo, minuto, hora, dia, semana, mês e ano ao lado de uma Poesia nem sempre indulgente...<br /><div style="text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-_yUkjLSxNVE/XhKHRKSPAZI/AAAAAAAAWuA/0uh_ko88mNAqur7DGVNYVHtSGpoSzSmFgCLcBGAsYHQ/s1600/images%2B%252815%2529.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="452" data-original-width="678" height="213" src="https://1.bp.blogspot.com/-_yUkjLSxNVE/XhKHRKSPAZI/AAAAAAAAWuA/0uh_ko88mNAqur7DGVNYVHtSGpoSzSmFgCLcBGAsYHQ/s320/images%2B%252815%2529.jpg" width="320" /></a></div><b>Autoindulgente</b></div><div style="text-align: center;"><b><br /></b></div>Quando vieste pra mim<br />Falando desse teu lugar no mundo<br />Por que tanto buscas<br />Pensei que nele eu fosse me encontrar<br />Nalguma esquina,<br />Mas não...<br />Queres é falar de coração só<br />Que não se encaixa na vida<br />De ninguém:<br />Tu não te achas<br />E a culpa é de quem estiver<br />Perto - o mais perto que<br />De ti se encontrar...<br /><br />Isso não é certo:<br />Aperta e machuca<br />No calo mais seco<br />E longevo desta caminhada<br />Em que te sigo calado...<br /><br />Porque, ao teu lado,<br />Sou de infernos e maravilhas<br />- Que maçada: achas,<br />De verdade, que não tenho medo<br />Se, mais cedo, quase<br />Não saio naquela rua<br />De assalto à luz do dia,<br />E, por muito pouco não escapulo<br />Do último ano<br />Simplesmente pra não encarar<br />Cada aflição de meu entorno<br />Que me cobra solução?<br />Então, do que te defendes<br />Se de ti faço parte,<br />Contigo converso<br />Em diversos apartes sem fim<br />Em qualquer dessa ilha<br />De ti mesmo<br />Em que decidires<br />Parar a porcaria do teu carro?<br /><br />Escarro e cuspo o volante:<br />não vou adiante até desceres,<br />Consertares o para-choque e<br />Todos os outros amassados<br />Que teu verso mais tolo procrastinou!<br /><br />Que não dá nem pra cozinhar<br />Se estando assim:<br />Até na mais simples receita<br />Te perdes no sal<br />E deixas amargar no limão<br />O frango do <i>yakissoba</i>&nbsp;que<br />Era pra ser o prato principal...<br />Assim tu não te dobras<br />Nem aprendes, origami,<br />Duro e colado a esse<br />Papel-cartão!<br />Prefiro chorar ao final<br />De uma animação japonesa<br />Em triste, porém colorido<br />Movimento animado<br />A aplaudir o filme da moda<br />Que, parado,<br />Nada tem a me dizer...<br /><br />Agora me diz<br />Tu (se fores capaz):<br />O que será de nós<br />Sem teus arranhões<br />Logo depois de meus ais?<br /><br />Não, tu - tu birras<br />Como teu filho mais sensível!<br />Não és mais criança...<br />E minha tolerância indulgente<br />Não coaduna com arrogância<br />De gente perdida<br />Que diz amar demais: aumenta,<br />Me abre esse vinho<br />E me oferece a contradança<br />Desse ritmo de que não<br />Nos esquecemos jamais<br />- Que não deixo,<br />Não te deixo muito menos<br />Largo a mão...<br />Tanta letra linda e solta<br />Pelos céus sociais<br />Só podem estar a dizer<br />De novos dias<br />Cheios de cores e dores astrais<br />Por entre mil ações por arremeter.<br /><br />E, por mais que às vezes esconda<br />O sorriso de menino de nossa boca,<br />Sempre te acho a lavra e a verve<br />De cada amor que se perdeu<br />- Este papel em branco é teu...<br /><br />Então... Escreve!<br /><br /><span style="font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, janeiro de 2020)</span><br /><div style="text-align: center;"><img height="320" src="https://4.bp.blogspot.com/-Z8r6Y0TySb8/TtJsUI8ToII/AAAAAAAABUQ/szHUEo-Ri9I/s320/A+casa-2.jpg" width="316" /></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-26522895908698599532019-12-31T18:00:00.000-03:002020-04-22T23:43:51.301-03:00Meu Primeiro Romance(Segundo Mês)<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;"><i><span style="font-size: large;">Você ainda vai me amar amanhã...?</span></i></b><br /><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b><a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2019/11/meu-primeiro-romance.html">(capítulos anteriores)</a></b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para diecast miniature bottle drink pencil sharpener" height="200" src="https://cdn.littlecraftybugs.co.uk/pub/media/catalog/product/cache/c5b0e6136a6dd7f7d91d8b889ed40f35/o/b/ob_fil_79_4985.jpg" width="200" /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">CAPÍTULO III</b></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">Preciso, urgentemente, parar de beber...</b></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Eu, deprimido desde o nosso último aniversário de namoro, quando ela, invertendo cada discussão nossa e se deprimindo, por sua vez, ainda mais a cada "vitória" sobre mim imposta na briga - ela que não prestava; que nunca havia me dado nada além de decepção; nunca se sentira realmente admirada por mim... -, acabara por passar uma semana fora de casa, sem falar comigo. Eu, ali pela quinta garrafa de </span><i style="font-family: inherit;">Malbec</i><span style="font-family: inherit;">&nbsp;argentino, o telefone fixo toca: de um pulo, atendo quas<span id="goog_2080936393"></span><a href="https://www.blogger.com/"></a><span id="goog_2080936394"></span>e caindo da minha espreguiçadeira. Era ela:</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Oi...</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Oi, como você está? Há quanto tempo... Sabe, eu queria te dizer... - eu tropeçava pelas palavras.</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Não vou poder demorar...</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- O que houve? Onde você está?</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">- Sério que você não se lembra o que aconteceu...?</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><br />Subitamente minha espinha se esfria: ela... morreu, não?! E ela, como se lesse minha mente em meio ao som de <i>Samba em Prelúdio </i>e cheiro de flores que vinham da sua ligação, emendou:</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><br />- Só vim me despedir... E dizer que sinto muito a tua falta...</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;">- Não, 'peraí: e como é que você 'tá me ligando? Tem linha no "Além"? E como é que você...</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><br />Nisso, a estranha ligação cai, e, em meio ao barulhinho irritante de linha ocupada/perdida e ao meu desespero, eu me dou conta de três coisas: eu não lhe disse o quanto a amava e precisava dela; aquele terrível pesadelo instantâneo deve ter sido decorrente do último vinho tomado (os chilenos populares sempre me caíam mal); e eu precisava, urgentemente, parar de beber para começar algo! E eu acabo me dando conta do tanto de tempo em que me mantenho morto sem ela... Vivendo do que jamais escrevi... Sigo sem saber onde estou...</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-IpSHgvQMjWs/Xgf0egFiYAI/AAAAAAAAWkU/clZKYUrGkIoEzby0F_nHC-N-JepZBBvCQCLcBGAsYHQ/s1600/BATMOON.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="264" data-original-width="296" height="138" src="https://1.bp.blogspot.com/-IpSHgvQMjWs/Xgf0egFiYAI/AAAAAAAAWkU/clZKYUrGkIoEzby0F_nHC-N-JepZBBvCQCLcBGAsYHQ/s200/BATMOON.png" width="160" /></a></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">CAPÍTULO IV</span></b></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b>"De repente, não mais que de repente"<i>...</i></b></span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">O ano era 1991 e, de repente, eu me encontrava outra vez naquele ano, idade de 14 para 15 anos - metade alquebrada assim mesmo, que era dezembro, e faço aniversário em maio... E lá estava eu, voltando da locadora de vídeo, no exato instante em que, olhando pra cima, a esmo, ainda atravessando a rua - e me arriscando, por mais que fosse noite de sábado de bairro então distante de tudo, trânsito calmo... E lá estava ela, a Lua: cheia, com um estranho e grande&nbsp;</span><span style="font-family: inherit;">aro luminoso em sua volta, algo lembrando o centro de um campo de Futebol etéreo no céu - na época, eu acompanhava e torcia pelo Vasco da Gama à distância, pela televisão. E de repente, "não mais que de repente" (se é para ser repetitivo na narrativa, que eu seja à Vinícius), em meio à Lua, no centro do aro, do céu e da noite, e eu, no meio da rua, simplesmente pensei em... Morcegos!&nbsp;</span><span style="font-family: inherit;">Não era para pensar em morcegos... Porém, por alguma razão, pensei nesses animais que mais instigam terror ou melancolia, a destoar do romantismo da cena posta por sobre mim.</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Era eu, ali, com a minha consciência daquele momento, coisa que na época não possuía: jamais suporia que, instantes depois daquela visão de meio de rua de bairro onde cresci, meu primeiro poema se daria por causa daquela estranha associação entre uma terna imagem da natureza e uma figura animal nada apreciada pela maioria que não fosse adepto do então crescente movimento gótico (espécie de releitura perturbada e modista do byronismo)! Mas, nessa visão de reencontro, só o eu de agora tinha ideia de mim: meu eu, daqueles 14 pra 15, seguia sendo quem era - ainda ligou para o melhor amigo da época (hoje não nos falamos mais: eu, Gramsci; ele... Olavo!) para falar do grande filme que havia acabado de devolver à locadora, assistiu a alguma coisa na TV e, por fim, embriagando-se com refrigerante e algumas canções pedidas na rádio, de madrugada, e gravadas nalguma fita <i>Basf</i> - nesse dia foi&nbsp;<i>You are always on my mind</i>, com Elvis -, aquele eu, tão sem saber de nada que adviria daquela soturna escolha de imagens e associações poéticas sem livre arbítrio, escreveria o meu primeiro poema, aprenderia a desenvolver meus contos e crônicas e muitos mais poemas igualmente interessantes e com significado, até o autodesacreditado&nbsp;<i>blog </i>de 2004 e, por fim, meu primeiro livro - infelizmente científico: o literário só viria uma década depois...</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Gostei de me ter revisto - eu acreditava em tantas coisas... Mas era eu, sabe? E não essa versão de mim mal acabada e sem algo para esta folha que me aguarda em branco por baixo de minha caneta, enfiada nessa <i>remington</i>&nbsp;elétrica que foi do serviço do meu pai, nesse <i>Mac</i>&nbsp;em meu colo, com o tanto desse vinho, desse uísque, dessa vodka a me tragar... Hoje sou esses tantos e, no entanto, sigo nenhum, desde que ela me deixou... Na verdade, desde aquela lua com morcego, que acabaria por me escravizar a tantas vidas e, ao mesmo tempo, definir-me em todas elas... Mas, honestamente, não sei ao certo em qual papel eu a perdi - e, assim, fico-a vendo até mesmo naquele dia da visão celestial quando ela sequer existia em qualquer dos meus mundos: em minha memória de agora, parece mesmo que vejo seu terno rosto em marca d'agua naquela lua de minha adolescência!<br /><br />Preciso fazer valer a empolgação do meu editor para que o lançamento deste meu primeiro romance o satisfaça tanto quanto os poemas, contos e crônicas antes bem sucedidos no mundo virtual e, de quebra, tenha a pompa e a circunstância de um grande evento. Não por meu ego, mas para chamar sua atenção - vai que ela finalmente perceba, entenda, vai que ela me queira rever... Vai que ela apareça - tenho que estar preparado para lhe dar a melhor dedicatória da noite, quando ela estiver ali, em frente a mim, comigo em volta de seus braços na forma de livro, agarrada, ainda que no final da noite... E me peça pra lhe escrever algo (mesmo que seja somente no canto inferior da primeira página)... Mas e se ela estiver acompanhada de outro amor nessa fila?!</div><div style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-UwEokfSFvGo/XgfV2c-h6DI/AAAAAAAAWkE/AtoK6Z56_Dg5BH25-zhLtULeEtR0Mkg4wCLcBGAsYHQ/s1600/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="264" data-original-width="296" height="178" src="https://1.bp.blogspot.com/-UwEokfSFvGo/XgfV2c-h6DI/AAAAAAAAWkE/AtoK6Z56_Dg5BH25-zhLtULeEtR0Mkg4wCLcBGAsYHQ/s200/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.png" width="200" /></a></div><div style="text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><b style="font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">CAPÍTULO V</b></div><div style="text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b>"Tudo o que eu quero do Natal é você"...</b></span></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><b><br /></b></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Agora toca&nbsp;<i>All I want for Christmas is you</i>,&nbsp;</span>composta e lançada pela "natalina erotizada" Mariah Carey em 1994, mas com especial cara&nbsp;<span style="font-family: inherit;">de&nbsp;</span><i style="font-family: inherit;">remake</i><span style="font-family: inherit;">&nbsp;modernizado daquelas maravilhosas canções sessentistas de grupos vocais femininos, como&nbsp;<i>The Ronettes, The Shireless...&nbsp;</i>Já falei do quanto gosto daquelas meninas talentosas? Nem me lembro, às vezes me pego como aquele protagonista perdido de&nbsp;<i>Leite Derramado</i>, do Chico... Enfim, não gosto dos exagerados maneirismos vocais da geração da Mariah, a estereotipar o que tão bem fazia o pessoal oriundo do legítimo&nbsp;<i>soul&nbsp;</i>da época da Aretha, lá atrás... Mas amo essa canção, pela melodia simples, de significado direto, sobre o quanto a figura do seu grande amor seria o seu melhor presente na "noite feliz" - e, inevitavelmente, eu me lembro dela...&nbsp;</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">Definitivamente, porém, não era essa a canção que tocava naquele Natal - afinal, para minha mãe, após o pendurar de um Papai Noel na porta (na verdade, só a cabeça de um boneco com sensor de movimento embutido que gritava "Ho-ho-ho" e tocava um trechinho breve de algumas canções natalinas a cada vez que passava alguém por perto) e o cheiro forte de pinho da faxina de fim de ano se misturar com os aromas do peru no forno, o Natal só terminava de se personificar a partir da colocação daquele tradicional disco na vitrola imersa num grande e comprido móvel de madeira da sala: o LP nem tinha propriamente um nome, só e tão somente "Feliz Natal" em várias línguas - a gente chamava de "disco da harpa" ou "Buon Natale", porque era esse o idioma em maior destaque na capa (embora tivesse um sugestivo, mas quase imperceptível "Mamãe, feliz Natal", bem pequenininho, no cantinho superior esquerdo)... E sempre era aquele susto gostoso quando irrompia um bem alto&nbsp;<i>Jingle Bells</i>, seguido de inúmeros outros clássicos temáticos nacionais e internacionais&nbsp;no dedilhar do músico Silvio Solis.</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Havia aquela imponência, era Natal... A família, pequena, toda se cumprimentava com afeição e formalidade à meia-noite. <u>Era Natal</u>. E mamãe fazia questão de sublinhar aquilo por meio de tantas ações ao longo do dia que ai daquele que desafiasse aquela sagrada realidade carregada de simbolismos, por exemplo, ficando de calundu ou sem respeitar os votos na virada - "Sim, Jesus nasceu exatamente à meia-noite, entre os dias 24 e 25!", ela costumava dizer, impassível, quando eu lhe questionava se era 24 ou 25 (quando cresci, acabei lhe explicando que, à "zero hora", o primeiro segundo já é do dia seguinte, não existindo isso de "madrugada de um dia pr'o outro") e como se poderia ser tão preciso quanto àquele horário se, no tempo do Nazareno, não existiam relógios e, naquele sufoco da estrebaria, dificilmente alguém registraria a hora exata!&nbsp;</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">E a ceia - peru desfiado (geralmente ressecado; mania de a tudo assar demais); farofa de miúdos (do peru; gostosa - até eu saber o que era "moela"); arroz de cenoura e passas (nunca tive problema...); e salada de maionese (com pouca maionese, que "fazia mal") - era pontualmente servida à meia-noite, instantes depois dos cumprimentos e trocas de presentes! Nas poucas vezes em que passamos nas casas de parentes, como era por ela criticado o quanto "os outros" não respeitavam a "hora certa" da ceia!&nbsp;</span><span style="font-family: inherit;">Com o tempo, já não se via meu irmão nessas ceias - que sempre adotou as famílias das namoradas e esposas e sempre as preferiu a nós... Meu pai, muitas vezes adentrado em seu mundinho de radinho no ouvido e algumas cervejas, já dormia cheio de qualquer cobrança de minha mãe porque "era Natal"... Sobrávamos, inevitavelmente, ela e eu: ela a me abraçar fortemente, no mais das vezes com uma lágrima que escapava, "mas 'tá tudo bem"; eu, aprendendo cedo sobre o microcosmo doído dos casais que não se entendiam nem numa noite que era pra ser especial...&nbsp;</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">Por fim, ainda a vejo uma última vez, pendurando o velho Papai Noel noutra porta (infelizmente, sem mais poder tocar...) e a lutar para determinar o "seu Natal"... Só que, agora, tudo tão fraco: sem música alguma no <i>microsystem </i>cheio de luzes vermelhas no centro do <i>rack</i>; veias, rugas e muitos sinais marcam a antes viçosa pele e, embora ainda forte, quase nada lembra a poderosa voz de outrora a nos ditar as regras de seus outrora dias sagrados... No que meu pai seguia isolado nalgum recôndito do novo apartamento; meu irmão, brigado consigo, com o mundo e com sua terceira mulher e sem falar com minha esposa, tampouco com meus filhos - os quais dizia, quando bêbado, amar como sobrinhos... -, permanecia na varanda a ouvir músicas no seu celular, alto o suficiente para subjugar em seus ouvidos os sons que faziam os gêmeos na sua natural algazarra de suas existências de 5 aninhos; enquanto minha primogênita, de 9, conversava "de igual pra igual" com sua prima adolescente...&nbsp;</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">No que todos se apagam e me volta esse espaço branco em que me encontro, sem começo nem fim de minha consciência, como se eu fosse um personagem a ser escrito: nunca fui casado; jamais tive filhos... F</span><span style="font-family: inherit;">echo meus olhos e, ainda ecoando a harpa natalina da minha mãe na cabeça, eu me ponho a chorar com as mãos no rosto, sofridamente, sem saber de mim! E sinto uma mão tocar meu ombro, a me perguntar o que houve - era ela! E, em volta, dezenas de velas aromatizadas e pétalas de rosas espalhadas pela sala me redefinem o Natal, sempre fascinada pelos mais calorosos símbolos de cada época, o meu grande amor: - <i>Você não gostou da decoração?</i>... Digo qualquer coisa, já que nem mais sei explicar muita coisa em torno desses entornos que têm me acometido ultimamente, "emoção" e "sensibilidade" viram minhas desculpas e me passo para a sua deliciosa ceia, seus beijos e abraços mais quentes, os inúmeros presentes que tira de baixo da árvore para mim (sempre exagerada: incapaz de comprar uma só coisa - sempre um "pacote" cheio de significados e temas!) e nossas canções e danças madrugada adentro...</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">- <i>Provas e artigos só no ano que vem, amor da minha vida...</i>, ela provocava, empunhando e tentando abrir, sem sucesso, aquela enorme garrafa de espumante; ela, baixinha linda, com as pernas grossas expostas em seu vermelho vestido curto... Volta a tocar Mariah Carey, agora no 3 em 1 Gradiente, a me lembrar que tudo de que eu precisava naquele Natal e em toda a minha vida era ela - e eu sorrio, como que a emular a felicidade plena de outra pessoa, sabedora de um delicioso segredo inalcançável e só realizável dentro de algum sonho... Feliz 1995!</span></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-a3VaGchbCPg/XgqfCS42PqI/AAAAAAAAWmo/1WURy-nCcGMsBs7LnoxSfSoU7xofN_X7gCLcBGAsYHQ/s1600/1376066.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="600" data-original-width="600" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-a3VaGchbCPg/XgqfCS42PqI/AAAAAAAAWmo/1WURy-nCcGMsBs7LnoxSfSoU7xofN_X7gCLcBGAsYHQ/s200/1376066.jpg" width="200" /></a></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2020/01/meu-primeiro-romance-terceiro-mes.html">CONTINUA...</a></b></span></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-91878102554383350882019-12-25T21:30:00.000-03:002019-12-26T02:30:22.682-03:00Muita Força no último Natal da Força...<div style="text-align: center;"><iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/h81UOjlFmMs" width="560"></iframe><br /><span style="font-size: x-small;"><i style="font-weight: bold;">Meninas Malvadas</i>, de 2004, é dos poucos produtos ianques que soube rir do "mundo cor-de-rosa" do seu próprio Natal: Tina Fey e Amy Pohler (atriz/roteirista e pequena participação), em seus auges, entregaram um belo deboche erotizado como "apresentação familiar natalina" na escola onde se passa a trama um filme que, aparentemente, é apenas mais uma história para adolescentes - só que não...</span><br /><br /><br /></div><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-VIvBdhPw-Uk/XgKWp2xqh2I/AAAAAAAAWZU/JUVa-DjhLz0Pkfa2_N3v9ofJfUtKUWy9wCLcBGAsYHQ/s1600/images%2B%252810%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="466" data-original-width="345" height="400" src="https://1.bp.blogspot.com/-VIvBdhPw-Uk/XgKWp2xqh2I/AAAAAAAAWZU/JUVa-DjhLz0Pkfa2_N3v9ofJfUtKUWy9wCLcBGAsYHQ/s400/images%2B%252810%2529.jpg" width="296" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">A <b>Família Addams</b>, série de humor negro do cartunista </span><br /><span style="font-size: x-small;">Charles Addams nos anos 1930 e <b>atualmente em&nbsp;</b></span><br /><span style="font-size: x-small;"><b>cartaz&nbsp;</b></span><span style="font-size: x-small;"><b>com uma ótima animação</b>,&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">é que sabia&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">se divertir&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">com&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">os&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">rituais&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">da cultura natalina dos EUA:&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">na imagem,&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">Gomes,&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">Mortícia e Tropeço se preparam&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">para jogar&nbsp;</span><br /><span style="font-size: x-small;">caldo fervente&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">sobre cantores de Natal - cartum&nbsp;</span><br /><b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_A_aLgc9bJ8" target="_blank"><span style="font-size: x-small;">homenageado&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">na&nbsp;</span></a></b><span style="font-size: x-small;"><b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_A_aLgc9bJ8" target="_blank">abertura do excelente filme de 1991</a></b>.</span></td></tr></tbody></table><div style="text-align: justify;">Inúmeros filmes hollywoodianos, ao vender seu idolatrado <i>american way of life</i>&nbsp;para o resto do mundo, adoram abordar como o Natal é comemorado pelo seu feliz e rosado povo norte-americano (negro? Talvez um policial ou um entregador engraçadinho em cena rápida): nada de religiosidade, mas, sim, muito Papai Noel, cantatas agridoces e uma tal "magia natalina" - tudo, é claro, massificado na tela com tocantes historinhas à base de muito xarope de glicose e altíssima trilha sonora (no melhor estilo <b>John Williams</b>). Anualmente, milhares de produções de qualidade duvidosa cumprem com seu papel de imposição de uma subcultura regada a emoção barata,&nbsp;<i>shopping centers </i>e&nbsp;neve (que, curiosamente, cai só numa pequena área dos EUA, mais ao Norte e Nordeste). Os comerciantes judeus que "fizeram a América" - e grande parte do cinemão comercial estadunidense a que estamos acostumados - e que jamais gostaram muito da ideia de Jesus, devem estar bem orgulhosos do seu trabalho!</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-BHmVfis7AZw/XgN-Lwg9NUI/AAAAAAAAWZg/zEAbS7LK1SMz9lvGejfwo6rrTRCeRodDQCLcBGAsYHQ/s1600/20287484.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="1000" data-original-width="688" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-BHmVfis7AZw/XgN-Lwg9NUI/AAAAAAAAWZg/zEAbS7LK1SMz9lvGejfwo6rrTRCeRodDQCLcBGAsYHQ/s320/20287484.jpg" width="220" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">O velho pastiche da "comédia familiar":<br />até hoje me lembro de me perguntar do<br />que tanto ria a plateia lotada do cinema em<br />que estava - sucesso que só se pode tentar<br />justificar pela presença de um Macaulay<br />Culkin então fofinho e carismático<br />e da tal "magia dos filmes de Natal"<br />(fenômeno muito bem analisado na ótima<br />série <i style="font-weight: bold;"><a href="https://www.metafictions.com/conteudo/critica-filmes-que-marcam-epoca-the-movies-that-made-us-1a-temporada.html" target="_blank">Filmes que marcam época</a></i>, da <i><a href="https://www.netflix.com/br/title/80990849" target="_blank">Netflix</a></i>)</td></tr></tbody></table>Assim, de uma forma ou de outra, além da sua famosa bandeira (presença obrigatória em toda produção cinematográfica de lá em pelo menos uma cena), os <i>States</i>&nbsp;seguem, com raras e benditas exceções (como o "subversivo" <i style="font-weight: bold;">Duro de Matar</i>&nbsp;- que, tanto no original de 1988 quanto na sua xerocada continuação, redefiniram os filmes de ação policial... no Natal!), a encher grande parte da sua mequetrefe produção cinematográfica com sua "cultura natalina" - bem como a paciência de qualquer cinéfilo pensante que se preze, obrigado a engolir a seco natais nevados, cheios de fartura e de reconciliações "mágicas" em meio a corais natalinos pelas portas das casas chiques, decorações super-iluminadas pelos telhados (das mesmas casas chiques) e gordos <i>Santa Claus</i>&nbsp;(ou qualquer velhinho abandonado que o valha para cumprir sua parte "mágica") piscando, ao final, para aqueles que "não acreditam no Natal"... Quem não se lembra das lições de moral do péssimo <i style="font-weight: bold;">Esqueceram de Mim</i>, de 1990: garotinho de família abastada, que, apesar de começar bem o filme a contestar sua grande família disfuncional (que o deixa em casa sozinho: abandono de incapaz!), acaba "aprendendo", por entre um sem número de cenas sem graça com muita neve e ladrões trapalhões, o "sentido do Natal" ao ajudar um velhinho solitário e fazer as pazes com a mãe relapsa - e tudo ao som de... John Williams?! Pois é: essa patacoada fez tanto sucesso que se repetiu, quase que identicamente (esquecimento da família; ajuda a uma senhorinha mendiga; mesmos ladrões... só mudaram o cenário para Nova Iorque), em <i style="font-weight: bold;">Esqueceram de Mim 2</i>&nbsp;(1992).<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-46kkiR3cOFk/W-ysqDiqLbI/AAAAAAACaLI/5HhD1g5ZIn4Vj-RtKkP-mSM-s9B4-lYlwCLcBGAs/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Resultado de imagem para o natal do charlie brown&quot;" border="0" height="242" src="https://4.bp.blogspot.com/-46kkiR3cOFk/W-ysqDiqLbI/AAAAAAACaLI/5HhD1g5ZIn4Vj-RtKkP-mSM-s9B4-lYlwCLcBGAs/s320/1.jpg" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Nem tudo está perdido: Charlie Brown segue em seu vazio<br />existencial a contestar como tudo se perdeu em meio ao<br />comercialismo e aos falsos símbolos das festividades do<br />final do ano - cena de <i style="font-weight: bold;">O Natal de Charlie Brown</i>&nbsp;(1966).</td></tr></tbody></table>Tudo bem: nem tudo são <i>White Christmas </i>("Natal Branco", clássico musical com Fred Astaire e Bing Crosby)&nbsp;e, muita vezes, fez-se Cinema de qualidade e com discussões interessantes em meio aos falaciosos "símbolos mágicos" do Natal gringo... E tome questões filosoficamente adultas sobre o quanto se perdeu da essência do dia 25 de dezembro no curta-metragem <i style="font-weight: bold;">O Natal do Charlie Brown</i>, feito para a TV em 1966; suicídio em meio às depressões por problemas financeiros de <i style="font-weight: bold;">A felicidade não se compra</i>, de Frank Capra, em 1935; uma série de críticas sociais bem-humoradas à "época mais bonita do ano" sob a visão de um garoto e sua família atípica em <i style="font-weight: bold;">Uma História de Natal</i>&nbsp;(1983)... No entanto, o final fácil e água-com-açúcar de que a tal "magia" sempre vence e subverte qualquer crítico de sua estrutura predomina mesmo nesses casos em que aparentemente se questiona o "real espírito natalino" - assim como se deu em <i style="font-weight: bold;">Papai Noel às Avessas</i>&nbsp;(bandido sem moral se passando por papai noel),<i style="font-weight: bold;">&nbsp;Um Herói de Brinquedo </i>(deboche sobre o consumismo infantil), <i style="font-weight: bold;">O Grinch</i>&nbsp;(críticas sobre o comercialismo natalino e a exclusão social de diferentes), <i style="font-weight: bold;">O Estranho Mundo de Jack</i>&nbsp;(universo "estranho" do <i>Halloween </i>ante à "perfeição" da dimensão do Natal) ou qualquer versão de <i style="font-weight: bold;">Um Conto de Natal</i>&nbsp;(adaptação da Literatura de Dickens em que o amargo Scrooge fica "bonzinho" graças a "três espíritos natalinos"): geralmente prevalece o 'ho-ho-ho' derradeiro e a sensação de que a neve, a lareira e fartos pinheiros e ceias depois do <i>shopping</i>&nbsp;ainda são o mais importante!<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-y8azgtwYbkU/XgPrQ30ZdqI/AAAAAAAAWbI/gsDRFi4JbmMM4ADI20QjtK18Q-3M0Hh3wCLcBGAsYHQ/s1600/capanews-2016-27.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="448" data-original-width="994" height="180" src="https://1.bp.blogspot.com/-y8azgtwYbkU/XgPrQ30ZdqI/AAAAAAAAWbI/gsDRFi4JbmMM4ADI20QjtK18Q-3M0Hh3wCLcBGAsYHQ/s400/capanews-2016-27.jpg" width="400" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Esposa, filho e vovô Chewbaccas? Princesa Leia cantando? Lições de moral <br />natalina&nbsp;com artistas consagrados pagando mico? Essas são somente algumas<br />das&nbsp;coisas absurdas do máximo de exploração comercial-cultural natalina:<br />o&nbsp;<i style="font-weight: bold;"><a href="http://www.nerdstark.com.br/star-wars-conheca-e-assista-o-especial-de-natal-de-1978/" target="_blank">Especial de Natal Star Wars</a></i>&nbsp;feito para a TV (CBS, 1978)!</td></tr></tbody></table>Mas nem só de simbolismos e muito consumismo de presentes (viva os judeus!) nesta época do ano vivemos nós, os pobres mortais dos natais quentes e pobres do Terceiro Mundo vira-lata (e agora, na era das trevas bolsonaristas, ainda mais idólatra dos "istaduzunido"...): os grandes capitalistas do cinemão norte-americano - agora, aparentemente todos centrados na <i>Disney</i>! - também nos legam filmes que acabam marcando essa época de festividades natalinas ainda que sequer falem de qualquer item natalino. É o caso de <i style="font-weight: bold;">Star Wars</i>&nbsp;e seus derivados. E não, nem estou falando na sandice cafona e ridícula do "Dia da Vida" da família Chewbacca no&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Especial de Natal Star Wars</i>, cometido na CBS em 1978, não... Mas, sim, de suas ultimas produções feitas para o Cinema: afinal, do meio&nbsp;<i>reboot/</i>meio sequência&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Episódio VII - O Despertar da Força</i>, início da nova trilogia finalizada agora com o&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Episódio IX - A Ascensão Skywalker</i>, passando pelo muito bom (mas fora da cronologia oficial) <i style="font-weight: bold;">Rogue One - Uma História Star Wars</i>,&nbsp;todos foram lançados, um por ano, em dezembro desde 2015 e, porquanto vistos por mim durantes os últimos feriados de fim de ano (à exceção do ano passado, em que o único filme da franquia de 2018, o cansativo e desnecessário <i style="font-weight: bold;">Han Solo - Uma História Star Wars</i>, foi lançado em maio), a saga original de George Lucas acabou se tornando algo "natalino" para este humilde escriba e os Morcegos...<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-4AQ-YS_iWMY/XgQ-ktlM05I/AAAAAAAAWbk/xQ07-X4-iOQ6fCfzGl-04BMUdaXVkS3FgCLcBGAsYHQ/s1600/star-wars-a-ascensao-skywalker-tem-novo-poster-e-novidades-na-d23.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="486" data-original-width="328" height="400" src="https://1.bp.blogspot.com/-4AQ-YS_iWMY/XgQ-ktlM05I/AAAAAAAAWbk/xQ07-X4-iOQ6fCfzGl-04BMUdaXVkS3FgCLcBGAsYHQ/s400/star-wars-a-ascensao-skywalker-tem-novo-poster-e-novidades-na-d23.jpg" width="268" /></a></div>Tudo bem que nele não houve muita continuidade de boas ideias trazidas com o <i style="font-weight: bold;">Episódio VIII - Os Últimos Jedi</i>, como a esquecida menção a crianças espalhadas pelo universo com potencial para dominar a Força - mas também com ótimos consertos de péssimas ideias daquele filme, como a postura anti-heroica de Luke e a anulação da origem da Rey (retomada agora de forma polêmica, no entanto)... Concordo que houve muita correria na metade inicial, a edição se atrapalha no filme quase todo - que também carece de uma sequência mais bela e memorável... Sem esquecer as inúmeras personagens e situações mal exploradas ou resolvidas - Finn e nova parceira sem função alguma na trama além de mais uma "bravura final decisiva"; rápida redenção de Kylo Ren/Ben Solo; encerramento da participação da Princesa Leia (Carrie Fisher, falecida no ano passado); mal explicado retorno do Imperador Palpatine e sua frota infinita e megapoderosa etc.... Porém, ao se encerrar a última cena, com referência direta ao original de 1977, terminando de costurar elementos das 3 trilogias (ouvem-se vozes de todos os <i>Jedi</i>&nbsp;dos 9 filmes em dado momento), com especial destaque para o saudosismo maior pelos Episódios IV (<i>Uma Nova Esperança</i>), V (<i>O Império Contra-Ataca</i>) e VI (<i>O Retorno de Jedi</i>) - todos filmes a que assisti, pela primeira vez, em férias de fim de ano da minha infância/adolescência em saudosas exibições globais -, e se inciarem os créditos com trilha, mais uma vez, de John Williams - que igualmente se rende ao <i>fan-service</i>&nbsp;deste longa ao colocar trechos consagrados da saga, como a <i style="font-weight: bold;">Marcha Imperial</i>, de Darth Vader -, impossível não se sentir bem perto do mais puro sentimento de lar e família do legítimo Natal... Ainda mais quando vi esta última parte na tarde do último dia 23 de dezembro...<br /><br /><div style="text-align: center;"><iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/JdoWJywrOuw" width="560"></iframe><br /><span style="font-size: x-small;">Graças a Lucas e sua imaginação, inúmeros natais foram salvos da mesmice... Agora que tudo termina - e já um tanto quanto aquém do que o seu criador imaginara inicialmente... -, só nos resta esperar que a Força siga a iluminar novas produções natalinas e dezembrinas... Assim como também resta acompanhar esta <b><a href="https://cinepop.com.br/star-wars-topher-grace-compila-os-dez-filmes-da-saga-em-um-epico-video-confira-203341" target="_blank">bela compilação (feita por Topher Grace e Jeff&nbsp; Yorkes)</a></b> de cenas e enredos dos 9 filmes...</span></div></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-72817875665133322532019-12-14T02:11:00.000-03:002020-04-04T21:46:03.764-03:00MINHA DISCOTECA - Parte IVFinalizando (parte de) uma coleçãoE começando outra...<div style="text-align: center;"><div style="text-align: justify;">Hoje os Morcegos finalizam uma (parte de uma) coleção (a discoteca): a de discos de trilhas sonoras de Cinema - e, aproveitando o ensejo cinematográfico, vêm mostrar o que descobriram recentemente, em meio às (eternas) arrumações do escritório de casa: um estojo com parte da <b>coleção de pôsteres de filmes famosos</b>&nbsp;que possuo. Assim, aproveitando a multifacetada cara deste humilde espaço virtual, falemos de Música, Cinema, coleções e, por que não, pôsteres!</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><b><u><span style="font-family: inherit; font-size: large;">COLEÇÃO PARTICULAR DE CDs:</span></u></b><br /><b><u><span style="font-family: inherit; font-size: large;">TRILHAS SONORAS DE CINEMA</span></u></b><br /><span style="font-family: inherit; font-size: large;"><b><u><span style="font-size: medium;">Parte IV (</span></u></b><b><u>Final)</u></b></span></div><span style="font-family: inherit;">16<em>.&nbsp;</em><span style="font-style: italic;">Alguém tem que ceder</span>;</span><br /><span style="font-family: inherit;">17<em>. Austin Powers</em>;</span><br /><span style="font-family: inherit;">18.&nbsp;<em>Sleepless in Seatle</em>;</span><br /><span style="font-family: inherit;">19. <i>As Canções de Eu, Tu, Eles - Gilberto Gil</i></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="font-family: inherit; font-size: large;">20<em>.&nbsp;</em><b><i>Music from the Motion Picture E.T. - The 20th Anniversary</i></b>.</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="font-family: inherit; font-size: large;">21.&nbsp;<em><b>Central do Brasil</b>;</em></span></span><br /><div style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para alguém tem que ceder ost cd&quot;" height="197" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcSWcdFQDPgu08vGBuUsN8YxhI6O-ZpCZs8V2xCV5Yv_q7b9Buf8" width="200" /><img alt="Resultado de imagem para austin powers ost cd&quot;" height="200" src="https://www.mercidisco.com.br/image/cache/data/austin%20ost-800x800.jpg" width="200" /></div><div style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para sintonia de amor ost cd&quot;" height="199" src="https://http2.mlstatic.com/D_NQ_NP_691711-MLB20604569658_022016-O.jpg" width="200" /><img alt="Resultado de imagem para e tu eles ost cd&quot;" src="http://www.discosdobrasil.com.br/discosdobrasil/capas/DI02220.JPG" height="200" width="200" /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div><img alt="Resultado de imagem para et cd 20 anniversary&quot;" height="200" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQwpXfbtH9g5p39e23yaqD54BAQAWl9ZnZ665B6jJ_LPkdYqkQi" width="200" /><img alt="Resultado de imagem para central do brasil cd&quot;" height="200" src="https://e-cdns-images.dzcdn.net/images/cover/7358b452c902bae456240aa5b9e81cc5/500x500.jpg" width="200" /><br /><br /></div><div style="text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"></div><div style="text-align: center;"></div><div style="text-align: justify;">Se os quatro primeiros discos ouço sempre que posso porquanto excelentes coletâneas&nbsp;- respectivamente: grandes canções românticas estadunidenses e francesas;&nbsp;<i>hits pop</i>&nbsp;dos anos 60 e 90 (acrescido de um <i>meddley </i>com a deliciosa trilha original instrumental de <b>George Clinton</b>, emulando os filmes de James Bond); mais clássicos românticos (agora jazzísticos); e velhos forrós inesquecíveis na excelente interpretação de <b>Gilberto Gil</b>&nbsp;(que acrescenta 4 faixas da sua autoria ao ótimo CD) -, destaco os dois últimos títulos de minha pequena coleção de trilhas sonoras (a próxima apresentará minha igualmente parca reunião de sinfonias e Música Clássica) justamente por serem trilhas (e que trilhas...!) originalmente compostas para dois grandes filmes:&nbsp;<i style="font-weight: bold;">E. T. - O Extraterrestre </i>(Edição de 20.º Aniversário)&nbsp;e&nbsp;<i style="font-weight: bold;">Central do Brasil</i>.</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Primeiramente, importante frisar que o disco em questão é da "trilha nova" de <b>John Williams</b>, em que ele apôs alguns minutos a mais de música para as cenas adicionais que <b>Steven Spielberg</b>&nbsp;colocou no seu "clássico infanto-juvenil" (mas que acabou emocionando mesmo os mais velhos...) <i style="font-weight: bold;">E. T. - O Extraterrestre </i>quando do seu relançamento de aniversário de vinte anos, em 2001 - mania chata desencadeada por seu amigo <b>George Lucas</b>&nbsp;em 1997, que primeiro relançou seu <i style="font-weight: bold;">Star Wars</i>&nbsp;como um novo "Episódio IV" cheio de irritantes novos efeitos e cenas (e também trilha adicional de John). Nada que mude o clima ou o&nbsp;<i>score</i> original, que até hoje considero extremamente soturno e assustador para os mais jovens... A propósito, eis aí um bom exemplo do quanto uma trilha pode redefinir uma narrativa na tela - coisa que o próprio Spielberg afirma, no encarte do disco, a respeito da sua parceria de longos anos com Williams: todo o clima de curiosidade e descoberta entre o jovem Elliot e seu amigo alienígena desgarrado da família e sua nave (e todas as consequentes relações esquisitas&nbsp;de sentimentos interligados entre os dois) bem poderia ser outro se tudo fosse conduzido com mais leveza pelo Sr. John Williams (hoje com quase&nbsp; 90 anos e ainda na ativa!)...&nbsp;</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">No entanto, nem só de "temas tenebrosos" (que por vezes lembram algumas notas mais duras de <i>Contatos Imediatos de Terceiro Grau</i>, parceria sua anterior com o mesmo diretor e amigo) se fez&nbsp;<i>E. T. </i>e&nbsp;um primor de outros temas e melodias "matematicamente" traçados para narrar cada emoção (como no dizer do próprio compositor sobre os 15 minutos finais de intensa narrativa musical, da faixa 20:&nbsp;<i>Escape/Chasing/Saying Goodbye</i>) até hoje são lembrados de maneira extremamente atrelada a cada cena - como a do inesquecível voo das bicicletas com uma gigante lua de fundo! Sem dúvida, uma daquelas trilhas <i>bigger than life</i>&nbsp;e que, em sua precisão em arroubos sinfônicos ou em suaves melodias (como a delicada faixa 07, <i>Toys</i>). Obra de um maestro notável que, apesar de alguns tropeços (como os excessos e o histrionismo de certas trilhas e algumas repetições de si mesmo ao longo da sua obra - <i>Star Wars </i>se assemelha a <i>Superman</i>&nbsp;que<i>&nbsp;</i>se parece com <i>Indiana Jones</i>...), cunhou para sempre o seu lugar na História das trilhas cinematográficas mundiais.</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">E, falando em "trilhas mundiais", os Morcegos encerram (temporariamente) essa coleção (para mais abaixo começar outra...) com outra sensível e pungente trilha composta (quase que integralmente - há uma faixa com "Preciso me encontrar", samba de Candeia), só que para um clássico do Cinema Nacional: em <i><b>Central do Brasil</b></i>, <b>Antônio Pinto e Jacques Morelembaum</b>, assim como fez John Williams, marcam, de forna inesquecível, inúmeras cenas das venturas e desventuras vividas por Josué (o ótimo então ator-mirim iniciante Vinícius de Oliveira) e Dora (<b>Fernanda Montenegro</b>, indicada ao <i>Oscar</i>&nbsp;de melhor atriz em 1998, absurdamente perdido para Gwineth Paltrow pelo ainda mais insosso <i>Shakespeare Apaixonado</i>!). Além do tema principal marcante (cena final, dos créditos, e em vários trechos do filme), que lembra inicialmente Villa-Lobos e seu <i>Trenzinho do Caipira</i>&nbsp;(com a marcação similar a um trem e seus desdobramentos de "viagem"), inúmeras outras sequências foram ampliadas pela sensibilidade desses dois grandes artistas brasileiros num lindo concerto de cordas e piano digno&nbsp;de grandes trilhas europeias do Neo-Realismo italiano&nbsp; e que sobrevive ao filme, podendo facilmente ser ouvido independente do grande trabalho do cineasta <b>Walter Salles </b>(<i>Terra Estraneira</i>).</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: center;"><b><u><span style="font-size: large;">COLEÇÃO PARTICULAR DE PÔSTERES DE CINEMA:</span></u></b></div><div style="text-align: center;"><b><u><span style="font-size: large;">Estojo 1</span></u></b></div><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRh8BW88sTviWLrL941PyyS_hTrVAPG0uV1gArj5UxK8xQ0GICt" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img alt="Resultado de imagem para x men 2000 pôster&quot;" border="0" height="320" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRh8BW88sTviWLrL941PyyS_hTrVAPG0uV1gArj5UxK8xQ0GICt" width="216" /></a><img alt="Resultado de imagem para poster superman o retorno&quot;" height="320" src="https://cinemaemcena.com.br/uploads/criticas_old/filmes-251-cartazes-3635.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="216" /></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">O primeiro, de 2000, foi o responsável por reiniciar minha coleção de pôsteres de Cinema.<br />O segundo já foi até estampado<b> </b>por aqui, por tanto tempo que marcou o quadro do escritório...</td></tr></tbody></table><div style="text-align: justify;">Mas existe outra coleção ainda mais antiga que a minha discoteca: colecionava pôsteres e minipôsteres desde 1990, quando do auge das compras de revistas de cinema e vídeo - <a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2014/12/30-anos-de-caca-fantasmas.html" target="_blank"><b>com as <i>VideoNews </i>e <i>Set</i>&nbsp;de que tanto já falei por aqui...</b> -, sendo que hoje a imensa maioria deles ou foi destruída pelo tempo ou pelo meu pai (ele detestava meu quarto cheio de cartazes pelas paredes como numa "casa de barbeiro")</a>... Dessa época, tenho muito poucos - e todos bem machucadinhos e sem vida! Mas a coleção de que começo a falar a partir deste <i>post</i>&nbsp;eu encontrei num tubo (de um total de três desses estojos cilíndricos guardados ao lado da mesa do computador), que reúne alguns dos meus títulos mais conservados...</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Desde 2000, quando do lançamento nacional dos <i>X-Men</i>&nbsp;nos cinemas, ocasião em que ganhei um concurso da&nbsp;<i>Set</i>&nbsp;com uma frase que me deu direito a, além de 4 bonequinhos (baseados no filme) e de 4 revistinhas com prelúdios da trama do cinema, um <b>pôster original&nbsp;de&nbsp;</b><i style="font-weight: bold;">X-Men O Filme</i>; passando por 2002, quando do início de uma amizade com um gerente de um <i>multiplex</i>&nbsp;de um <i>shopping </i>local, de quem passei a ganhar cartazes (como, naquele ano, em que consegui <i style="font-weight: bold;">Sinais</i>&nbsp;e <i style="font-weight: bold;">Homens de Preto 2</i>); 2003, quando, noutro concurso da <i>Set</i>&nbsp;(fase criativa a minha...), ganhei a <b>trilha sonora</b> e <b>o pôster de </b><i style="font-weight: bold;">Matrix Reloaded</i>;&nbsp;em 2004, de volta às camaradagens do gerente amigo, o de <i style="font-weight: bold;">Homem-Aranha 2</i>&nbsp;- que se repetiria ainda em muitos outros momentos, como, no caso deste tubo, em 2006, com <a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2010/05/fortaleza-da-solidao.html" target="_blank"><i style="font-weight: bold;">Superman - O Retorno</i>&nbsp;(por muito tempo o cartaz emoldurado desse escritório)</a>; e, em 2007, com o cartaz da animação <i style="font-weight: bold;">Shrek Terceiro </i>e em dose dupla com <i style="font-weight: bold;">Homem-Aranha 3</i>: um dos 3 pôsteres oficiais e um adesivo dupla face (que já se mostrou descolado quando o encontrei recentemente...).</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><a href="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcS6nxhJBhYDdrBBiGolnnA8XqgSP-ZSgjPESJSDccgIHzr2rqRB" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img alt="Resultado de imagem para cassino royale&quot;" border="0" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcS6nxhJBhYDdrBBiGolnnA8XqgSP-ZSgjPESJSDccgIHzr2rqRB" /></a>Acima e abaixo (e ao lado), seguem versões digitais (algumas em Inglês) desses meus adorados cartazes esquecidos, esperando novas oportunidades de se emoldurarem no meu escritório, ainda que temporariamente (atualmente, resta emparedado só esse aí da esquerda, <i style="font-weight: bold;">Cassino Royale</i>, já há um tempo) - não me é possível tirar fotos de um pôster em tamanho real, então vai a mostra de como eles são... <b>10 cartazes de filmes </b>ótimos (<i>Cassino Royale</i>), muito bons (<i>Sinais, Superman - O Retorno, Homem-Aranha 2</i>, <i>X-Men</i>) e outros bem fraquinhos (<i>Homens de Preto 2, Shrek Terceiro, Matrix Reloaded,</i>&nbsp;<i>Homem Aranha 3</i>) dentre vários que ainda ficarão registrados por aqui - assim como nas minhas retinas de fã ardoroso de um Cinema nem sempre tão bom, mas cheio de histórias afetuosas impressas em cada bela relíquia guardada e empilhada num de meus cantos afetivos...</div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para sinais pôster shyamalan&quot;" height="320" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcSS9r_gC72a0ZHu87drCyynHRrkzmGq8a5eABB6YRhEWVYuwl6q" width="229" /><img alt="Resultado de imagem para de volta de preto homens de preto 2 pôster&quot;" height="320" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQWbc8nKMYXP3Hdzge3XK4wJ2FWNxMY7SXoYDfB1VedazC5Shgh" width="215" /></div><div style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para matrix reloaded pôster&quot;" height="320" src="https://pics.filmaffinity.com/The_Matrix_Reloaded-153250831-large.jpg" width="232" /><img alt="Resultado de imagem para shrek terceiro poster&quot;" height="320" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQj4dZIaqRfYuzM82gzDAHk8ILVZ0cWpyzK1ZLHI7aMDLuYhoSJ" width="214" /></div><div style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para poster homem aranha 2&quot;" height="320" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRjB7zFfz37X9wLt9PugBnfKUOfX0KhizCTYbFDkDgxGZIccUY1" width="213" /><img alt="Resultado de imagem para homem-aranha 3 pôster&quot;" src="http://br.web.img3.acsta.net/medias/nmedia/18/87/08/91/19889657.jpg" height="320" width="216" /></div><div style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Quem quer um pôster original em bom estado de conservação? Aproveita, que vai com ótimas recordações junto...&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">Eu 'tou vendendo...</span></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-40657106934108531232019-12-08T00:01:00.000-03:002019-12-08T00:01:10.432-03:00Reescrevendo uma homenagem ao TomE sua atemporal Poesia de separaçãoE sentimento profundo...<br /><div style="text-align: justify;"><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-bm35UAoxB0A/Xeu7sz-YtuI/AAAAAAAAVhk/ZIpelNXS7hwSD7rFqwxV0LD2WFl6AAytACLcBGAsYHQ/s1600/230px-Tom_Jobim.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="341" data-original-width="230" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-bm35UAoxB0A/Xeu7sz-YtuI/AAAAAAAAVhk/ZIpelNXS7hwSD7rFqwxV0LD2WFl6AAytACLcBGAsYHQ/s320/230px-Tom_Jobim.jpg" width="215" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Há 25 anos partia um dos maiores compostores mundiais...</td></tr></tbody></table></div><div style="text-align: center;"><br /></div><span style="font-family: inherit; font-size: small;"><b>Sai de Tom</b></span><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit; font-size: small;"><br /></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Sim,<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Calei-te.<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Calei-te pra não dizer mais sílaba<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Vê se vaga<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Longe<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;"><o:p>-&nbsp;</o:p>Exorto-te!</span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Não me assustas<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Não me tremes<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Não me és mais sonho...<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><br /></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Não mais<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Nunca mais<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Porque o amor,<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Como diria o poeta</span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">(Ou como dirias tu,&nbsp;em tuas teorias maduras e infalíveis)</span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">É a coisa mais triste<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: inherit;">Quando se desfaz<o:p></o:p></span></div><div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><br /></div><span style="font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, 1996/2019)</span>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-45703757596962449802019-11-30T12:41:00.001-03:002020-04-22T23:45:07.597-03:00Meu Primeiro Romance<div style="text-align: center;"><b><i><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;">Você ainda me vai me amar amanhã...?</span></i></b></div><div style="text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-8Fg5kSLkdGg/XeKMkYfw-pI/AAAAAAAAVaE/6khKl05bCjAXL5hfC0gOJUBA9DtWzvjWwCLcBGAsYHQ/s1600/613pGyTmZhL._SL1336_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="1336" data-original-width="1097" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/-8Fg5kSLkdGg/XeKMkYfw-pI/AAAAAAAAVaE/6khKl05bCjAXL5hfC0gOJUBA9DtWzvjWwCLcBGAsYHQ/s200/613pGyTmZhL._SL1336_.jpg" width="163" /></a></div><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;">CAPÍTULO I</span></b><br /><b><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><i>Alguém pode me dizer onde estou...?</i></span></b></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Sempre, por trás de cada ponto, há uma grande história para ser contada... No momento, ainda me lembro, por exemplo, de como ouvia música até bem pouco tempo, vendo o disco rodando com suas ondulações - não em vista aérea, mas na horizontal, lateralmente a mim, sentado, com a agulha subindo e descendo as leves ondulações do LP... Até quando o tema é sonoro, minha memória é visual! Hoje, mais facilmente ainda se chega a esse efeito da imagem associada ao som: agora mesmo, ouço <i>Be my baby</i>&nbsp;a encabeçar uma <i>playlist</i>&nbsp;daqueles adoráveis grupos vocais femininos dos anos 60, com a capa de um disco das <i>Ronettes</i> congelada na tela grande da TV (onde que, no meu tempo, existiam telas grandes assim?) - mas não é a mesma coisa, falta algo... Como o pegar a capa, sentir o cheirinho do saco que envolvia o disco. E pegar o "bolachão" (na época, não parecia tão grande...), colocar, pôr nele a agulha e olhar sua dança, imaginando outras danças nalgum lugar a partir dali... Agora, um clique no controle remoto e nada mais! Mesmo assim, resisto... E danço, mesmo com a tela congelada, viajando nas minhas memórias cinematográficas e editadas ao meu bel prazer...</div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">Entretanto, é no instante em que, logo em seguida, começa a tocar&nbsp;<i>Will you still love me tomorrow?</i>&nbsp;que se inicia mesmo a rodar um filme inteiro na cabeça (rodar é modo de dizer, do tempo das projeções com rodos: agora é tudo digital): a marcante voz de&nbsp;<span style="background-color: white; color: #222222;"><span style="font-family: inherit;">Shirley Owens, a embalar <i>The Shireless</i>, simplesmente me trouxe aquele sorriso diante de mim, mais uma vez - livre e vivo, como o do gato de <i>Alice no País das Maravilhas</i>, até que se formasse o seu lindo rosto, junto ao resto do corpo estonteantemente em movimento (ela sempre foi lindíssima; mas quando dançava...), saindo de uma espécie de desembaçamento da sua imagem e de todo o cenário por trás - aquela festa de 10 anos de formatura da primeira turma de Sociologia daquela faculdade onde nos conhecemos. Ela, Bourdieu; eu, Marx e Durkheim; e nós dois, com tantos pontos em comum, tanta história, só conseguíamos sorrir um para o outro enquanto tocava essa deliciosa canção que falava por nós e nos redimia de tanto tempo sem nos vermos ou sequer nos procurarmos: igualmente exatos 10 anos...&nbsp;</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white; color: #222222;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white; color: #222222;"><span style="font-family: inherit;">Nem bem terminava o antigo&nbsp;<i>hit</i>&nbsp;quando ela de mim se aproximava devagar (como sua boca ficava linda levemente entreaberta...) - Pra dizer algo? Pra me beijar, depois de tantos anos? -, a nova canção que passava a tocar curiosamente redefinia nosso derredor, estando agora nós dois numa barca com esse som ambiente, <i>Samba de Verão</i>&nbsp;tocado em Francês, passeando pelos verdes mares de um paraíso bem parecido com as Maldivas daquelas imagens de papel de parede manipuladas da <i>Microsoft </i>(não havia <i>photoshop</i>? Eram fotos reais?!)... Mas espere aí: ela ficava enjoada só de olhar o movimento de um barco atracado ao píer! E nós nunca viajamos para fora do Brasil - embora ela sempre brincasse com a ideia de que, fracassadas todas as nossas pesquisas, poderíamos nos mudar para alguma praia turística no Pacífico e viver das nossas histórias contadas aos que passassem... Estou confuso!</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white; color: #222222;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white; color: #222222;"><span style="font-family: inherit;">De repente somos interrompidos por um ex-aluno imbecil no exato ponto em que nos chegávamos um ao outro ao final daquela canção sessentista: estávamos de volta àquele baile dos 10 anos - juntamente a outros três colegas, ele se infiltrou entre nós de uma forma que só restou a ela ser simpática e, olhando de soslaio pra mim e soltando um sorriso amarelo de <i>o que se há de fazer...</i>, dar a atenção de seu belíssimo sorriso para aquele cretino desenxabido e sua curriola - que, posso jurar, estampava risinhos de escárnio ao me encarar pela situação vencida por seu grupinho de incapazes (depois soube que lucravam horrores, os "rapazes de bem", em esquemas de rachadinhas na Assembleia Legislativa, onde seus papais lhes deixavam brincar de assessores)! Pior nem foi isso, mas a minha estupidez de ter brigado com ela, no final da festa e bem no meio de um estacionamento completamente vazio para nós (ah, nossos estacionamentos de outrora...), só porque a encontrara, uma hora antes, dançando ao som de <i>Pra ser sincero </i>(nunca suportei o Beto Gessinger!) com o mesmo imbecil do aluno metido (como era o nome dele, meu Deus...?) - depois de tanto tempo, não dava para apenas dizer que a amava e deixasse para outra hora aquela infantil cena de ciúme?!</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white; color: #222222;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white; color: #222222;"><span style="font-family: inherit;">Agora outra canção, <i>Insensatez,</i> começava a girar em nosso antigo estéreo 3 em 1 da Gradiente, eu não precisava mais do aplicativo da <i>smartv</i>&nbsp;(sequer o entenderia se me perguntassem a respeito): voltei no tempo para nosso primeiro dia morando juntos (eu nunca quis me casar...), voltando pra casa depois de um chatíssimo congresso; ela, aquele sonho só de <i>babydoll</i>, sorrindo pra mim com uma taça de vinho tinto pela metade (com certeza <i>malbec</i>, seu favorito até para me sentir o cheiro em perfume!), perguntando-me maliciosamente se eu queria uma coisinha pra beliscar... Como fomos felizes... Ou ainda somos? Sinto-me um pouco tonto e percebo várias garrafas de vinho vazias derribadas a esmo - ela que tinha aquela mania besta de colecionar as rolhas e botá-las em quadros de vinho, em cada uma anotada a data daquele porre de felicidade; eu só bebo e jogo tudo fora... Mas ela não está aqui pra ralhar comigo pela bagunça, posso ver que não... Então por que a sinto tão perto, quase que como a sentir os poros eriçados de sua pele, a mais aveludada que tive o prazer de tocar em toda a minha vida?&nbsp;</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white; color: #222222;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #222222; font-family: inherit;"><span style="background-color: white;">Preciso saber onde estou e o que está havendo... E acho que também preciso beber mais um pouco... Talvez ouvir outra canção pra entender ou me pôr pra dançar... Pode ser que a veja de novo e ela me explique onde é que ela possa estar...</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #222222;"><span style="background-color: white;"><br /></span></span></div><div style="text-align: center;"><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-JiLgSpU7Cpc/XeKMkK7J6kI/AAAAAAAAVaA/AySD77PRIPIJL2vNGzzxquz_k6kfAR22QCLcBGAsYHQ/s1600/s-l300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="231" data-original-width="300" height="153" src="https://1.bp.blogspot.com/-JiLgSpU7Cpc/XeKMkK7J6kI/AAAAAAAAVaA/AySD77PRIPIJL2vNGzzxquz_k6kfAR22QCLcBGAsYHQ/s200/s-l300.jpg" width="200" /></a></div><b style="color: #222222; font-family: &quot;courier new&quot;, courier, monospace;">CAPÍTULO II</b><br /><span style="color: #222222; font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace;"><span style="background-color: white;"><b><i>O escritor temperamental</i></b></span></span></div><div style="text-align: center;"><span style="color: #222222; font-family: inherit;"><span style="background-color: white;"><br /></span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Menina, poderias ler mais rápido, por favor?!</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- A culpa é tua se escreves tão bem e quero sorver cada vírgula...</span></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Sei de teus exageros, e não seria diferente agora... Mas é só mais um artigo!</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Não... É um escrito teu... E... só mais um pouquinho, terminando a conclusão... <i>Voilá</i>! Genial como sempre, minha vida!</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Quero algo crítico: sei que não é a tua área específica, mas tens como avaliar - pra você é sempre tudo tão perfeito o que eu faço?! Qual a vantagem de viver com uma professora de Sociologia se não tenho teu lado profissional na análise do que escrevo?!</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Vem aqui que eu te mostro as vantagens...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Falo sério: sabes que tenho achado minha pesquisa superficial... Nunca mais publiquei nada de relevante...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Ai, ai, não me vem de novo com aquela história de romance...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Não, não... Você já me naufragou qualquer sonho de me tornar um escritor literário...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Longe de mim! Só acho que viver de Literatura nesse País é ainda pior que viver de pesquisa universitária!</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Vou escrevendo em meu <i>blog</i>...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- ... Que ninguém lê! Bom, faz como quiseres - desde que não te atrapalhe...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- ... As pesquisas: sim, já sei - o "Grande Marxista&nbsp;<i>Expert</i>&nbsp;de Durkhéim!</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Tocava Beethoven, sua Quinta Sinfonia, nalgum movimento mais denso e soturno, volume alto. Clima acabou tão pesado quanto no silêncio que se seguiu tão logo acabou de rodar minha coletânea de clássicos da Música erudita, de uma daquelas revistas de coleções, das bancas.</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- A gente podia sair... Saudade de usar aquele vestido que você me deu...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Você só usou uma vez...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Não é que eu não tenha gostado, já te expliquei: faltou ocasião...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Ele não tinha decote...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Desde quando gosto de decote?!</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Desde sempre: 80% de tuas roupas...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Ah, 'tava demorando: tens sempre uma coisinha pra falar de mim, minhas roupas... Sinceramente, não sei o que você faz morando comigo!</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">- Também tenho me feito a mesma pergunta, sendo tão monstruoso assim como tu me pintas...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Deus, como fui idiota... Tudo bem que ela vinha implicando com minha decisão de deixar o magistério pra me arriscar na Literatura, poeta e cronista amador que era desde a adolescência e professor profissional a partir da juventude. No entanto, o mercado estava para romances completos e longos e uma narrativa longa e cheia de detalhes com que eu me preocupasse, enveredando por mil e uma subtramas cheias de personagens, nada podendo conter furos, no fundo me amedrontava, nem me sentia mesmo capaz, talvez ela estivesse certa... Mas havia o desafio. A pesquisa havia ficado burocrática. Nós dois estávamos burocráticos. E eu, mestrado e doutorado&nbsp;</span></span><span style="background-color: white;">nas metodologias e simbolismos antropológicos da psicologia social e progressista, parecia não entender mais nada do microcosmo daquela nossa relação...</span><span style="background-color: white;">&nbsp;</span><span style="background-color: white; font-family: inherit;">Mas nada justificava esse meu distanciamento, minha falta de paciência e de cuidado! Precisava de algo pra beber...</span><br /><div style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para diecast miniature bottle drink pencil sharpener" height="200" src="https://cdn.littlecraftybugs.co.uk/pub/media/catalog/product/cache/c5b0e6136a6dd7f7d91d8b889ed40f35/o/b/ob_fil_79_4985.jpg" width="200" /></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;courier new&quot; , &quot;courier&quot; , monospace; font-size: large;"><b><a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2019/12/meu-primeiro-romance-segundo-mes.html">CONTINUA...</a></b></span></div></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-72770307407444844552019-11-24T10:17:00.001-03:002019-11-24T10:24:55.686-03:00"Onde tua vista não alcança..."<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-whKfPdWzDXM/XdqC5uLrP8I/AAAAAAAAVU8/AhiY89Q0vwI-gYEk7Uy7fmK7kG2_ILjqQCLcBGAsYHQ/s1600/75238424_1272809629565177_7922055806122412121_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" data-original-height="475" data-original-width="475" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-whKfPdWzDXM/XdqC5uLrP8I/AAAAAAAAVU8/AhiY89Q0vwI-gYEk7Uy7fmK7kG2_ILjqQCLcBGAsYHQ/s320/75238424_1272809629565177_7922055806122412121_n.jpg" width="320" /></a></div><div style="text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: center;"><span style="font-family: inherit;"><b>Inalcançável</b></span></div><span style="font-family: inherit;"><br /></span><br /><div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify;"><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">Tu, que agora me vês sorrindo, não sabes o menino&nbsp;</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">por trás de tudo que passou...</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">Talvez agora, finalmente,&nbsp;</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">meu sorriso seja real&nbsp;</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">- não sente</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">os fardos</span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">da foto que amarelou...</span></span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">Que isso também te sirva de lição:</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">provação sempre foi banal</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">no astral de teu universo delicado.</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;"><br /></span><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">Quantos foram os pecados cometidos</span><br /><span style="background: white; color: black; font-family: inherit;">pelos sentidos tateados</span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">para se chegar até aqui?</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">E essa ansiedade, essa angústia que não cessa</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">na messa de meus últimos fios desesperados</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">pode ocultar minha vontade</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">de ser feliz...</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Pois na reinvenção&nbsp;</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">das verdades de meu nariz</span></span><br /><span style="font-family: inherit;">eu digo em alto e bom som:</span><br /><span style="font-family: inherit;">quero o peito pleno em qualquer idade</span><br /><span style="font-family: inherit;">e criar posteridade com algo bom</span><br />pra muito depois que eu me for!<br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">E tu,&nbsp;</span>como operária,<br /><span style="font-family: inherit;">hás de organizar minha obra perdulária</span><br /><span style="font-family: inherit;">noite e dia,&nbsp;</span><br /><span style="font-family: inherit;">a catar minha poesia</span><br /><span style="font-family: inherit;">bagunçada pelo chão...?</span><br /><span style="font-family: inherit;"><br /></span><span style="font-family: inherit;">Não, creio que não</span><br /><span style="font-family: inherit;">- é sentimento demais!</span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">Parece que só existo nalguma paixão</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">em que resisto ao tempo por trás</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">da etérea cristalização</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">da bela mulher</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">que jamais deveria envelhecer!</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;"><br /></span></span><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">Sigo assim, diante do que nos resta</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">e do que me espera na próxima contradança...</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">Só nos fingimos crianças</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">e eu, engasgado,</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">permaneço</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">nas mãos com o bilhetinho amassado</span></span><br /><span style="font-family: inherit;"><span style="background: white; color: black;">aqui, do outro lado, na rua de trás, onde tua vista não alcança...</span><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><o:p></o:p></b></span></div><br /><span style="font-size: x-small;">(Dilberto L. Rosa, 24 de novembro de 2019)</span>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-16679542.post-86466039862082331922019-11-15T22:07:00.000-03:002019-11-24T22:42:11.133-03:00Amizades de 25 anos...<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-OMbadC62UNg/XdXghdzKzdI/AAAAAAAAVTY/8TnqBjMswWQzi9tQIGYmaOioutGR4UUGQCLcBGAsYHQ/s1600/Friends%2B%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="410" data-original-width="700" height="187" src="https://1.bp.blogspot.com/-OMbadC62UNg/XdXghdzKzdI/AAAAAAAAVTY/8TnqBjMswWQzi9tQIGYmaOioutGR4UUGQCLcBGAsYHQ/s320/Friends%2B%25281%2529.jpg" width="320" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">- <i>Ei, você não vai participar da reunião dos "amigos" de 1994?!</i></td></tr></tbody></table><div style="text-align: center;"><br /></div>Noutro dia recebi mensagem pelo <i>Telegram</i>&nbsp;de um antigo amigo da escola - conheço-o desde a oitava série: já se vão <b>25 anos do término do nosso Ensino Médio</b>, mais uma vez a turma da época quer se reunir ("Afinal, são 25 anos..."), e, pagando-se a bagatela de 100 reais, "se tem direito" a cerveja, refri, água e feijoada, e, de brinde, uma camiseta emulando nosso uniforme original... Minha resposta foi imediata e irrevogável (mesmo sob fortes protestos de "Tu 'é' fresco..."): "- Não vou, ó: abraços de 25 anos a todos"...<br /><br />Longe de desconsiderar qualquer deles ou mesmo o sentimento retroalimentado (ou seria "retrô alimentado"?!) pela maioria que ainda curte tais <i>revivals</i>&nbsp;- ou que ainda não descobriu que redes sociais são mero celeiro para o hiperconsumismo (graças às vaidades virtuais: fiquei muito pouco e estou fora faz tempo!), nada disso. Somente <b><a href="http://osmorcegos.blogspot.com/2017/01/reuniao-dombosquina-presente.html" target="_blank">já fui uma vez</a>&nbsp;</b>a um encontro deles e foi o suficiente:<b>&nbsp;</b>tive uma ideia de como todos envelheceram (alguns bem mais coxinhas que outros...), dei tapinhas nas costas (e nas barrigas) de todos e relembrei piadinhas com prazo de validade mais que vencido (homofobia, racismo e <i>otros</i> preconceitinhos <i>mas</i>)...<br /><br />E só: não temos mais 17 anos faz um tempão, não suporto as milhares de&nbsp;<i>fake news</i>, bem como as muitas fotos amareladas de gentes que nem lembro de outras salas, divulgadas à exaustão em seus atuais grupos de "amigos do <i>Whatsapp</i>" e, nesse "breve" interregno entre a formatura e hoje, ganhei casamento, 3 filhos, quase 20 quilos e perdi dinheiro, cabelo e uma porção considerável de saúde, passando por tantas outras coisas sem a companhia de nenhum deles - a não ser breves encontros esporádicos, de no máximo 5 minutos, pelos <i>shoppings</i>&nbsp;e supermercados aqui e acolá...<br /><br /><table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-Cj-KZByTaw0/XdXcb0k_C3I/AAAAAAAAVTM/xDIyKAc0FBQFqmHpuA87PzVdrdW3jkxcACLcBGAsYHQ/s1600/friends.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" data-original-height="859" data-original-width="768" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-Cj-KZByTaw0/XdXcb0k_C3I/AAAAAAAAVTM/xDIyKAc0FBQFqmHpuA87PzVdrdW3jkxcACLcBGAsYHQ/s320/friends.jpg" width="286" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Entre rugas, cabelos brancos e muito <i>botox</i>, um registro<br />recente em postagem de Rachel, digo, Jennifer Aniston.</td></tr></tbody></table>Tal como, <b>igualmente&nbsp;passados 25 anos</b>&nbsp;<b>de</b> <i style="font-weight: bold;">Friends</i>, os atores<i style="font-weight: bold;">&nbsp;</i>que viveram Monica, Phoebe, Rachel, Chandler, Ross e Joey (amigos na vida real, mas não sei se com a mesma "frequência" que eu em relação aos meus), que também recusam a possibilidade de reencontro entre seus personagens - nem mesmo para um milionário especial televisivo: não cola mais... A décima temporada não me deixa mentir: depois de anos de inocência, imaturidade e vida em que amigos são uma família&nbsp;(<a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/criadora-de-friends-explica-por-que-nao-e-a-favor-de-retorno-e-se-diverte-com-comentarios-dos-novos-espectadores-nao-sei-que-bem-faria" target="_blank">pensamento da própria&nbsp;<b>Martha Kauffman</b></a>, uma das autoras),&nbsp;<span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);">todos evoluíram, já se efetivaram (<b>Ross</b> que o diga), casaram-se (a maioria entre si!) e tiveram filhos (ainda que sejam trigêmeos do irmão)... Enfim, cresceram!&nbsp;</span><br /><span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);"><br /></span><span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);">E olha que arrastaram o que puderam, mas não adiantou:&nbsp;</span>entre sumiços de personagens marcantes (como os pais de Monica e Ross) e cansativas ênfases nos amadurecimentos do sexteto (à exceção de Joey, que, como alívio cômico de tanto dramalhão, ficou ainda mais "retardado", sendo o menos desenvolvido do grupo), os últimos episódios da série deixaram bem clara uma coisa: aquela época, quando "<span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);"><span style="font-family: inherit;">não se ficava o tempo todo olhando os celulares, atualizando o perfil no <i>Facebook&nbsp;</i>e pessoas se reuniam numa cafeteria pra conversar" (no <a href="https://cinepop.com.br/jennifer-aniston-explica-porque-reuniao-de-friends-nao-vai-acontecer-132442" target="_blank">preciso dizer de <b>Jennifer Aniston</b></a>, a <b>Rachel</b>), decididamente, ficou para trás</span></span><span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);">, acabando a alma que unia esse pessoal - e justificava o seriado</span><span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);"><span style="font-family: inherit;">.&nbsp;</span></span><br /><span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span><span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);"><span style="font-family: inherit;">É só <a href="https://osmorcegos.blogspot.com/2008/05/eu-ainda-pago-por-isso.html" target="_blank">lembrar a velha canção de abertura</a> e realizar uma boa catarse em relação ao que passou: <i>I'll be there for you</i>, cantavam os <i>Rembrandts</i>, no início dos anos 90,&nbsp;no famoso tema das "palminhas" -&nbsp;</span></span><span style="background-color: rgba(33, 33, 33, 0.01);">"Eu estarei lá por você", especialmente&nbsp;</span><span style="background-color: rgba(33 , 33 , 33 , 0.01); font-family: inherit;">quando "seu emprego é uma piada, você está duro e sua vida amorosa morreu antes de começar"... E isso serve para todos, amantes ou não dessa série. Ho</span><span style="background-color: rgba(33 , 33 , 33 , 0.01); font-family: inherit;">je, até dá para rever o que se foi - por meio de alguma foto digitalizada de nossa turma de adolescentes ou revendo os 236 episódios de <i>Friends&nbsp;</i>pela <i style="font-weight: bold;">Netflix</i>&nbsp;(coisa que terminei de fazer há cerca de um mês, coincidindo com suas bodas de prata); porém, mais do que isso, soa como forçar a barra para se manter uma essência que, inevitavelmente, não tem como ser revivida de outra forma...</span><br /><span style="background-color: rgba(33 , 33 , 33 , 0.01); font-family: inherit;"><br /></span><span style="background-color: rgba(33 , 33 , 33 , 0.01); font-family: inherit;">E eu, depois das sérias desavenças pessoais sofridas em razão do tratamento dado ao meu caçula no mesmo colégio de "meus 25 anos", lá quero alguma roupa como recordação dessa escola?! Sem falar nos atualmente bolsonaristas de carteirinha que, há mais de duas décadas, eram só colegas de sala sem ideologia e que nos divertiam com tolas piadas de duplo sentido... E, por outro lado, será que esse povo <i>hater</i>&nbsp;de hoje, que já inventou inúmeros pseudofeminismos para atacar o segundo personagem mais legal da série (o primeiro era o Chandler!), <b>Ross</b>, vivido pelo esporádico&nbsp;</span><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;"><b>David Schwimmer</b>&nbsp;- pela rede, chamam-no de homofóbico e machista abusivo, quando, na verdade, entrou com a ex-esposa em seu casamento lésbico e aguentou inúmeras patifarias de sua idolatrada Rachel (que rompia e, em seguida, estragava cada novo relacionamento do cara)! -, estaria realmente preparado para um reencontro de tipos tão bacanas como o de <i>Friends</i>, este icônico seriado?&nbsp;</span></span><br /><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;"><br /></span></span><span style="background-color: white;"><span style="font-family: inherit;">Tenho minhas dúvidas... Sem esquecer que o inteligente bom humor para tratar de assuntos sérios - como a difícil relação de Chandler (<b>Matthew Perry</b>) com seu pai transformista - bem poderia ser confundida com piada preconceituosa e todo o <i>show</i>&nbsp;acabaria por ser boicotado pelos <i>fashion youtubers</i> atuais... Pois é, os tempos são outros - e graças a Deus: as milhões de novas idas e vindas pelas vidas de amados personagens bem como de cada um de nós fora dos filtros do <i>Instagram </i>ou dos reduzidos caracteres do <i>Twiter</i>&nbsp;agradecem! Senão, estaríamos até hoje sendo os mesmos meninos começando a vida, morrendo de medo dela, do próximo emprego ou de qualquer novo esforço ou tentativa de ser feliz... Ou será que ainda o somos?!</span></span><br /><div style="text-align: center;"><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><img alt="Resultado de imagem para friends sofa turning down lights" height="221" src="https://img.buzzfeed.com/buzzfeed-static/static/2015-05/26/16/enhanced/webdr03/anigif_enhanced-16557-1432673615-2.gif?downsize=700:*&amp;output-format=auto&amp;output-quality=auto" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="400" /></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Apesar dos gritantes erros de edição e <b><a href="https://grupoquinquilharia.com.br/site/17-erros-friends-serie/" target="_blank">de continuidade ao longo da série</a></b> e das muitas&nbsp;tramas ruins ou arrastadas (<b style="font-size: 12.8px;"><a href="https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/listas/2019/10/os-piores-episodios-de-friends-de-acordo-com-os-fas" target="_blank">especialmente as das últimas temporadas e aquelas que insistem nos <i>flashbacks</i>&nbsp;com cenas de outros episódios</a></b><span style="font-size: 12.8px;">), </span><i style="font-size: 12.8px;">Friends</i><span style="font-size: 12.8px;">&nbsp;foi, sem dúvida, acima da média das </span><i style="font-size: 12.8px;">sitcoms</i><span style="font-size: 12.8px;">&nbsp;norte-americanas, com </span><b style="font-size: 12.8px;"><a href="https://www.huffpostbrasil.com/entry/melhores-episodios-de-friends_br_5d85100de4b0957256b679c7" target="_blank">inúmeros episódios foram memoráveis</a></b><span style="font-size: 12.8px;">...</span></td></tr></tbody></table></div>Dilberto L. Rosahttp://www.blogger.com/profile/12721384554703027823noreply@blogger.com0