terça-feira, 29 de novembro de 2005

Salve, queridos blogueiros de plantão: em primeiro, gostaria de agradecer, por meu irmão, o carinho e as várias sugestões de nomes para sua futura filha, dadas na última publicação, e lembrar que a votação continuará até o fim de semana, onde será revelado o nome "vencedor": por enquanto, estão na frente "Rebeca" e "Giovana"... Quem ainda não votou, pode consultar a listinha colocada na Coluna Lateral ou ler a mesma no post anterior, e colocar sua sugestão na seção de comentários.

O post de hoje, por ser um pouquinho longo, foi dividido em duas partes, cuja segunda parte será publicada em dois dias (com a entrevista dada, sem nenhum constrangimento, pelo senador à revista...). Hoje, peço vênia para mais uma ROTATÓRIA ESPECIAL, onde tenho o prazer de divulgar parte da longa matéria publicada na semana passada na séria revista Carta Capital, que, ao contrário dos desserviços que costuma prestar a Veja, trouxe a lume muitas e preciosas informações que muitos brasileiros desconhecem a respeito da desgraça política que representa a Família Sarney há mais de 40 anos neste Estado do Maranhão, condenado à miséria diretamente pela mão de ferro patriarcal exercida pelo patriarca José Sarney (atualmente senador pelo Amapá!!!) e por seus descendentes diretos (como a "senadora que não trabalha" Roseana, sua filha, que é ávida por voltar ao poder no governo do Estado nas eleições do ano que vem), afora uma larga escala sangrenta de tentáculos venenosos, que se espalham em várias ramificações de poder e influência (prefeitos, desembargadores, diretores de estatais, conselheiros de tribunais de contas, assessores do Legislativo etc., sem esquecer a corja de senadores, todos do grupo, capazes de segurar por anos empréstimos para o Maranhão, unicamente para prejudicar o atual Governador, desafeto rompido com o grupo depois de ter sido eleito em 2002). Juntos, foram responsáveis, nestas quatro últimas décadas, através de votos de cabresto e de curral, situar o Maranhão em algum lugar do passado da República Velha e erguer e enterrar quem lhes aprouvesse, através de governadores ligados ao grupo e de irregularidades capazes de fazer corar qualquer Maluf!! E tudo mostrado como um grande paraíso do Bumba-meu-boi para os maranhenses (com um número tão grande de analfabetos) e para os turistas embasbacados...

Além de outros pormenores, a Revista destaca a mais recente "vitória" do Governador José Reinaldo Tavares, que conseguiu, junto à Assembléia Legislativa, trazer de volta ao patrimônio público um bem tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, "doado" pelos governos anteriores para o absolutista "escritor" da ABL, o Convento das Mercês, onde atualmente funciona a "Fundação José Sarney", e que, até então, não continha nada de santificado...


REINADO SOB AMEAÇA
"Frente de oposição desafia 40 anos de poder do clã Sarney no Maranhão. Há até um alvo simbólico: o mausoléu do ex-presidente"
Por Sergio Lirio

"A verdade que vos digo é que no Maranhão não há verdade."
Padre Antonio Vieira, Sermão da Quinta Dominga da Quaresma, São Luís (MA), 1654

Entre 1652 e 1661, o padre Antonio Vieira proferiu alguns de seus mais conhecidos sermões no Convento das Mercês, imponente construção retangular encravada no centro histórico de São Luís. Vieira dispensa apresentações. Mordaz, irônico, crítico dos costumes da nobreza, é considerado o principal orador sacro da língua portuguesa, referência obrigatória nos estudos da literatura brasileira. Mas quem visita o convento, quatro séculos depois, em busca de vestígios da passagem do padre pelo Maranhão, sai decepcionado. Há poucas, quase nenhuma menção ao religioso.

Em compensação, o turista pode se fartar com a história de outro literato, mais contemporâneo, o senador José Sarney. Em um dos cantos do pátio central um altivo busto do ex-presidente da República vigia a entrada principal do prédio. No pedestal que sustenta a imagem, lê-se a rima, de autoria do próprio, "Maranhão, minha terra, minha paixão". À esquerda do busto, dois automóveis ilustram um período da vida do patriarca, o Landau Galaxy usado nos tempos em que Sarney ocupou o Palácio do Planalto e o Caravan da esposa Marly, freqüentemente utilizado, descreve uma placa, no trajeto entre São Luís e a fazenda no interior do estado. No andar superior, fotos, documentos, livros raros e souvenires reunidos em meio século de atividade política.

O roteiro é um aperitivo antes do momento supremo da visita. Em um pequeno e bem cuidado jardim nos fundos do convento, sob a sombra de palmeiras, um tampo de mármore cercado por cordões de isolamento demarca o espaço da grande obra. Ali, informam aos turistas, "o povo do Maranhão, se o ódio político não impedir, pretende render uma justa, talvez a última, homenagem ao ex-presidente da República. Será erguido o mausoléu de José Sarney"...

(Carta Capital, Edição n. 369, de 23 de novembro de 2005)

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