quarta-feira, 30 de março de 2011

Linques

Enquanto eu quase não volto por conta do tempo curto, de uns trabalhos atrasados, de problemas com uma 'internet' instável e de um susto de elevados graus de Isabela (verdadeiro pesadelo viral por quase uma semana!), os professores do ensino público do Estado seguem greve geral há quase um mês (acompanhados dos policiais civis)... Enquanto a Governadora do Bigode gastou mais de 4,5 milhões em comerciais redondinhos e matérias pagas a proclamar que o Maranhão passa por uma "revolução na Educação" (com anúncio de que o "calendário escolar será rigorosamente cumprido" – leia-se "com aula ou sem aula", só se for!), o TSE recebeu hoje recurso contra a diplomação de Roseana Sarney e de seu vice (Washington, do vendido PT maranhense – com raras e excelsas exceções: viva Dutra!), por abuso de poder dos meios de comunicação e do uso da estrutura da Administração Pública, que todos sabem não dará em nada... Enquanto a saúde entra em crise (e quando saiu dela?!) com "Ricardito" e a barbárie rola solta na crise da carceragem, nosso único aeroporto não entrou em crise: despencou, mesmo...

Enquanto "brota" no mercado "jornalístico-literário-de encomenda" uma "biografia autorizada" baseada nos diarinhos do Ditador Bigodudo (boa mesmo é a "nada autorizada" pena do Palmério, amplamente alardeada por aqui quando do seu lançamento, Honoráveis Bandidos), Sarney segue a assassinar o Maranhão e a Gramática, em doses cavalares de políticas privadas e de Literatura digna de uma privada... Enquanto se segue com esperança de que as próximas eleições apontem para um possível fim do Império Maranhense (Sarney fora do Senado pelo Amapá com a volta triunfal dos Capibaribes por lá e com a ascensão de uma nova e mais segura oposição com o Mestre Flávio Dino por cá), nasce no Maranhão um estranho fruto, espécie de símbolo do fálico viver por aqui até agora, por mais de 50 anos...


A presepada maquiada da vida do Sarney e o maracujá em forma de pênis que nasceu, sugestivamente, em terras maranhenses, sob o jugo do Bigode... Aproveitem, caros blogueiros de plantão, a postagem mais curta de hoje e viajem pelos ótimos textos lincados aos assuntos aqui expostos hoje (em destaque): atenção especial para o sempre atualizado e ótimo Blog do Kenard, de onde passo a expor, como aperitivo, trecho de outra croniqueta fabulosa sobre outro duro tema local, juntamente a boas matérias publicadas no combativo Jornal Pequeno! E até semana que vem, com Futebol!

Roberto Kenard:

Roseana faz piada com vítimas das enchentes
(...)
Leio que o Governo do Estado resolveu disponibilizar na internet uma página para orientar os maranhenses vítimas de catástrofes. No embalo – é o que se pode supor – do tsunami que atingiu o Japão. Só que aqui a catástrofe são as enchentes. As velhas enchentes cansadas de guerra. Prova de que se trata de um governo virtual.

Não é difícil de imaginar, por exemplo, um ribeirinho de Pedreiras, ao ver a casa ser tragada pelas águas do rio, sentado no telhado, notebook no colo, a ler na página do governo como deve agir!

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José Reinaldo (Excelentíssimo Sr. Ex-Governador do Maranhão - aquele que rompeu com a Sarna...):

Crime contra a População
(...)
Para completar o cenário, o senador José Sarney lançou um livro que a revista Veja chamou de “autobiografia escrita por terceiros”, em que se sentiu a vontade para mudar toda a história a seu favor. Ali coloca a versão que gostaria que todos aceitassem de sua vida. Exagerou tanto que um amigo comum, surpreso, comentou comigo: “Espantei-me quando vi que Sarney lutou muito contra o regime militar. Desse jeito ele acaba merecendo uma indenização pelo que sofreu nesse tempo…”

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia da Poesia


Num antigo poema de minha lavra, em certo momento eu clamava para "Que cada poesia em sua errância Ajustasse a minha insignificância Ao estéril esquema de um horário!"... Pois que Poesia, Arte Maior, permanece viva e pulsante no ar, não tendo hora, dia ou lugar (tanto que tantos de meus poemas foram escritos originariamente num pedaço de guardanapo qualquer...), e os que se dizem poetas (uns mais, outros menos) apenas a catam aqui e acolá (vagam como meros catadores), na medida de suas visões (ou de seus tatos...)... Mas hoje é o Dia da Poesia (e viva nosso Castro Alves: 164 anos!) e não do poeta; por isso, deixem-na falar por si – e ela está aí, para quem quiser ver! Pois que eu mesmo, poeta menor, já disse, certa feita, noutro guardanapo qualquer: "O poeta é aquele que se conjuga no saber-se vazio no vazio fecundo da poesia...".


Homenagem Incompleta

Procuro
Entre as sombras de meus pensamentos
Por alguma coisa ainda não dita em poema algum.
E me refugio em pensamentos distantes
Buscando Drummond, Cecília, Bandeira,
Pessoa, Gullar, Nauro,
Chico, Leminski,
Torquato, Florbela,
Machado, dos Anjos, Billac,
Vinícius, Cabral, Neruda, Borges,
de Azevedo e Souza...
Poesia de todos e de ninguém
– Versos que existem e que são colhidos,
Versos que se inventam a cada instante:
Poesia que se sabe mutante.
E,
Ainda que seja a falsa amante,
Sempre viva por entre as tantas mortes,
Do Gozo e da Dor,
Segue ela independente,
Sangrando a pena de um qualquer
Que assim se torna poeta
E então trabalha, e teima, e lima, e sofre, e fia,
E acaba revelando a mesma coisa
Já dita antes algum dia...

(Dilberto L. Rosa, 2004 Poemas)

Ao Longe

Poesia inalcançável
de versos infinitos,
no ar, estática,
soberana e lenta...

Poema altivo
subido no alto
do mais alto monte
in natura, sem verbo,
à vista e à espera
ao sabor do talento
de um já em seu nascedouro
fracassado poeta...

Limitado, limitado
– tantas nuvens...
Luta vã:
no ar, estática,
poesia ao longe.

(Dilberto L. Rosa, 2004 Poemas)

terça-feira, 8 de março de 2011

Frevo Mulher


Porque o carnaval é a mais democrática das festas, o Samba, ritmo-filosofia e estado de espírito maior de nossa festa orgiástica, já divide espaço em todo o País há muito tempo com outros ritmos-símbolo da folia de Momo: o frevo, por exemplo, pula, pulsa e faz suar a mulher mais acrobata, com sua sombrinha multicolorida a auxiliar na dura arte do equilíbrio do resto do ano inteiro...


Porque a verdadeira mulher é mesmo assim: uma Maria, de Milton, e uma linda guerreira amazona, pintada à moda mais fetichista masculina, porém com um senso de super-heroína que suplanta qualquer de suas fraquezas: amante, amiga, esposa, profissional, "dular"... Pena que em ainda tantos casos, a vida em nada imita a arte de um quadrinho...


Porque ainda há muita mulher para ceder demais pela "tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor e para ser só perdão", como disse o Poetinha...

Mas, como diria outro grande poeta dos olhos de ardósia (e por quem tantas mulheres já cederam...), "se todo mundo sambasse, seria tão fácil viver"! E é com alegria que carnaval também me lembra mulher: para o bem... e para o mal!


Porque mulher quis ficar tudo igual! E, na passarela dos sonhos mais bestificados, mulher tem bizarros seios fartos e todos do mesmo tamanho, volume e consistência! E todas são bundudas em excesso a custo de muito ferro ou anabolizante (muitas já até falam esquisito...), mas todas muito graúdas, "artistas" prontinhas de fábrica para a próxima capa de revista... Ou para a próxima pensão...

Mas sempre haverá aquelas diferenciadas, que lideram, criam, pintam e bordam com suavidade as mais belas telas eternizadas ou canibalizadas de nossa etérea realidade de mulatas ou operárias... E viva Tarsilas, Penhas, Zuzus, Dilmas, Fernandas, Elises, Claras, Aracys, Florbelas, Clarices, Pagus, Olgas, Naras, Bethânias, Lígias, Cecílias, Jandira, Dilena, Isabela e tantas outras que arte-finalizam este carnaval cheio de vida...

Mas "pára e repara, olha como ela samba, olha como ela brilha, olha que maravilha, essa crioula tem o olho azul, essa lourinha tem cabelo bombril, aquela índia tem sotaque do Sul, essa mulata é da cor do Brasil"... Porque "eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar"! É que, sabe, nesse Brasil de belas vidas femininas em eterno carnaval, eu mesmo já confessei certa vez que "Amo todas as mulheres do mundo - Amo a vida festiva, Recatada e exclusiva De cada alma feminina..."


Mas hoje vivo apenas três mulheres e prefiro um novo tipo de carnaval, um onde minha mulher veste de colombina pronta para um novo frevo a minha mais nova "mulherzinha" (em fantasias compradas pela minha antiga mulher, que hoje baba como avó e madrinha...), tudo ao som de Amelinha, com seu eterno Frevo-Mulher...
 

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